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O confronto e o rancor nunca levam a um porto seguro  

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A arte de bem governar está na conversa, no entendimento, no diálogo, jamais no confronto e no rancor. Aliás, temos um exemplo recente de que governar com rancor e no confronto com as idéias contrárias nunca leva a um porto seguro. O governo passado optou por ouvir falcões que o cercavam, pelo rancor e pelo confronto, e acabou sendo destroçado pela rejeição popular nas urnas, na última eleição. O perfil do governador Gladson moldado até aqui pelas suas atitudes foi de um político tolerante e democrático com o contraditório. Esta vestimenta lhe caiu bem. Mas quando permite que os que o cercam atuem como trogloditas dignos de regime ditatorial, quando fica omisso, o Gladson pode perder o capital acumulado até hoje de um político ponderado e passar a ser visto como alguém vingativo. O recente episódio em que o subsecretário de Saúde, Coronel Jorge Rezende, investiu contra os grevistas da SESACRE, chamando os servidores do órgão de “bando de vagabundos” e o qual chancelou ao não lhe afastar e deixar ser publicada uma nota chula apoiando a truculência, invertendo a verdade dos fatos, fica-se a temer que o governador Gladson Cameli venha ser contaminado pela ala raivosa do seu governo. Ficaria mais simpático não ter emitido nenhuma NOTA, ter dito que iria apurar os fatos, porque a desastrada posição lhe rendeu a perda de prestígio político numa categoria importante do Estado. E na etapa posterior fez uma emenda que saiu pior do que o soneto, ao pedir a ilegalidade da greve, um ato que prometeu jamais fazer, pois resolveria tudo com o diálogo. É hora do Gladson Cameli  repensar no que prometeu na campanha e voltar a vestir a camisa da tolerância. Perseguição é uma camisa com a marca do petismo.

JÁ FOI UM AVANÇO

Ontem á noite foi costurado um acordo entre a equipe do governo e o movimento de greve. Ficou acertado que para o restabelecimento das boas relações a demissão do Coronel Jorge Rezende é essencial, como prova que o governo não apoiou a sua truculência. Como parte do acordo foi divulgada outra NOTA em que o governo diz que respeita a greve e repudia atos de hostilidade contra os servidores da SESACRE. E também que os demais pontos da pauta serão discutidos com o governador Gladson Cameli dia 19 próximo. Já foi água fria nas hostilidades.

O XEQUE-MATE

O xeque-mate deste episódio vai se dá com a chegada do governador Gladson Cameli. Se demitir o seu subsecretário de Saúde poderá restabelecer ser perfil de ser contra hostilidades aos servidores. Caso o mantenha no cargo, perderá uma bela oportunidade de sair por cima.

CABE UMA PERGUNTA

As conversas poderiam ter acontecido antes, não teria havido o confronto com grevistas e atos de truculência de um dirigente da SESACRE. Cabe uma pergunta bem simples: por qual razão deixar o clima entrar em ebulição para depois sentar, conversar e encaminhar soluções?

ALGO QUE NÃO ENTENDO

Tudo que é movimento reivindicatório deságua na ALEAC. E o que não entendo é o Gladson Cameli não fortalecer, não prestigiar, o presidente Nicolau Junior, um parlamentar equilibrado, com livre trânsito com os colegas e que poderia apagar os incêndios políticos logo no início.

SABER QUEM É LEAL

Na política, o governador tem que separar quem lhe defende por lealdade e quem lhe defende na ALEAC pelo tamanho de CECS recebidas. O deputado Nicolau Junior (PROGRESSITA) lhe é extremamente leal, poderia ser mais usado como parceiro, prestigiado, mas não vem sendo.

NÃO É UM NOVATO

O Gladson já foi parlamentar e sabe a importância do Legislativo para a governabilidade. Por qual razão não fortalecer vozes como a do líder do governo, deputado Luiz Tchê (PDT) e do presidente Nicolau Junior? Por certo, acabariam muitos dos seus problemas no nascedouro.

DEVASSA GERAL

Conversei ontem com o prefeito de Senador Guiomard, André Maia, que hoje reassume a prefeitura depois de um ano afastado. Disse que, como primeira providência será a de fazer uma devassa nos atos praticados em todas as secretarias no período em que ficou fora.

NADA VINGATIVO

Esta sua decisão não pode ser vista como um ato vingativo. Se não fizer a prometida auditoria poderia estar prevaricando, caso tenha acontecido alguma ilegalidade enquanto esteve afastado pela justiça. A volta do André Maia dá uma reviravolta na eleição municipal em 2020.

VOTO POPULAR DEVERIA SER RESPEITADO

O que se observa em algumas decisões judiciais é que afastam detentores de mandatos antes que tenham sido julgados e condenados. A imagem do afastado é jogada às traças. Vem outro julgamento que lhe coloca de novo no cargo, mas já foi feito o estrago na sua imagem e honra.

NÃO PRECISA DE ALIADO

O vereador Mamede Dankar (PT) leva um dirigente comunitário para desancar a prefeita Socorro Neri na tribuna da Câmara Municipal de Rio Branco com ataques gratuitos sem nenhum sentido. Única conclusão: quem tem um aliado desse não precisa de adversário.

O MOTE DOS VETOS

O deputado Daniel Zen (PT) levantou ontem na ALEAC o misterioso véu dos vetos do governo à LDO. E com uma explicação convincente: com a vinda de recursos do Pré-Sal cresceu os olhos e não quer repartir a bolada com os demais poderes. É uma tese factível de ter ocorrido.

MUNICÍPIO DA CONFUSÃO

Município para ter confusão política a igual Capixaba ainda está para ser criado. Prefeito é afastado, prefeito assume, e já se anuncia mais um suposto rolo naquela prefeitura. Vixe!

JÁ DANÇOU

Numa conversa ontem sobre Brasiléia, ouvi esta: o vice-prefeito Carlinhos do Pelado não comporá mais a chapa da prefeita Fernanda Hassem (PT) que disputará a reeleição em 2020.

UMA IMAGEM BOA

O que é ter uma imagem boa na política! Até deputados da oposição se posicionaram acerca da NOTA maluca divulgada pelo governo, cheia de rancor, assinada pelo secretário Alysson Bestene, dizendo que o teor não batia com sua personalidade conciliadora. Deixou ser usado.

NOME E SOBRENOME

O bom funcionamento do PROCON na OCA tem nome e sobrenome: deputada Juliana Rodrigues (PRB). É a deputada que mais luta na defesa do consumidor. Em cinco dias o PROCON na OCA, atendeu 300 pessoas que foram formular queixas. 

NÃO TERIA GOSTADO

Passo o peixe com a escama que me foi passado: a secretária da Fazenda, Semírames Dias, não teria gostado de ver uma foto entre sorrisos, do governador Gladson Cameli, com o seu algoz deputado Fagner Calegário, um os críticos mais ferozes da política fiscal do governo. E teria sido um dos motivos que a levou a sair do cargo. Mas como voltou, deve ter deglutido.

PROJETO MAIS AVANÇADO

Das pontes anunciadas pelo governador Gladson Cameli a obra que mais avançou nos preparativos é a de Xapuri. Aliás, prometida por todos os governadores petistas e ficou na promessa. Os projetos das pontes de Sena Madureira e Brasiléia estão mais atrasados.

NÃO HÁ COMO SEGURAR

O líder do governo, deputado Tchê (PDT), tem um ponto elogiável num político, a sinceridade: tem deixado claro que se o governo não retirar os vetos à LDO, vai acompanhar os votos dos colegas pela derrubada destes vetos. Se não agir assim, perderá a credibilidade na ALEAC.

DISPARADO O MAIOR CALO

Deixando a greve dos servidores da SESACRE de lado, o maior calo do governo Gladson é sem dúvida hoje o sistema de Saúde, que não deu as respostas que esperava com a nova equipe.

FORA DO CONTEXTO

Não esperem uma candidatura única do campo do governo para a prefeitura de Rio Branco. O fim das coligações proporcionais empurra os partidos para ter não só chapa de vereadores completa, mas também candidaturas majoritárias. Principalmente, os grandes partidos.

NÃO DEIXA O PT

A fonte de informação é segura: esqueçam a prefeita de Brasiléia, Fernanda Hassem, deixar o PT para atender ao pedido do governador Gladson Cameli para se filiar ao PROGRESSISTA.

MATANÇA EM SÉRIE

Em que pese a ação policial, os investimentos do governo, continuam as execuções diárias em Rio Branco. Estamos muito longe de termos uma cidade segura, prometida à população.  

 OUTRA CARA

Não é uma atribuição da prefeitura. Mas depois que a prefeita Socorro Neri assumiu a manutenção dos Parques, estes logradouros perderam o ar fantasma de abandono.

FORA DE COGITAÇÃO

Conversei ontem com um amigo ligado ao governador Gladson Cameli sobre o que pensa da sua posição na eleição de prefeito do próximo ano. Na sua visão, com três candidatos do seu campo político, não conseguindo a unidade, deverá ficar neutro na disputa. Ou se queima.

POSIÇÃO NO SEGUNDO TURNO

Acho a avaliação acima bem palatável. Deixaria para se posicionar no segundo turno, caso a disputa seja entre um candidato do seu grupo e um candidato de um partido contrário.

BOM PARA O DEBATE

O anuncia da candidatura do advogado Sanderson Moura à PMRB qualifica o debate político.

FRASE DO DIA

“Nunca xingue a mãe do crocodilo, a menos que você já tenha atravessado o rio”. Provérbio haitiano.

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