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Governo aperta o cerco contra o trabalho infantil no Acre

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Termina neste sábado, 20, em Porto Walter, o monitoramento das ações estabelecidas no plano de ação recomendado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em decorrência do alto índice de trabalho infantil no município.

Essa mesma ação deve ocorrer nos outros municípios da região do Vale do Juruá, já que também há ocorrência de trabalha infantil, principalmente em casas de farinha.

Para o coordenador Estadual do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI), Elissandro Freitas, atuações como essa são importantes para solucionar a grave problemática do trabalho infantil que priva crianças e adolescentes da possibilidade do pleno desenvolvimento, de sonhar com um futuro melhor, de romper com o ciclo da pobreza.

“É fundamental o envolvimento de toda sociedade para romper talvez o maior obstáculo: o fator cultural. Quando se vê uma criança em situação de pobreza a sociedade tende a enxergar apenas dois caminhos, o da ‘criminalidade’ ou do trabalho. É necessário enxergar e lutar pela terceira via, a via do acesso a políticas públicas de qualidade que venham garantir direitos como educação, cultura, esporte, lazer, educação, saneamento, trabalho e renda”, ressaltou Elissandro Freitas.

O grande desafio para o estado e os municípios é chegar na zona rural, onde a incidência de trabalho infantil é maior. “Um dos maiores desafios é alcançar a zona rural onde há a maior incidência de trabalho infantil e a falta de oportunidades devido à distância e o acesso extremamente difícil”, destaca a secretária Municipal de Assistência Social de Porto Walter, Marinete Cunha.

 

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”Estão querendo transformar em cinzas um bem tão precioso”, diz indígena sobre queimadas

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Foto - Arison Jardim

Institutos como o do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) e o Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam um aumento no desmatamento em toda a região amazônica. Por mais que os dados sejam preliminares, o aumento da variação da derrubada e das queimadas é muito significativo e preocupa os povos indígenas.

Francisco Piyãko, liderança do povo Ashaninka, do Acre, e presidente da Organização do Povos Indígenas do Rio Juruá (Opirj), faz um alerta para a sociedade brasileira, e não apenas os governos. As consequências destes atos criminosos se darão em todo o Brasil e no mundo, pois a Amazônia é uma das principais reguladoras do clima e das chuvas.

“A sociedade precisa compreender que este é um patrimônio brasileiro e não só para quem mora nesta região. Este bioma é muito importante pela biodiversidade e pelas oportunidades que temos aqui para desenvolver sem precisar desmatar”, afirma.

O desmatamento traz uma preocupação imediata e de longo prazo. As queimadas estão inundando as cidades com uma fumaça altamente prejudicial para a saúde, degradam o solo até um ponto que será impossível o uso para a agricultura, os desmates afetam diretamente as famílias que dependem da floresta e fizeram a opção de viver em sintonia com a natureza.

A longo prazo, a destruição da Amazônia contribuiu muito para a aceleração do aquecimento global e suas consequentes mudanças climáticas, altera o regime de chuvas em toda a América do Sul, afetando a agricultura e o consumo de água potável, além de ser a destruição de uma biodiversidade com valor incalculável para a economia nacional e para os moradores da região.

O cientista Antonio Nobre aponta no relatório “O Futuro Climático da Amazônia” algumas das consequências da destruição deste bioma. A água levada para a atmosfera pelas árvores, e que segue caminho para região centro-oeste, sudeste, sul do Brasil e para outros países como Uruguai e Argentina, será esgotada e afetará a produção agrícola, energética e abastecimento de água paras as cidades.

Este é apenas um dos principais impactos mais conhecidos, mas diversos estudos apontam inúmeros outros acontecimentos, como mudança na temperatura da região, desertificação da floresta e até mesmo mudança na temperatura de oceanos. “Precisamos nos unir para proteger a Amazônia, está comprovado cientificamente, o Brasil e o mundo precisam desta região, é uma questão de sobrevivência”, esta fala de Piyãko fica clara com os dados de estudos e pesquisas.

Foto – Arison Jardim

O discurso de governantes está aumentando a sensação de liberdade para a destruição da floresta. Aliado a isso está o desmonte total de políticas públicas nacionais que combatem o desmatamento e promovem alternativas econômicas, como o Fundo Amazônia e os ataques ao Inpe, Ibama e ICMBio. “Quando os governantes falam que pode queimar e destruir, em nome de um progresso, é um incentivo para o desmatamento. Estamos perdendo o controle, os órgãos estão deixando de cumprir suas funções constitucionais de proteger e ajudar a Amazônia”, explica Piyãko.

Os dados mostram o desastre: segundo o Inpe, cresceu em 83% o número de focos de queimadas neste ano (até o dia 19 de agosto), comparado com o mesmo período de 2018. A Amazônia é o bioma mais atingido pelo fogo, representando 51,9% dos casos. O mesmo Inpe aponta que o desmatamento na Amazônia aumentou nos meses de maio, junho e nos primeiros 20 dias de julho, respectivamente, 34%, 91% e 125% em relação aos mesmos meses em 2018. No Acre, o crescimento no número de focos de queimadas foi de 196 %, em relação ao mesmo período de 2018.

“Estão querendo transformar em cinzas um bem tão precioso, que é nossa vida. A Amazônia está praticamente toda em chamas e desta maneira vamos ter um tempo de vida muito curto aqui”, finaliza Piyãko.

 

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Saúde pública de Tarauacá vive drama: “sem ambulância, médicos e insumos”, diz deputado

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Diferente do que ocorria há pouco tempo, a saúde do município de Tarauacá não está mais disponibilizando médicos anestesistas para realização de cirurgias de emergência. Isso porque, conforme afirmações do deputado estadual Jenilson Leite (PCdoB), não há anestesista para atender a demanda do hospital. Além disso, faltam insumos e materiais hospitalares e sobram as deficiências.

O parlamentar sentiu na pele as dificuldades de receber atendimento médico no município, numa situação que envolveu seu pai na última semana. Leite ressalta que apesar de ter profissionais de saúde dedicados no quadro, a cidade não oferece condições adequadas de trabalho. “(…) Nem ambulância existe. Todos os meses médicos anestesistas iam para Tarauacá operar pacientes que não conseguiam TFD pra Rio Branco ou Cruzeiro do Sul. Agora, anestesistas não estão mais indo para a cidade”, relata.

Os médicos que atuam no município operam, mas não são aptos a fazer anestesia. A situação do hospital, nas palavras do deputado, é sinistra. “Falta água, alimento, ambulância. Estavam transportando pacientes em carroceria de caminhonetes”, garantiu Leite.

Para ele, a atual situação da saúde no município “é resultado de problemas que se arrastam pela inércia do governo. Não adianta dizer que vai resolver o problema, se a sinalização é de piora. O hospital está numa situação triste”, lamenta.

O pai do deputado conseguiu chegar a Cruzeiro do Sul e passou por duas cirurgias. “Evoluiu com problema renal, está na UTI, mas apresenta sinais de melhoras”, disse Jenilson.

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