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Enfermeira é agredida por paciente na UPA da Sobral

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Foto: Arquivo Pessoal

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado do Acre (Sintesac), relatou com indignação o caso de uma enfermeira que atua na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), localizada no bairro Sobral, em Rio Branco. Segundo publicação de Adailton Cruz, a colega foi agredida na noite dessa quarta-feira, 14, enquanto estava no setor de Classificação de Risco.

De acordo com as informações de Adailton, mesmo após ter sido atendida, a paciente retornou ao setor e agrediu a enfermeira. “De forma covarde e inimaginável. Brutalmente agredida, física e psicologicamente, inclusive com lesão na região cervical, por uma pseudo paciente, motivada pelas piores intenções e de caráter da pior estirpe”, relatou o presidente do sindicato.

Numa imagem divulgada, a enfermeira aparece atrás de uma mesa que fora virada e um computador jogado no chão. Cruz destacou que a servidora não recebeu apoio do estado. “É revoltante a omissão do estado, a falta de segurança e apoio aos trabalhadores em saúde”, escreveu. E finalizou repudiando o descaso e falta de apoio e segurança aos trabalhadores de unidades públicas de saúde.

Segundo ele, o sindicato irá oferecer o jurídico para representar a agressora nas esferas criminal e cível: “para que responda perante a lei e o episódio não fique impune”, garantiu. Adailton descreveu a enfermeira como profissional que ajuda a “salvar vidas e a reduzir o sofrimento do próximo”.

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Acre

Gusttavo Lima é presença confirmada em dezembro na Capital

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Alô, leitores do ac24horas! Dia 14 de Dezembro é bom você já marcar na sua agenda, o cantor de música sertaneja, Gusttavo Lima, irá se apresentar na nossa terrinha.

O produtor Leôncio Castro informou ao ac24horas que em breve irá disponibilizar mais informações sobre o local e o valor dos ingressos.

SOBRE O CANTOR – Nascido em Presidente Olegário no estado de Minas Gerais, Gusttavo Lima é compositor, instrumentista e empresário. Ele também é multi-instrumentista e já fez trabalhos como modelo em desfiles, ator em novela global e também participou do quadro Dança dos Famosos no Programa do Faustão.

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Acre

Roberto Feres – Longevidade

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Topei com minha amiga Iris Pastor enquanto tentávamos descobrir um maço de salsinha na gôndola do supermercado e ela dizia da quantidade de ipês amarelos que ainda existem em Rio Branco, todos floridos nesta época do ano. Aqui no Acre, a árvore símbolo do Brasil é realmente magnífica, com seu porte enorme, principalmente quando perde todas as folhas que dão lugar à enorme copa amarela.

Bem ao contrário daquelas árvores retorcidas do Cerrado e do Sul que só mostram sua beleza por alguns dias, mas que não compensam a sujeira anterior de folhas mortas e posterior da sementeira voando e entupindo esgotos e calhas.

Até o verão passado havia um desses pés de ipê gigantescos no terreno ao lado de casa, onde morou tia Clarisse Fecury, bem no centro da cidade. Foi tombada, literalmente, para a construção de um prédio comercial, em homenagem ao progresso e à urbanização.

Era com a vista daquele quintal, onde havia também algumas touceiras de açaí, pés de sapoti, graviola, cupuaçu, carambola e pitanga que eu costumava ouvir ela contar de uma Rio Branco dos tempos das catraias para atravessar o rio, das brincadeiras de carnaval na Tentamen, da revolução educacional promovida pela professora Maria Angélica de Castro, da família e tantas outras histórias.

Entre os quintais das nossas casas havia um portão que toda manhã ela cruzava para me lembrar de que o café já estava pronto do outro lado do muro. Se ainda estivesse entre nós, agora ela teria exatos cem anos. Viveu, lúcida, mais de noventa.

Aprendi com ela que ficar velho não é uma coisa fácil. Se por um lado a longevidade com saúde é uma benção, também é o que nos incumbe de apagar a luz antes de sair. Um a um, os amigos se tornam personagens das histórias que nem sempre haverá quem esteja disposto a ouvir.

Quanto mais rica a vida nos tiver sido em boas lembranças e realizações, mais perversa é a perspectiva de que isso tudo seja levado também para o mausoléu no São João Batista.

Das conversas com a Clarisse eu pensava em como perenizar essa memória que, no caso dela, interessava à própria história da cidade e até do Acre. Por ela passaram alunos ilustres, como o deputado Enéas Carneiro, a novelista Glória Peres e o jornalista Armando Nogueira. É lembrada pelos anos de dedicação ao Grupo Escolar 24 de Janeiro.

Memória não é algo tão fácil de deixar registrado. Precisa ser desbravada por quem sabe ouvir, naquelas prosas onde uma história puxa a outra. Tem entrelinhas de sucessos, fracassos, projetos que ficaram pela metade, idéias que ficaram para depois. A tecnologia ainda não inventou uma máquina que bata um bom papo.

Cheguei uma vez a sugerir um projeto que patrocinasse bolsas para estudantes de História dispostos a registrar uma hora semanal de conversa fiada e organizar uma “audioteca”. Acho que muitos filhos, netos e sobrinhos bancariam com prazer poderem guardar também a memória de um antepassado.

Talvez a perspectiva cada vez maior da longevidade me assuste mais que à maioria das pessoas. Ao mesmo tempo que a vida a cada geração dura mais, também a obsolescência se dá cada dia mais cedo. A necessidade de se reinventar o tempo todo e a resiliência imprescindível no mundo do excesso de informação antecipam a hora de pendurar as chuteiras, mesmo que a saúde física determine o contrário.

Me assusta, depois de ter vivido tanto, e espero viver muito, a perspectiva de desaparecer por completo, como os ipês da cidade.


Roberto Feres escreve às terças-feiras no ac24horas.

 

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