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Bolsonaro na ONU: um grande dia 

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Valterlucio Bessa Campelo

Nesta terça-feira, o discurso do Presidente Bolsonaro na ONU não pegou ninguém de surpresa. A esquerda, a mídia e seus analistas já tinham textos e falas prontas, de qualquer modo seriam contra, afinal, Bolsonaro não surpreende. Uma de suas características é não dizer o que não disse antes. Nada de ser uma metamorfose ambulante como Lula ou uma estulta como Dilma. Com o presidente Bolsonaro, é papo reto. 

Do socialismo (primeira referência) ao globalismo (última referência), o discurso foi rigorosamente de acordo com o pensamento que encarna e as teses que abraça. Teses vencedoras e majoritárias na sociedade brasileira, diga-se, embora haja tanta incompreensão na mídia amestrada.

E fez bem. Deixou patente que nosso país não será palco de experimentos assassinos, corruptos e ultrapassados como ocorre na vizinhança. O itinerário proposto pelo Foro de São Paulo foi definitivamente interditado no Brasil por causa mesmo de seus efeitos deletérios na vida brasileira, pelo assalto aos cofres públicos, pelo destroço que causou às instituições. Somos uma nação liberal-conservadora e é assim que vamos resolver nossos problemas. Não há espaço para retrocessos que ameacem a vida, liberdade e a propriedade privada. “O socialismo está dando certo na Venezuela. Todos pobres e sem liberdade”.

O liberalismo econômico foi declarado nosso Norte. Todas as frentes de negociação serão abertas em nome do interesse nacional. Vários acordos estão em curso e serão potencializados. “Não há liberdade política sem liberdade econômica”.

Sobre a questão ambiental, foi enfático. Não está em discussão qualquer tipo de concessões relativas a nossa soberania sobre a Amazônia. A situação atual, falsamente transformada em tragédia pela imprensa e interesses internacionais não revogam os fatos. Ela está preservada em 61%, as terras indígenas estão demarcadas em 14% do território brasileiro e não demandam ampliação justificada. “O índio não pode ser latifundiário pobre em cima de terras ricas”.

Os direitos humanos foram respeitados e defendidos. Bolsonaro lembrou o embuste do formato original do programa mais médicos que escravizava cubanos, e o socorro prestado aos venezuelanos que fogem da ditadura de Maduro. Do mesmo modo, denunciou a perseguição a grupos religiosos de qualquer tipo. “O Brasil condena, energicamente, todos esses atos e está pronto a colaborar, com outros países, para a proteção daqueles que se veem oprimidos pela fé”.

Não escondeu a violência no Brasil, mas garantiu o combate sem tréguas. Os homicídios estão em baixa de 20% e há uma grande determinação no sentido de diminuir ainda mais. Uma série de providencias estão sendo tomadas no âmbito legislativo e administrativo. “Hoje o Brasil está mais seguro e hospitaleiro”.

Sobrou ainda para a ideologia de gênero, nefasta onda subjacente ao dominante politicamente correto que, insidiosamente, pretende solapar as bases da família tradicional. “Tentam ainda destruir a inocência de nossas crianças, pervertendo até mesmo sua identidade mais básica e elementar, a biológica”.

Por fim, chamou a ONU à verdade. Pela razão e pela fé. Situou a Organização em seu mais definitivo lugar, que NÃO é o de organização e promoção de uma agenda globalista que submeta os países à tirania do politicamente correto. Há sempre que respeitar as soberanias nacionais. “Essa Organização foi criada para promover a paz entre as nações soberanas e o progresso social com liberdade, conforme o preâmbulo de sua carta”.

Em poucas palavras isto é o que foi dito. Permeando todo o texto, Bolsonaro fez outras referências às ideologias de esquerda, renitentes em todo o mundo, às vezes explícitas, às vezes desavergonhadas, outras vezes enroladas em lençóis verdes, mas sempre a ameaçar a paz, a liberdade, a livre iniciativa, a propriedade privada.

É claro que a mídia não gostou. Imediatamente, pipocaram os especialistas de sofá a dizer que o Presidente perdera uma grande oportunidade de reposicionar o Brasil. Aonde, cara pálida? No ambientalismo juvenil, manipulado e mal acabado da viking adolescente que não vai às aulas? Na política de fronteiras abertas que devasta a Europa? No pânico aquecimentista que empanturra os cofres dos donos da “economia sustentável”?

Se a mídia esperava um homem genuflexo perante a farsa ambiental internacional ensaiada dias antes, esperou errado. O discurso de Bolsonaro na ONU dá ao brasileiro de verdade a certeza de que não haverá capitulação ao politicamente correto engendrado nas redações, partidos, ONG’S e grupos empresariais que bancam tudo supondo determinar uma nova ordem. 

Alguns, sem apontar uma linha do discurso, disseram que o presidente foi agressivo, que atacou a imprensa, que relatou teorias da conspiração… Ora, ora. O tempo em que o Presidente do Brasil ia na ONU se alinhar a discursos ensaboados, melífluos, politicamente corretos, para em seguida desdizer o que disse antes ou para estocar vento acabou. Bolsonaro disse rigorosamente o que deveria ter dito. Demarcou limites, falou grosso e mostrou a placa SOB NOVA DIREÇÃO.


 

 

Valterlucio Bessa Campelo é Eng.º Agr.º, Mestre em Economia Rural e escreve todas as sextas-feiras no ac24horas.

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Principal articulador da vinda de Davi Alcolumbre ao Acre, Márcio Bittar comemora resultados

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Emedebista citou a inclusão, no orçamento da União, de R$ 7 milhões para estudos técnicos das obras da BR-364 até o Peru e de R$ 2 milhões para projeto de ponte no Juruá

O senador Márcio Bittar (MDB-AC) comemorou os resultados da vinda ao estado do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que nesta quinta-feira (5) cumpriu agenda na região do Juruá. Segundo o emedebista, Alcolumbre confirmou, em telefonema ao relator do orçamento geral da União de 2020, deputado federal Domingos Neto (PSD-CE), a inclusão de R$ 7 milhões para a realização de estudos técnicos da obra da BR-364, no trecho entre Cruzeiro do Sul e Pucallpa, no Peru.

Esses R$ 7 milhões, a propósito, já haviam sido garantidos por Domingos Neto a Bittar e Sérgio Petecão (PSD), em encontro ocorrido dias atrás.

Além desse valor, outros R$ 2 milhões serão destinados à proposta orçamentária do ano que vem para a elaboração do projeto da ponte sobre o Rio Juruá, interligando Cruzeiro a Rodrigues Alves. Atualmente, a travessia de veículos, cargas e passageiros é feita por uma balsa custeada pelo governo do estado e por outras menores, particulares, que cobram até R$ 10 pelo serviço.

Bittar foi o principal articulador da vinda de Alcolumbre ao estado. Ainda assim, ele faz questão de ressaltar o emprenho dos colegas de Senado Sérgio Petecão e Mailza Gomes (Progressistas) e também do governador Gladson Cameli e do prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderlei Cordeiro, não apenas para que a visita se concretizasse como também para que a recepção fosse a melhor possível.

“O governo inteiro – tanto o nosso aqui, como lá em Brasília – está todo junto, trabalhando com um só propósito que é o de desenvolver o Acre e o Brasil”, disse Marcio Bittar.

Ao citar a integração do Acre ao Peru, via BR-364, ele frisou as oportunidades de negócio e de geração de emprego e renda que se abrem para os habitantes do estado.

O parlamentar do MDB acreano também lembrou um antigo sonho do pai, Mamed Bittar, já falecido, sobre a integração terrestre ao país vizinho.

“Durante o inverno, lá na fazenda em Sena Madureira, com a estrada fechada, a gente ficava batendo papo e ele dizia: ‘Meu filho, um dia a gente vai sair daqui de madrugada e vai poder dormir lá no Peru, na beira do Pacífico’. Ele não viu, mas se Deus permitir eu verei por ele”, concluiu o senador.

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Cotidiano

Resultado do Encceja 2019 já pode ser consultado no site do Inep

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Os resultados do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) de 2019 já podem ser acessados no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Para acessar as notas é exigido CPF e a senha.

Terá direito ao certificado de ensino fundamental ou médio o candidato que obtiver a nota mínima exigida em todas as quatro áreas de conhecimento e na redação, sendo 100 pontos nas provas objetivas e 5 na de texto.

O certificado será emitido pelas secretarias de Estado de Educação. Segundo o MEC, os institutos federais de Educação, Ciência e Tecnologia que firmaram adesão ao Encceja também são certificadores do exame, porém somente do ensino médio.

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