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Artigo de José Adriano – Unidos pelo desenvolvimento regional

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José Adriano

O Norte responde por apenas por 6,2% do PIB da Indústria brasileira. Este baixo índice escancara a urgência de se fortalecer a política de estímulo ao desenvolvimento da região. Estudos da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revelam que a cada R$ 1 produzido na indústria, são gerados R$ 2,4 na economia brasileira. O desenvolvimento da indústria em regiões mais carentes representa a melhor solução para reduzir o crescente abismo entre os mais ricos e mais pobres no país alardeado pelo noticiário recente.

Nesse contexto, o debate sobre os instrumentos de estímulo ao desenvolvimento regional no âmbito da reforma tributária e a urgência da melhoria da infraestrutura e logística no Norte ganham relevância ainda maior. Só com medidas concretas nessas duas frentes será possível reduzir a distância existente no quesito competitividade industrial entre o Sul/Sudeste com as demais regiões do país. O ‘Seminário de Desenvolvimento Regional: Desafios e Oportunidades’, a ser realizado na CNI, em Brasília, na próxima segunda-feira (28), vai debater temas fundamentais para a nossa região.

O Norte e Nordeste concentram um terço da população brasileira, mas respondem por apenas 19,6% do PIB industrial nacional. O Sul e Sudeste, com pouco mais da metade da população brasileira, concentram quase três quartos do PIB industrial. No PIB per capta, a discrepância é ainda maior. O Norte (R$ 13,9 mil) e Nordeste (R$ 16 mil) ficam muito aquém da média nacional (R$ 26 mil). Há algo muito errado quando um estado como o Acre responde por apenas 0,1% do PIB industrial brasileiro. Os dados deixam claro que os mecanismos para estimular o desenvolvimento do Norte precisam ser intensificados.

Chama a atenção que praticamente todas empresas tomadoras de empréstimos incentivados do Norte e Nordeste estejam inadimplentes, como atualmente ocorre nos Fundos de Investimentos da Amazônia (FINAM) e do Nordeste (FINOR). A equivocada sistemática operacional adotada pelos Fundos, com acentuado atraso na liberação dos desembolsos dos projetos, explica esse inacreditável resultado. Existem 1.736 empresas beneficiárias em situação de inadimplemento, sendo 653 com carteira de títulos do FINAM (BASA) e 1.083 com carteira de títulos do FINOR (BNB). Essas empresas acumulam um passivo de R$ 44 bilhões, sendo que o percentual de inadimplência alcança cerca de 99% desses empreendimentos.

Reunir lideranças empresariais do país, parlamentares e especialistas no assunto para debater de forma séria e aprofundada alternativas para desenvolver a indústria da Região Amazônica e da Região Nordeste é fundamental. Só iniciativas como o Seminário de Desenvolvimento Regional: Desafios e Oportunidades, organizado pela CNI, são capazes de construir uma agenda positiva, que induza ações cooperativas entre o setor público e o privado a fim de reunir esforços que promovam a redução das desigualdades regionais de forma consistente e sustentada.


 

José Adriano é presidente da Ação Pró-Amazônia e da Federação das Indústrias do Estado do Acre (FIEAC). 

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Acre

Nível do rio Acre sobe 4 metros em 48h e alcança os 10 metros

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De acordo com boletim emitido pela Coordenadoria de Defesa Civil, o nível do Rio Acre na manhã deste domingo (17), às 6h, alcançou 10,04m. Na sexta-feira (15) antes da chuva o nível do rio era de 6,10 metros.

Em contato com a equipe do ac24horas, Major Cláudio, da Coordenadoria de Defesa Civil, relatou que “em apenas 48h o nível do Rio Acre aumentou 3,94m. Na sexta-feira (15) choveu 128mm. Isso quer dizer que choveu 67% esperado para o mês todo, em apenas um dia. A cota do mês todo, é de 211mm. Neste sábado (16) temos 255mm acumulado, ou seja, ultrapassamos a cota do mês”, alertou.

Por fim, Major Cláudio ainda alertou para um novo aumento do Rio Acre. “Devido a vazante dos outros municípios, porém tenderá a estabilizar depois de 48h, caso diminua o ritmo das chuvas.”, informou.

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Acre

L200 cai dentro do Canal da Maternidade neste domingo

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Nas primeiras horas deste domingo, 17, uma colisão entre dois veículos fez com que uma caminhonete modelo L200 fosse parar dentro do córrego do Canal da Maternidade, localizado na região central de Rio Branco. Imagens divulgadas por testemunhas apontam que após a batida, a caminhonete derrapou, quebrou algumas barras de proteção e caiu no Canal.

O outro carro envolvido ficou parado no meio da Avenida, com a parte frontal parcialmente destruída. Alguns populares se aglomeraram no local após o acidente.

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