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Prefeitura cobra mais de R$ 128 mil de IPTU atrasado de imóvel de George Pinheiro

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O empresário George Pinheiro, sócio proprietário do Pinheiro Palace Hotel e presidente Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), deve ser notificado nos próximos dias por uma ação de execução fiscal movida pela Prefeitura de Rio Branco que cobra mais de R$ 128 mil referente ao Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) de um imóvel localizada na Rua Rio Grande do Sul, no centro de Rio Branco. A dívida é cobrada pela Procuradoria Municipal desde outubro de 2014.

O ac24horas apurou que em 2015 o empresário quando notificado procurou o município para renegociar a dívida, pagou algumas parcelas, mas meses depois voltou a descumprir o acordo firmado. A dívida e os juros se arrastam desde então.

Desde junho deste ano a Vara de Execução Fiscal da Comarca de Rio Branco tenta notificar George, mas nunca o encontra. No último dia 29 de julho a justiça destacou um novo pedido de intimação para o empresário tomar ciência da cobrança que até o momento não foi confirmado.

Procurado por ac24horas, o empresário alegou que se trata de uma “normalidade” e que tem junto a prefeitura “um parcelamento que está sendo pago”. “Vou pedir para ver se temos alguma pendência e ver o que temos que fazer. Estranho, terem acesso a um mandado de intimação sem que nós tenhamos sido notificado, não achas?”, questionou Pinheiro enfatizando ainda “qual seria o interesse jornalístico no caso”.

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Acre

Marilete Vitorino vai pagar R$ 43 mil por show de Frank Aguiar

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A prefeita de Tarauacá, Marilete Vitorino (PSD), publicou por meio do Diário Oficial do Estado (DOE), desta terça-feira, 20, a retificação que trata da contratação do cantor Frank Aguiar, através da Empresa J.L Pacifico, representante do cantor para a realização de show.

O show está agendado para ocorrer no domingo, 29 de setembro, e irá custar ao erário público R$ 43 mil.

Na terra do abacaxi grande, Marilete tem sido alvo de criticas pela população de Tarauacá devido a buraqueira que tomou conta das ruas.

No publicação, a gestora alega ser desnecessário a realização de processo licitatório. A prefeita destaca ainda que a contratação conta com parecer da Assessoria Jurídica do Município e que o valor é compatível com o interesse público.

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Acre 01

”Estão querendo transformar em cinzas um bem tão precioso”, diz indígena sobre queimadas

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Foto - Arison Jardim

Institutos como o do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) e o Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam um aumento no desmatamento em toda a região amazônica. Por mais que os dados sejam preliminares, o aumento da variação da derrubada e das queimadas é muito significativo e preocupa os povos indígenas.

Francisco Piyãko, liderança do povo Ashaninka, do Acre, e presidente da Organização do Povos Indígenas do Rio Juruá (Opirj), faz um alerta para a sociedade brasileira, e não apenas os governos. As consequências destes atos criminosos se darão em todo o Brasil e no mundo, pois a Amazônia é uma das principais reguladoras do clima e das chuvas.

“A sociedade precisa compreender que este é um patrimônio brasileiro e não só para quem mora nesta região. Este bioma é muito importante pela biodiversidade e pelas oportunidades que temos aqui para desenvolver sem precisar desmatar”, afirma.

O desmatamento traz uma preocupação imediata e de longo prazo. As queimadas estão inundando as cidades com uma fumaça altamente prejudicial para a saúde, degradam o solo até um ponto que será impossível o uso para a agricultura, os desmates afetam diretamente as famílias que dependem da floresta e fizeram a opção de viver em sintonia com a natureza.

A longo prazo, a destruição da Amazônia contribuiu muito para a aceleração do aquecimento global e suas consequentes mudanças climáticas, altera o regime de chuvas em toda a América do Sul, afetando a agricultura e o consumo de água potável, além de ser a destruição de uma biodiversidade com valor incalculável para a economia nacional e para os moradores da região.

O cientista Antonio Nobre aponta no relatório “O Futuro Climático da Amazônia” algumas das consequências da destruição deste bioma. A água levada para a atmosfera pelas árvores, e que segue caminho para região centro-oeste, sudeste, sul do Brasil e para outros países como Uruguai e Argentina, será esgotada e afetará a produção agrícola, energética e abastecimento de água paras as cidades.

Este é apenas um dos principais impactos mais conhecidos, mas diversos estudos apontam inúmeros outros acontecimentos, como mudança na temperatura da região, desertificação da floresta e até mesmo mudança na temperatura de oceanos. “Precisamos nos unir para proteger a Amazônia, está comprovado cientificamente, o Brasil e o mundo precisam desta região, é uma questão de sobrevivência”, esta fala de Piyãko fica clara com os dados de estudos e pesquisas.

Foto – Arison Jardim

O discurso de governantes está aumentando a sensação de liberdade para a destruição da floresta. Aliado a isso está o desmonte total de políticas públicas nacionais que combatem o desmatamento e promovem alternativas econômicas, como o Fundo Amazônia e os ataques ao Inpe, Ibama e ICMBio. “Quando os governantes falam que pode queimar e destruir, em nome de um progresso, é um incentivo para o desmatamento. Estamos perdendo o controle, os órgãos estão deixando de cumprir suas funções constitucionais de proteger e ajudar a Amazônia”, explica Piyãko.

Os dados mostram o desastre: segundo o Inpe, cresceu em 83% o número de focos de queimadas neste ano (até o dia 19 de agosto), comparado com o mesmo período de 2018. A Amazônia é o bioma mais atingido pelo fogo, representando 51,9% dos casos. O mesmo Inpe aponta que o desmatamento na Amazônia aumentou nos meses de maio, junho e nos primeiros 20 dias de julho, respectivamente, 34%, 91% e 125% em relação aos mesmos meses em 2018. No Acre, o crescimento no número de focos de queimadas foi de 196 %, em relação ao mesmo período de 2018.

“Estão querendo transformar em cinzas um bem tão precioso, que é nossa vida. A Amazônia está praticamente toda em chamas e desta maneira vamos ter um tempo de vida muito curto aqui”, finaliza Piyãko.

 

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