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Servidores adentram Sesacre e deputado alega ter sido agredido

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FOTO: SÉRGIO VALE

A greve deflagrada pela categoria da saúde no Estado do Acre começou tenta nesta terça-feira, dia 10. Após dezenas de servidores se aglomeraram na Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre), eles seguiram para a Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), apresentar aos deputados as reivindicações do ato grevista.

Os servidores adentraram a Sesacre para convidar os demais servidores a fortalecerem o ato grevista. Foi aí que uma confusão generalizada aconteceu. Um coronel que atua como secretário-adjunto da Sesacre é acusado de ter chamado o movimento grevista de ‘vagabundo’ e de ter agredido o deputado estadual Jenilson Leite (PC do B) que acompanha o manifesto.

“Não vamos aceitar e iremos tomar posicionamentos na Assembleia e ver quais medidas poderão ser tomadas com relação a essa agressão. Nunca tinha visto isso antes”, afirmou o deputado.

Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, o movimento é pacífico. “Estamos com uma comissão indo aos setores chamar o pessoal para fortalecer a greve. A greve continua e vamos deliberar o local de concentração de amanhã. Nossa saúde não pode ficar nas mãos de pessoas assim”, garantiu Adailton Cruz.

O clima foi bastante tenso. A greve geral foi deflagrada pelos servidores por tempo indeterminado. Ontem, houve uma reunião com representantes do Estado, mas ambos os lados não chegaram a um consenso.

“As pautas que a gente reivindica desde janeiro o Governo não se compromete com data de concretização e consolidação de nenhuma. Ficaram de enviar um documento oficial amanhã das nossas pautas. A greve está mantida por tempo indeterminado em todo o estado. Vamos nos concentrar em frente à Sesacre e vamos aguardar a manifestação do governo. Se eles mudarem e atenderem as nossas pautas, a gente coloca para apreciação da categoria, se a conversar for a mesma de hoje a greve vai seguir por muito tempo”, explica Adailton Cruz, presidente do Sintesac.

As principais reivindicações da categoria são a regulamentação do Pró-Saúde, melhoria nas condições de trabalho, concurso público, revisão do plano de carreiras e salários e definição da etapa alimentação.

 

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