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Em protesto, médico se veste de preto e entra em greve de fome por tempo indeterminado

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A relação entre os profissionais que trabalham na Maternidade Bárbara Heliodora e a gerência da unidade de saúde vai de mal a pior.

Prova é de que uma briga entre o médico ginecologista Edvaldo Amorim, ex-diretor da MBH por 10 anos e um dos mais conceituados profissionais na área, e o atual gestor da maternidade, Wagner Barcelar, foi parar na delegacia, com o cada um registrando um boletim de ocorrência contra o outro com diversas acusações.

O ac24horas teve acesso aos dois boletins registrados na Delegacia da 1ª Regional e conta em detalhes a história.

No primeiro boletim registrado, Edvaldo Amorim contou que no último dia 12 de setembro estava de plantão na MBH e que fez sugestões para melhorar o atendimento para a enfermeira Sílvia Helena, que vem a ser a gerente assistencial da unidade.

Ele conta no B.O que após as sugestões, Wagner Barcelar o abordou dizendo que no local havia gerência e que não precisava de suas sugestões. Teria, na sequência, feito uma outra abordagem de forma intimidadora. Disse que já havia passado seu tempo que Edvaldo já havia servido ao PT por muitos anos. Edvaldo conta que pediu respeito à sua história e afirmou que por 10 anos tinha sido diretor da maternidade sem indicação política.

Edvaldo disse ainda à autoridade policial que o fato não era primeiro que acontecia e que acredita se tratar de algo pessoal por parte de Wagner Barcelar.

No depoimento, Edvaldo afirma que se sente perseguido pelo atual diretor e que o mesmo já até ameaçou devolver o médico e sua esposa, que também é profissional de saúde, para Cruzeiro do Sul, mesmo os dois sendo concursados para Rio Branco.

A indignação de Edvaldo Amorim é tão grande com a direção que o médico resolveu radicalizar. Nesta quinta-feira, 10, foi trabalhar vestido de preto e afirmou que inicia uma greve de forme por tempo indeterminado.

Em sua mesa, quem chega, a primeira coisa que ver na mesa é um bilhete, onde está escrito: “Estou em luto pela morte da minha liberdade, em protesto de silêncio e greve de fome por tempo indeterminado até a retratação pública do diretor-geral pelas ofensas a mim proferidas, e que respeite o cidadão, pai de família e médico que sou”.

Segundo Edvaldo, seu caso não é isolado e há diversos registros de comportamento inadequado do diretor Wagner Barcelar com outros servidores da MBH.

De fato, no Juizado Especial Cível, a enfermeira Elza Fernanda Leão de Assis, entrou com um processo por danos morais contra Wagner Barcelar e cobra na justiça mais de 14 mil reais de indenização.

O outro Boletim de Ocorrência

O diretor-geral da Maternidade Bárbara Heliodora, médico Wagner Barcelar, também registrou um Boletim de Ocorrência contra Edvaldo Amorim.

A história, é claro, totalmente diferente. Barcelar afirma que ao saber da intenção de Edvaldo em colaborar com ideias para melhorar o atendimento, teria dito ao médico que suas ideias não eram necessárias. Isso, segundo depoimento, de forma cordial.

Wagner afirma que Edvaldo o acusou de não ter competência para assumir o cargo que ocupa e que apenas é diretor por indicação política.

No depoimento, o gestor afirma que Edvaldo chegou a apontar o dedo em sua direção com o intuito de ofendê-lo e ainda teria proferido a seguinte frase: “Prepare-se que você não sabe o que sou capaz de fazer com a sua vida”, além de palavras de baixo calão.

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Juiz nega absolvição para mãe e companheira acusadas de matar o filho de 9 anos

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A Justiça do Distrito Federal negou recurso para absolver sumariamente o casal de mulheres acusado de matar e esquartejar o menino Rhuan Maycon da Silva Castro, de 9 anos. A defesa da mãe e da madrasta da criança buscava derrubar a decisão que determina o julgamento por um júri popular.

A decisão foi tomada nessa terça-feira, 19, e cabe recurso. No despacho, o juiz do caso, Fabrício Castagna Lunardi, disse que está convencido “acerca da existência do delito e de indícios de que as rés sejam as autoras do fato”.

O corpo do menino foi encontrado em 1º de junho. Segundo as investigações, o crime foi cometido pela mãe da criança, Rosana Auri da Silva Cândido, de 27 anos, e pela companheira dela, Kacyla Pryscila Santiago Damasceno Pessoa, de 28 anos.

O magistrado afirmou ainda que nesta fase do processo não cabe a aplicação do princípio “in dubio pro reo” – um argumento jurídico de que, na dúvida, deve-se absolver o acusado.

Apesar dessa decisão da Justiça, ainda cabe acionar os desembargadores em segunda instância. A data do começo do julgamento no Tribunal do Júri não tinha sido definida até esta sexta-feira (22).

As duas acusadas estão presas na Penitenciária Feminina do DF. Elas respondem pelos crimes de: Homicídio qualificado; Lesão corporal gravíssima; Tortura; Ocultação e destruição de cadáver e Fraude processual.

A informação é do G1/Distrito Federal.

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Com relatório favorável de Mailza Gomes, Comissão aprova FGTS para pagar faculdade

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Com relatório favorável da senadora Mailza Gomes, a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal aprovou, em decisão final, o projeto de lei 1.540/2019, do senador Styvenson Valentim, que amplia as possibilidades de saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para pagamento de curso de nível superior e de cirurgias essenciais à saúde.

Foram oito votos favoráveis e dois votos contrários. Na justificação do projeto, Styvenson defendeu o saque do FGTS para cobrir gastos educacionais por conta das mudanças nas regras e cortes de recursos destinados ao Fundo de Financiamento Estudantil (FIES) e do Programa Universidade para Todos (ProUni), que levou à redução no número de matrículas em instituições privadas de ensino superior.

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