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Táxi: a esculhambação organizada

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Vou direto ao assunto: será que só eu que me irrito quando vou buscar ou deixar alguém no aeroporto de Rio Branco e todo o espaço de desembarque está destinado ao uso exclusivo dos taxistas? A vontade que me dá é de passar com o carro por cima do balizamento de sinalização.

O caso do aeroporto não é exceção. Da mesma forma ocorre em diversos locais da cidade onde privatizam e se apropriam de espaços valiosos para os demais veículos. Passam a todos a ideia de que são suficientes duas ou três corridas no dia e que no restante podem ficar de prosa trancando o trânsito dos demais.

Rio Branco tem hoje um dos piores e mais caros serviços de táxi do país. Uma vez fiz as contas e concluí que saia pela metade do preço alugar um veículo para quem viesse passar dois dias apenas na cidade.

Para os usuários habituais, os motoristas acertavam o preço no início da corrida, às vezes por menos da metade do que seria registrado no taxímetro. Os incautos forasteiros, acostumados com o uso do reloginho, levavam daqui a imagem de que foram lesados. Em dezembro, ainda ajustavam a bandeira 2 direto para fazerem o 13º salário.

Até hoje, impedem sistematicamente a operação dos serviços de turismo receptivo que ofereçam alguma concorrência.

Houve tempo, ainda quando o aeroporto era no 2º Distrito, que os motoristas cobravam acréscimo na corrida para transportar a mala do viajante. Cansei de ouvir queixas de pessoas que vieram ao Acre a trabalho. Padronizar a frota na cor branca foi possível somente quando as concessionárias começaram a empurrar itens mais caros, como pintura metálica, para vender veículos isentos de imposto. As faixas de identificação, só quando passaram a ser feitas com adesivo.

Era comum, nos anos 90, acontecerem acidentes envolvendo táxis que se achavam os donos da rua. A coisa melhorou até bastante por um trabalho do Detran que isentava o IPVA de quem participasse dos treinamentos de direção defensiva e relações humanas.

Se valendo dos transtornos que consegue impor à cidade em suas mobilizações, a categoria submeteu a população, até hoje, a um constrangimento permanente. Acostumou-se amparada num sistema arcaico de concessões reguladas pela prefeitura que, por muito tempo, fez uma “placa” valer mais que o carro.

O serviço teve seu primeiro baque quando entraram em operação as empresas de rádio-táxi. Tiveram que se submeter. Posteriormente, houve a invasão dos mototaxistas. Outra vez, a regulação do novo serviço teve que ser engolida a seco. Hoje, o inimigo da vez são os serviços por aplicativo.

Da minha parte, já não uso táxis há bastante tempo. Somente pelas vantagens em conhecer o preço antes da viagem e de pagar a corrida sem me preocupar com o troco já dou preferência aos aplicativos.

Bem que a administração do aeroporto poderia limitar o espaço de espera a dois ou três táxis e criar um local de espera para os demais, além dos Ubers e cia. Os clientes da casa agradeceremos penhoradamente.

No mais, peço perdão aos bons e responsáveis profissionais da praça, e há muitos, pela generalização na crítica.


 

Roberto Feres escreve às terças-feiras no ac24horas.

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Destaque 2

Líder do Bonde dos 13 é preso ao visitar esposa na maternidade de Rio Branco

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Um dos líderes do Bonde dos 13 no maior conjunto habitacional do Acre, a Cidade do Povo, foi preso no início da noite desta segunda-feira, 20.

José Cleiton Alves da Silva, mais conhecido como “Vandoca”, foi encaminhado a Delegacia de Flagrantes no momento em que visitava sua esposa que acabou de dar a luz a um filho na Maternidade de Rio Branco, Barbará Heliodora.

Vandoca já tinha uma condenação na justiça e vinha sendo monitorado pela Polícia. Após a audiência de custódia que deve ser realizada nesta terça-feira, 21, um dos cabeças da facção rival do Comando Vermelho deve ser encaminhado ao presídio  Francisco D’Oliveira Conde.

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Extra Total

Multidão acompanha procissão em Xapuri no encerramento da Festa de São Sebastião

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“O esplendor da fé no coração de Xapuri”. Mais uma vez o slogan da Festa de São Sebastião foi levado a efeito na tradicional procissão que fechou os festejos e celebrações da 18ª edição do Novenário do Santo Padroeiro do município que se distancia 188 quilômetros da capital acreana, Rio Branco.

Mais de 15 mil pessoas, segundo estimativa da coordenação da paróquia de Xapuri, acompanharam o cortejo com a imagem do mártir cristão pelas principais ruas da cidade.

As celebrações deste dia 20 de janeiro começaram já nas primeiras horas da manhã com a chegada constante de fiéis. Tanto no interior da igreja quanto na imagem que fica do lado externo, foram muitas as manifestações de fé no santo padroeiro de Xapuri.

Desde o ato simples de acender velas e fazer as orações a outros mais sacrificosos como entrar na igreja e ir até o altar de joelhos, o dia foi de agradecimentos e pagamentos de promessas.

Duas missas foram celebradas ainda no período da manhã. À tarde, a concentração de romeiros e devotos se tornou muito grande instantes antes da missa solene que antecedeu a procissão, que saiu da igreja às 17h10.

Durante o percurso, muita oração e pedidos a Deus pelo restabelecimento da paz no Acre, em razão da onda de violência que toma conta do estado e do crescente envolvimento de jovens com a criminalidade e as drogas.

Também em meio ao trajeto, foram feitas três paradas em lugares predeterminados, onde mensagens foram transmitidas aos fiéis.

No ginásio de esportes da cidade, onde os jovens foram lembrados da importância das práticas saudáveis; no museu Casa Branca, onde foi lembrada a luta dos seringueiros-soldados que lutaram para tornar o Acre brasileiro; e, finalmente, no hospital, onde as orações foram direcionados aos enfermos.

Depois de percorrer cerca de cinco quilômetros, o cortejo retornou a igreja de São Sebastião, onde os romeiros foram abençoados pelo pároco Francisco das Chagas Monteiro. A festa religiosa foi encerrada com uma grande queima de fogos e muita música.

Igreja revigorada

Além das manifestações de fé e fortalecimento da devoção em São Sebastião, a festa do santo padroeiro também contribui para a revigoracão da paróquia, que levanta nos festejos os recursos para se manter no decorrer do ano.

Durante o Novenário, várias atividades voltadas para a arrecadação foram realizadas pela igreja. Desde a venda de lembranças da festa, como camisas, imagens, adesivos, terços e fitas, aos bingos, leilões, quermesses e restaurante popular.

Turismo e economia local aquecidos

Outro lado positivo da festa em Xapuri é o aquecimento da economia nesse período do ano. A prefeitura estima que foi movimentado cerca de R$ 1 milhão durante os festejos.

A pequena estrutura hoteleira da cidade esteve lotada desde o começo do mês. Os restaurantes e tradicionais “pensões” não dão conta da demanda, que é suprida pelas vendas informais e pela própria paróquia que disponibiliza restaurante aos visitantes.

Festa com segurança

A Polícia Militar informou que divulgará posteriormente a estimativa oficial de público presente durante os festejos e na procissão.

As informações preliminares a respeito do trabalho das forças de segurança são de que até este dia 20 de janeiro o clima foi muita tranquilidade.

O aparato da segurança em Xapuri conta com policiais do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), Batalhão de Trânsito e Corpo de Bombeiros, além dos efetivos locais da PM e da Polícia Civil.

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