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Acre pode perder R$ 70 milhões do Fundo Amazônia

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O Acre deve ser um dos estados brasileiros prejudicados após Alemanha e Noruega decidiram suspender o financiamento de projetos para a proteção da floresta e da biodiversidade em razão do forte aumento do desmatamento na Amazônia.

Os dois países são responsáveis por mais de 90% de financiamento do Fundo Amazônia, criado em 2008 para estimular o desenvolvimento de projetos de desenvolvimento sustentável na região.

A decisão dos países europeus foi motivada pelo crescimento do desmatamento da Amazônia e pelas recentes declarações do Presidente da República Jair Bolsonaro que vão de encontro ao que Alemanha e Noruega esperam do Brasil a nível de política ambiental.

A suspensão dos repasses representa uma perda de quase R$ 300 milhões Brasil. O ac24horas apurou que o Acre deve perder cerca de 70 milhões com a atrito entre o governo brasileiro e os países europeus.

O Acre estava com um projeto já aprovado de 70 milhões, que no final do ano passado foi protocolado pelo então governador Sebastião Viana. O recurso não era reembolsável e seria usado para fortalecer os órgãos estaduais de meio ambiente. produção rural e apoiar a agricultura familiar para se regularizar perante a lei ambiental e incentivar a produção agrícola.

Com da bloqueio da Noruega e toda essa confusão no Fundo Amazônia, o Acre corre o sério risco de perder o recurso, já que este ano não foi assinado nenhum contrato. O Acre já aprovou três projetos não reembolsáveis no fundo até hoje.

Em 2010 foram R$ 63 milhões para apoio à produção rural e florestal e pagamentos de incentivos à redução do desmatamento na agricultura familiar. Já em 2012 foram 20 milhões para o combate a incêndios e queimadas florestais. Esse recurso permitiu a reestruturação do Corpo de Bombeiros com a aquisição de viaturas e equipamentos. O último foi 2013. Foram cerca de R$ 16 milhões, usados no apoio a inscrição e regularização ambiental dos imóveis rurais no âmbito do Código Florestal Brasileiro.

O corte de investimentos chega em um momento complicado. Dados do Instituto Imazon afirmam que o desmatamento no Acre no mês de julho cresceu mais de 400% em relação ao mesmo período do ano passado. Em julho deste ano, 187 km2 de floresta foram desmatados, contra 35 km2 em julho de 2018.

O corte nos repasses e a interrupção da parceria é vista com preocupação por quem conhece de meio ambiente e desenvolvimento sustentável. A SOS Amazônia, uma das mais respeitadas organização não governamentais do país, se preocupa com os impactos.

“O fundo não aprovou nenhum projeto. Estamos preocupados com os impactos que podem vir. Se observar o relatório, vai se verificar que 60% dos recursos do fundo vão para o estados a união. Esse dinheiro é investimento em monitoramento, controle do desmatamento, fiscalização e redução das queimadas e os orgãos fiscalizadores como o Ibama e estaduais também acessam esses recursos. Temos a preocupação que essas ações sejam afetadas com a redução desses investimentos”, afirma Alisson Murano, diretor técnico da SOS Amazônia no Acre.

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Acre lidera no rendimento da produção de mandioca

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Os dados publicados pelo IBGE apresentados no Levantamento Sistemático da Produção Agrícola trazem boas notícias para a produção de mandioca: o Estado voltou a ter o maior rendimento médio da raiz no país.

Em 2018 o Acre perdeu para Rondônia o título de detentor do maior rendimento médio da Mandioca do país mas em 2019, voltou a liderar o ranking, superando em mais de 12% o rendimento do Estado vizinho.

O Rendimento médio do Acre, em 2019, foi de 28.074 quilos por hectare e o de Rondônia ficou em 24.606kg/hec. O aumento do rendimento do Acre em 2019 em relação a 2018 foi de mais de 16%.

Na safra de 2019, a produtividade do Acre superou em quase 50% a média nacional que foi de 15.145. Os dados do IBGE foram trabalhados pela equipe técnica do Fórum Permanente de Desenvolvimento do Acre.

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Destaque 6

Fuga de presos em Rio Branco pode ter relação com a do Paraguai

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FOTO: G1/ACRE

Há relação entre a fuga ocorrida no presídio de Rio Branco com a debandada em massa no Paraguai. 76 presos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) da Penitenciária Regional de Pedro Juan Caballero, na fronteira do Brasil com Paraguai.

Entre os fugitivos estão 20 brasileiros. A recaptura já começou, segundo informou o Sistema Nacional de Segurança Pública.

No Acre, quase 30 presos do pavilhão L fugiram do presídio Francisco D´Oliveira Conde. Uma das lideranças dos policiais penais, Janes Peteka, disse que “pela lógica” há sim relação da fuga ocorrida no Acre com a do Paraguai, já que os presos conseguem se comunicar entre si nos países vizinhos. “No Pavilhão L fica o pessoal Bonde dos 13, aliado do PCC, que está na fuga do Paraguai”, explicou Peteka.

O ac24horas buscou contato com autoridades da segurança pública para avaliar a relação das duas fugas, mas não obteve sucesso.

Em nota, o Governo do Acre se manifestou sobre a fuga deste fim de semana e diz que “todas as forças de segurança do Estado foram acionadas e várias medidas operacionais estão sendo realizadas para captura dos foragidos”.

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