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Nabor Júnior: Uma vida dedicada ao Acre

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Trinta e seis anos depois de ter governado o Acre, Nabor Júnior revela, pela primeira vez, que recebeu “cantadas” de empresários para “rachar ganhos em negócios” que eram fechados com o Estado. O ex-governador é considerado pelos acreanos como o gestor mais honesto que já sentou na cadeira de governante do Palácio Rio Branco, motivo pelo qual se diz feliz.

Nabor Júnior passou pelo Acre no começo deste mês. Esteve em Tarauacá, sua terra natal e Rio Branco, onde lançou o livro de memórias UMA VIDA DEDICADA AO ACRE, no qual narra momentos até então desconhecidos dos acreanos.

Com uma memória límpida, o ex-político de 88 anos, bem vividos, garante que não tem mágoas e se diz muito feliz pelo reconhecimento do povo que lhe manteve na vida pública por 38 anos.

Atualmente Nabor Júnior mora em Brasília e dedica sua vida exclusivamente para a família. Sobre a vida se diz grato a Deus e revela também que não teme a morte.

Numa entrevista de 46 minutos ao jornalista Roberto Vaz, Nabor diz amar a esposa Darcy Rocha e afirma que tudo que ganhou na carreira política já distribuiu em vida para os filhos.

Esta entrevista no Bar do Vaz é para os acreanos conhecerem melhor Nabor Teles da Rocha Júnior, um ex-dono de barracão da borracha que muito orgulha os acreanos. Vale a pena assistir e guardar.

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Destaque 7

Jenilson Leite participa de ação de saúde voltada para os portadores de hepatite em Brasiléia

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O deputado estadual Jenilson Leite (PSB), vice-presidente da ALEAC e médico infectologista, a convite da presidente da Associação dos Portadores de Hepatites no Alto Acre, Neiva, realizou atendimento médico para os pacientes portadores do vírus de hepatites. A ação foi realizada no Hospital Regional Wildy Viana, na cidade Brasileia, durante todo o dia desta sexta-feira (20), em parceria com a direção do hospital que cedeu uma sala. Além dos atendimentos voltados para a área de infectologia, o médico realizou ainda exames de ultrassonografia e eletrocardiograma.

O atendimento realizado pelo médico Jenilson Leite é uma forma de minimizar a fila de espera dos pacientes que precisam se descolar até Rio Branco em busca de tratamento no SAE. Uma vez que o Acre é um dos estados que tem registrado um aumento significativo no número de pessoas que adquire o vírus hepático, sendo mais comum das hepatites b, c e delta. Segundo dados divulgados em 2018, pela Divisão de Infecções Sexualmente Transmissíveis do estado, o Acre registrou 585 casos de pessoas que contraíram o vírus em 2017.

Neiva, presidente da Associação dos Portadores da Hepatites no Alto Acre e representante do serviço de infectologia na região, agradeceu ao deputado pela disponibilidade em proporcionar aquela ação, haja vista a carência de profissionais com esta especialidade em Brasiléia e região. “Dr. Jenilson, queremos lhe agradecer por ter atendido o nosso convite, pois existe uma carência muito grande de infectologista na região. Além disso, temos uma demanda muito grande de pessoas que possui o vírus não apenas de hepatites, mas também de outras doenças infectocontagiosas. E seu trabalho com a sua equipe é de suma importância para nós. Também somos gratos à direção do hospital por ter cedido o espaço. Essa união aqui trouxe ganhos significativos à população”.

O secretário-geral da Associação dos Portadores da Hepatites no Alto Acre (APAHAC), Jacson Aroldo, destacou que em Brasiléia e região existem mais de 700 pessoas com o vírus das hepatites, sendo que apenas 10% dessas pessoas estão fazendo tratamento, pela dificuldade que é de conseguir o tratamento. “Por isso que a vinda do Dr. Jenilson é fundamental e nós agradecemos de coração, pois nós não temos um médico infectologista no município. Às vezes, uma vez por mês um médico aparece e estas pessoas ficam aguardando ou então tem que se deslocar até a capital. Sendo que para entrar em tratamento é uma romaria”, agradeceu.

Além de participar da ação de saúde em Brasiléia, Leite estará amanhã no ramal do Cachoeira, em Xapuri, prestando atendimento médico a pedido do deputado Manoel Morais, seu colega de partido.

Para Jenilson Leite, ir aos municípios do interior ou, a quaisquer postos de saúde desenvolver sua atividade médica é uma grande alegria, haja vista que é uma forma de dar sua parcela de contribuição aos que mais necessitam. “Me ponho sempre à disposição das pessoas para auxiliar como parlamentar e como médico, pois andando pelo nosso estado e mais precisamente no interior, conheço a realidade da população. Então, busco fazer minha parte”.

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Destaque 6

Desmate cresce 151% em um ano no Acre, diz Imazon

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A área desmatada no Acre aumentou 151% comparando o mês de agosto de 2019 com igual período do ano passado, segundo o boletim do Imazon divulgado na tarde desta sexta-feira (20).

O Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon detectou 39 quilômetros quadrados de desflorestamento em agosto de 2018 e 98 km² em agosto deste ano. A área degradada foi de 8 km² este ano enquanto que em 2018 não houve registro de degradação no Acre.

A Reserva Extrativista Chico Mendes está em 5º lugar no ranking de desmate nas unidades de conservação da Amazônia, perdendo 13 km² em agosto deste ano. A APA Triunfo do Xingu, no Pará, é a recordista com 38 km².

O Acre tem o Projeto de Assentamento Extrativista (PAE) Remanso entre os dez assentamentos que mais desmataram na Amazônia em agosto. O PAE Remanso perdeu 3 km² de florestas.

Na Amazônia, o SAD detectou 886 quilômetros quadrados de desmatamento, um aumento de 63% em relação a agosto de 2018, quando o desmatamento somou 545 quilômetros quadrados. Em agosto de 2019, o desmatamento ocorreu no Pará (48%), Amazonas (15%), Rondônia (13%), Mato Grosso (12%), Acre (11%) e Roraima (1%).

As florestas degradadas na Amazônia Legal somaram 922 quilômetros quadrados em agosto de 2019, enquanto que em agosto de 2018 a degradação florestal detectada totalizou 119 quilômetros quadrados, um aumento de 675%. Em agosto de 2019 a degradação foi detectada no Mato Grosso (45%), Pará (42%), Rondônia (8%), Amazonas (4%) e Acre (1%).

“Em agosto de 2019, a maioria (48%) do desmatamento ocorreu em áreas privadas ou sob diversos estágios de posse. O restante do desmatamento foi registrado em Assentamentos (23%), Unidades de Conservação (20%) e Terras Indígenas (9%)”, informa o Imazon.

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