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Liberação do FGTS faz acreano aumentar consumo de carne bovina, diz FAEAC

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Os chineses ainda não desembarcaram com seus contêineres em Senador Guiomard, mas, segundo o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Acre (FAEAC), Assuero Veronez, eles já estão fazendo um bem danado à economia local. A peste suína que dizimou um terço da produção na China, levou os orientais a comerem mais carne e a preferência é o mercado brasileiro, especialmente, o boi verde, produzido na região.

O aumento da demanda pela carne acreana e a oferta, elevou o preço da arroba do boi que já estava defasado há tempos, diz Assuero. “Eles gostaram da carne bovina, isso aumentou a exportação, com a procura, aumentaram os preços com menos oferta de bovinos nesse momento”, explicou.

Ainda de acordo Veronez, especula-se um aumento de consumo interno, a liberação de recursos do FGTS levou o brasileiro, e o acreano não é diferente, a consumir mais carne. O presidente da FAEAC, que é pecuarista, não negou durante entrevista ao programa Cidadania, na manhã desta quarta-feira (4), que o setor está rindo com o tempo.

“No estado do Acre onde a pecuária é o forte da economia, as pessoas passaram a ser remunerados melhor, os proprietários passaram a fazer investimentos que não faziam mais, empregam mais gente, toda economia movimenta”, disse o presidente.

Ele também destacou a chamada “pauta do boi” implementada pelo governo do estado que trouxe o pecuarista para competitividade em condições melhores. Com o fim da barreira tarifária, os frigoríficos instalados no estado acabaram com a reserva de mercado.

“Os interesses entre pecuaristas e frigoríficos são antagônicos, foi preciso abrir a pauta, isso era um pedido que vínhamos cobrando do governo. Ao movimentar o mercado gera-se mais emprego e renda”, destacou.

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Acre

O ronco da motosserra

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O senador Marcio Bittar faz parte do rol de excentricidades do Acre. Não bastasse o estabelecimento Agroboi, que vende material para construção, e a antiga Açucareira Rio Preto, que nunca comercializou açúcar, Bittar se autodeclara “absolutamente liberal” na economia e radicalmente conservador nos costumes sem, no entanto, nunca ter produzido nada, além de seu longo carreirismo na política.

A imensa fazenda de gado de Bittar, localizada na BR-364, sentido Sena Madureira, foi vendida antes dos pastos serem completamente tomados pela capoeira. Sua passagem por empregos se resumiu a cargos públicos no governo Lula, quando compunha a equipe de assessores do Ministério da Integração Regional e na assessoria do amazonense Eduardo Braga, que também era arrendatário de seus pastos.

Sua primeira e vexatória participação no Senado Federal foi propor, em parceria com o senador Flávio, filho do presidente Bolsonaro, a extinção total das áreas de proteção ambiental. De tão esdrúxulo, o projeto não recebeu apoio nem dos mais animados integrantes da bancada ruralista.

Agora, o senador é signatário de um projeto de lei para reduzir o tamanho da Reserva Extrativista Chico Mendes e passou a defender abertamente o projeto da deputada Mara Rocha, que pretende a extinção do Parque Nacional da Serra do Divisor. A chance de aprovação de ambos é menor que zero. Até os sócios de fábricas de motosserras têm mais equilíbrio e pudor.
O questionável é que não se observa qualquer empenho para estimular a recuperação e a reintegração à produção de cerca de 600 mil hectares de áreas atualmente degradadas. A cegueira é pelo corte raso da floresta.

Nesse ínterim, o senador saiu para um bate-boca nas redes sociais com o ex-prefeito, governador e senador Jorge Viana, acusando-o de enclausurar o desenvolvimento socioeconômico da região onde se localiza a reserva extrativista Chico Mendes, um paraíso ambiental intocável onde impera a miséria e o atraso.

Antes de passar para o parágrafo seguinte, vale refrescar a memória de Bittar e de tantos outros, que é falta de conhecimento elencar no currículo de Jorge Viana a criação da da Resex Chico Mendes: a dita foi criada em março de 1990. Ou seja: quando tanto Márcio quanto Viana eram saltitantes correligionários de Flaviano Melo e Mauro Bittar, irmão dele, era o secretário mais influente da gestão.

Óbvio que os resultados obtidos pela florestania petista são incompatíveis com o vultoso volume de recursos nela aplicados, mas isso não deve, de maneira alguma, ser pretexto para riscar do mapa as áreas de preservação nem para desconsiderar que no Acre milhares de famílias ainda sobrevivem da cultura extrativista.

O argumento principal para retirar da área o status de parque nacional é a possibilidade da abertura em plena floresta de uma estrada ligando o Juruá ao Peru. Antes de qualquer precipitação, a primeira providência seria analisar quais o resultados econômicos advindos do acesso ao Pacífico por Assis Brasil.

Salvo as poucas comitivas de turistas que vão a Lima ou a Cuzco, a ligação andina facilitou muito mais o tráfico de drogas. A fila de carretas passando pelo Estado ainda está por vir.

Enquanto deputado estadual eu sempre fui a “ovelha negra” a questionar a viabilidade econômica desse comércio. Além dos entraves burocráticos de toda ordem, o sucesso das trocas bilaterais depende de sua regularidade e de escala e, infelizmente, o Acre não tem mercado consumidor capaz de absorver um volume atrativo de negócios. As segundas e terças verdes dos supermercados Araújo, por muito tempo, serão supridas pelo Ceasa de São Paulo.

Por sua própria experiência, o senador Marcio Bittar não é uma boa referência em produção.

Quem não lembra da algazarra e das farpas que Bittar e o então senador Tião Viana fizeram e trocaram para assumir a paternidade da exploração de petróleo e gás de xisto na terra dos Náuas?

Pergunta-se, então: desistiram?

Apesar das divergências políticas e ideológicas que cultivamos, Jorge Viana é uma voz de peso a ser ouvida nessa discussão e, portanto, o debate não poderá ser rasteiro como Bittar insinua.

 

Luiz Calixto escreve todas às quartas-feiras no ac24horas.

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Acre

Zamora será pré-candidato a prefeitura de Rio Branco pelo PSL

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O Partido Social Liberal (PSL) no estado irá apresentar o empresário Fernando Zamora como pré-candidato do partido à prefeitura de Rio Branco. Sua apresentação está marcada para o dia 2 de março, a partir das 8h, na sede do PSL, situada no bairro Habitasa, na capital acreana. Aos 50 anos, Zamora faz parte de uma tradicional família de pecuaristas que veio de São Paulo para o Acre ainda na década de 70.

O ato de lançamento da pré-candidatura deve contar com a presença de filiados do PSL, familiares do empresário e toda a executiva do partido. Fernando Zamora também é Grão-Mestre da Maçonaria no Acre.

Zamora foi um dos homenageados no evento Comenda Volta da Empreza, da prefeitura de Rio Branco, que ocorreu em dezembro do ano passado. Ele recebeu uma das honrarias entregues a importantes personalidades do estado.

Fernando é detentor de propriedades que se tronaram referência na produção de gado de corte e que alavancaram o setor do agronegócio no Acre. O presidente da sigla no estado, Pedro Valério, já afirmou que o PSL tem todas as prerrogativas para ser protagonista nas eleições 2020.

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