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Presídio pode sofrer intervenção e gestores responsabilizados, diz desembargador

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Um pedido de providências assinado pelo corregedor-geral do Tribunal de Justiça do Acre, desembargador Júnior Alberto, chegou às mãos do governador Gladson Cameli no último dia 10 de dezembro, alertando para a possibilidade da decretação de uma intervenção federal no maior presídio do Estado localizado em Rio Branco, o Dr. Francisco D’Oliveira Conde, assim como ocorreu no Estado do Pará, e também no risco dos gestores do sistema prisional serem responsabilidades, civil, penal e administrativamente por uma série de atos praticados que consta num relatório produzido pelo Poder Judiciário e enviado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O relatório ao qual ac24horas teve acesso exclusivo aponta para a existência de supostas violações à integridade física dos detentos, com uso de munição não letal (balas de borracha), spray de pimenta, cassetetes, além de outras agressões físicas que tem ocasionado uma série de deformidades nas orelhas, dedos das mãos e também a perda de visão, durante intervenções do GECOE. O documento revela ainda sobre a falta de medicamentos e presença de detentos com doenças infecto-contagiosas, pondo em risco a saúde dos demais custodiados.

O despacho de Júnior Alberto impõe a adoção de providências no sentido de fazer cumprir a garantia fundamental prevista na Constituição, além dos demais previstos na Lei de Execuções Penais, cujo inobservância pode gerar inúmeras consequências para o Estado do Acre.

O documento de 25 páginas relata que foi identificado os pavilhões O, P, H, I, J e L da Unidade Prisional Francisco D’Oliveira Conde e o Pavilhão 7 da Unidade Antônio Amaro Alves como sendo os locais das supostas violações de direitos. O juiz auxiliar da Corregedoria, Leandro Leri Gross, comandou a inspeção que foi realizada no dia 3 de dezembro.

A ação do judiciário em produzir o relatório teria sido provocada pela juíza da Vara de Execuções Penais da capital, Luana Campos, que neste ano travou uma guerra pública com a cúpula da segurança, mas que em janeiro de 2020, deixará a Vara que comandou por 8 anos para compor a 1ª Vara do Júri. Um novo juiz deverá comandar a VEP de 2020 e a possibilidade é que algum magistrado do interior do Acre assuma a responsabilidade. No último final de semana, em entrevista exclusiva ao ac24horas, a magistrada afirmou que o “Estado é o maior fornecedor de mão-de-obra para as facções” e relatou uma série de ingerências no sistema prisional praticado por seus gestores.




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Destaque 4

“As ruas de Rio Branco respiram medo”, diz rapper que gravou clipe sobre a violência no Acre

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O artista de rap Zedequias Alves, o “Mano Z”, 24 anos, morador da Baixada da Sobral, em Rio Branco, ganhou as redes sociais quando gravou um clipe chamado “Vivências”. O clipe retrata o momento que o Estado do Acre vive.

“Escrevi a letra do meu rap sobre esse momento que estamos enfrentando [violência] nosso Estado. Sinceramente, as ruas do nosso estado respira medo”, explicou.

Em entrevista ao ac24horas, o artista conta que descobriu o Rap, em 2010 e, em 2013, o Samyron, dos Cobras Dance, o convidou para participar de algumas atividades de rap em Rio Branco.

“Me apaixonei pela cultura e estou aqui até hoje. Antes do Hip-Hop, eu não estudava, quando conheci, já me matriculei na escola novamente. Fiz um curso técnico, iniciei uma faculdade. Vivo na periferia e, por aqui, é difícil estudar e trabalhar ao mesmo tempo, por isso tive que trancar minha faculdade. Hoje, eu quero que outros jovens de periferia escutem minha música e pense positivo. É ruim saber que tem amigos e pessoas tão jovens se matando”, afirmou.

O desejo de “Mano Z” é mostrar através do clipe que a cultura pode salvar pessoas.

“Meu foco é esse, que eles conheçam e aprendam que a cultura salva. O Augusto do Hip-Hop foi o primeiro a me ceder um estúdio. Desde então sonho em viver disso: em colocar o Acre como referência no cenário de rap e batalhas. O rap me salvou, e eu quero salvar outras pessoas com minhas letras”, contou.

“Eu quero transmitir através das minhas letras que as pessoas acreditem mais em si. Quando comecei diziam que não levava jeito, e que fazer esse estilo de música no Acre era pedir pra morrer de fome, que não daria futuro, então, escrevi sobre alguns frutos que conquistei com minhas rimas, minhas letras”, contou o jovem que já foi um dos finalistas da batalha de rap em Belo Horizonte e Minas Gerais.

Veja o vídeo:

 




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Destaque 4

Mailza Gomes é a que mais compareceu ao trabalho no senado em 2019

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Do trio acreano, Mailza Gomes é a que mais comparece ao trabalho no Senado da República, marcando presença em 85,33% das sessões ocorridas em 2019. Mailza teve 11 ausências justificadas e uma não justificada.

Em segundo lugar, o senador Márcio Bittar bateu ponto em 78,67% das sessões, teve 16 ausências, mas nenhuma sem justificação.

Sergio Petecão esteve em 74,67% das sessões do Senado no ano passado. Faltou em 19 e, tal como Mailza, teve uma falta não justificada.

Os dados são do Congresso Em Foco (www.congressoemfoco.uol.com.br), que apontou Sergio Petecão o 2º que mais viajou para o exterior em missão para o senado.

 




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