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Secretário de Educação, Moisés Diniz surpreende no Acre 2050

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Foto: Douglas Barros

O ex-deputado e atual secretário de Educação do município de Rio Branco, Moisés Diniz, foi a grata surpresa do Fórum Acre 2050, organizado pelos jovens Rodrigo Pires e Marcelo Zamora.

“Pra cocaína chegar em Londres ou Paris, ela tem que percorrer 13.400 km, incluindo 9.400 km de mar, mas, pra chegar ao Acre ela percorre apenas 100 km. Por isso, antes de discutir qualquer tema, precisamos vencer essa tragédia que tomou conta do Acre”, iniciou Moisés a sua fala.

O ex-deputado disse que os parlamentares federais do Acre precisam atuar como bancada e exigir as três forças armadas na fronteira.

“Todos nós estamos aguardando uma grande reunião da bancada federal, governador e prefeitos, Judiciário e MP, movimento social e igrejas e que envolva o Peru e a Bolívia. E só quem pode liderar isso é quem tem mandato”, cobrou Moisés.

Moisés Diniz também debateu assuntos ligados à Educação, pasta que ele dirige na capital.

“A prefeita Socorro Neri investe 16% da folha de pagamento dos docentes com educação especial, pra cuidar de nossas crianças com deficiência. O problema é que o FUNDEB não cobre essa despesa, já que garante recursos para pagar um professor para 20 a 30 alunos, da creche ao fundamental, mas, temos que colocar um professor mediador para uma ou três crianças. Quem paga essa conta? A sociedade sabe disso?”, questionou o secretário.

Moisés informou ainda que há um planejamento e um esforço para, até o final de 2020, ter todas as salas de aula com ar condicionado.

“Isso vai aumentar ainda mais nosso custo com energia. Hoje já gastamos 2,3 milhões de reais por ano. Por isso, estamos dialogando com a prefeita Socorro Neri sobre a possibilidade de instalar energia solar nas escolas”, informa o secretário.

Moisés diz que é possível instalar energia solar nas escolas gastando apenas o que já se gasta mensalmente e, após sete anos, ter energia gratuita nos estabelecimentos de ensino, durante dezoito anos, já que a validade do sistema fotovoltaico é de vinte e cinco anos.

O ex-deputado disse, ainda, que as escolas municipais estão no cinturão de periferia de Rio Branco, ressaltando a importância da merenda escolar que, em muitos bairros, é a principal e, às vezes, a única alimentação das crianças.

“Nossa merenda tem carne, leite, frango, ovos, uva, pera, banana, maça e melão, sendo uma referência de qualidade e nutrição, porque antes de aprender a ler, escrever e contar, nossas crianças precisam se alimentar com qualidade”, argumentou.

Moisés fez questão também de ressaltar sua independência ideológica com regimes ou com líderes autoritários, seja de direita, seja de esquerda.

“Não conheço nenhum regime autoritário que tenha sobrevivido na história. Os povos guardam melhor os exemplos de tolerância com o contraditório, de capacidade de diálogo e de construção de consensos, do que a truculência política e a arrogância ideológica”, concluiu.

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Acre

Marcio Bittar – Adesões e traições

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Por – Senador Marcio Bittar (MDB-AC)

A convicção de valores e a coerência são virtudes raras na política, por outro lado o adesismo pusilânime, a substituição irrefletida de valores e o pragmatismo cego são abundantes. Exemplos históricos dramáticos corroboram a hipótese da prevalência dos vícios nos jogos de poder. Quantos líderes totalitários conseguiram, primeiro pela persuasão e depois pela força, conduzir maiorias e contar com o apoio de políticos, burocratas, intelectuais, empresários, sindicatos, professores, alunos, jornalistas e magistrados cegos pela proximidade e partilha das benesses do controle do Estado?

Stalin, o tirano comunista, foi um líder de multidões e contou com o apoio da elite soviética para cometer atrocidades inomináveis. Hitler, o líder máximo dos nazistas, ajudou a mudar os valores de uma nação em desespero e conduziu a Alemanha e o mundo ao inferno. São exemplos de genocidas que conseguiram a adesão torpe das maiorias, manipularam a inversão de valores das elites e forçaram seus liderados a os seguirem de forma cega, amedrontada e desavergonhada.

Guardadas as devidas proporções, assistimos o domínio do Acre por um grupo político que conduziu a sociedade ao fracasso, à inação econômica e à insegurança brutal. A destruição levou duas décadas. Aos poucos, os petistas dominaram de forma profunda as organizações da sociedade civil e as instituições do Estado.

Contaram com apoio de todos os presidentes da República desde FHC e exerceram hegemonia ideológica com a mitologia ecológica irracional denominada florestania. Contaram com o respaldo quase irrestrito de toda imprensa; houve exceções. A adesão do setor empresarial e dos produtores não faltou, pois foi conseguida por medo, blefes e criação de dificuldades.

A persuasão foi utilizada nos primeiros anos visando mudar valores tradicionais e substituí-los por um ambientalismo socialista enganador. A força das ameaças, multas, invasões de terras, perseguições e controle burocrático se impôs; era mais eficiente. Ao final de vinte anos, ficou claro o fracasso e a turma foi banida da política pelo voto popular.

Sempre estive contra essa gente. Sempre intuí e observei o mal que a turma dos petistas fazia ao Estado. Foram 20 anos de perda de oportunidades para desenvolver, crescer e gerar riquezas. Poucos enfrentaram a esquerda acreana desde o início, entretanto uma minoria jamais deixou de observar criticamente os feitos e lutar bravamente pela queda dos responsáveis pelo atraso. Tal minoria cresceu e minou as bases do poder até a completa ruptura conquistada em 2018.

Hoje, não vejo com surpresa petista, outrora ardoroso, inventar desculpas esfarrapadas para abandonar o barco e aderir pragmaticamente a novos nichos de poder, em busca de sobrevivência política. É vergonhoso, por exemplo, uma ex-presidente do partido tirar da cartola briguinhas de 2012 para se transmutar. Também, não é digno a prefeita tentar se limpar da poeira petista com tremendo desdém. É ingrata: ela só é prefeita porque aceitou jogar junto com os petistas. Se eles ainda estivessem no poder, a prefeita romperia?

É possível perdoar as pequenas e sórdidas hipocrisias em política, mas não é recomendável esquecê-las. A lembrança da história é pedagógica e se enfrentada com verdade e rigor, pode ajudar a não cometermos os mesmos e insistentes erros. Estar atento é fundamental.

 

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Acre

Área desmatada dobra no Acre entre agosto e dezembro de 2019

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Acre contribuiu com 2% do desflorestamento na Amazônia em dezembro de 2019 desmatando e degradando 3 km². Já entre os meses de agosto de 2018 e igual período de 2019 o desmatamento cresceu 100%. Foram derrubados 119 km² no período agosto-dezembro 2018 e no ano seguinte, nesse mesmo tempo, 238 km².

Os dados são do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).

Na Amazônia a área derrubada entre agosto e dezembro 2019 representa 67% a mais do que o que foi registrado, pelo Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), plataforma usada pelo Imazon, em 2018 –ano que teve 1.706 km² desmatados.

Entre agosto e dezembro de 2019, 2.852 km² de florestas foram derrubados na Amazônia. A maior parte das matas perdidas no último mês do ano passado foi no Pará: 47% de 227 km².

O Imazon classifica desmatamento como o corte raso, que é a remoção completa da vegetação florestal. Geralmente, é a formação de áreas de pasto. Já a degradação é caracterizada pela extração das árvores, que costumam abastecer o mercado da madeira. Outros exemplos de degradação são os incêndios florestais — controlados ou não, em áreas privadas — mas que acabam atingindo a floresta e se alastrando.

 

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