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Uma nota tosca, importuna, inverídica e autoritária 

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FOTO: SÉRGIO VALE

A nota tosca, ditatorial, mal redigida, inoportuna, recheada de chavões autoritários, com fatos inverídicos, assinada pelo secretário de Relações Políticas, Alysson Bestene, sobre a greve dos servidores de Saúde foi a negação das promessas de campanha do governador Gladson Cameli de que na sua administração haveria liberdade de manifestação, o servidor seria respeitado, e não mais teria a perseguição contra os contestadores, que foi a marca registrada de governos petistas. Não creio que o Gladson, fora do país, tenha lido o documento e aprovado o seu teor. Tem até aqui se mostrado um democrata. Mas, seu pessoal está seguindo as mesmas pegadas autoritárias que os dirigentes petistas deixaram. A malfadada NOTA leva a interpretação que o cachimbo do autoritarismo fumado pelos governantes petistas e que deixou as suas bocas tortas, começa a ser usado na gestão da Saúde. É tão verdadeiro como uma nota de 300 reais de que o deputado Jenilson Lopes (PSB) comanda a greve. Ela foi decidida pela categoria sem a sua interferência. Tinha como deputado a legitimidade de estar no ato. Quem irrompeu no movimento grevista chamando os grevistas de “bando de vagabundos” foi o subsecretário Coronel Rezende. Não tem equilíbrio emocional para tratar com uma greve, afinal, veio da caserna, em que as ordens são dadas aos gritos. Forçou a troca de empurrão com o parlamentar. O erro dele é em parte, mas no geral é de quem o importou. Mais grave de tudo isso foi se soltar uma NOTA, dando o aval à expressão de que os funcionários da Saúde são “vagabundos”. Isso me pareceu o mais grave de tudo. A NOTA é no oposto à personalidade do Alysson, um moço cordato, do diálogo que, ao que parece foi usado de boi de piranha nesta história. Ao Rei, tudo! Menos, a honra! Viu, Alysson Bestene!

POSIÇÃO COERENTE

O líder do governo, deputado Luiz Tchê (PDT) tem agido no episódio da greve como um conciliador e contra a violência. Não deixou de “repudiar” o destempero verbal do Coronel Jorge Rezende contra os servidores da Saúde, aos quais chamou de “bando de vagabundos.”

NINGUÉM MAIS CORDATO

Até aqui o governador Gladson vinha dando um baile de democracia ao aceitar dentro do princípio da liberdade de expressão as críticas e o contraditório, e acontece uma merda desta.

VAMOS PARAR COM ESTA MERDA DE PT

Passou de tempo estar evocando o PT para justificar o que não foi feito pelo atual governo. O PT já foi massacrado nas urnas, seus dirigentes foram humilhados numa derrota acachapante, enfim, estão enterrados pelo povo. Não se governa olhando pelo retrovisor da derrota petista.

NÃO SE QUER MILAGRES

Na questão da Saúde não se quer milagres em oito meses de governo. Mas já deu tempo para resolver parcialmente questões básicas como falta de médicos, pacientes jogados pelos corredores, fila de exames e cirurgias aumentando, ou seja, está tão ruim como antes.

QUEM DIZ É O GLADSON

E quem diz que a Saúde não engrenou e continua na mesma é o governador Gladson Cameli. Em duas entrevistas exclusivas que fiz com ele e publiquei, fez as colocações. Querem ser mais reais que o Rei? Vamos cair na real; o PT já era, seu Zé! O que se quer é solução na atualidade.

NÃO TEM JUSTIFICATIVA

Não há uma comissão aberta para negociar? O que o Coronel Jorge Rezende tinha de descer do gabinete para confrontar os grevistas? Sabia que sua presença ia acirrar os ânimos. E foi exatamente o que aconteceu no episódio. Deu ainda mais força para os grevistas.

FALTA TRANSPARÊNCIA

Ao que falta ao governo é transparência. Não pode prometer o que o cofre estadual não pode suportar. Tem de ser claro ao mostrar o que as finanças estaduais podem ou não comportar num reajuste salarial ou contratação de novos servidores. Esta é raiz de muitos problemas.

ATENDO AOS FATOS

Nos últimos quatro anos do governo passado este BLOG esteve entre os espaços mais críticos na imprensa ao PT. Dei a minha colaboração para a mudança de poder. Mas o atual governo não espere que eu abra espaço para falsear a verdade e ser agradável. Vou me ater aos fatos.

CONTINUO A ACREDITAR

Ainda continuo a acreditar que, por mais que o governador Gladson Cameli se esforce ainda assim não conseguirá fazer uma gestão pior e mais impopular do que o governo antecessor.

COISA DE AMADOR

A condução política da greve pelo governo vem sendo um show de amadorismo. Quem está no poder tem de evitar e não fomentar um movimento grevista. Com o ato do subsecretário Coronel Rezende chamando os servidores de “vagabundos”, se pôs foi gasolina no fogo.

NÃO TEM MAIS CONDIÇÃO

Essa atitude agressiva do Coronel Rezende só fortaleceu o movimento da greve. O deixou sem condições de sentar mais na mesa de negociações. É uma aposta errada os que comandam a secretaria de Saúde de forma militar, pensar que as coisas se resolvem com arrogância.

O QUE PRESTAVA, JÁ NÃO PRESTA?

Considero o Gerlen Diniz (PROGRESSISTAS) um bom deputado, mas lhe falta memória quando ocupa a tribuna da ALEAC. Ninguém mais do que ele deu apoio aos movimentos grevistas contra o governo passado. Foi chegar ao poder e passou a ver a greve como pressão indevida.

TÔNICA NA COMISSÃO

Pela conversa com os deputados que a integram, a tônica majoritária na comissão especial que vai apreciar os vetos do governador Gladson a pontos da LDO, é a de soltar um parecer a favor da derrubada dos vetos. Ainda é cedo para saber se haverá 16 votos para derrubar a matéria.

SEMPRE COMEDIDO

Impressionante a calma do presidente da ALEAC, deputado Nicolau Junior (PROGRESSISTA), quando trata das questões mais polêmicas que chegam na casa, sempre abrindo espaço aos movimentos que trazem suas reivindicações. O Nicolau de fato exerce a democracia plena.

CENA CÔMICA

Durante o empurra-empurra na greve da Saúde, o subsecretário Coronel Rezende pensou que ainda estava no quartel. Chamou um PM e ordenou: “Prendam este rapaz (deputado Jenilson Lopes)”. O deputado Jenilson, retrucou: “prendam este homem (Rezende)”. Ninguém foi preso.

CONVITE REGISTRADO

O presidente do Náuas Combat MMA de Cruzeiro do Sul, Márcio Dana Wite, mandou uma postagem à coluna convidando os deputados Jenilson Lopes e Calegário para participarem de lutas no evento marcial do próximo dia 22, enfrentando os Coronéis da SESACRE. Registrado.

TOPAM?

Márcio Dana garante que no evento terá SAMU, árbitro, regras e pagamento aos atletas.

PONTO POSITIVO

O retorno da secretária Semírames Dias ao comando da Secretaria de Fazenda é positivo ao governo e a garantia de que terá alguém com mão de ferro para manter o equilíbrio fiscal.

MILAGRE

Quem apareceu ontem pela ALEAC foi o Assessor Especial do governo, ex-deputado Jairo Carvalho, de quem não se conhece uma ação na atual gestão desde que assumiu o cargo.

GOLPE NOS IMPRESSOS

Com a Medida Provisória baixada pelo presidente Bolsonaro o governo não será mais obrigado a publicar Avisos e Editais nos jornais impressos, podendo fazê-lo apenas no Diário Oficial. 

NUNCA MENOS

Perguntei ontem a um especialista em gastos eleitorais quanto deve dispor um candidato a prefeito da capital no próximo ano, para ter uma campanha mediana, o básico, (não é uma grande campanha), e me deu o seguinte número: “nada menos do que 5 milhões de reais”.

MUITO SIMPLES

O governo tem só um caminho a seguir nesta questão da greve dos servidores da Saúde: dizer se pode ou não atender as reivindicações e justificar. Não cabe mais ficar em discussões intermináveis para saber o sexo dos anjos.  E assim que se funciona nas negociações.

COBERTURA EM TEMPO REAL

A nova fase da comunicação com os sites  a notícia corre o mundo em tempo real.

BEM ARTICULADA

A senadora Mailza Gomes (PROGRESSISTA) tem mostrado como iniciante num mandato um bom poder de articulação nos ministérios. Foi sua a iniciativa de levar a bancada federal para puxar uma reivindicação coletiva para que o Acre seja incluído no Fundo Nacional de Segurança. Conseguiu também dar visibilidade estadual ao mandato com presença nos municípios.

“É MUITA ESPECULAÇÃO!”

“Luiz Carlos, tive uma conversa muito franca com os membros do diretório municipal de Epitaciolândia. Expressei meu sentimento de gratidão por ser lembrada para participar do processo no ano que vem. Reafirmei que não tomarei nenhuma decisão, antes de conversar com a família, amigos e lideranças pelos quais entendo serem importantes nesta tomada de decisão. Comprometi-me de até dezembro dar a palavra final”. Leila Galvão. Ponto final.

Bombando

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