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“Gladson não pode deixar isso acontecer”, diz Petecão sobre climão com a Segurança Pública

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FOTO: TV GAZETA

O senador Sérgio Petecão (PSD) foi entrevistado na tarde desta quinta-feira, 12, no programa Gazeta Entrevista, da emissora local TV Gazeta. Ao jornalista Itaan Arruda, o parlamentar explicou a situação embaraçosa em que se viu colocado após relatar em suas redes sociais – na semana passada, que Rio Branco sofre com a criminalidade e a falta de segurança nos bairros.

Petecão reiterou que faz parte do governo Gladson Cameli (Progressistas) e que não tinha necessidade de uma nota ser emitida pela cúpula da Segurança Pública com críticas à sua atuação como senador, simplesmente pelo fato de ter mencionado o que a população tem comentado diariamente. “A questão da insegurança não é culpa do governo Gladson. É um problema que vem se arrastando há muitos anos e, por melhor que seja o governo, não dá para mudar essa situação em menos de um ano”, disse.

De acordo com o senador, foi uma total “idiotice pautarem um debate onde todos nós estamos perdendo. Nós porque eu também sou governo”. Ele afirma que foi apenas “um instrumento da população” ao comentar a situação da segurança na capital acreana.

“Não tem lógica [a nota da Segurança]”. Questionado se sua posição tem relação com as próximas eleições, o senador garantiu que não. “Não sou candidato a vereador, nem a prefeito. Se o governador não for candidato [a reeleição], aí nós vamos conversar”, pontuou.

Para o parlamentar, foi de extremo exagero o posicionamento da nota emitida pelas autoridades de segurança do estado. “O que tem a ver o Corpo de Bombeiros assinar a nota?”, indagou. Petecão aproveitou para falar que existem coisas mais importantes para se preocuparem. “Para se ter noção, um dia desses os policiais do Calafate [que fazem ronda no bairro] procuraram a segurança pública pedindo segurança”, destacou.

Relação com Major Rocha

Petecão não acredita que o vice-governador Major Rocha (PSDB) tenha alguma relação com a nota pública emitida pela cúpula de Segurança, até porque, além da parceria política, segundo ele, foi um dos influenciadores diretos para escolha de Rocha ao governo.

“É um governo que ajudei a eleger. Têm que ter humildade para quando errar assumir, pegar as críticas e melhorar”. O senador diz que torce e irá continuar trabalhando para o governo Gladson dar certo. “Mas, não posso ficar de boca calada. Da forma que me expressei, esse tipo de agressão [nota pública] foi desproporcional e o Gladson não pode deixar isso acontecer”, ressalta.

O parlamentar também frisou: “não quero acreditar que o Rocha está indo por esse caminho, que não é bom para ninguém. Não tem motivos, ajudei a segurança e influenciei diretamente na indicação do Rocha [ao governo]”.

Sérgio Petecão desmentiu a informação veiculada na nota da segurança pública alegando que ele, enquanto parlamentar, não teria alocado emendas para a segurança. “Ainda tem R$ 7 milhões pra serem licitados. Isso é incompetência. Precisa melhorar a estrutura, a equipe”, disse.

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Acre

Deixados para trás: Belo Jardim, um bairro abandonado em Rio Branco

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O bairro Belo Jardim, formado a partir de invasão no fim dos anos 80, é um prato cheio para os oportunistas políticos que buscam se eleger na próxima eleição e nas outras seguintes no Acre. Com pouco mais de 8 mil famílias, de acordo com contagem da Associação de Moradores, vive dias de “esquecimento” pela atual gestão. Aliás, esquecimento foi a frase mais ouvida pela reportagem do ac24horas que percorreu as vielas da região por três dias.

Basicamente, segundo os moradores, o bairro tem uma lema até pejorativo: “no verão, poeira, no inverno, lama”. A pauta sugerida pela própria comunidade é uma forma de chamar a atenção das autoridades.

As reclamações são as mais variadas, desde a precariedade das ruas, à falta d’água, fato recorrente que atinge principalmente a parte mais afastada do bairro.

Durante o tempo que Kennedy Santos esteve pela região, conheceu a rua Tancredo Neves, que está sendo recuperada pelos próprios moradores. O dinheiro é fruto de vaquinha organizada entre eles. Confira a reportagem na íntegra:

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Acre

Instável, produção de leite cai 2,9% no Acre no 2º trimestre

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No Acre, no segundo trimestre de 2020, a aquisição de leite cru feita pelos estabelecimentos que atuam sob algum tipo de inspeção sanitária federal, estadual ou municipal foi de 2,93 milhões de litros.

Este resultado significa um aumento de 27,6% em relação ao 2° trimestre de 2019, e retração de 2,9% em comparação com o 1º trimestre de 2020.

Regularmente, os 2° trimestres são períodos de menor captação, devido à etapa de entressafra nas principais bacias leiteiras do país, conforme avaliação do Fórum Permanente de Desenvolvimento do Acre.

Além da sazonalidade, a pandemia da Covid-19 influencia pesadamente na economia leiteira. Tanto que os afiliados ao Projeto Balde Cheio, coordenado por várias instituições, entre elas a Ufac, adequaram a rotina de trabalho para possibilitar a continuidade da atividade produtiva durante a pandemia e reduzir prejuízos.

Mesmo com todo esforço e políticas específicas, a cadeia leiteira guarda complexidades. Como exemplo, praticamente nada mudou em uma década: em 2010 foram inspecionados 10 mil litros e em 2019, 11 milhões -mas chegou a 14 milhões em 2012, segundo o Anuário do Leite 2020, produzido pela Embrapa.

A produção total chegou a 70 milhões de litros em 2008 mas caiu para 43 milhões em 2018, que são os dados disponíveis no Anuário.

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Acre

Unidades de Saúde da zona rural de Rodrigues Alves não funcionam

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Nesta sexta-feira, 18, Liliane Silva Alves, grávida de quase 9 meses, teve que sair da comunidade rural Luzeiro, em Rodrigues Alves, andar a pé e mais uma hora e meia de barco pelo Rio Juruá, até chegar na sede do município para uma consulta de pré-natal. Perto da casa da grávida, na zona rural, há duas unidades de saúde recém-construídas, mas que seguem fechadas. No Luzeiro, a Unidade de Saúde da Família – USF Djalma Gomes construída pela prefeitura está pronta, mas não funciona.

Perto do Luzeiro, na Gleba da Pucalpa, a Unidade Básica de Saúde – UBS José Souza Correia, chegou a ser inaugurada, mas segue fechada com cadeado no portão.

As unidades foram erguidas pelo ex-prefeito Sebastião Correia. Ele morreu de infarto no dia 27 de julho, horas depois da inauguração na Pucalpa e o atual gestor de Rodrigues Alves, Jailson Amorim, não pôs nenhuma das unidades de saúde para funcionar.

Liliane, que poderia fazer o pré-atal perto de casa, reclama. ” Acordei de madrugada , andei no ramal e mais uma hora e meia de barco para fazer o pré natal com a enfermeira na cidade. Meu marido gastou R$ 50 de combustível para a gente ir e voltar sendo que eu poderia fazer tudo aqui mesmo se os postos de saúde estivessem funcionando”.

A Unidade de Saúde da Família USF João Santos de Alencar da Comunidade São Gerônimo, que chegou a ser inaugurada pelo prefeito Jailson Amorim, no dia 13 de agosto, mas também não tem atendimento para a comunidade local. Na sede do município, também há problemas: não há medicação básica para diabéticos, hipertensos e o público em geral.

O secretário de Saúde de Rodrigues Alves, Everton da Silva Farias, explicou que há problemas na rede de energia elétrica das novas unidades e o principal é a falta de médicos, enfermeiros e técnicos. Ele disse que o atendimento às comunidades será feito de forma itinerante com intervalos de 15 dias, mas só depois que a prefeitura conseguir resolver a falta de medicamentos no município .” Na terça feira, 22, faremos um pregão para a compra de medicamentos e aí vamos começar a fazer o atendimento itinerante da zona rural e para isso teremos que tirar profissionais das unidades da cidade”, citou o secretário.

Rodrigues Alves tem, segundo dados do IBGE de 2017, 17.945 habitantes e cerca de 78 % da população mora nas zonas rural e ribeirinha do município.

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Acre

CRM mantém fiscalização do atendimento à pandemia no interior

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O Conselho Regional de Medicina do Acre está em fiscalização pelo interior do Acre. Nesta quinta-feira (17), o Hospital Epaminondas Jacome e quatro unidades de saúde de Xapuri foram vistoriadas.

A inspeção foi realizada pelos conselheiros Alberto Soares Neto e Ana Isabel Coelho. O objetivo é acompanhar o funcionamento das unidades de saúde do estado do Acre durante a pandemia.

Entre as unidades que foram fiscalizadas estão Unidade Básica de Saúde Tia Vicencia; Unidade de Saúde da Família Mauro José Lima de Souza, USF José Francisco Silva; e USF Dr. Felix Bestene Neto.

A equipe de fiscalização verificou tanto a disponibilidade dos equipamentos de proteção individual (EPIs) aos servidores de Saúde, medicações e de profissionais lotados na unidade. Além do fluxo e protocolo de atendimento dos pacientes.

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