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Ingratidão e decepção: Bolsonaro ignora o estado que lhe deu a maior vitória em 2018

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Quando 100% das urnas foram contabilizadas no 2º turno das eleições presidenciais de 2018, os acreanos eram uma euforia só. Não era para menos, além de muitos comemorarem a derrocada da esquerda no estado, Bolsonaro tivera aqui a maior votação proporcional dentre todos os estados da federação brasileira.

Os mais afoitos ousavam dizer que logo esse Brasil poderia se tornar uma espécie de Estados Unidos da América do Sul, uma alusão ao modelo Trump, ignorância ao quadrado; que foi adotado por Bolsonaro e que se difundiu a partir de milhares de Fake News nas redes sociais Brasil a fora.

Passados esses 09 meses, uma pergunta que ainda não foi respondida pelos políticos e lideranças que apoiam o governo; o Bolsonaro retribuiu ao Acre, tudo que os acreanos lhe deram nas urnas em 2018?

Essa pergunta tem que permear e uma hora chegar até o mito que se transformou em Mico, aliás nunca se viu um governo para protagonizar tantas confusões e atacar tanto os direitos daqueles que mais necessitam de proteção do estado brasileiro; os mais pobres.

Em um estado longínquo e sem arrecadação para ser autossuficiente como o Acre, a mão do governo federal para as grandes obras e investimentos é primordial. O governo estadual tem uma bancada de apenas 08 deputados federais e 03 senadores, estes reunidos somam apenas R$ 250 milhões em emendas parlamentares anuais, sendo este valor insuficiente para alocar aos diversos prefeitos e garantir injeção nos principais projetos do governo.

Como o Bolsonaro usa os jargões da honestidade e valores humanos, deveria saber que, a gratidão é um dos maiores valores que um ser pode ter.

Não pense nossos representantes federais, que adoram um self com Bolsonaro, que as Pontes, Hospitais, Rodovias e outras grandes promessas de campanha do governo Gladson Cameli, irá sair do papel, se não tiver essa parceria de perto e carinhosa do governo federal.

Pela decepção que tem sido os números comprovam, Jair Bolsonaro registrou a pior avaliação para um presidente do Brasil em início de primeiro mandato desde a eleição de Fernando Collor, em 1990. As reclamações, aliás, se reproduzem nas redes sociais, sendo um retrato da insatisfação dos brasileiros com o jeito cruel e escroto de relações sociais deste governo

Um percentual muito grande de pessoas que votaram no Bolsonaro o fizeram não por concordar com suas ideias e com suas propostas de governo, mas porque o encararam como uma rejeição à política tradicional e esse foi também um voto de protesto contra os governos de esquerda, contra o Partido dos Trabalhadores. Ou seja, foi um voto mais baseado em não querer outros candidatos do que propriamente na adesão a Bolsonaro.

Eu se fosse parlamentar da base de sustentação de Bolsonaro, me sentiria constrangido em ver a Universidade e Instituto Federal prestes a regredir nas ofertas aos milhares de jovens, por medidas conservadoras e ideológicas desse governo Cruel e sem Piedade com as conquistas históricas do povo.

Se eu fosse Parlamentar da base de Sustentação de Bolsonaro, me sentiria constrangido em ver que a entrega das Obras da Ponte sobre o Rio Madeira, por cortes nos repasses para sua conclusão final.

Se eu fosse Parlamentar de sustentação de Bolsonaro, me sentiria constrangido, de ver o estado sendo um dos maiores corredores de tráfico de drogas do País, porque nosso perímetro de fronteira estar desguarnecida.

Se eu fosse Parlamentar da Base de sustentação de Bolsoaro, me sentiria constrangido, ao ver as obras da tão sonhada Ponte de Rodrigues Alves, não ter emendas alocadas; por falta de recursos no DNIT, para o projeto de viabilidade da obra.

Se eu fosse Parlamentar de sustentação do Bolsonaro, faria uma reflexão sobre o rumo que o País estar trilhando, pois se ele cair o buraco do descrédito político, eu também poderia ir junto.

Ainda há tempo para Bolsonaro rever o débito político que tem com os acreanos.


Por: Francisco Panthio

Ativista do Movimento Social e Político do Acre

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Presidente do Iapen diz que mudança em escala que motivou protesto ainda está em discussão

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Em meio ao movimento de protesto dos policiais penais em Rio Branco, ocorrido na manhã desta quinta-feira, 16, o presidente do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen), Lucas Gomes, emitiu uma nota de esclarecimento para salientar que um dos motivos do ato ainda segue em discussão entre a categoria e o estado.

Segundo Gomes, não a mudança de escala não é a nível estadual, esta permanece com o limite legal de 40h semanais. “A proposta feita exclusivamente ao Grupo de Escolta, que deverá assumir inteiramente as escoltas judiciais, foi no sentido de que as horas de escala ordinária, somadas às horas da escala extraordinária (banco de horas), chegariam a uma escala semelhante. Porém, uma vez apresentada a proposta ao grupo, o mesmo apresentou contra-proposta que se encontra ainda em discussão”, disse.

Gomes garante que os servidores cedidos a outros órgãos já foram convocados para retorno. “Foi iniciado estudo sobre a viabilidade de escalas em regime de revezamento no Complexo FOC, contudo, em decorrência de conversas com a categoria, esta presidência resolveu suspender, diante do entendimento que só se promovem mudanças com o diálogo linear e com a colaboração ativa da categoria”, explica.

Os questionamentos dos policiais referentes ao financeiro já foram encaminhadas ao Governador Gladson Cameli, que deve convocar representantes das categorias do Iapen para negociações, garante o presidente.

O sistema penitenciário do Acre passa por mudanças, estendendo à Polícia Penal a responsabilidade de assumir por inteiro o controle da disciplina e da segurança do sistema prisional.

 

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Destaque 3

Proposta permite substituição temporária de chefe do Executivo sem afetar elegibilidade

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A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 197/19 acaba com a inelegibilidade dos presidentes das casas legislativas que ocupam interinamente a chefia do Poder Executivo nos seis meses anteriores às eleições. O texto tramita na Câmara dos Deputados.

Atualmente, a Constituição proíbe os presidentes da Câmara e do Senado, das assembleias legislativas e das câmaras de vereadores de disputarem a eleição se substituírem, ainda que provisoriamente, o presidente da República, o governador ou o prefeito nos seis meses anteriores ao pleito.

Para o deputado Jesus Sérgio (PDT-AC), autor da PEC, essa regra cria “situações flagrantemente indesejáveis”.

“Não são raros os casos em que, diante do afastamento temporário do prefeito da cidade e do seu vice, ainda que tal afastamento tenha se dado por um único dia, vê-se o presidente da Câmara dos Vereadores obrigado a ausentar-se, sob pena de, ao assumir a chefia do Executivo municipal, tornar-se inelegível para quaisquer outros cargos, inclusive seu próprio cargo de vereador”, disse Sérgio.

Tramitação

A PEC será enviada à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), para análise da admissibilidade. Se aprovada, será constituída uma comissão especial para votar o mérito da proposta. O texto ainda passará por dois turnos de votação no Plenário da Câmara.

Com informações da Câmara dos Deputados  

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