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Estudante de direito irá representar o Acre em programa do Senado

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O estudante de Direito Jhonatan Borges de Souza, de 23 anos, foi indicado para representar o Acre na primeira edição do Programa Estágio Visita, do Senado Federal. Morador de Rio Branco, ele foi indicado por intermediação do Senador Márcio Bittar (MDB-AC) para participar do processo de seleção interna dos Blocos de Liderança do Senado Federal. O estágio não cria qualquer vínculo empregatício com o acadêmico.

“Atualmente são 12 blocos. Foi feita análise de currículos e ao final fiquei entre os 21 que participaram do programa. Minha indicação foi realizada pelo Bloco da Maioria no Senado Federal, tendo como líder o Senador Eduardo Braga”, explica o acadêmico do 8º período do Curso de Direito.

O programa é regido pela Coordenação de Capacitação, Treinamento e Ensino – COTREN, do Senado Federal. O estágio é desenvolvido de maneira orientada e supervisionada e visa à preparação dos universitários regularmente matriculados. “Minha expectativa é de conhecer como funciona uma das casas de leis federais do nosso país que todos os dias tomam decisões (através da aprovação de leis) que impactam na vida de todo brasileiro”, diz o estudante.

Para Jhonatan, será através da convivência e debate com os demais estudantes e parlamentares de todo o Brasil que irá apreender a pensar além da realidade como cidadão. “Entendendo a importância da democracia e evoluindo como cidadão”.

O estágio Visita deverá ser cumprido e concluído com um máximo de 9 (nove) horas diárias e 45 horas semanais. Para participar, Jhonnata precisou cumprir alguns requisitos, como estar matriculado e ter frequência regular nas atividades presenciais de orientação de estágio.

“Cada integrante universitário será responsável pelos custos de passagens aéreas ou terrestres nos trechos compreendidos entre seus Estados e Brasília – DF, ida e volta impreterivelmente”, explica o regulamento do programa.

Além disso, o estágio busca aproximar teoria e prática. “Quanto ao crescimento profissional, considero uma experiência única e que agregará conhecimentos importantes sobre a mecanização do processo de elaboração de leis e que futuramente poderá ser aplicados na realidade da população acreana com o objetivo de construir um Estado melhor para todos”, diz o estudante.

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Acre

Rogério Wenceslau ataca governo e diz que estratégia da segurança pública é negar a realidade

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O pré-candidato à prefeitura de Rio Branco pelo PSL, Rogério Wenceslau, que denunciou ter sido vítima de um arrastão na Estrada do Amapá, neste domingo, 26, contestou a nota divulgada pela Secretaria de Segurança Pública do Acre sobre o episódio.

Durante transmissão ao vivo em uma rede social, Wenceslau, acompanhado da esposa e do presidente do PSL-AC, Pedro Valério, afirmou que é vítima de perseguição e de uma campanha de difamação.

“Eu me sinto igual a toda a população do Acre que grita, pede socorro e o governo ignora. É uma estratégia de negar a realidade, me chamando de mentiroso”, disse Wenceslau.

O jornalista contou ainda que soube que vai ser processado pela secretaria de segurança pública. “O mais absurdo é que soube que vou ser processado por denúncia caluniosa pela Sejusp. É a estratégia de fazer da vítima o culpado”.

Rogério Wenceslau e a esposa reafirmaram a ocorrência do arrastão e contaram como foi a ação dos criminosos. Os dois voltaram a ressaltar que a ação aconteceu fora do restaurante Manto Verde e que um grupo de ciclistas e pessoas que estavam em outros dois veículos também foram assaltadas.

“Quando eu fiz o vídeo falando do arrastão eu sabia que iam vir para cima, mas confesso que não achei que fossem tão baixos com uma nota mentirosa. Foi por isso que deixei o governo após três meses. Exatamente por tentar esconder e negar a verdade”, afirma Wenceslau.

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Acre

Queimadas de janeiro de 2020 já são as maiores em seis anos

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FOTO: SÉRGIO VALE

A seca de janeiro de 2020 é tão intensa que o número de focos de queimadas, segundo mostram os gráficos do Instituto Nacional de Pesquisa (Inpe) já é maior desde 2014.

De 1º de janeiro até 26 de janeiro de 2020 os satélites do Inpe registraram 16 focos de queimadas no Acre. Para efeito de comparação, em 2019 no mês de janeiro todo houve registro de apenas um foco.

Chove pouco no Estado em 2020, daí a possibilidade de realização de queimadas -inclusive urbanos. Em Rio Branco, apesar de não existirem dados oficiais, é possível observar sinais de fumaça pela cidade.

Na 3ª semana de janeiro uma grande queimada perto da zona urbana de Sena Madureira destruiu sete hectares de pastagem.

Com o calor, a situação pode piorar nos próximos dias.

E no futuro próximo também, segundo o Observatório do Clima. O aquecimento global deve ampliar as condições ambientais e facilitar os incêndios florestais na região Sudeste da Amazônia, onde se localiza o Acre. Matas úmidas que antes não pegavam fogo deverão queimar anualmente, elevando ainda mais as emissões de gases de efeito estufa.

Isso tende a ocorrer mesmo que o desmatamento seja zerado – embora de forma menos grave se os brasileiros pararem de derrubar suas florestas.

O alerta foi feito este mês de janeiro por uma dezena de cientistas do Brasil e dos Estados Unidos no periódico Science Advances. Em seu estudo, eles cruzaram o comportamento do fogo na Amazônia com os modelos climatológicos do IPCC, o painel do clima da ONU.

O combo desmatamento-queimada hoje é o principal responsável pelas emissões de gases de efeito estufa do Brasil. Mas há outro tipo de incêndio na Amazônia: são os fogos que atingem florestas vivas em anos extremamente secos, como os de El Niños graves.

Foi o que aconteceu, por exemplo, em Roraima em 1998, ou na porção central-sul da Amazônia nos anos de seca recorde de 2005, 2010 e 2015/16.

(Com Inpe e OC)

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