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Servidores adentram Sesacre e deputado alega ter sido agredido

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FOTO: SÉRGIO VALE

A greve deflagrada pela categoria da saúde no Estado do Acre começou tenta nesta terça-feira, dia 10. Após dezenas de servidores se aglomeraram na Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre), eles seguiram para a Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), apresentar aos deputados as reivindicações do ato grevista.

Os servidores adentraram a Sesacre para convidar os demais servidores a fortalecerem o ato grevista. Foi aí que uma confusão generalizada aconteceu. Um coronel que atua como secretário-adjunto da Sesacre é acusado de ter chamado o movimento grevista de ‘vagabundo’ e de ter agredido o deputado estadual Jenilson Leite (PC do B) que acompanha o manifesto.

“Não vamos aceitar e iremos tomar posicionamentos na Assembleia e ver quais medidas poderão ser tomadas com relação a essa agressão. Nunca tinha visto isso antes”, afirmou o deputado.

Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, o movimento é pacífico. “Estamos com uma comissão indo aos setores chamar o pessoal para fortalecer a greve. A greve continua e vamos deliberar o local de concentração de amanhã. Nossa saúde não pode ficar nas mãos de pessoas assim”, garantiu Adailton Cruz.

O clima foi bastante tenso. A greve geral foi deflagrada pelos servidores por tempo indeterminado. Ontem, houve uma reunião com representantes do Estado, mas ambos os lados não chegaram a um consenso.

“As pautas que a gente reivindica desde janeiro o Governo não se compromete com data de concretização e consolidação de nenhuma. Ficaram de enviar um documento oficial amanhã das nossas pautas. A greve está mantida por tempo indeterminado em todo o estado. Vamos nos concentrar em frente à Sesacre e vamos aguardar a manifestação do governo. Se eles mudarem e atenderem as nossas pautas, a gente coloca para apreciação da categoria, se a conversar for a mesma de hoje a greve vai seguir por muito tempo”, explica Adailton Cruz, presidente do Sintesac.

As principais reivindicações da categoria são a regulamentação do Pró-Saúde, melhoria nas condições de trabalho, concurso público, revisão do plano de carreiras e salários e definição da etapa alimentação.

 

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Desmate cresce 151% em um ano no Acre, diz Imazon

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A área desmatada no Acre aumentou 151% comparando o mês de agosto de 2019 com igual período do ano passado, segundo o boletim do Imazon divulgado na tarde desta sexta-feira (20).

O Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon detectou 39 quilômetros quadrados de desflorestamento em agosto de 2018 e 98 km² em agosto deste ano. A área degradada foi de 8 km² este ano enquanto que em 2018 não houve registro de degradação no Acre.

A Reserva Extrativista Chico Mendes está em 5º lugar no ranking de desmate nas unidades de conservação da Amazônia, perdendo 13 km² em agosto deste ano. A APA Triunfo do Xingu, no Pará, é a recordista com 38 km².

O Acre tem o Projeto de Assentamento Extrativista (PAE) Remanso entre os dez assentamentos que mais desmataram na Amazônia em agosto. O PAE Remanso perdeu 3 km² de florestas.

Na Amazônia, o SAD detectou 886 quilômetros quadrados de desmatamento, um aumento de 63% em relação a agosto de 2018, quando o desmatamento somou 545 quilômetros quadrados. Em agosto de 2019, o desmatamento ocorreu no Pará (48%), Amazonas (15%), Rondônia (13%), Mato Grosso (12%), Acre (11%) e Roraima (1%).

As florestas degradadas na Amazônia Legal somaram 922 quilômetros quadrados em agosto de 2019, enquanto que em agosto de 2018 a degradação florestal detectada totalizou 119 quilômetros quadrados, um aumento de 675%. Em agosto de 2019 a degradação foi detectada no Mato Grosso (45%), Pará (42%), Rondônia (8%), Amazonas (4%) e Acre (1%).

“Em agosto de 2019, a maioria (48%) do desmatamento ocorreu em áreas privadas ou sob diversos estágios de posse. O restante do desmatamento foi registrado em Assentamentos (23%), Unidades de Conservação (20%) e Terras Indígenas (9%)”, informa o Imazon.

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Destaque 6

Exportação acreana de castanha cai 52% e madeira cresce 21%

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Um dos principais produtos da economia acreana, a Castanha do Brasil acumula uma queda de 52,4% no volume de exportações entre janeiro e agosto deste ano em comparação ao mesmo período de 2018. Tendo como os principais mercados o Peru e a Bolívia, o produto extrativista já acumula mais de 4,3 milhões de dólares de perdas.

De janeiro a agosto de 2018, com US$ 8,38 milhões, a castanha representava 38% do valor total das exportações do Acre. Neste ano somente 19%, com um total de US$ 3,99 milhões. Considerando-se todo o ano de 2018, o valor exportado pelo Acre em castanha foi de US$ 9,21 milhões, o que correspondeu a 23% das exportações do estado.

Em contrapartida, as exportações de madeiras e compensados do Acre cresceram 21,5% nos mesmos períodos comparados. Segundo dados do Ministério da Economia, analisados pelo Observatório do Fórum Permanente de Desenvolvimento do Acre, o crescimento foi de mais de US$1,4 milhão.

As exportações acreanas entre janeiro a agosto de 2019 somam US$ 21,54 milhões, 3,54% a menos que no mesmo período de 2018, quando havíamos exportado US$ 22,30 milhões. Quanto às importações, a variação para menos é de 42,84% com relação ao ano passado. Em 2018, o Acre importou US$ 2,76 milhões no mesmo período. Neste ano, US$ 1,39 milhões. O saldo da balança comercial acreana é, até o momento, de US$ 20,15 milhões.

Com 0,01% de participação na exportação e 0,001% na importação nacionais, o Acre é o estado é, em 2019, o estado que menos exporta e menos importa entre todas as unidades da federação. As informações são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

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