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Acre está desabastecido de inseticida usado em fumacê de combate à dengue

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Preocupante. Esta é a situação de todos os estados brasileiros devido ao desabastecimento total do inseticida Malathion EW 44%, usado no combate do mosquito Aedes Aegypti adulto por meio dos carros ‘fumacê’, em casos de notificação de doenças como dengue, chikungunya e zika vírus. O inverno amazônico – propício ao alastre do mosquito, se aproxima, mas o Acre perdeu cerca de 4 mil litros do inseticida devido a problemas identificados no produto pelo Ministério da Saúde. Essa quantidade daria para suprir a necessidade de todos os municípios acreanos durante um ano, segundo a área de Combate e Controle do Mosquito Aedes Aegypti no estado.

Conforme nota técnica encaminhada pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre) a todos os municípios do Acre, desde 2017 as autoridades responsáveis vinham percebendo mudanças no inseticida Malathion. “Como formação de dupla fase, dificuldade de emulsificação, vazamentos de embalagens e do estoque disponível”. Suspender a entrega dos lotes do produto foi uma das soluções adotadas pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

No controle do mosquito são utilizados três tipos de produtos químicos, um deles é o Malathion – partículas lançadas pra atingir o mosquito adulto. Os demais são usados no tratamento de depósitos de água ou em situações extremas de surtos ou epidemias. O fato é que o Malathion se faz essencial na tríade de combate ao mosquito e a falta do insumo pode acarretar sérios problemas na saúde pública do Acre e do Brasil inteiro.

Apesar dos problemas encontrados no inseticida usado para o fumacê, a responsável pela área Técnica de Combate e Controle do Mosquito Aedes aegypti no Acre, Erika Rodrigues de Abreu, garante que os outros dois produtos têm estoque suficiente até 2020.

“O Malathion já vinha recebendo reclamações desde o ano passado com relação à qualidade do produto. Foram vários fatores analisados pelo Ministério da Saúde, como a questão da resistência do mosquito ao produto, pois já não estava mais fazendo o mesmo efeito em alguns estados”, afirma Erika.

Atualmente, todos os lotes do inseticida suspenso passam por fases de testes em laboratórios, geridos pelo próprio Ministério. “Os testes não foram concluídos, foi aí que emitiram uma nota informativa sobre o desabastecimento do Malathion”, informa a técnica.

No Brasil inteiro, estima-se que aproximadamente 300 mil litros do produto está em falta por conta dessa problemática, sem previsão para normalidade da entrega do inseticida aos estados, e por consequência, aos municípios. “Eles [MS] alegam questão do atraso dos testes do laboratório”, destaca a responsável no Acre.

Precauções

Com a falta do Malathion, um dos inseticidas utilizados em caso de notificação de doença por meio de bloqueio químico, recomenda-se a intensificação das ações de manejo ambiental. Isto é, a população deve estar atenta aos cuidados com seu próprio quintal para evitar a proliferação das larvas. “As principais ações de controle do Aedes é a eliminação dos criadouros, porque é muito mais fácil eliminar as larvas do que eliminar o mosquito adulto”, assegura Erika Rodrigues.

Os estados dependem do repasse do Ministério Público para voltar com a utilização do produto, mas enquanto isso não acontece, as cidades foram orientadas a intensificar ações educativas e visitas domiciliares. “Essa ação integra o conjunto de atividades adotadas nessas situações, que atua na diminuição de fontes de mosquito”.

A Secretaria de vigilância em Saúde informou que vem trabalhando para minimizar os problemas causados pela falta do insecticida Malathion EW 44% no estoque. “Devido o desabastecimento, reforça-se a necessidade da intensificação das ações de rotina, visando diminuir a transmissão de casos, com a realização de visita casa a casa, resgate de imóveis pendentes, mobilização da população e mutirões de limpeza. As ações de controle vetorial devem ser planejadas para serem executadas de forma permanente, promovendo a articulação sistemática com todos os setores do município (educação, saneamento, limpeza urbana etc)”.

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Para secretário, Samu estava sem policiamento por esquecimento do sistema de segurança

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Após dias turbulentos ocasionados pela criminalidade em Rio Branco, o secretário de Segurança Pública do Acre, Coronel Paulo Cézar, garante que a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) localizada no bairro Sobral já funcionará com o policiamento reforçado esta semana. Segundo o gestor, diligências estão sendo realizadas pela polícia para localizar os suspeitos de tentarem um assalto na sala de emergência da unidade.

Uma reunião entre representantes da Segurança Pública e da Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre) nesta quinta-feira, 5, já entrou com as tratativas para o “retomar o policiamento nas Unidades de Pronto Atendimento, na capital e no interior”, afirmou Paulo Cézar em entrevista ao Jornal do Acre, da Rede Amazônica.

De acordo com o Coronel, o protocolo de policiamento da segurança já estabelecia rondas junto ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas por algum motivo, não estava sendo praticado. “Por esquecimento dos integrantes do sistema, foi deixado de lado, que é o deslocamento simultâneo [da polícia] com agentes do Samu em áreas periférica de Rio Branco”, disse.

Paulo Cézar garante que a secretaria já está empenhada na recuperação e ampliação do sistema integrado de operação de segurança para retomar os atendimentos do Samu via Ciosp. “E assim evitar que fatos como esse sejam registrados novamente”, diz o Coronel. Esse processo está previsto para entrar em funcionamento em fevereiro de 2020. A ideia, segundo o secretário, é “trazer para este espaço [Ciosp] para termos um controle mais efetivo”.

A partir desta quinta-feira, a UPA da Sobral já estará atendendo com a segurança interna reforçada de mais dois vigilantes.

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Destaque 4

Recursos liberados por solicitação de Vanda Milani vão atender setores produtivos do Acre

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Um total de R$ 1,7 milhão foi liberado através de emendas extras pelo Ministério da Agricultura atendendo a um pedido da deputada federal Vanda Milani (SD) e vai atender polos importantes do setor produtivo do estado com aquisição de equipamentos.

Para a região do Alto Acre que possui a maior cadeia produtiva de suínos e aves, onde estão as indústrias Dom Porquito e Acreaves, a deputada destinou R$ 1 milhão que será aplicado na compra de uma patrulha mecanizada. “Isso é fundamental para reforçar a parceria com o estado na manutenção dos ramais possibilitando o acesso para escoamento da forte produção na região” disse a deputada.

Outros polos com grande escala de produção foram beneficiados. Acrelândia, município maior produtor de café e banana, receberá R$ 300 mil para aquisição de um secador rotativo para o café. Xapuri, onde está localizada a Reserva Extrativista Chico Mendes, será beneficiado com R$ 250 mil para compra de máquinas e equipamentos agrícolas. Manoel Urbano também receberá R$ 250 mil com o mesmo objetivo de reforçar a cadeia produtiva com implementação agrícola.

A parlamentar lembrou que este apoio disponibilizado pela gestão tornará mais eficiente o trabalho do pequeno agricultor “melhorando substancialmente a vida de dezenas de famílias que vivem no campo”, acrescentou Vanda Milani.

Essa semana, a deputada do Solidariedade comemorou os resultados do Mutirão Ambiental na região do Alto Acre. Ao longo de cinco dias foram atendidas mais de 800 pessoas com orientação, educação ambiental, abertura de processos, vistorias, emissão de licenças e certidões de outorgas, além do trabalho de atendimento à regularização fundiária.

“Nós ajudamos a idealizar esse projeto que visa aproximar o estado do homem do campo, devolver ao trabalhador rural sua capacidade de competitividade em um mercado a cada dia mais exigente, com menos burocracia, esse é o lema do governador Gladson Cameli” concluiu.

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