Conecte-se agora

Presidente e vice do CV são presos e advogados eram “garotos de recado” do crime, diz PF

Publicado

em

Durante entrevista coletiva realizada na manhã desta quarta-feira, 17, na Superintendência da Polícia Federal, em Rio Branco, a cúpula formada por delegados da PF e membros do Gaeco do Ministério Público do Acre revelaram que o presidente e o vice-presidente que articulavam o Comando Vermelho no Acre foram presos nos desdobramentos da Operação Tróia, desencadeada nas primeiras horas de hoje.

Ainda segundo as autoridades, 10 conselheiros da facção também foram presos. Devido o processo ainda está em segredo de justiça, os delegados não informaram os nomes dos alvos, mas destacaram que dois advogados foram indiciados e conduzidos a Sede da PF para prestar esclarecimentos. Buscas e apreensões também foram realizadas nos escritórios destes profissionais que também não tiveram seus nomes revelados.

Segundo o delegado Fares Fegali, responsável pela investigação, a operação visa desarticular os trabalhos do Comando Vermelho no Estado que variava entre extermínios, roubos, tráfico de drogas e armas promoção de organização criminosa. “Acredito que após essa operação Rio Branco estará mais segura. Destaco o trabalho de mais de 150 homens, sendo 30 do tático vindos de vários Estados dada a periculosidade dos envolvidos”, disse.

Sobre os advogados, Fegali destacou que os profissionais da advocacia agiam como “garotos de recados” da facção. “Como somente eles tinham acesso aos presidiários que estavam no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), eles levavam informações tanto para dentro quanto para fora do presídio. Nós o classificamos como criminosos e eles responderão a isso”, pontuou o investigador ressaltando que eles responderão por Promoção de Organização Criminosa.

Além de Rio Branco, a operação ocorreu também na cidade de Ji-Paraná, localizada no interior do Estado de Rondônia, onde pessoas foram presas. A ação policial se estendeu também aos presídios onde três pessoas ligadas ao CV também foram identificadas e autuadas.




Propaganda

Destaque 2

Para secretário, Samu estava sem policiamento por esquecimento do sistema de segurança

Publicado

em

Após dias turbulentos ocasionados pela criminalidade em Rio Branco, o secretário de Segurança Pública do Acre, Coronel Paulo Cézar, garante que a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) localizada no bairro Sobral já funcionará com o policiamento reforçado esta semana. Segundo o gestor, diligências estão sendo realizadas pela polícia para localizar os suspeitos de tentarem um assalto na sala de emergência da unidade.

Uma reunião entre representantes da Segurança Pública e da Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre) nesta quinta-feira, 5, já entrou com as tratativas para o “retomar o policiamento nas Unidades de Pronto Atendimento, na capital e no interior”, afirmou Paulo Cézar em entrevista ao Jornal do Acre, da Rede Amazônica.

De acordo com o Coronel, o protocolo de policiamento da segurança já estabelecia rondas junto ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas por algum motivo, não estava sendo praticado. “Por esquecimento dos integrantes do sistema, foi deixado de lado, que é o deslocamento simultâneo [da polícia] com agentes do Samu em áreas periférica de Rio Branco”, disse.

Paulo Cézar garante que a secretaria já está empenhada na recuperação e ampliação do sistema integrado de operação de segurança para retomar os atendimentos do Samu via Ciosp. “E assim evitar que fatos como esse sejam registrados novamente”, diz o Coronel. Esse processo está previsto para entrar em funcionamento em fevereiro de 2020. A ideia, segundo o secretário, é “trazer para este espaço [Ciosp] para termos um controle mais efetivo”.

A partir desta quinta-feira, a UPA da Sobral já estará atendendo com a segurança interna reforçada de mais dois vigilantes.




Continuar lendo

Destaque 2

Deputados podem ter recesso cancelado caso TJ suspenda efeitos da LDO

Publicado

em

FOTO: SÉRGIO VALE

Regimentalmente marcado para o dia 13 de dezembro, o recesso parlamentar da Assembleia Legislativa poderá ser suspenso caso os desembargadores do Tribunal de Justiça decidam no próximo dia 18 suspender os efeitos da Lei Estadual nº 3.526, de 18 de outubro de 2019, sancionada pelo governador Gladson Cameli que altera a Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO). A LDO é a norma base para a construção da LOA (Lei Orçamentária Anual), que foi aprovada pelos deputados na última terça-feira, 3, na Aleac.

O pleno do Tribunal de Justiça em sessão nesta quarta-feira, 5, por meio do desembargador-relator, Roberto Barros, resolveu retirar a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) movida pelo PT e PCdoB, alegando que um fato novo, a aprovação da LOA, requer uma maior análise do pleito e por isso o julgamento do mérito foi marcado para o dia 18, última sessão do pleno do TJ em 2019.

Deputados divergem em relação a suspensão do recesso parlamentar para votar novamente LDO e LOA em caráter de urgência. Edvaldo Magalhães (PCdoB), por exemplo, avalia que o parlamento não é obrigado a votar as leis no recesso. “Obrigatoriamente não. Haverá polêmica sobre. Poderá haver alterações no orçamento aprovado posteriormente. Essa seria uma linha de raciocínio. Outro caminho, sim. Teria que rever aspectos do orçamento para adequação. Há espaços para essa dupla interpretação”, argumentou o deputado. Já Roberto Duarte (MDB) entende que a suspensão do recesso, caso ocorra uma decisão contraria aos interesses do Estado, poderá ocorrer sim.

Procurado, o presidente da Aleac, Nicolau Junior (Progressistas), afirmou ao ac24horas que que acredita em um acordo entre governo, assembleia e os demais poderes constituídos. “A assembleia legislativa respeitando a harmonia e a independência entre os Poderes, aguardará a decisão do Tribunal de Justiça para qualquer manifestação. Assim, como TJ, entraremos em recesso e aguardaremos a decisão da sentença do TJ”, disse.




Continuar lendo
Propaganda
Propaganda

Mais lidas

Copyright © 2019 Ac24Horas - Todos os direitos reservados.