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Carta de congresso do PT reafirma golpe contra Dilma Rousseff, ataca Bolsonaro e pede “Lula livre”

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O final de semana foi de tentativa de renascimento do Partido dos Trabalhadores do Acre. Tendo sido o mais importante partido político no estado ao longo dos últimos 20 anos, quando três governadores se revezaram no Palácio Rio Branco, o PT tenta se recuperar do duro golpe nas eleições do ano passado quando de uma única vez perdeu o governo, uma cadeira no senado, quando seu maior símbolo no Acre, Jorge Viana, não se elegeu, perdeu as três vagas que tinha na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa viu sua bancada ser reduzida de cinco para apenas dois parlamentares.

No 7º Congresso Estadual do PT ficou clara a intenção de tentar demonstrar que o partido ainda é forte.

Todas as grandes lideranças estiveram presentes com objetivo de passar para a opinião pública uma imagem de unidade de seus caciques e filiados.

Como é de praxe, ao fim do evento, o partido emitiu uma carta com as considerações do congresso e os rumos que deve tomar em relação às questões estaduais e nacionais.

O teor da carta tem fortes críticas ao Presidente da República, mesmo sem mencioná-lo diretamente. O PT diz que há uma subtração de direitos trabalhistas, criminalização dos movimentos sociais, das mulheres; dos povos indígenas; dos extrativistas, dos ribeirinhos, dos agricultores familiares, da população negra; da população LGBTQI+ que vivem sob a ameaça de um “Estado”, em estado infeliz; que insulta e agride de maneira sanguinária, que atira e chicoteia, sem perguntar e sem dizer o porquê.

Segundo o partido, o atual cenário no país é consequência do golpe que resultou na cassação da ex-presidente Dilma Roussef e a prisão do ex-presidente Lula. “O que vivemos hoje é consequência de um processo que foi anunciado durante todo o tempo da gestão do PT e iniciado em 2016, através da armadilha golpista político-jurídico-midiática, que retirou da presidência, em seu segundo mandato, a primeira mulher eleita no Brasil, Dilma Rousseff; por perseguição política tirou a liberdade da maior liderança política do século, nosso Presidente Lula”, diz um trecho da carta.

Quem esperava pancada em cima de Gladson Cameli se enganou

Em relação ao Acre, apesar dos discursos duros durante o congresso, o tom da carta é ameno e não promove críticas fervorosas ao governador, preferindo lembrar as conquistas ao longo dos últimos 20 anos em que administrou o estado, citando melhorias nos indicadores sociais, uma “revolução” na educação, melhorias na saúde e na infraestrutura do desenvolvimento. E por fim, o mantra petista, “Lula Livre”.

Leia a carta:

CARTA DO 7º CONGRESSO ESTADUAL DO PT/ACRE

Uma carta para o presente e futuro

Nós, Delegadas e Delegados do 7º Congresso do Partido dos Trabalhadores – Acre Lula Livre, reunidos nos dias 19 e 20 de outubro de 2019, em Rio Branco, renovamos coletivamente nossos sonhos e percebemos que quando nos reunimos, não há limites para sonhar. Para o PT, este encontro reafirma a capacidade da nossa militância em se renovar, se reconstruir e continuar na luta por um futuro de inclusão, por um Acre e um Brasil justo, solidário e soberano.

Nos últimos anos, as vidas das pessoas simples, das pessoas que trabalham, dos que servem e dos que lutam tem sido atravessada por agressivos processos de desrespeito, subtração de direitos trabalhistas, negação aos direitos humanos e criminalização dos movimentos sociais; das mulheres; dos povos indígenas; dos extrativistas, dos ribeirinhos, dos agricultores familiares, da população negra; da população LGBTQI+ que vivem sob a ameaça de um “Estado”, em estado infeliz; que insulta e agride de maneira sanguinária, que atira e chicoteia, sem perguntar e sem dizer o porquê.

O que vivemos hoje é consequência de um processo que foi anunciado durante todo o tempo da gestão do PT e iniciado em 2016, através da armadilha golpista político-jurídico-midiática, que retirou da presidência, em seu segundo mandato, a primeira mulher eleita no Brasil, Dilma Rousseff; por perseguição política tirou a liberdade da maior liderança política do século, nosso Presidente Lula, esse processo se consolidou em 2018 com um enredo de discursos e narrativas ultraliberais. Toldaram as políticas públicas, criaram a insegurança nos segmentos mais frágeis da vida da população; incentivaram a violência, a exploração, a perseguição e muitos estão sendo mortos com o “silêncio” da justiça. Queimaram as causas ambientais e a constituição. Borraram os direitos trabalhistas e colocaram talas de políticas ideológicas na educação, sob o engodo de “ordem” que ameaçam o nosso progresso!

Neste Congresso, reafirmamos nosso orgulho pelas conquistas obtidas ao longo dos 20 anos de governos populares no Acre, sob a liderança do PT. Os avanços na organização do aparato de governo, nas políticas sociais, na infraestrutura do desenvolvimento, na proteção do meio ambiente, no amparo das minorias e populações em situação de fragilidade social, na revolução da educação pública e na ampliação dos serviços de saúde. O forte crescimento de PIB e a melhoria dos principais indicadores sociais, no período, provam o acerto de nossa experiência de governo, ainda que muito tenhamos que aprender. É do aprendizado gerado na vivência coletiva no partido, nas comunidades e nos movimentos que avançamos na luta do nosso povo.

Diante do atual momento, ouvimos as vozes do Juruá, trazidas nas esperanças dos companheiros e companheiras que representam a região; trilhamos nos pensamentos do Alto Acre, que compartilharam sonhos; navegamos nas ideias dos trabalhadores dos Purus, certos de que a luta é permanente; abraçamos as mentes abertas do Tarauacá-Envira, e vimos que a razão aponta rumos; nos encontramos com o Baixo Acre para tecer as esperanças, sonhos, pensamentos e razão.

Nós, povos da floresta, herdeiros da luta de Chico Mendes, pedimos que o Brasil olhe para a Amazônia como uma região estratégica para o desenvolvimento do país.

Assim, constatamos que a política para a inclusão social, o sonho do PT, requer um pouco de cada um, para que sejamos mais e muitos. Estaremos nas ruas, nos rios, no Acre e no Brasil. Na defesa do futuro do país. “Bora, companheiros e companheiras, juntos fazer a vida acontecer.” Lula LIVRE!

Rio Branco, 20 de outubro de 2019

Delegados do 7º Congresso Estadual do Partido dos Trabalhadores

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Proclamação da República completa 130 anos

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Em 1888, a Lei Áurea aboliu oficialmente a escravidão, mas o Império estava em crise. Por um lado acreditava-se que os antigos escravizadores aderiram aos ideais republicanos para destituir a família real. Mas o cenário era bem mais amplo.

Dom Pedro II estava muito doente e a sucessora seria a princesa Isabel, que era casada com um francês, o conde D’Eu, considerado impopular, figura que também já havia criado conflitos com os militares na ocasião da Guerra do Paraguai.

“A participação do conde D’eu na Guerra do Paraguai é um dos fatores de impopularidade. Ele era arrogante. Dizem que ele promoveu massacres. Não tinha aptidão para administrar”, conta a historiadora Catia Faria.

Quem também tinha pouco prestígio entre os militares era o visconde de Ouro Preto, chefe do gabinete do Império e conhecido pela intransigência. Ele foi nomeado por Dom Pedro II para fazer as reformas que os republicanos buscavam.

Em 1870, o Brasil saiu vitorioso da Guerra do Paraguai e os militares não tinham recebido do imperador o reconhecimento que esperavam.

O Brasil estava em crise econômica por causa de dívidas motivadas, principalmente, pela guerra. O sistema de governo da Monarquia era considerado atrasado.

“Os ideais republicanos chegam ao Brasil a partir da França, da ideologia do positivismo. Basicamente é uma burocracia estatal calcada na competência”, explica a professora de História do Direito Brasileiro, Maria Cristina Vieira.

Para alguns historiadores, a primeira república brasileira não foi proclamada, mas sim aclamada pela pouca resistência que encontrou por parte da Monarquia. Uma das imagens que retrata a cena é a tela Proclamação da República, de Benedito Calixto. Quem morava nas intermediações do Campo de Santana e do Palácio Duque de Caxias era um dos comandantes da Guerra do Paraguai, o marechal Deodoro da Fonseca.

“Sem Deodoro, não teria república”, conclui o historiador do Centro de Estudos e Pesquisas do Exército, coronel Antônio Ferreira.

No dia 15 de novembro de 1889, o marechal Deodoro saiu de sua casa no centro do Rio, próximo à Central do Brasil, para proclamar a República acompanhado por uma tropa de cerca de mil militares.

A república brasileira deu prazo para que a família real deixasse o país. Depois da expulsão, Dom Pedro II escreveu: “Resolvo, cedendo ao Império das circunstâncias, partir com toda a minha família amanhã, deixando esta pátria de nós estremecida. Conservarei do Brasil a mais saudosa lembrança, fazendo ardentes votos por sua grandeza e prosperidade.”

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Bombeiro do Acre fica em 2º lugar na competição nacional de técnica-profissional, em São Luis

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Ocorreu nessa quarta-feira, 13, na cidade de São Luís, no Maranhão, a tradicional prova ‘Bombeiro de Aço’. As equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Acre ficaram na 2ª colocação da competição, que contou com a participação de equipes de 22 estados brasileiros. Foram mais de 100 competidores na disputa que elegeu o melhor bombeiro do Brasil.

Os bombeiros revezavam-se nas etapas do concurso, que contou com cinco categorias, em versões feminina e masculina. A competição fez parte do XIX Seminário Nacional de Bombeiros (Senabom). O Tenente Bombeiro Felipe Lima, do CBMAC, foi vice-campeão da prova ‘Bombeiro de Aço’, com o 2º tempo mais baixo já visto no circuito.

“A prova é muito interessante, porque a gente tem a convicção da necessidade de manter o pleno desempenho físico e técnico, porque o bombeiro não tem que sair sozinho de uma situação de risco. Ele tem que sair e levar outra pessoa. Temos a consciência exata disso, e tão importante quanto o condicionamento físico é o autocontrole emocional, pois muitas vezes possuímos o físico, mas o psicológico abala”, afirmou o Tenente Felipe.

O Comandante-geral, Coronel Carlos Batista, esteve presente no evento e disse que é motivo de grande presenciar o bom desempenho dos militares acreanos. “Eles estão de parabéns por demonstrarem e esbanjarem força física, técnica operacional e força de vontade em tão bem representar o CBMAC. Esta prova demonstra o potencial do bombeiro em ocorrências reais, porque exige dele habilidades como força, assertividade e a velocidade necessária para o salvamento de vítimas ou extinção de incêndio”, explicou Batista.

Com informações Ascom/CBMAC

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