Conecte-se agora

Após guerra com cúpula da Segurança, juíza Luana Campos vai deixar a Vara de Execuções Penais

Publicado

em

Após oito anos atuando como titular da Vara de Execuções Penais, a juíza Luana Campos vai deixar a unidade e assumir vaga na 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Rio Branco. Segundo a magistrada, ela foi promovida. “Houve um processo de promoção para a 1ª Vara do Júri, me inscrevi e fui escolhida”, disse a juíza ao ac24horas.

Campos ainda irá responder pela Vara de Execuções Penais até o dia 7 de janeiro de 2020. Para ela, sua remoção vem em boa hora e vê com bons olhos o novo desafio que irá encarar. “Vejo de uma maneira excelente. Já estou desde 2011 [na Vara de Execuções Penais], já dei minha contribuição ao sistema [prisional]”, explica.

A Vara a qual a juíza classifica como “especial” é, na verdade, um campo de batalha entre juízes e o sistema prisional do Acre há um bom tempo. “As pessoas não entendem que o papel da Execução Penal não é combater o crime, mas garantir a lei para todos”, diz a juíza. De acordo com a magistrada, o juiz responsável pela Vara de Execuções Penais fica muito “visado”, tanto pelos reeducandos quanto pela própria sociedade.

“Estou feliz com minha remoção porque terei novos desafios junto à 1ª Vara do Tribunal do Júri”, afirma. Ainda não se sabe quem irá assumir a titularidade da Vara de Execuções Penais em Rio Branco. Um novo processo deve ser aberto para inscrição de juízes postulantes a vaga, onde o Tribunal irá analisar e escolher o novo juiz titular.

Após Luana Campos deixar a vaga, deve ser designado juiz substituto para responder pela Vara de Execuções Penais até ser escolhido o novo titular da unidade.

Recentemente, Campos e o diretor-presidente do Instituto de Administração Penitenciária do Acre, Lucas Gomes, vinham travando uma “guerra ideológica” sobre decisões internas no Complexo Penitenciário.

Propaganda

Destaque 7

Morre Flora Diógenes, a eterna madrinha do Atlético Acreano

Publicado

em

Ela não jogava futebol, não fazia um gol, mas era reconhecida nas arquibancadas dos estádios nos tempos de glória do futebol acreano.

Flora Diógenes faz parte da história do futebol no Acre. Exatamente por isso, o nosso esporte amanheceu mais triste com o anúncio de sua morte na madrugada desta terça-feira, 21, vítima de insuficiência respiratória.

Prestes a completar 90 anos no dia 02 de março, Flora Diógenes fazia parte de uma das famílias fundadoras do tradicional Atlético Acreano do segundo distrito. Aliás, foi no Galo Carijó que conheceu o esposo, Fernando Diógenes.

Enquanto a saúde permitiu não se tinha dúvida. Se o Atlético entrasse em campo, Flora estava na arquibancada. Não é à toa que era chamada de madrinha do clube.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Nos tempos em que os tradicionais bailes dos clubes de futebol eram os mais concorridos da cidade, era dona Flora que estava à frente da organização nos realizados pelo time azul e branco.

O futebol acreano está de luto. Em menos de 24 horas morreram o ex-jogador de Rio Branco e Juventus, o Nino, e agora o anúncio da morte da madrinha do Atlético Acreano.

O velório de Flora Diógenes acontece na Funerária São João Batista.

Fotos:  acervo do Atlético Acreano

Continuar lendo

Destaque 7

IAPEN acaba com GEP e serviço será feito por agentes despreparados para o serviço

Publicado

em

O Instituto de Administração Penitenciária do Acre (IAPEN) tomou uma decisão que preocupa os próprios policiais penais.

É que a direção do IAPEN acabou com o Grupo Especializado de Escolta. Cerca de 36 policiais penais passaram por treinamentos e se tornaram capacitados para esse tipo de serviço.

A preocupação, segundo um dos policiais, é que agora o serviço será feito por qualquer um policial penal. A falta de treinamento preocupa. “Acabaram com o grupo, onde todos os membros tinham treinamento na área de escolta. A partir de agora, essas escolas serão feitas pelos policiais que não tem o mesmo conhecimento. Para se ter uma ideia, quem não tem esse curso especializado, não sabe nem manusear o fuzil que é usado pela escolta”, afirma um Policial Penal que pede para não ser identificado.

O ac24horas teve acesso à conversas em um aplicativo onde os próprios policiais penais afirmam que não possuem treinamento específico e por isso não se sentem capazes de realizar o serviço com segurança.

Vale ressaltar que quase diariamente, os policiais fazem a escolta de bandidos de alta periculosidade, alguns com cargos de chefia em organizações criminosas presentes no Acre.

Além disso, há outra preocupação. Com o fim do grupo, ocorre um questionamento sobre os motoristas das viaturas. É que há uma determinação de que para conduzir uma viatura de escola o policial precisa ter a CNH na categoria D. Muitos policiais não se sentem com condições de realizar o serviço. “Muitos dos próprios colegas que ficam no prédio não se sentem em condições de fazer o serviço. Agora eu pergunto, como é que vão colocar policiais sem capacitação, sem saber nem mexer com a arma, sem ter condições de dirigir uma viatura?”, pergunta

O IAPEN vive um dilema causado pelo pequeno efetivo que possui e a saída da Polícia Militar que deixou de auxiliar na segurança dos presídios do Acre.

Policiais penais fizeram um enterro simbólico do GEP depois que foram comunicados da extinção do grupo. Assista ao vídeo:

Continuar lendo

Bombando

Newsletter

INSCREVER-SE

Quero receber por e-mail as últimas notícias mais importantes do ac24horas.com.

* indicates required
Propaganda
Propaganda

Mais lidas