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Acreano leva três meses para conseguir benefício da Previdência, mostra boletim

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O acreano leva em média 93 dias para conseguir um benefício na Previdência Social. O morador de Goiás garante o mesmo direito em apenas 39 dias, menos da metade do tempo no Acre.

Essa demora coloca o Acre na 19ª posição no ranking da emissão do seguro social no Brasil. O consolo é que há Estados, como o Maranhão, onde o INSS costuma conceder o benefício com 117 dias, em média, após o pedido ser formulado na agência.

Os dados referem-se a junho de 2019 e estão publicados no Boletim Estatístico da Previdência Social, que não é atualizado desde o meio do ano.

Com critérios cada vez mais rigorosos, a lentidão do INSS para conceder benefícios é motivo de reclamação em qualquer lugar. Neste sábado (29) não foi possível localizar gestores para comentar a situação.

A previsão é que com a nova previdência a demora diminua, mas ao longo do tempo.

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Candidatos alegam que provas de turnos diferentes foram trocadas no concurso da prefeitura

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Alguns candidatos se dizem prejudicados devido a um erro cometido durante a aplicação das provas referentes ao concurso público da educação, realizada pela prefeitura de Rio Branco. Provas de ensino fundamental e médio que deveriam ser entregues somente aos candidatos do período da tarde, foram enviadas a candidatos de nível superior, que fariam as provas na manhã deste domingo (17).

O caso ocorreu na escola Alcimar Nunes Leitão, no Conjunto Universitário. Alguns candidatos se recusaram a fazer a prova, pois as mesmas chegaram a sala de aula fora do malote lacrado.

“A prova de cuidador [que será aplicada à tarde] foi filmada e espalhada em grupos de whatsapp”, diz uma candidata. Após o equívoco, ela afirma que os aplicadores recolheram as provas e recolocaram no malote para serem aplicadas aos candidatos da tarde.

“A prova foi enviada para fazer de manhã, sendo que era para tarde. O envelope foi aberto, folhearam a prova, tiraram fotos”.

Uma comissão formada por candidatos que se sentiram prejudicados no certame já foi formada e se dirigiram até uma delegacia para registrar Boletim de Ocorrência. As provas foram elaboradas pela Fundape. Segundo a assessoria da Universidade Federal do Acre (Ufac), uma equipe está se reunindo nesta manhã para levantar se as informações repassadas pelos candidatos procedem.

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Destaque 3

Gladson Cameli é um poucos dos novos governadores que quitou 13º atrasado de 2018

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Uma reportagem da Folha de São Paulo publicada neste final de semana retrata a situação de vários Estados do país que estão com salários atrasados, em especial os que atrasaram o décimo terceiro de 2018 e muito menos sinalizam com o pagamento do funcionalismo no final deste ano d e 2019.

A pior situação listada é o do Estado do Rio Grande do Sul que vem parcelando salários há 50 meses e não terminou de pagar o 13º do ano passado. Como no caso gaúcho, vários governadores que assumiram neste ano herdaram a tarefa de quitar salários e 13º não pagos em 2018. 

A situação mais complicada é a de Eduardo Leite (PSDB), no Rio Grande do Sul, e Fátima Bezerra (PT), no Rio Grande do Norte, que ainda não quitaram o 13º salário de 2018. Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, Gladson Cameli (PP), do Acre, e Ronaldo Caiado (DEM), de Goiás, só terminaram de pagar os atrasados neste semestre.

No Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra ainda não conseguiu quitar a dívida com os servidores de três folhas salariais herdadas da gestão anterior. Parte dos funcionários não recebeu, de 2018, o valor que seria de novembro, dezembro e do 13º. Pior: só em maio e junho deste ano, o governo conseguiu pagar o 13º de 2017. O passivo ainda em aberto soma R$ 855 milhões.

Em Minas, os servidores já convivem com atrasos ao menos desde 2016, quando o 13º foi parcelado em três vezes, pago até março do ano seguinte. Em 2017, o número de parcelas aumentou para quatro. Para o salário de 2018, que seria dividido em 11 parcelas, Zema conseguiu quitar até 21 de outubro. O pagamento de 2019, diz o governo, depende da aprovação de uma operação financeira que prevê antecipar R$ 5 bilhões dos recebíveis pela exploração de nióbio em Araxá (MG), valor pago à Codemig (Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais) pela CBMM (Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração).

No Acre, Gladson Cameli (PP) quitou, no fim de outubro, o 13º deixado pela gestão passada. Os atrasos se sobrepunham desde dezembro. Começou, em fevereiro, a quitar os pagamentos de 2018, em nove vezes, pagando o servidor em ordem alfabética.

Na quarta-feira, Cameli fez uma provocação ao PT dos irmãos Viana, que comandaram o estado por duas décadas. Em redes sociais, anunciou que pagaria no dia 13, às 13h, o 13º salário deste ano, como “uma homenagem ao PT”. 

Em Goiás, a folha de 2018 terminou em agosto de ser paga pela gestão de Ronaldo Caiado. O valor dos salários em atraso, herdados do governo anterior, era maior que os R$ 11 milhões que o atual governador disse ter encontrado no caixa ao assumir. A crise levou o estado a escalonar o pagamento, priorizando os salários mais baixos.

Para enxugar a máquina estatal, cortou 1.672 cargos comissionados e 2.308 funções por encargo de confiança. 

Com dívida de R$ 121 bilhões com a União, o Rio ingressou em 2017 no regime de recuperação fiscal, que suspendeu o débito até setembro de 2020. Assim, sem precisar pagar nem amortização e nem juros, o estado tenta manter as contas em dia, apesar do alto passivo com fornecedores.

Ao contrário dos demais estados em crise, desde abril do ano passado o Rio colocou em dia o pagamento de servidores. Entre as dores de cabeça da atual gestão Wilson Witzel (PSC) está a dívida com fornecedores, em restos a pagar, herdados da gestão anterior, de R$ 15 bilhões. 

Os pagamentos em dia são fruto do plano de recuperação fiscal, mas o Rio tenta rever o acordo com a União, alegando que o modelo atual tornará a dívida do estado impagável. 

 

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