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Frete grátis até você colocar que é do Acre

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Não, a frase não é minha. É dos meninos da página DesACREditados (eles estão no Facebook, Twitter e Instagram, segue lá!), umas das melhores páginas de humor que você irá acompanhar. Eles nunca erram a mão e nunca perdem a chance de brincar com nossas adversidades sem, no entanto, cair na baixaria ou excessos.

Voltando à frase, quando a vi ontem decidi: preciso escrever sobre isso, apenas preciso!

E o faço por absoluto conhecimento de causa, uma vez que compro até shampoo – falarei sobre eles na próxima semana -e chá pela internet.

É verdade este bilhete.

Faço isso pela carência que temos de produto aqui no Acre. Impossível, por exemplo, comprar infusões (tecnicamente chás são bebidas quentes ou frias feitas a partir de uma única planta: a camellia sinenses, outro assunto para outra coluna) a base de Rooibos, Honeybush nas lojas locais. E com o preço das passagens para além das alturas, viajar para comprar só mesmo para os muito, muito ricos.

Deixando a frescura de lado, qualquer coisa que se compre na internet se paga frete no Acre. E frete caro. Parece até que o papelim tem peso de chumbo e vem de jatinho (mas não aquele jatinho, vocês sabem qual. Me deixem que estou falando de frete de miudeza e não de fretamento aéreos seus cabeças poluídas).

Voltando…

É quase certo que lendo a coluna neste momento estás a concordar comigo e lembrando daquele produto de desejo que deixastes de comprar por causa do frete. Sim, meu caro leitor, não é só a classe média que sofre, aliás, acreano de classe média sofre. E ainda paga esse sofrimento em forma de frete e com seu peso de ouro.

Pai Amado!!

Um livro (outro objeto de consumo que nunca se acha por aqui) que em qualquer lugar custa dez, vinte reais, para chegar no Acre, só frete sai por quase cem contos. E isso se for via PAC. Sedex é mais barato visitar a Nena Abugoche na Noruega.

Sobre o Sedex, nem se iluda em pagar. Pura bucha. Vá de PAC, coleguinha. Vá por mim. Sedex é lenda urbana. Somos o único estado da federação que não tem Sedex. O bom e velho PAC de guerra custa beeeeem mais barato – o que não é nada barato em se tratando de Acre – e, acredite, chega mais rápido que o Sedex. Palavra de quem já foi tombada nesse quesito.

Tombo duplo carpado

E por falar em tombada, estava encerrando a coluna e decido mandar uma mensagem à Raquel Eline, minha best nas desventuras de compras internéticas – vivemos a dividir fretes naquelas comprinhas necessárias como livros, capas para Kindle… – perguntando pelo chá que pedi para que ela comprasse pra mim em sua última viagem.

Fico toda animada ao receber uma foto de uma maravilhosa caixa de chá e uma linda xícara que paquero faz tempo. Paro de escrever e respondo: Vou aí buscar agora e já recebo a resposta na bucha: Sai. A xícara é minha. O chá a gente divide. Tu vens aqui e toma, mas a xícara é minha.

Rapá, vocês não sabem a razão do meu ódioooo (calma, que é só força de expressão) pensando naquela xícara que custa setenta conto e com frete terei que pagar o dobro do preço.

Minha vingança vai ser postar fotenha dela aqui uma vez por semana até a raiva passar.

Tá na hora de voltar ao trabalho. Acabou a folga do almoço, embora eu tenha perdido a fome. Volto na sexta com fotenha da Eline em tamanho 40×100.

Bom dia e frete grátis pra você, leitor!!

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