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Governo garante que vai beneficiar malharias com aquisição de uniformes escolares

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O governo do estado, por meio de uma nota de esclarecimento, afirmou que vai realizar um chamamento público para a produção de uniforme escolar que será doado aos alunos para o ano letivo de 2020.

Segundo a nota, não é verdade a denúncia de uma empresário do ramo de malharia, que apenas uma empresa receberia toda a fatia do bolo. A nota explica que “no momento a merenda escolar está sendo priorizada devido o processo licitatório ser mais antigo.

Na sequência o governo fará o chamamento público. Tal processo é longo, pois para comprar somente da indústria local existe a necessidade de desenvolver regulamento jurídico específico para garantir a lisura do trâmite.

Vale ressaltar que um dos princípios do ‘programa de compras governamentais direto da indústria é dividir a aquisição entre todas as empresas estabelecidas no estado do Acre”, diz o governo.

No mesmo tom foi a nota de esclarecimento do Sindicato das Indústrias de Confecções e Correlatas do Estado do Acre (SINCON), que afirma que o novo modelo de uniforme, com as especificações técnicas de produção, foi divulgado para que todas as malharias do estado possam produzir de maneira padronizada.

Diz ainda que quanto a aquisição dos uniformes pelo estado para os alunos da rede pública, todas as indústrias do estado estão se preparando para fornecer de maneira igualitária, conforme a capacidade de produção, uma vez que o setor de confecções conta com uma lei de incentivo à indústria local.

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Após fogos do CV no Juruá, Polícia prepara série de operações contra o crime

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Cumprindo determinação do Governo Estadual em intensificar ações de combate à criminalidade, a Direção Geral da Polícia Civil, seus diretores e coordenadores de especializadas e regionais finalizaram o planejamento estratégico de operações que serão realizadas em todo o estado do Acre.

José Henrique Maciel Ferreira, delegado Geral da Polícia Civil, afirmou que as operações ocorrerão de forma integrada e se iniciam já neste final de semana. As operações objetivam coibir os crimes de roubos, tráfico de drogas, homicídios, tentativa de homicídios, entre outros.

“Essa é uma das determinações do governo para a área da Segurança, coibir as ações criminosas buscando resultados positivos refletindo diretamente nos indicadores de violência. A Polícia Civil já tem um vasto levantamento de diversas áreas e pontos de maior incidência de crimes em nossa capital e são nesses locais que vamos agir de forma incisiva com ações integradas”, enfatizou o Delegado Geral.

De acordo com o planejamento estratégico de ações da Polícia Civil, as operações que ocorrerão a partir deste final de semana contarão com um efetivo mínimo de 30 policiais (agentes, escrivães e delegados) e 10 viaturas, além do efetivo de outras forças policiais que compõem o Sistema Integrado de Segurança Pública (SISP).

“Teremos um efetivo mínimo de 30 homens e mulheres da Polícia Civil, além de outros agentes das forças de segurança que compõem o SISP”, complementou Henrique Ferreira.

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Destaque 3

Bolsonaro anuncia envio ao Congresso de projeto que isenta militar de punição em operações

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O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta quinta-feira (21) que enviou ao Congresso Nacional projeto de lei com regras para isentar de eventuais punições, por meio do chamado excludente de ilicitude, militares das Forças Armadas e integrantes de forças de segurança, como policiais civis e militares, que atuam em operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO)

Bolsonaro comunicou o envio do projeto durante discurso na convenção de lançamento de seu novo partido, o Aliança pelo Brasil. Porém, o Palácio do Planalto não divulgou o texto do projeto de lei até a última atualização desta reportagem.

Segundo Bolsonaro, o projeto contempla as as Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica) e os órgãos de segurança listados no artigo 144 da Constituição, que são:

– Polícia federal;
– Polícia rodoviária federal;
– Polícia ferroviária federal;
– Polícias civis;
– Polícias militares;
– Corpos de bombeiros militares.

O “Diário Oficial da União” publicou nesta quinta, em edição extra, um despacho presidencial com a mensagem do envio ao Congresso de projeto de lei que “estabelece normas aplicáveis aos militares em operações de Garantia da Lei e da Ordem e aos integrantes dos órgãos a que se refere o caput do art. 144 da Constituição e da Força Nacional de Segurança Pública, quando em apoio a operações de Garantia da Lei e da Ordem”.

As operações de GLO são realizadas exclusivamente por ordem da Presidência e ocorrem nos casos de esgotamento das forças tradicionais de segurança pública. O presidente autoriza o emprego dos militares, a exemplo do que já ocorreu no Rio de Janeiro.

De acordo com a Constituição, esse tipo de operação concede provisoriamente às Força Armadas – por tempo e local determinado – o poder de polícia. Nas ações, as forças de segurança, como as polícias, atuam em apoio ao trabalho dos militares.

Nesta quarta-feira (20), Bolsonaro afirmou que, caso Câmara e Senado não aprovem o projeto, ele só assinará decretos de GLO de interesse do governo federal, já que as ações nos estados precisam do pedido formal de governadores.

“Se o Congresso não aprovar, não tem problema. Eu não assino GLO. A não ser a que interesse particularmente ao governo. Como por exemplo a GLO do Brics. A gente não podia, tem um problema com autoridade aqui. A GLO de Rondônia, quando nós mandamos para lá, no começo do ano, o Marcola. Fora isso não tem GLO”, disse.

‘Guinada’ no combate à violência

Bolsonaro anunciou que este é o primeiro de uma série de quatro projetos a ser enviados ao Congresso. De acordo com o presidente, não adianta uma pessoa estar “bem de vida” se está preocupada com a segurança de familiares, diante do risco de ser assassinado por “um ladrão de celular”.

“Ladrão de celular tem que ir para o pau. E quando falo em ir para o pau, foi protocolado há poucos minutos na Câmara dos Deputados um projeto nosso que fala, são quatro projetos, foi o primeiro projeto, que fala do excludente de ilicitude para o pessoal que está no artigo 144 da Constituição. Entram as Forças Armadas, Polícia Federal, Rodoviária, Polícia Civil, Polícia Militar”, disse.

Em seguida, o presidente explicou o que é o excludente de ilicitude e pediu apoio aos parlamentares para aprovar a proposta, que, na sua visão, dará uma “guinada” no combate à violência.

“O que é o excludente de ilicitude? Em operação, você responde, mas não tem punição. Vamos depender agora, meus parlamentares, deputados e senadores, de aprovar isso lá [no Congresso]. Será uma grande guinada no combate à violência no Brasil. Nós temos como, realmente, diminuir e muito o número de mortes por 100 mil habitantes no Brasil”, afirmou.

Conforme o presidente, a proposta complementa o pacote anticrime enviado pelo ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) ao Congresso.

Homicídios

De acordo com os dados mais recentes divulgados pelo índice nacional de homicídios criado pelo G1, nos primeiros oito meses deste ano foram registradas 27.517 mortes violentas — 7,9 mil a menos que o registrado de janeiro a agosto de 2018 (35.422).

O índice se baseia em dados oficiais dos 26 estados e do Distrito Federal. Os números representam uma queda de 22% no número de homicídios registrados de janeiro a agosto deste ano em comparação com o mesmo período de 2018.

O levantamento mostra que o número de assassinatos, porém, continua alto: 114 pessoas morreram por dia, em média, no país em 2019.

O levantamento faz parte do Monitor da Violência, uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV-USP) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

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