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A Hanna

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A Hanna com o pequeno Zorba - Foto: Arquivo Pessoal

Passei três anos fora do Acre para o mestrado e, quando voltei, em abril de 98, Rio Branco tinha se tornado uma cidade perigosa. Ocorrências de roubos e assaltos a residências eram parte da rotina, com relatos de crueldade em alguns casos. Morar numa casa no centro da cidade potencializava o perigo e a preocupação de familiares e amigos.

Antes das cercas elétricas e das espirais de arame farpado, a moda da época ainda era por cacos de vidro sobre os muros e ter cães de guarda no quintal.

Até então, eu nunca tive um animal de estimação em casa, mas as crianças pediam por um cachorrinho. Elas tinham entre seis e nove anos e gostei da ideia. Meu amigo Ivan Biancardi tinha uma ninhada que fomos conhecer no feriado de Tiradentes. Chegamos em casa, eu e as três meninas, com a Hanna, uma American Staffordshire Terrier de um pouco menos de três meses.

Amstaffs são uma variedade de Pitbull desenvolvida por puritanos sulistas dos Estados Unidos, no início do século XX, que não aceitavam as rinhas de animais, mas gostavam, principalmente, das qualidades de temperamento da raça.

Em suma, para todos os efeitos, cheguei em casa naquele dia com uma Pitbull, uma semana após o episódio que o cachorro Saddam atacou meia dúzia de skatistas no Rio de Janeiro e o assunto ainda era notícia no Fantástico e no Jornal Nacional.

Enquanto a Hanna crescia, eu tentava entender melhor o que era ter um animal em casa. Entrei para uma lista de cachorreiros, os Vira Latas, no que eram as redes sociais de então, e compartilhava informações e experiências com um grupo especial de pessoas. Faziam parte dessa turma o Alexandre Rossi (hoje Dr. Pet), que acabara de lançar seu primeiro livro, o Adestramento Inteligente, a veterinária mineira Neisa Lourenço que, com homeopatia, salvou de uma infestação dermatológica a segunda ninhada da Hanna, e o carioca César Pimenta, certamente o maior especialista em Pitbulls do Brasil.

Não demorou muito, Ivan me pediu que adotasse também o Othon, mais ou menos da mesma idade da Hanna, que recebeu de um amigo gaúcho para melhoramento genético do plantel daqui. Para quem nunca teve animais em casa, a responsabilidade dobrada exigiu estudar um pouco mais e encomendei, via Amazon Books, uma biblioteca sobre a raça. Também consegui um bom adestrador para o casal.

Fazia parte de ter um cão de raça participar de exposições onde ela e algumas de suas filhas e netas foram bastante premiadas.
Quando os eventos eram fora do Acre, Hanna ia aos cuidados do adestrador, até que ganhou um Ch, de campeã, antes do pomposo Sneakers Hanna Kadark, no pedigree.

Deles vieram a Opala, o Zorba, a Aretha e a Tuca (Hilary no registro) que fizeram parte da família enquanto as meninas cresciam e tomavam rumo na vida. Militei por um tempo, com os VL, pela posse responsável de animais, as campanhas de castração e de adoção e contra as rinhas.

Hoje já não temos mais Pitbulls em casa, mas uma pastora, que uma filha ganhou do namorado, e uma rastreadora, adotada de uma apreensão que a Polícia Federal realizou de caçadores, por maus tratos.

A segurança da região de casa ora melhora, ora piora, assim como a do resto da cidade. Talvez, ter cães no quintal até ajude a alertar para a invasão de algum estranho. Mas eles são muito mais que isso no nosso dia-a-dia. Passaram a fazer parte da família e nós da matilha deles. Nos ensinaram, antes de tudo, a sermos um pouco melhores e enxergarmos o mundo com olhos menos humanos.


 

Roberto Feres escreve às terças-feiras no ac24horas.

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Destaque 4

Principal articulador da vinda de Davi Alcolumbre ao Acre, Márcio Bittar comemora resultados

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Emedebista citou a inclusão, no orçamento da União, de R$ 7 milhões para estudos técnicos das obras da BR-364 até o Peru e de R$ 2 milhões para projeto de ponte no Juruá

O senador Márcio Bittar (MDB-AC) comemorou os resultados da vinda ao estado do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que nesta quinta-feira (5) cumpriu agenda na região do Juruá. Segundo o emedebista, Alcolumbre confirmou, em telefonema ao relator do orçamento geral da União de 2020, deputado federal Domingos Neto (PSD-CE), a inclusão de R$ 7 milhões para a realização de estudos técnicos da obra da BR-364, no trecho entre Cruzeiro do Sul e Pucallpa, no Peru.

Esses R$ 7 milhões, a propósito, já haviam sido garantidos por Domingos Neto a Bittar e Sérgio Petecão (PSD), em encontro ocorrido dias atrás.

Além desse valor, outros R$ 2 milhões serão destinados à proposta orçamentária do ano que vem para a elaboração do projeto da ponte sobre o Rio Juruá, interligando Cruzeiro a Rodrigues Alves. Atualmente, a travessia de veículos, cargas e passageiros é feita por uma balsa custeada pelo governo do estado e por outras menores, particulares, que cobram até R$ 10 pelo serviço.

Bittar foi o principal articulador da vinda de Alcolumbre ao estado. Ainda assim, ele faz questão de ressaltar o emprenho dos colegas de Senado Sérgio Petecão e Mailza Gomes (Progressistas) e também do governador Gladson Cameli e do prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderlei Cordeiro, não apenas para que a visita se concretizasse como também para que a recepção fosse a melhor possível.

“O governo inteiro – tanto o nosso aqui, como lá em Brasília – está todo junto, trabalhando com um só propósito que é o de desenvolver o Acre e o Brasil”, disse Marcio Bittar.

Ao citar a integração do Acre ao Peru, via BR-364, ele frisou as oportunidades de negócio e de geração de emprego e renda que se abrem para os habitantes do estado.

O parlamentar do MDB acreano também lembrou um antigo sonho do pai, Mamed Bittar, já falecido, sobre a integração terrestre ao país vizinho.

“Durante o inverno, lá na fazenda em Sena Madureira, com a estrada fechada, a gente ficava batendo papo e ele dizia: ‘Meu filho, um dia a gente vai sair daqui de madrugada e vai poder dormir lá no Peru, na beira do Pacífico’. Ele não viu, mas se Deus permitir eu verei por ele”, concluiu o senador.

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Cotidiano

Resultado do Encceja 2019 já pode ser consultado no site do Inep

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Os resultados do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) de 2019 já podem ser acessados no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Para acessar as notas é exigido CPF e a senha.

Terá direito ao certificado de ensino fundamental ou médio o candidato que obtiver a nota mínima exigida em todas as quatro áreas de conhecimento e na redação, sendo 100 pontos nas provas objetivas e 5 na de texto.

O certificado será emitido pelas secretarias de Estado de Educação. Segundo o MEC, os institutos federais de Educação, Ciência e Tecnologia que firmaram adesão ao Encceja também são certificadores do exame, porém somente do ensino médio.

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