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Casa de Chico Mendes segue fechada sem previsão de reabertura ao público

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Único bem tombado como patrimônio cultural nacional no Acre, a casa onde viveu e foi assassinado o líder sindical Chico Mendes, em Xapuri, está fechada há mais de um ano. Transformado em memorial, o imóvel se tornou o ponto turístico mais visitado do município e a maior referência material da história do ativista.

Localizada na rua Batista de Moraes, nº 10, Setor 1, Distrito 1, Lote 290, conforme descrição do Instituto Nacional do Patrimônio Artístico e Cultural (Iphan), a casa simples, de madeira, que tem apenas 4 metros de largura, abrigou os dois últimos anos da luta de Chico Mendes contra a expulsão dos seringueiros de suas áreas.

O fechamento da casa à visitação pública se deu ainda em 2018, quando o governo do estado rescindiu o contrato de locação por meio do qual o espaço era mantido. Com a mudança de governo, em janeiro deste ano, não houve acordo entre a família de Chico Mendes e a nova gestão estadual para que o patrimônio, que também é tombado pelo Estado do Acre, fosse reaberto.

Recentemente, a filha mais nova de Chico, Elenira Mendes, informou que anunciaria em breve novidades sobre o futuro da casa de memórias. Ela está à frente da fundação que leva o nome do pai, que está em processo de retomada após alguns anos de paralisação de suas atividades.

Em agosto deste ano, o superintendente do Iphan no Acre, Jorge Mardini, informou que o instituto mantinha contato com o governo do Estado, por meio da Fundação Elias Mansour, e com a família Mendes, alertando para a necessidade de preservação do imóvel tombado. Segundo ele, a única prerrogativa do Iphan é a de preservação e guarda do patrimônio.

“Uma coisa que precisa ficar bem clara é que o imóvel é da família. O patrimônio é tombado, mas é uma propriedade particular dos herdeiros. A nossa única prerrogativa é a de impedir a destruição do imóvel. Para evitar isso o Iphan tem, inclusive, poder de polícia. No mais é fazer apenas a fiscalização e zelar para que o patrimônio seja preservado porque ele representa parte importantíssima da vida do Chico Mendes”, explicou.

A organização não governamental SOS Amazônia, que teve Chico Mendes como um de seus sócios fundadores, iniciou este ano um diálogo com a família do seringueiro com objetivo de chegar a um acordo para a reabertura da casa. Miguel Scarcello, diretor-executivo da organização diz que as conversas avançaram, mas que ainda não há uma definição.

“Já demos um passo. Estamos conversando sobre como funcionará essa gestão, a partir de um contrato mais um plano de trabalho que escrevemos. Estou aguardando um posicionamento da Elenira para avançar”, explicou.

O tombamento da Casa de Chico Mendes pelo Iphan, ocorrido em 17 de outubro de 2011, com a sua inscrição no Livro do Tombo Histórico sob o n° 596, folhas 10 a 11, volume III, interferiu de maneira direta na vida de quem possui imóveis naquela região da cidade. Portaria publicada pelo órgão em 2015, estabeleceu uma poligonal de entorno da Casa de Chico Mendes e fixou critérios para intervenções nessa área.

O resultado disso é que qualquer projeto de construção ou reformas de prédios residenciais e comerciais, a instalação de equipamentos publicitários e sinalização turística e funcional devem atender aos critérios estabelecidos na portaria. As ruas do entorno do patrimônio e o bosque localizado atrás da casa também não podem ser alterados, segundo o documento que também expõe a justificativa para a imposição das medidas.

“Garantir a visibilidade da Casa de Chico Mendes em função do deslocamento a pé e da desobstrução de suas visadas preferenciais nos passeios e vias carroçáveis e a preservação da ambiência do bem tombado, configurada pela qualidade ambiental e paisagística do entorno decorrente da presença expressiva da vegetação e de edificações predominantemente isoladas no lote que remete ao singelo ambiente urbano à época de vida e assassinato do líder seringueiro”.

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Cidades

Prefeito Mazinho Serafim prestigia formatura de cabos da Polícia Militar

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O prefeito de Sena Madureira Mazinho Serafim (MDB) participou da solenidade de promoção dos 14 militares da Polícia Militar que foram promovidos a cabo nessa terça-feira (21). A solenidade de formatura dos militares ocorreu no auditório do Instituto Federal do Acre (Ifac), no Campus do município, e, a convite do comandante do 8º Batalhão, Major M. Jorge, reuniu policiais, familiares e autoridades municipais.

Para Mazinho, a promoção dos militares se soma aos 208 cabos que o estado do Acre irá ganhar. “Um dia muito importante para nossa sociedade, pois esses militares são orgulho para Sena Madureira. A nossa Polícia Militar é de excelência e desenvolve um papel fundamental para a nossa segurança”, disse o prefeito.

Durante a solenidade de promoção dos Cabos da PM, o comandante do 8º Batalhão da PM da cidade, Major M Jorge, destacou a importância que a prefeitura de Sena vem dando para o trabalho da polícia. “Agradecemos imensamente ao prefeito Mazinho, primeiro por ter aceitado o convite para participar dessa formatura, e segundo pela parceria que o poder público municipal vem estreitando com a segurança pública”, afirmou.

De acordo com o comandante, parceria tem sido fundamental para a realização de ações de combate à criminalidade no município e o desenvolvimento de ações de prevenção e atuação nas ruas. Também participaram do evento a deputada estadual Meire Serafim (MDB) e demais autoridades do município e do Estado.

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Cidades

Governo implanta tubulação para resolver problema de água em bairro de Xapuri

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O Governo do Estado, por meio do Departamento Estadual de Água e Saneamento (Depasa), anunciou que iniciará nesta quarta-feira, 22, a implantação de uma nova rede para levar água ao bairro Sibéria, em Xapuri, que enfrenta uma crise de desabastecimento desde dezembro do ano passado.

Segundo informa a Agência de Notícias do Acre, a intervenção visa solucionar o problema causado por um rompimento da tubulação que passa sob o leito do rio Acre. Com o grande volume de água do rio no início das cheias, a antiga estrutura, que tem tinha quase 25 anos não suportou a pressão.

O problema fez com os moradores daquela região da cidade passassem o Natal e o Ano Novo sem água. As várias tentativas de conserto da rede feitas pelo Depasa resultaram em insucesso em razão da dificuldade imposta pelo rio. Durante os serviços, o órgão foi auxiliado pelo Deracre e pela própria população em uma verdadeira operação para restabelecer a rede.

“Temos ali uma tubulação submersa que rompeu, causando muito transtorno à população. No período do inverno, o reparo pelo rio foi inviável, mas com o esforço das equipes coordenadas pelo nosso diretor de operações, Enoque Pereira, com apoio do chefe de operações e distribuição, Filogênio Ribeiro, fizemos a ligação por cima, com cabos de aço e, agora, estamos de novo levando um nova tubulação para resolver o problema que tem afetado os moradores da Sibéria”, explicou o diretor-presidente do Depasa, Zenil Chaves.

Para a execução do serviços serão utilizados 200 metros de cabo de aço e 300 metros de rede com tubos de 85 mm. A operação mobiliza homens e máquinas do Depasa e conta com a parceria da prefeitura de Xapuri. O trabalho deve ser concluído em 48 horas, quando então o abastecimento da vila Sibéria será completamente normalizado, segundo afirmou Zenil.

“Sabemos da dificuldade que é para uma mãe, um pai de família quando falta água nos seus lares. Então procuramos resolver a situação o mais rápido possível. Agradeço às equipes pelo empenho e aos parceiros que nos apoiam pra resolver essa situação o quanto antes”.

*Com informações da repórter Cleide Elizabeth, da Agência de Notícias do Acre.

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