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O baixo nível de água do Juruá compromete a navegabilidade e barcos “atolam” no rio

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O manancial é a única “estrada” para cidades isoladas

O Rio Juruá que este ano chegou a alcançar mais de 13 metros, agora, em alguns pontos, tem poucos centímetros de lâmina d’água. A seca do Juruá compromete a navegabilidade e faz barcos encalharem no meio do manancial. Viagens feitas em 4 horas no inverno Amazônico, agora chegam à 8 horas.

A escassez no volume de água aumenta também as dificuldades na navegação e altera o tipo de embarcação utilizada para o transporte de passageiros e mercadorias para cidades do Vale do Juruá, como Porto Walter e Marechal Taumaturgo.

As potentes voadeiras e lanchas não navegam mais nesta época do ano e o tempo das viagens aumenta em até 4 horas para barcos menores, os rabetões e dias, para os batelões.

Às duas cidades dependem quase exclusivamente do Juruá para o abastecimento de alimentos, combustível, insumos hospitalares, material de construção, etc. Em aviões de pequeno porte que não mantém linhas regulares de voos, o valor das passagens chega a R$ 350 para voos que duram menos de 40 minutos.

Grande parte da população da região faz o trajeto entre Cruzeiro do Sul e Porto e Marechal Taumaturgo, nos expressinhos, como são chamadas, as empresas com barcos que fazem a viagens com preços que variam de R$ 70 a R$ 170.

Agora só os rabetões estão navegando e mesmo assim “atolam”, encalham na areia. Há também o grande perigo dos tocos e árvores inteiras no trajeto. Todas as dificuldades, exigem dos barqueiros, atenção máxima, conhecimento do rio e perícia para evitar acidentes. O barqueiro Anderson Souza, o Curupira, diz que mesmo conhecendo bem o Juruá tem muita dificuldade. “As areias se movem todo dia”, explica ele.

As viagens mais longas nessa época do ano são bem conhecidas da universitária Loudicéia Oliveira, que estuda em Rio Branco e nas férias do meio e do final do ano, volta pra casa em Porto Walter. Em dezembro, com o rio Juruá cheio, de voadeira vai de Cruzeiro à Porto Walter em menos de 4 horas. Agora foram 8 horas de rabetão subindo o Juruá. Para voltar foram 6 horas mesmo de descida, percurso que faria em duas horas e meia de voadeira. Ela teve que descer do barco e ajudar a empurrar para tira-lo de cima de um banco de areia. “A cada férias em casa encontro um cenário diferente” cita a estudante do curso de farmácia na capital.

A professora aposentada, Leontina Gomes, de 83 anos, encara a viagem de 8 horas de rabetão entre Cruzeiro e Porto Walter e lembra que “antes só havia batelões que levavam até 5 dias no trajeto”.

Menos de 100 km separam Cruzeiro do Sul de Porto Walter, mas não há estrada ainda ligando às duas cidades. Já há um traçado de 16 km de Porto Walter até o Rio Juruá Mirim. O prefeito de Porto Walter, Zezinho Barbary busca apoio do governo do Estado para executar a obra da entrada.

Rio Juruá

O Rio Juruá é um dos principais afluentes da margem direita do rio Amazonas. Nasce nos Andes peruanos e desemboca no rio Solimões. Tem mais de 3 mil km, entra no Brasil pelo Acre – mais precisamente, pelo Parque Nacional Serra do Divisor, e é considerado um dos rios mais sinuosos da Bacia Amazônica.

Tem uma enorme planície de alagamento, por isso, em função do regime de seca e cheia dos rios amazônicos, dá origem a milhares de lagos todos os anos. Também por conta deste fenômeno, a altura do rio varia entre 12 a 15 metros.

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É boa a trafegabilidade na BR-364 de Cruzeiro do Sul a Rio Branco

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O serviço de manutenção e restauração da BR-364 realizado pelo DNIT, de Cruzeiro do Sul a Rio Branco, acabou com todos os pontos críticos da rodovia.

É boa a trafegabilidade de veículos ao longo dos mais de 600 kms que separam as duas maiores cidades acreanas.

O melhor trecho é de Cruzeiro do Sul à Tarauacá, onde o serviço está pronto. Nos demais , há esquipes atuando no pavimento da estrada, trechos ainda com poeira, outros com barro já compactado e em outros, o asfalto é reposto.

O tráfego é organizado pelas equipes para evitar o perigo onde as máquinas atuam.

Do trabalho programado pelo DNIT para este ano, 30 km já estão concluídos e 50 km estão em andamento.

O investimento na BR-364 é de R$ 53 milhões, oriundos de Emenda da bancada federal acreana

O taxista Narciso Souza, cita que as boas condições da Br 364, possibilita a diminuição no tempo da viagem de Cruzeiro a Rio Branco em até 4 horas. “Agora saio de Cruzeiro às 7 da manhã e chego em Rio Branco às 15h da tarde. São 8 horas de viagem e se eu correr diminuí ainda mais. Em maio, eu levava quase 12 horas. A estrada está boa”, disse o taxista.

Mas o perigo ainda existe em alguns pontos. Nas laterias da rodovia, mesmo em alguns onde o trabalho de manutenção já foi feito, há desmoronamentos. Alguns em ribanceiras.

Quanto as erosões nas laterias da rodovia, o superintendente do DNIT no Acre, Carlos Moraes, explica que está sendo feita uma contratação específica elaborada por especialista. “Porque tem erosão que já foi recuperada várias vezes pelo DERACRE e por nós pelos meios convencionais e caíram novamente. Por isso vamos fazer um serviço mais adequado e técnico”, cita.

O exército, por meio do Batalhão de Engenharia e Construção é responsável pelo trecho do Riozinho do Andirá à Sena Madureira , onde a equipe trabalha agora.

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Na rede

Vizinhos pedem ajuda para evitar despejo de idosa em Cruzeiro

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Dona Maria, uma senhora de origem humilde, que enfrenta muitas dificuldades, precisa de um ato solidário. Ela vive com a neta, e mostra que apesar de viver numa situação de extrema pobreza, carrega a esperança de ser feliz.

A situação enfrentada pela idosa chamou atenção de vizinhos, que decidiram montar uma campanha de arrecadação para ajudar dona Maria, que é natural de Marechal Thaumaturgo e, atualmente, mora em Cruzeiro do Sul.

Preste a ser despejada na pequena casa em que reside, Maria não tem sequer uma cama, nem roupas ou alimento. Ela é deficiente física e não tem para onde ir, relataram vizinhos.

Sensibilizado, o cruzeirense Roberto Holanda, Coordenador da Regional de Saúde, no Vale do Juruá, decidiu mobilizar a sociedade em prol de Dona Maria.

“A situação dela é de extrema pobreza, não possui nada e precisa da nossa ajuda”, reforça Roberto Holanda

Se você que é de Cruzeiro do Sul, tenha interesse ou condições de ajudar, seja com alimentos, roupas, móveis ou qualquer quantia em dinheiro, você pode entrar em contato pelo número (68) 99995-8775.

Com informações do Juruaemtempo.com

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