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Jovem acreano irá disputar o maior campeonato de vôlei do Brasil nesta quarta-feira (13)

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Carlos Dayan Alves Barros, 23 anos, ou apenas “Dayan”, como é chamado pelos amigos, é o segundo acreano – depois de Antônio Carlos Aguiar Gouveia, o “Carlão do Vôlei”-, a jogar a Superliga, a principal competição de vôlei do País. A estreia do acreano será nesta quarta-feira (13) contra o atual campeão da Superliga: Taubaté. A partida ocorre às 20h, no Ginásio do Abaeté, em São Paulo.

“Sabemos da dificuldade que é jogar contra uma equipe como essa, mas acredito que vai nos dar uma boa ‘casca’ (experiência) no decorrer da competição”, destacou o jogador do Blumenau de Santa Catarina (SC).

Dayan é o libero, responsável pela recepção e defesa do time. O libero é o único jogador, dos seis, que tem uma camisa diferente dos demais. Blumenau de Santa Catarina foi vice-campeão da Superliga B, na temporada 2018/2019 e, assim, conquistou automaticamente vaga para série A da principal competição do País.

Em entrevista ao ac24horas, Dayan fala com a alegria ao lembrar do momento que representa a realização de um sonho.

“Estamos trabalhando tão pesado que não tive tempo pra curtir esse sentimento ainda (risos), mas acredito que daqui a pouco vou sentir o famoso frio na barriga. Sempre sonhei com esse momento. É parte de um objetivo que tracei desde que era garoto. Não posso fingir que não é extremamente significativo pra mim. Estou feliz!”.

“Eu sempre encarei com firmeza todas as situações que me foram impostas, sejam elas durante o jogo ou extra-quadra, na vida cotidiana. E tenho certeza de que essa virtude eu herdei dos meus pais”, destaca Dayan.

Confira o link da transmissão ao vivo da estreia de Dayan, na superliga nesta quarta-feira (13) às 20h, https://canalvoleibrasil.cbv.com.br/

Pai de Dayan se emociona ao contar a trajetória do filho

Carlos César de Barros é aquele pai orgulhoso das conquistas do filho, além de maior incentivador, pois incentivava Dayan, desde os nove anos, a praticar várias modalidades de esportes: arremessos de basquete, handebol, e depois os fundamentos de vôlei.

Ao ac24horas o pai relembra o momento em que o sonho do filho passou a se tornar uma realidade.

“Foi quando Dayan foi chamado para realizar um teste no clube Pinheiros, em São Paulo, com mais de 300 meninos, e nessa seletiva só passou o Dayan (13 anos) e outro menino. É muito emocionante, não só por ser meu filho, mas por quem ele se tornou. Antes dele ser descoberto por times fora do Estado, ele dizia: ‘logo estarei indo embora para realizar nosso sonho’, e eu dizia: Sim, meu filho, você vai!”, relembra emocionado.

Aos 17 anos, Dayan foi para São Paulo, para atuar em uma equipe com formato semi/profissional e, logo depois, passou por clubes como São Caetano, Mogi, Botafogo, até chegar ao time de Blumenau de Santa Catarina, onde joga atualmente. O time foi vice-campeão da Superliga B, na temporada 2018/2019.


Fotos: Raphael Guilherme Moser (Informe Comunicação/Assessoria de Imprensa da APAN e Carlos César (Pai).

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Destaque 4

Documentário conta história de um dos principais nomes da resistência liderada por Chico Mendes

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Produzido pelo Núcleo Agrário Terra e Raiz e pelo Laboratório da Questão Agrária em Debate, da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais de Franca e pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, o documentário “A luta não para: Pedro Rocha Xapuri”, conta a história de um dos principais nomes da resistência social liderada pelo sindicalista Chico Mendes.

Dirigido por Raquel Santana e Marcos Limonti, professora e mestrando da Escola de Serviço Social da UNESP/Franca e por Leile Teixeira, professora da Escola de Serviço Social da UFRJ, o filme foi gravado em Xapuri, no Acre, e no assentamento 17 de abril, em Restinga, no estado de São Paulo, para onde Pedro Sebastião Rocha, 74, se mudou com a esposa Maria Alberina depois do assassinato de Chico.

Nos dias atuais, na região do Assentamento 17 de abril, onde é membro da direção estadual do Movimento dos Trabalhadores sem Terra (MST), Pedro Rocha é conhecido como Pedro Xapuri, apelido que herdou dos tempos de Amazônia, há mais de 30 anos, quando enfrentou junto com o líder sindical um dos momentos mais críticos da luta pela posse da terra pelos seringueiros.

No Acre, Pedro Rocha chegou em 1977, mesmo ano da fundação do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xapuri, onde foi vice-presidente ao lado da Sindicalista Dercy Teles de Carvalho, primeira mulher a presidir um sindicato rural no Brasil e que, anos depois, voltaria a gerenciar a entidade símbolo do movimento dos seringueiros acreanos em defesa da permanência na floresta cobiçada pelos latifundiários.

A vinda de Rocha para o Acre se deu algum tempo depois de ter migrado de sua terra natal, Quixadá, no Ceará, para São Paulo. Ao desembarcar em Rio Branco, deixou Alberina numa pensão e foi a Brasiléia acreditando que o INCRA estivesse distribuindo terras a trabalhadores, um ledo engano. Comprou então uma propriedade de cerca de 20 hectares às margens da Estrada Velha de Brasiléia.

Pedro Rocha lembra que ao fechar o negócio e efetuar o pagamento da terra, o vendedor lhe disse que estava passando a propriedade adiante porque pretendia ganhar dinheiro cortando seringa na Bolívia e que era sabedor de que, mais cedo ou mais tarde, um herdeiro chamado Dr. Adalcides Gallo iria tomar todas as terras daquela região sem dar nenhum direito aos posseiros.

“Se o doutor Adalcides fosse dono dessas terras, ele estaria aqui, agora, trabalhando nelas. Para me tomar esse lugar, ele terá que passar por cima de meu cadáver”, afirma ter dito ao seu interlocutor, numa demonstração de que, mesmo sem ter a menor ideia do movimento do qual viria a ser um dos símbolos, já trazia no sangue o dom de lutar pela terra.

Depois de se tornar conhecido, Pedro foi convidado por Chico Mendes para se inserir no movimento sindical de Xapuri. Ele conta que naquela época, o patrimônio que o Sindicato possuía consistia em uma mesa, algumas cadeiras, um fogão e uma velha máquina de escrever, da marca Olivetti. Além disso, a entidade possuía algumas centenas de associados, dos quais apenas uns três ou quatro estavam em dias com as contribuições sindicais.

Mesmo com tantas dificuldades, o sindicato foi capaz de melhor se estruturar, construir uma nova sede e mobilizar os seringueiros em torno de uma causa. O empate, segundo Pedro Rocha, foi a grande tática que tornou possível a resistência dos trabalhadores, mas que, por outro lado, foi também a grande razão pela qual muitos tombaram, entre eles o homem que personificou toda a luta dos povos da floresta: o seu grande amigo Chico Mendes.

Pedro Rocha deixou Xapuri e retornou para São Paulo meses depois daquele fatídico começo de noite de 22 de dezembro de 1988, se estabelecendo na cidade de Franca, onde conseguiu trabalho como zelador do Sindicato dos Sapateiros. Envolvido com este sindicato, foi convidado para participar da ocupação da Fazenda Boa Sorte, que atualmente se chama Assentamento 17 de Abril, onde está até hoje.

Assista o documentário:

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Destaque 4

Vanda Milani libera mais R$ 2 milhões para recuperação de ramais em Xapuri

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A deputada federal Vanda Milani comemorou em Madrid, na Espanha, onde integra a missão oficial de parlamentares brasileiros na Conferência sobre Mudanças Climáticas(COP-25) integrando a caravana do Governo do Acre, a liberação de R$ 2 milhões em emendas para adequação de ramais no município de Xapuri, interior do Acre.

A execução dos serviços será pelo governo do Estado através da Secretaria de Meio Ambiente (Sema) e vai beneficiar 8 comunidades rurais, 3 escolas e 1 unidade de saúde. As reivindicações atendem ao anseio antigo dos moradores, principalmente os que vivem em regiões mais isoladas na região.

O setor agrícola, uma das prioridades do mandato da parlamentar, já foi beneficiado esse ano com a liberação de R$ 1,7 milhão para aquisição de patrulhas mecanizadas, secador de café e insumos beneficiando as cidades de setores produtivos do Alto e Baixo Acre.

Em Madrid, na Espanha, a deputada do Solidariedade defende um meio ambiente com o uso responsável e equilibrado das riquezas naturais. Para ela, “o principal interessado e maior guardião da preservação da floresta é quem vive no meio da floresta, sendo defensor do uso sustentado dos recursos naturais”, esclareceu.

Membro efetiva da Comissão de Meio Ambiente a parlamentar lembrou que este apoio disponibilizado pelo governo federal em parceria com o governo do estado tornará mais eficiente o trabalho do pequeno agricultor.

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