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Detetive revela que mulheres acreanas traem mais do que os homens e que amantes também são fiscalizadas

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Sabe aquela clássica cena de novela onde o marido ou a esposa desconfiado ou mesmo um empresário que quer descobrir se um sócio ou um funcionário estão roubando a empresa contrata um detetive particular? Pois saiba que isso é muito mais comum do que você imagina, inclusive no Acre.

Um exemplo é a detetive profissional Sarah Lima, que já atua no estado há 12 anos e hoje tem uma empresa que conta com outros profissionais e atua na área conjugal, empresarial e até política.

A primeira curiosidade é o que leva uma mulher jovem e bonita a entrar no ramo perigoso da investigação profissional, que culturalmente é dominado pelos homens. “Sou acreana, mas sempre viajei muito. E foi, exatamente, em uma viagem para o Rio de Janeiro que soube por um amigo de um curso para detetive profissional particular. Eu fui, fiz o curso e me apaixonei pela profissão”.

Sarah conta que as coisas deram tão certo que ela deixou o ramo do comércio e passou a se dedicar somente a carreira de detetive. “Eu tinha uma loja de auto peças, mas depois que conheci esse ramo, não consegui mais fazer outra coisa e decidir investir e realmente me profissionalizar com cursos de capacitação e compra de equipamentos”, afirma.

Mulheres traem mais do que os homens

A detetive conta que as suspeitas de traição ainda são os maiores responsáveis pela procura por um serviço de detetive profissional. Sarah afirma que a suspeita de chifre é a motivação de 40% de quem procura pelos seus serviços.  

O curioso, sinal dos novos tempos, é que se você pensou que são as mulheres que mais procuram pelo serviço, se enganou. “Sendo bem sincera, nos últimos dois anos e meio aqui no Acre, de dez casos que sou contratada sete são homens. Pode parecer mentira, mas realmente gira em torno de 70%”, explica Sarah.

E não é apenas para descobrir se a esposa é ou não fiel que os homens contratam o serviço de detetive particular. Há os que querem saber se a amante está andando na linha. “É isso mesmo. Os homens que tem amantes nos contratam porque querem saber se elas estão sendo fieis, já que na maioria das vezes é ele quem banca a faculdade, aluguel e carro na relação extraconjungal”.

Confirmando o ditado popular de que “onde há fumaça, há fogo” em 70% dos casos é confirmada a infidelidade. 

Caso mais curioso

Em 12 anos, Sarah conta que já viu de tudo. Ela lembra de um caso que durou mais de dois meses, com um final surpreendente. “Eu fui contratada por uma esposa que acreditava que o marido tinha uma amante, já que a relação dos dois tinha esfriado na parte sexual. Eu passei 72 dias seguindo essa pessoa e não conseguia descobrir nada. Ele era muito discreto e eu ia encerrar o caso e dizer que à esposa que as suspeitas eram infundadas. Um belo dia, estou almoçando em um restaurante quando o homem chega. Eu já conhecia toda a rotina dele, mas resolvi segui-lo. Ele se dirigiu a um bairro periférico, onde encontrou um homem e foram para um motel. O curioso é que eles não estavam sozinhos, tinham a companhia de uma boneca inflável”, conta a detetive.

Ramo empresarial

Sarah conta que uma das maiores fontes de renda de sua empresa de investigação particular é o setor empresarial.

Os casos vão de suspeita de desvio de dinheiro por parte de um sócio ou funcionário, como até de familiares. “Acontece de tudo dentro das empresas. Tem sócio que rouba sócio fazendo desvios dentro da empresa, existem as esposas que querem saber se o marido tá desviando da empresa para as amantes, tem pai que desconfia dos filhos, mas a maior parte das desconfianças é dúvida de funcionários que não alegam doença e colocam a empresa na justiça por supostamente o trabalho ter provocado sérios problemas de saúde, mas nos flagramos jogando futebol, fazendo outras atividades que comprovam que os mesmos não estão doentes”.

“Já cai 59 vezes de moto e sou toda quebrada”, diz Sarah

A atividade de detetive particular profissional é arriscada, dependendo do tipo de serviço. Sarah conta que os mais perigosos são a investigação de roubo de gado e atividades em garimpo.

A profissional conta que já caiu mais de 50 vezes de motos e mostra suas cicatrizes com orgulho de quem ama o que faz.

“Eu já cai 59 vezes de moto. É normal, infelizmente. Já passei por quatro cirurgias e só nunca quebrei a clavícula e costelas, o resto já quebrei tudo, da cabeça aos pés. Além de já ter sido recebida à bala em uma investigação de roubo de gado”.

A tecnologia é uma forte aliada para que as investigações sejam elucidadas o mais rápido possível. Sarah tem um verdadeiro arsenal tecnológico. São canetas, óculos, boné e relógios espiões,  gravadores, máquinas fotográficas que facilitam o trabalho.

Atualmente, Sarah já tem uma equipe com outros detetives, já que atua no Acre, em Rondônia e também na Bahia.

A profissão de detetive particular é uma profissão regulamentada por lei desde 2017.

Quem quiser trabalhar na área, precisa fazer um curso e ser credenciado. Existe, inclusive, a primeira faculdade que oferece o curso de investigação profissional, onde Sarah é a única aluna do Acre e já se forma agora em 2.019.

 

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Ensinando e aprendendo

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Eu achava que ensinar seria fácil. Aprender até que era no meu tempo de estudante, desde a alfabetização até a universidade. Aos pouco fui descobrindo o quanto meus professores foram importantes para eu chegar até aqui e o quanto a maioria deles foi criativa para usar dos recursos que dispunha para estimular minha vontade de conhecer coisas novas.

Alguns dias atrás participei de uma oficina de metodologias ativas que uma colega da universidade federal do Ceará* utiliza em suas aulas nos cursos de engenharia e ela pediu que lembrássemos de um ‘o professor’ que fosse a referência de cada um. Me vieram ao menos uma dúzia dos que eu gostaria de me espelhar quando entro numa sala de aula.

Eu achava que ensinar seria fácil e meu primeiro golpe foi já na avaliação que a Jorgete Nemetala fez da aula que apresentei no concurso para professor da UFAC há 35 anos. De frente para a lousa, com o recurso de um giz branco e o gogó, discorri, com desenvoltura, sobre o algoritmo para o cálculo da área de polígonos utilizando o método de Gauss, como se estivesse demonstrando aos professores da banca que eu dominava o conhecimento e não que tinha qualquer aptidão para ensinar aquela matéria.

Aos poucos fui pegando o jeito e depois perdendo o jeito. Na repetição, ano após ano, esqueci por um tempo de acompanhar as modas da vez. Envelheci, enquanto a turma continuava com idade média de 20 anos. Daí assumi outro emprego e dei um tempo da docência. Voltei para as salas de aula quase dez anos depois quando facebook, whatsapp, youtube e uma porção de recursos de rede mudaram o jeito das pessoas se relacionarem e buscarem a informação.

Acompanhar e tirar proveito das mudanças impostas pela difusão da tecnologia dos smartphones é um desafio que aparece aos poucos e conflita com o que entendíamos como ensinar e aprender. É também descobrir caminhos novos pelos quais os alunos já transitam com desenvoltura. Confesso que demorei para internalizar o ‘não encontrei essa explicação no YouTube’ que uma aluna repetiu em algumas aulas. Acho que a palavra que resume tudo é ‘desafio’.

Mas, olhando para trás, lembro de tantas experiências onde meus professores foram muito além do quadro negro e das projeções de slides, transparências e PowerPoint. Dona Isabel, lá no meu primeiro ano do atual ‘fundamental’ mesclava as atividades de alfabetização e tabuada com brincadeiras que desenvolviam a percepção a ruídos e texturas. Dois anos adiante, dona Anna Luiza ensinava geografia com a gente fazendo maquetes do relevo com isopor e massa de vidraceiro. Tive um professor de português que nos intervalos de aula discutia conosco a próxima aposta na loteria esportiva e dissipava assim toda a sisudez da matéria. Outra, de história, que usava um tempo de cada aula para discutirmos a edição de domingo do Estadão e da Folha (algumas vezes recheados de receitas de bolo e poesias de Castro Alves). Isso são somente alguns exemplos que guardo há mais de meio século.

Não foi diferente com boa parte dos meus professores na universidade que eram sempre criativos para encontrar recursos diferentes para tornar cada aula um ambiente mais agradável e produtiva. Um laboratório teatral no curso de Avaliação de Projetos Urbanos, que simulava a repercussão de uma obra hipotética na cidade onde eu estudava foi, pouco tempo depois, importantíssimo para minha carreira na prefeitura de Rio Branco.

Com todos esses professores (queria nominar alguns mas a lista ficaria maior que o artigo) descobri que, para me cativarem a atenção, construíam um ambiente de intimidade em sala de aula e abriam mão da distância que costuma separar a autoridade que ensina dos alunos que aprendem. Não me lembro de alguma vez que tenham perdido o respeito da turma por isso.

https://instagram.com/dormi_aluna_acordei_profa


 

Roberto Feres escreve às terças-feiras no ac24horas

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Destaque 6

Conselho Penitenciário Nacional indica dois fiscais para inspeção nos presídios do Acre

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O Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária editou nesta terça-feira (18) a portaria 01/2020 para instituir as comissões que farão inspeção nos presídios do Brasil este ano.

Os inspetores Eduardo Lino Bueno Fagundes Junior e Walter Nunes da Silva Junior farão a fiscalização nos presídios do Acre, Alagoas e Pernambuco.

A portaria, assinada pelo presidente do Conselho, Cesar Morales, determina que os conselheiros designados apresentem relatório circunstanciado sobre a visita de inspeção, cuja cópia será encaminhada ao Departamento Penitenciário Nacional.

Não há data especificada para o início da inspeção.

http://www.in.gov.br/web/dou/-/portaria-n-1-de-6-de-fevereiro-de-2020-*-243814301

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