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Em Xapuri, internauta dá aviso de blitz em rede social e vai parar no xilindró

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Uma prática aparentemente boba, mas que tem sido corriqueira em todo o país, existindo até mesmo uma infinidade de grupos em redes sociais para esse fim, o aviso da localização de blitze policiais pode terminar mal para quem se dedica ao trabalho de alertar outras pessoas sobre as fiscalizações.

Foi o que aconteceu em Xapuri com o ajudante de mecânico Francimar Marques Lopes, de 21 anos, preso em flagrante por divulgar uma blitz que estava sendo realizada na noite desta terça-feira, 12, em frente a um supermercado da cidade.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar, Francimar postou o aviso sobre o trabalho de fiscalização em seu “status” na rede WhatsApp. Localizado por policiais, ele foi levado para a delegacia geral de Xapuri, onde está aguardando audiência de custódia, que tem previsão se ocorrer ainda nesta quarta-feira, 13.

A prática criminosa está prevista no artigo 265 do Código Penal – atentar contra a segurança ou o funcionamento de serviço de água, luz, força ou calor, ou qualquer outro de utilidade pública, que tem pena de um a cinco anos de reclusão e multa.

Ao delegado Alex Danny, Francimar afirmou desconhecer que incorria em ato criminoso. Ele alegou ainda que não foi o autor da postagem, mas que “apenas compartilhou”. A polícia investiga e pode indiciar outras pessoas que tenham ligação com o fato.

O delegado de Xapuri fez um apelo à população para que não se utilize dessa prática que, além de atrapalhar o trabalho da polícia, favorece a ocorrência de acidentes de trânsito e ajuda pessoas que estão incorrendo em atos criminosos a escapar das ações de fiscalização e combate ao crime.

“A gente solicita, pede humildemente que a população xapuriense, que é uma população ordeira, constituída em sua imensa maioria por pessoas do bem, que não colaborem com esse tipo de atitude para que consigamos manter a paz aqui na nossa comunidade”.

Francimar postou o aviso sobre o trabalho de fiscalização em seu “status” do WhatsApp

Casos semelhantes

A ocorrência de prisão em flagrante por esse tipo de delito não é dos mais comuns, mas numa rápida pesquisa em sites jurídicos e policiais é possível relacionar uma série de casos relativamente recentes em que pessoas foram presas por crimes dessa natureza.

No mês março de 2016, no Espírito Santo, um policial do serviço reservado, infiltrado em um grupo do WhatsApp, prendeu, em flagrante, um jovem de 21 anos que avisou sobre a localização de uma radiopatrulha da PM nas ruas da cidade onde morava. Utilizando o aplicativo, o jovem tirou uma foto da viatura e compartilhou no grupo. Pela atitude, foi acusado de ter atentado contra a segurança pública.

Em junho de 2017, um homem e uma mulher foram detidos em Minas Gerais após terem criado um grupo no WhatsApp para divulgar informações sobre blitze que estavam ocorrendo na região. Enquanto os policiais estavam em serviço, receberam um comunicado que havia um grupo no WhatsApp onde estavam sendo compartilhadas informações, áudios e fotos da blitz que estava em andamento.

Em dezembro de 2017, no Rio Grande do Sul, dezessete moradores da cidade Vacaria foram indiciados após utilizarem o WhatsApp para divulgar informações sobre blitze. Através de mandados de busca e apreensão, os policiais recolheram telefones celulares dos administradores do grupo. Dessa forma, chegaram também a quem fazia parte do grupo, pois terceiros envolvidos também podem ser indiciadas pelo crime previsto no artigo 265 do CP.

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Cidades

Correios já contrataram transporte para envio de encomendas à Marechal Thaumaturgo

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O ac24horas mostrou que a população de Marechal Thaumaturgo que fez nos últimos meses encomendas em outros lugares vive a triste realidade de não receber seus pedidos desde novembro do ano passado.

Pessoas que fizeram encomenda de produtos para o Natal ficaram sem seus produtos e o que é pior, sem saber onde as encomendas estavam e sem um posicionamento dos Correios sobre o assunto.

Após a publicação da denúncia, finalmente a empresa pública federal resolveu tomar providências em relação ao caso.

Segundo nota enviada pelos Correios a agência já foi reaberta e a empresa já contratou transporte fluvial para que finalmente a entrega de correspondências seja normalizado no município. O único problema é que os Correios não especificam uma data para que isso aconteça, afirmando apenas que será o mais rápido possível.

“A agência de Marechal Thaumaturgo foi fechada em meados de dezembro, mas foi reaberta no início de janeiro deste ano. Com relação aos objetos encaminhados para a região, a empresa já contratou recurso para o transporte via fluvial. Os Correios seguem trabalhando para normalizar as atividades o mais rápido possível”, diz a resposta.

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Cidades

Jordão tem apenas dois policiais por dia para garantir segurança no município

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O acreano tem sentido na pele os efeitos da grave crise na segurança pública que o estado vive já algum tempo e que se agravou no início de 2020.

As estratégias postas em prática até agora não se mostram eficientes para diminuir os casos de violência, principalmente as execuções provocadas pela guerra entre facções criminosas, e estão longe de devolver a prometida sensação de segurança.
Não precisa ser especialista em segurança pública para saber que entre os fatos que fazem com que a violência cresça no Acre é que o estado está estrategicamente localizado em uma extensa área de fronteira com a Bolívia e o Peru, além dos estados de Rondônia e Amazonas.

A imensa fronteira com seus rios e florestas, completamente desprotegida, é um convite para o tráfico de drogas.

E quando se conhece a realidade das condições das forças de segurança pública nos municípios do interior, se tem uma ideia de que a realidade deve demorar a mudar.

Uma denúncia enviada ao ac24horas mostra como funciona a Polícia Militar no município do Jordão, que faz fronteira com Feijó, Tarauacá, Marechal Thaumaturgo e o Peru.

O efetivo da Polícia Militar no município é de apenas sete policiais e o comandante. Segundo o denunciante, que com medo de represálias, pede para não ser identificado, os policiais trabalham há mais de 10 anos em uma escala de 24/48 horas. Essa escala é de policiamento ostensivo, ou seja, nas ruas da cidade. “Os militares se veem na obrigação de tirar horas extras pra ajudar os companheiros de farda em datas festivas e finais de semana, trabalhando totalmente fora da lei do banco de hora, pois trabalha 24 horas e no outro dia já tem que está apto a tirar hora extra. Trabalho esse estressante que muitas vezes prejudica o desenrolar de uma ocorrência, as vezes uma ocorrência simples se transforme em algo gigantesco”, afirma.

Fotos enviadas à nossa redação mostram que o espaço físico do quartel da PM no município precisa ser recuperado.
“É preciso que olhem com mais mais para nossos militares que estão em zona de fronteira, isolados, sem apoios algum. Agora, aconteceu o novenário na cidade e é sempre muito complicado garantir a segurança com um efetivo tão pequeno”, afirma.

O ac24horas ouviu o Secretário de Segurança Pública do Acre sobre o assunto. Paulo Cézar afirmou que vão ser deslocados mais policiais ao município e em relação a infraestrutura falou sobre a construção, sem precisar data, sobre a construção do Centro Integrado de Segurança Pública. “Todos os municípios isolados vão receber reforço de novos policiais. Jordão e outros 11 municípios serão contemplados com a implantação do Centro Integrado de Segurança Pública, que instalações integradas da Polícia Militar e Polícia Civil que serão construídas nesses municípios”, diz.

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