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Prefeitura segue cronograma de credenciamento de escolas 

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As oitenta e seis escolas municipais de Rio Branco estão passando por um processo de reestruturação, para atender as exigências do Conselho Municipal de Educação, da Vigilância Sanitária e dos órgãos de controle.

“Agora em julho, a prefeita Socorro Neri autorizou manutenção em 29 escolas, a um custo de 530 mil reais. E já estão definidas as escolas e creches que receberão manutenção nos meses seguintes, até dezembro, envolvendo mais 900 mil reais”, explica o secretário de Educação, Moisés Diniz.

As manutenções envolvem a reconfiguração física das cozinhas das escolas, destinando espaços separados para a merenda escolar, o material de limpeza e os utensílios, garantia de ventilação e proteção com tela contra insetos das áreas que guardam e fazem a alimentação das crianças, transferência dos botijões de gás para a área externa, melhoria nas instalações hidráulicas e elétricas, adequação e reforma de banheiros e refeitórios, troca ou melhoria de cobertura, muros, pintura de assoalhos contra a umidade , dentre outras necessidades vinculadas à pedagogia e a estética.

“Para se ter uma ideia da preocupação com a segurança de nossas crianças, nós estamos trocando todas as janelas que ainda são basculantes, para garantir uma saída de emergência, além da porta da sala de aula. Nós acompanhamos, pessoalmente, cada detalhe, porque educação de criança é como uma obra de arte”, declara Moisés.

O secretário informa que já foram investidos 2 milhões de reais em manutenção, de janeiro a julho, e há uma previsão de investir mais 1,4 milhões até o final do ano, com as escolas já definidas, incluindo os serviços e o custo financeiro, atingindo 72 novas escolas.

Moisés Diniz acredita que a ação do MP, envolvendo três escolas municipais, decorreu da falta de comunicação entre a sua secretaria e o órgão fiscalizador.

“As escolas citadas na ação já sofreram intervenção para adequar suas cozinhas, sistemas elétricos e hidráulicos e a correção de deficiências isoladas, como instalação de tela na cozinha da Álvaro Vieira, está em andamento”, explica o secretário.

O secretário informa que a maior deficiência, que é o plano de prevenção e combate a incêndio e pânico, já está em andamento.

“A prefeita nomeou um grupo de trabalho para cuidar disso e já fizemos uma parceria com o Corpo de Bombeiros, para fazer as vistorias e expedir os laudos, a nossa secretaria de Infraestrutura (SEINFRA) já está elaborando os projetos de engenharia e temos 2 milhões de reais no orçamento para iniciar essa execução”, informa Moisés.

Moisés diz que sua equipe está encaminhando à Promotoria de Justiça Especializada de Defesa da Educação, um relatório pormenorizado, aonde consta as escolas que já receberam manutenção, o valor investido e o que já está previsto e orçado, inclusive com calendário definido, para ser executado entre agosto e dezembro de 2019.

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”Estão querendo transformar em cinzas um bem tão precioso”, diz indígena sobre queimadas

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Foto - Arison Jardim

Institutos como o do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) e o Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam um aumento no desmatamento em toda a região amazônica. Por mais que os dados sejam preliminares, o aumento da variação da derrubada e das queimadas é muito significativo e preocupa os povos indígenas.

Francisco Piyãko, liderança do povo Ashaninka, do Acre, e presidente da Organização do Povos Indígenas do Rio Juruá (Opirj), faz um alerta para a sociedade brasileira, e não apenas os governos. As consequências destes atos criminosos se darão em todo o Brasil e no mundo, pois a Amazônia é uma das principais reguladoras do clima e das chuvas.

“A sociedade precisa compreender que este é um patrimônio brasileiro e não só para quem mora nesta região. Este bioma é muito importante pela biodiversidade e pelas oportunidades que temos aqui para desenvolver sem precisar desmatar”, afirma.

O desmatamento traz uma preocupação imediata e de longo prazo. As queimadas estão inundando as cidades com uma fumaça altamente prejudicial para a saúde, degradam o solo até um ponto que será impossível o uso para a agricultura, os desmates afetam diretamente as famílias que dependem da floresta e fizeram a opção de viver em sintonia com a natureza.

A longo prazo, a destruição da Amazônia contribuiu muito para a aceleração do aquecimento global e suas consequentes mudanças climáticas, altera o regime de chuvas em toda a América do Sul, afetando a agricultura e o consumo de água potável, além de ser a destruição de uma biodiversidade com valor incalculável para a economia nacional e para os moradores da região.

O cientista Antonio Nobre aponta no relatório “O Futuro Climático da Amazônia” algumas das consequências da destruição deste bioma. A água levada para a atmosfera pelas árvores, e que segue caminho para região centro-oeste, sudeste, sul do Brasil e para outros países como Uruguai e Argentina, será esgotada e afetará a produção agrícola, energética e abastecimento de água paras as cidades.

Este é apenas um dos principais impactos mais conhecidos, mas diversos estudos apontam inúmeros outros acontecimentos, como mudança na temperatura da região, desertificação da floresta e até mesmo mudança na temperatura de oceanos. “Precisamos nos unir para proteger a Amazônia, está comprovado cientificamente, o Brasil e o mundo precisam desta região, é uma questão de sobrevivência”, esta fala de Piyãko fica clara com os dados de estudos e pesquisas.

Foto – Arison Jardim

O discurso de governantes está aumentando a sensação de liberdade para a destruição da floresta. Aliado a isso está o desmonte total de políticas públicas nacionais que combatem o desmatamento e promovem alternativas econômicas, como o Fundo Amazônia e os ataques ao Inpe, Ibama e ICMBio. “Quando os governantes falam que pode queimar e destruir, em nome de um progresso, é um incentivo para o desmatamento. Estamos perdendo o controle, os órgãos estão deixando de cumprir suas funções constitucionais de proteger e ajudar a Amazônia”, explica Piyãko.

Os dados mostram o desastre: segundo o Inpe, cresceu em 83% o número de focos de queimadas neste ano (até o dia 19 de agosto), comparado com o mesmo período de 2018. A Amazônia é o bioma mais atingido pelo fogo, representando 51,9% dos casos. O mesmo Inpe aponta que o desmatamento na Amazônia aumentou nos meses de maio, junho e nos primeiros 20 dias de julho, respectivamente, 34%, 91% e 125% em relação aos mesmos meses em 2018. No Acre, o crescimento no número de focos de queimadas foi de 196 %, em relação ao mesmo período de 2018.

“Estão querendo transformar em cinzas um bem tão precioso, que é nossa vida. A Amazônia está praticamente toda em chamas e desta maneira vamos ter um tempo de vida muito curto aqui”, finaliza Piyãko.

 

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Destaque 6

Saúde pública de Tarauacá vive drama: “sem ambulância, médicos e insumos”, diz deputado

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Diferente do que ocorria há pouco tempo, a saúde do município de Tarauacá não está mais disponibilizando médicos anestesistas para realização de cirurgias de emergência. Isso porque, conforme afirmações do deputado estadual Jenilson Leite (PCdoB), não há anestesista para atender a demanda do hospital. Além disso, faltam insumos e materiais hospitalares e sobram as deficiências.

O parlamentar sentiu na pele as dificuldades de receber atendimento médico no município, numa situação que envolveu seu pai na última semana. Leite ressalta que apesar de ter profissionais de saúde dedicados no quadro, a cidade não oferece condições adequadas de trabalho. “(…) Nem ambulância existe. Todos os meses médicos anestesistas iam para Tarauacá operar pacientes que não conseguiam TFD pra Rio Branco ou Cruzeiro do Sul. Agora, anestesistas não estão mais indo para a cidade”, relata.

Os médicos que atuam no município operam, mas não são aptos a fazer anestesia. A situação do hospital, nas palavras do deputado, é sinistra. “Falta água, alimento, ambulância. Estavam transportando pacientes em carroceria de caminhonetes”, garantiu Leite.

Para ele, a atual situação da saúde no município “é resultado de problemas que se arrastam pela inércia do governo. Não adianta dizer que vai resolver o problema, se a sinalização é de piora. O hospital está numa situação triste”, lamenta.

O pai do deputado conseguiu chegar a Cruzeiro do Sul e passou por duas cirurgias. “Evoluiu com problema renal, está na UTI, mas apresenta sinais de melhoras”, disse Jenilson.

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