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Ex-governadores voltam à folha de pagamento

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A decisão foi administrativa, partiu do próprio governo. O ACREPREVIDÊNCIA já comunicou à Secretaria de Planejamento e Gestão que volte a incluir na folha salarial do Estado os pagamentos dos ex-governadores, que haviam sido suspensos, por determinação do governador Gladson Cameli. A notícia foi confirmada ao BLOG pelo chefe do gabinete civil, Ribamar Trindade, e pela secretária Maria Alice. A secretária Alice revelou ao BLOG DO CRICA que o retorno do pagamento dos ex-governadores á folha não se tratou de uma determinação judicial. “Foi um ato administrativo”, reforçou. O gasto com a folha de pagamento passa dos 300 mil reais mensais. Não foi informado o que o que levou o governo a recuar na determinação de acabar com as pensões de ex-governadores. Tudo fica como antes. 

NADA DE PARLAMENTO

Só quem não conhece como funcionam as relações do Legislativo e o Executivo pode afirmar que o ato do governador Gladson em demitir servidores ligados aos deputados não criou uma crise política. É primário se pensar que um governo anda sem se afinar com o parlamento.

MUITO SIMPLES

O Gladson Cameli foi senador e deputado federal. Não é nenhum neófito sobre o parlamento e sabe como é que as coisas funcionam. Quem vota são os deputados. Por isso é que todo governante assim que assume se preocupa em formar uma base parlamentar forte e coesa.

É OUTRO DEPARTAMENTO

Se a articulação política do governo não consegue manter o diálogo com os deputados sobre a votação de projetos do Executivo é outro departamento. E essa afinação tem que ser buscada, urgente, sob pena do governador Gladson Cameli vir a sofrer uma derrota atrás da outra.

VIRTUDE

Reconhecer o erro é uma virtude. O governo voltou atrás no veto às licença- maternidade e paternidade para os ocupantes de cargos de confiança e ampliou os prazos de afastamento. Subiu de 120 para 180 dias a licença-maternidade e de 5 para 15 a licença paternidade.

SEIS POR MEIA DÚZIA

São três craques: Osmir Lima, Normando Sales e Luiz Calixto. Mas craque sem bola não faz gol. Por isso, neste contexto, seria trocar seis por meia dúzia chamá-los para compor a assessoria política do governo. Sem poder de mando não iriam mudar nada na relação Governo-ALEAC.

FALANDO EM ALEAC

E falando na Assembléia Legislativa, há toda uma expectativa em torno da decisão ou não do desprestigiado líder do governo, deputado Luiz Tchê (PDT), entregar a referida função. E pelo que ouvi dos deputados da base do governo, em caso de renúncia, ninguém quer sucedê-lo.

INCLINAÇÃO NATURAL

A coluna tem informação de que há uma inclinação do deputado Luiz Tchê (PDT) em entregar o cargo ao Gladson no seu retorno na terça-feira. Tchê considera que a função só tem lhe trazido desgaste. Pode até ser convencido a voltar atrás, mas sua inclinação é pular do barco.

LÍDER DE COISA ALGUMA

E até porque na atual situação política, o deputado Tchê (PDT) é líder de coisa nenhuma.

MELHOR DEFINIÇÃO

A melhor definição que ouvi sobre o líder do governo, deputado Luiz Tchê (PDT), foi de um colega, no aquário da ALEAC: “o Tchê não saiu queimado com as demissões, saiu torrado” 

NADA MAIS DESGASTANTE

Não é só no atual governo, mas em todos os governos, não existe um posto que cause mais desgaste a quem ocupa, do que o de ser líder de um governo. Principalmente, os sem força.

UMA BRINCADEIRA

“Afinal, quem é que dá estes conselhos ao governador Gladson Cameli, para brigar com os deputados”? Pergunta que me fez  o deputado federal Flaviano Melo (MDB). Lhe disse que não sabia. E completou o velho e experiente cacique emedebista: “foi uma brincadeira!” 

GRANA ALTA

O governo Gladson vai fechar este ano com o caixa do tesouro no limite para não atrasar os salários dos servidores, mas no próximo ano deve abarrotar os cofres com a cota destinada aos Estados pelos recursos do Pré-Sal. Fala-e em torno de um repasse de 400 milhões de reais.

UMA CANETA SEM TINTA

Políticos insistem na tolice em debitar ao chefe da casa civil, Ribamar Trindade, tudo que acontece no governo que desagrada a algum setor. A sua influência na demissão dos 340 cargos comissionados foi zero. A caneta do Ribamar não tem tinta para nomear ou demitir.

UMA EQUIPE QUE FUNCIONA

Uma equipe que funciona no governo é a do Secretário da SEINFRA, Thiago Caetano. Foi fruto de um trabalho árduo a recuperação dos quase perdidos 94 milhões de reais para os ramais.

SITUAÇÃO POSTA

Não sei qual será o desfecho da reunião do governador com os deputados, amanhã, para debater a crise política instalada com as demissões. Se o teto da LRF estourou, como foi a justificativa para os cortes, não há como haver repactuação para recondução dos demitidos.

DECISÃO ACERTADA

A decisão da prefeita Fernanda Hassem em continuar no PT para disputar a reeleição é acertada. Não ganharia nada saindo e perderia o apoio do partido, que ainda tem peso em Brasiléia. No PT, ela tem voz ativa de comando, em outro partido entraria como recruta.

MELHOR DEFINIÇÃO

Uma boa observação sobre a expectativa para a reunião de amanhã entre os deputados da base do governo e o governador Gladson, foi esta: “pode acontecer  de tudo, ou nada”.

CANDIDATURAS DEFINIDAS

No campo do governo três candidaturas se mostram definidas para disputar a PMRB, no próximo ano. Deputada federal Vanda Milani (SD), Deputado Roberto Duarte (MDB) e professor Minoru Kinpara (PSDB). Não se sabe como se comportarão os grandes eleitores.

GRANDES ELEITORES

Quando falo em “grandes eleitores” no campo do governo, me refiro ao Gladson, aos senadores Sérgio Petecão (PSD) e Márcio Bittar (MDB), deputado federal Alan Rick (DEM), com votos na capital. Não se sabe quem apoiarão à PMRB. Só esperem resposta no próximo ano.

REFORÇANDO A IMAGEM

A prefeita Socorro Neri a cada ato de inauguração de obra vai reforçando a sua imagem de uma gestora cuidadosa e eficiente. Não tenho dúvida de que disputará a reeleição em 2020.

SEMPRE NAS BRENHAS

O senador Sérgio Petecão (PSD) vem fazendo as coisas certinhas. Fica longe do epicentro de labaredas do poder e vai solidificando a sua imagem em pequenos povoados do Acre, levando melhorias, segurando os votos das brenhas, que têm peso fundamental em qualquer eleição.

DECISÃO AMADURECIDA

O Petecão não vai trombar com o governador Gladson Cameli em 2022, mas tem decisão amadurecida de que caso o Gladson opte por uma candidatura ao Senado, sairá ao governo.

OLHANDO DE CAMAROTE

Os deputados Roberto Duarte (MDB), Jenilson Lopes (PSB), Edvaldo Magalhães (PCdoB) e Daniel Zen (PT) optaram por olhar a crise entre a base do governo e os deputados de camarote. Seguem à risca o velho ditado de que: em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher.  

FINO NA IRONIA

O deputado Roberto Duarte (MDB) tem sido fino na ironia com os colegas da base do governo, ao afirmar nas conversas de que fez certo em não ficar atrelado ao Palácio Rio Branco, porque estaria agora sofrendo o mesmo vexame que os apoiadores estão sofrendo na opinião pública.

MASSACRE MORAL

O Roberto Duarte tem sua dose de razão. Os deputados estão sofrendo um massacre moral na rede social, sendo mostrados como “traidores” – sem ser – e recebendo toda sorte de ofensas.

FRASE DO DIA

“Política é a arte de governar com o máximo de promessas e o mínimo de realizações”.  Júlio Camargo, escritor brasileiro.

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