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Secretário dá lição de superação, amor e compaixão em reposta a ataques de ódio

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Realmente, vivemos dias em que o ódio, o rancor e a falta de cumplicidade se sobrepõem aos sentimentos bons. Desde que sofreu um princípio de infarto no início do ano passado, o secretário municipal de educação, Moisés Diniz não é o mesmo. Ele é outro ser humano. Mais amável e menos ansioso. Com mais fé e menos ambição. Diniz faz questão de enfatizar em suas redes sociais o quanto observa a vida de um prisma diferente agora. Um prisma muito mais saudável.

E ainda vai além. Tenta desmistificar o mundo do poder. Tirar das pessoas desejos vãos e passageiros e inserir no lugar a vontade de ser uma pessoa melhor ao próximo. Nessa sexta-feira, 12, ele escreveu mais um de seus textos motivacionais. Membro da Academia Acreana de Letras, Moisés não enfrenta dificuldade alguma para emocionar com as palavras.

O texto é longo e absurdamente incrível. Pode não caber nas páginas de um portal de notícias, mas cabe no coração de cada um que lê. Portanto, elencaremos alguns trechos, mas que quiser ler por completo pode ter acesso na página do Facebook do secretário.

Para ele, as marcas deixadas pelo susto, deixaram marcar terríveis e que nunca sararam, mas que dão lugar a força espiritual e vontade de melhorar. “Desde aquele dia terrível da minha quase morte, a minha pressão arterial adquiriu uma instabilidade sem precedentes, qualquer desarranjo no meu cotidiano, ela dispara. O que incomoda é eu não poder dizer isso para todo mundo, aí, qualquer um pode pegar um telefone, me ligar e dizer o que quiser. Dia desses, uma pessoa me mandou um Whatzzap me agredindo, devido a questões de emprego, ela nem imagina que a minha pressão arterial disparou e eu tive que tomar dois comprimidos de Captopril”.

Diniz afirma que ainda está aprendendo a administrar esses dois sentimentos, mas acredita que seu testemunho vai ajudar muita gente a cuidar melhor da sua vida e do seu mundo, a olhar com mais rigor para as dores humanas e a iniciar o mais árduo de todos os caminhos: o do perdão, a cuidar da saúde do seu corpo e do seu espírito: “porque a alma também adoece e até apodrece, numa gravidade infinitamente superior à putrefação dos membros físicos”.

Para ele, às vezes o homem se deixa dominar pelo medo, que controla o corpo inteiro. “O medo provoca baixa estima, vontade de desistir de tudo, de aceitar qualquer derrota, o medo é o pai da depressão”. Por isso, mentaliza, agora, a esperança em sua mente. “A esperança gera coragem, produz autoestima e libera enzimas que ativam mecanismos de resistência e de vigor no corpo da gente”.

“Não tenho mais vontade de ter poder, de adquirir bens materiais e sinto náuseas quando vejo atitudes de desamor, de falta de compaixão, de ódio, de gente pisando gente. É como se uma alma diferente tivesse substituído a minha alma antiga, como se fosse outro conteúdo que dominasse a minha mente, como se enzimas alienígenas, do céu, percorressem meus neurônios, meus gânglios, minhas veias”.

Ajudar as pessoas a se livrarem de valores que não passam de lixo humano, como orgulho, medo, ódio, é o intuito do secretário, que tenta se aproximar cada vez mais de sentimentos bons, como amor ao próximo, solidariedade, compaixão. “Descobri que cada pessoa precisa encontrar o seu próprio caminho de autoestima, de superação, de fé diária, porque, no final da vida, não tem mais volta, é só fechar os olhos e se abraçar com o Universo que a gente construiu dentro da gente”.

Ele finaliza dizendo que vai lutar para se abraçar com a luz e mergulhar no Universo de Deus.

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Prefeitura de Cruzeiro do Sul entrega asfalto e Deracre começa operação tapa-buracos

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O material foi usinado no final de semana e nesta segunda-feira, 16, a prefeitura de Cruzeiro do Sul entregou para o Deracre o asfalto para a operação tapa-buracos nas rodovias AC-405 e AC-407. O Departamento iniciou o trabalho pela rodovia 405, de Mâncio Lima para a rotatória do Pé da Terra. “É a que precisa de serviço com maior urgência”, cita Marcos Sales, chefe do Deracre de Cruzeiro.

A prefeitura está usinando 40 caminhões trucados de asfalto e o Deracre atua com 7 equipamento e a mão de obra e 19 homens. Não há previsão para a conclusão do trabalho na AC-405 para o início na 407.

A 405 passa pelo Balneário Igarapé Preto, Aeroporto e segue até Mâncio Lima, num total de 31 km. Já a AC-407, vai da rotatória do Pé da Terra até Rodrigues Alves, com 22 km, somando 53 km.

O governo do Estado celebrou convênio com a prefeitura de Cruzeiro do Sul, para a execução do serviço, no valor de R$ 1,5 milhão. No dia 30 de agosto, repassou metade do valor para a prefeitura e ainda não há sinalização de data de novo repasse.

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Na rede

Índios Katukina promovem Caminho de Cura

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Em várias aldeias acreanas , Índios apresentam a medicina da floresta aos visitantes e com os recursos obtidos nos festivais e vivências, fazem melhorias nas aldeias. Os Katukina também mostram seu trabalho de Cura.

Os Índios Katukina da Aldeia Satanawa da BR-364, a cerca de 60 Km de Cruzeiro do Sul, vão realizar de 4 a 8 de novembro, um Caminho de Cura aberto aos visitantes. A programação inclui pajelança, cerimônias ritualísticas com Ayahuasca, rapé, kambô, sananga e urtiga, dia de caça, passeio na floresta, pinturas corporais, banhos medicinais e participação em atividades do dia a dia na aldeia Santawa.

Em julho deste ano a aldeia Santawa realizou o mesmo Caminho de Cura, que contou com dez participantes, a maioria, estrangeiro. O trabalho de Cura é realizado pelo Pajé Reke, de 87 anos, o mais velho dos pajés Katunina, também chamados Nukikuin.

O Pajé Reke faz um trabalho de Cura no Pote e também usa urtiga, para ” limpar a matéria” das pessoas. O sapo kambô ( os Katunina são os guardiões originários do Kambô) também é usado nos rituais de cura, bem como a Ayahuasca, rapé e sananga, chamados de medicina da floresta.

Os participante paga pacotes que incluem alimentação, hospedagem e a participação em todos os eventos da programação. Para os 5 dias do Caminho de Cura, cada participante, pagará R$ 2. 500.

A paulista Priscila Garcia, mais conhecida por Brisa, que há três meses mora na aldeia, cita que os Índios optaram por não fazer festival ou vivência e sim o Caminho de Cura, para atender grupos menores. ” Dessa forma, o atendimento é mais próximo e individual”.

Ela cita que os recursos oriundos do pagamento feito pelos participantes do Caminho de Cura, em julho, foram usados pra ampliar as redes de água e energia elétrica, existentes na aldeia. A rede da água foi ampliados em cerca de 250 metros do Igarapé até as casas dos indígenas, alcançando um número maior de residências.

O objetivo agora, segundo Brisa, com a edição do Caminho de Cura de novembro, è investir na segurança alimentar dos indígenas. ” O objetivo è que cada família tenha galinheiros para garantir o consumo das aves e dos ovos. Queremos também estrutura para criação de peixe e fortalecer também a produção do artesanato. Esses eventos possibilitam essas melhorias para a aldeia e promovem sim, a cura das pessoas que vem em busca da medicina da floresta”, cita ela, que conheceu o Pajé Reke, em uma pajelança realizada por ele, em São Paulo. ” Conheço pessoas que foram curadas pelo Pajé”, conclui ela.

[email protected] é o contato da Aldeia.

Veja o vídeo feito durante o Caminho de Cura realizado em julho na Aldeia Satanawa.

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