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Delegado se enrolou por causa de R$ 3.500 que estavam escondidos na cueca de homem executado a tiros

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O ac24horas teve acesso exclusivo ao Inquérito Policial em que o delegado Rêmullo Diniz é acusado de ter se apropriado do dinheiro apreendido numa delegacia de Rio Branco

A história que envolve o desaparecimento de R$ 3.500 de uma delegacia e que aponta o delegado Rêmullo Diniz como responsável foi esmiuçada num inquérito policial de quase 300 páginas ao qual ac24horas teve acesso com exclusividade.

O início desse enredo digno de série da Netflix ocorre no ano de 2017, mais precisamente em 10 de março quando numa só noite 4 homens foram executados brutalmente, mas o caso específico que protagoniza a investigação é a morte de Adriano Linhares de Freitas, na época com 33 anos, que foi surpreendido por homens armados em um veículo de cor preta que efetuaram mais de 10 disparos. Até hoje os autores do homicídio não foram identificados pela polícia.

Ocorre que quando os peritos da Polícia foram até o local do crime, na rua da Amizade, no Polo Benfica, encaminharam o corpo da vítima ao Instituto Médico Legal. Ao despir o corpo de Adriano, os agentes acabaram encontrando R$ 3.584,00 escondidos na cueca da vítima, porém devido a burocracia, o dinheiro só chegou ao poder da polícia no dia 30 de março daquele ano, data em que Rêmulo havia assumido a Delegacia de Homicídios após um breve período de licença-paternidade.

De acordo com o Inquérito, atendendo os trâmites burocráticos, as escrivães da Delegacia decidiram encaminhar o valor ao Cofre da Delegacia de Repressão ao Entorpecente, por ser a única unidade a ter um cofre seguro para guardar o dinheiro. Passados alguns dias, os familiares da vítima solicitaram, por meio de um advogado, os valores apreendido por considerarem não ter ligação com o crime, porém o ressarcimento foi negado por Rêmullo no dia 10 de abril.

Segundo a investigação, passados quase um ano, Rêmulo expediu portaria determinando a Instauração de um Auto de Investigação Preliminar , visando apurar a possível prática do crime de furto e peculato por causa do desaparecimento do dinheiro. Porém, segundo a linha investigatória, o delegado não repassou essa portaria para sua escrivã fazer os devidos procedimentos. Depois, em junho de 2019, Rêmulo teria elaborado uma auto declaração onde afirma que o dinheiro apreendido tinha desaparecido quando estava junto ao respectivo inquérito de investigação da morte de Adriano, nos armários de um dos cartórios daquela delegacia. Esse documento foi redigido, segundo os investigadores, sem que estivesse presentes um delegado ou escrivão de polícia e que o Delegado já não tinha mais lotação naquela delegacia, a DHPP.

“Após análise minuciosa dos fatos apresentados, sobretudo com a análise dos documentos e os depoimentos prestados, esta corregedoria decidiu por proceder ao indiciamento da pessoa de Rêmullo César Pereira de Carvalho Diniz, pela prática do crime de peculato, previsto no artigo 312 do Código Penal Brasileiro , pelos motivos constantes no referido despacho de indiciamento”, conclui o delegado Thiago Duarte, corregedor-adjunto da Polícia Civil.

Corregedor ainda pediu que os autos da inquérito fossem encaminhados ao Ministério Público e para Vara Criminal de Rio Branco para adoção das medidas legais cabíveis e também cópia do processo foi encaminhado ao delegado-geral de Polícia, Henrique Maciel, que nesta segunda-feira, 9, publicou no Diário Oficial a abertura de Processo Disciplinar contra o delegado.

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Acre

Sammy Barbosa palestra para servidores de Rio Branco

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Fazer com que os direitos que constam nos 30 artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos saiam do papel e se tornem realidade têm sido um desafio aos gestores das áreas sociais de todo o mundo. No fomento da discussão, importância e conscientização dos Direitos Humanos, a Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SASDH) e da Fundação Municipal de Cultura, Esporte e Lazer Garibaldi Brasil (FGB), realiza extensa programação alusiva aos 71 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

A programação, que iniciou no último domingo, 10, e se estende até dia 10 de dezembro, chegou ao segundo dia com palestra ministrada pelo promotor de Justiça, Sammy Barbosa. A prefeita Socorro Neri abriu o evento, onde resumiu: “esse é um momento de renovação das nossas convicções, das nossas esperanças, para seguirmos juntos buscando garantir direitos” e reforçou “esse é nosso papel, enquanto servidores públicos”.

O diretor de Direitos Humanos da SASDH, Evandro Rosas, falou sobre a importância da programação e explicou “esta é mais uma programação para discutir os Direitos Humanos dentro da municipalidade, com gestores, departamentos e secretários”.

Assistência Social e Direitos Humanos

Na palestra ofertada aos servidores municipais, o promotor Sammy Barbosa abordou sobre o racismo institucional, igualdade racial, importância dos Direitos Humanos, conscientização e contextualização na atual conjuntura. “A conversa é no sentido de conscientizar a todos da importância de nós reafirmamos esses valores civilizatórios, democráticos, e não deixarmos nos permitirmos esquecer jamais dessas declarações de direitos”, ressaltou.

Os servidores municipais da SASDH lotaram o auditório do Palácio da Justiça. “Precisamos conscientizar a população sobre os direitos conquistados, estamos aqui para fortalecer a rede na garantia desses direitos”, ponderou o gestor do Serviço de Acolhimento Familiar viabilizado em Rio Branco pela SASDH, Crispim Saraiva.

“Para nós do departamento, para o movimento de mulheres, eventos como este são de suma importância, pois proporcionam a conversa, o diálogo, o bate-papo com os equipamentos de Justiça do Estado. Existe uma rede de proteção e precisamos fortalecer a oferta de serviços para as nossas usuárias”, acentuou a gerente do Departamento de Políticas para Mulheres da SASDH, Lidianne Cabral.

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Acre

Ação é ajuizada contra o Estado por falta de médicos no plantão do PS

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O Conselho Regional de Medicina do Acre (CRM-AC) ajuizou uma ação civil pública contra o Estado do Acre nesta segunda-feira, 11, na 1ª Vara Federal da Seção Judiciária do Acre, após constatar uma série de irregularidades no Pronto Socorro de Rio Branco durante fiscalizações.

Ocorre que Conselho tem recebido várias queixas de médicos, demais profissionais de saúde e usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), sobre os recorrentes problemas na confecção de escalas médicas devido o número de profissionais insuficientes para o porte da unidade e, em algumas ocasiões, com a ausência total de profissionais de determinadas áreas.

A informação foi confirmada com a realização de vistorias na unidade, bem como, o acesso às escalas médicas do mês de novembro de 2019. No último dia 31 de outubro, a equipe de fiscalização do CRM-AC, constatou diversas irregulares na unidade, dentre elas a situação mais crítica foi verificada na escala de plantão dos médicos.

“Vale registrar que essa é a primeira vez que o Conselho Regional de Medicina do Acre ajuíza esse tipo de demanda, pois tem buscado todos os meios necessários de diálogo para que o estado possa atender aos encaminhamentos técnicos apontados pelas diversas fiscalizações realizadas durante o ano”, diz a entidade por meio de uma nota de esclarecimento.

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