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Prestes a perder o Resort Hotel, Monteiro é cobrado por não pagar cheque de R$ 250 mil

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O ex-assessor especial e ex-secretário de segurança dos governos do PT, Antônio Monteiro Neto, sócio-proprietário do Resort Hotel, um dos principais empreendimentos hoteleiros do Acre que está em processo de execução de penhora por causa de uma dívida avaliada atualmente em R$ 18 milhões de um financiamento feito junto ao Banco da Amazônia (Basa), acaba de sofrer mais um duro golpe.

Uma das sócias e também avalista do hotel, a empresária Geny Glaucia Abrahão, protocolou na última quarta-feira, dia 3, uma ação monitória na 4ª Vara Cível da Comarca de Rio Branco cobrando R$ 250 mil de um cheque que supostamente Monteiro teria dado  a ela como garantia  para conseguir R$ 250 mil emprestado, em agosto de 2016.

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“Passados 6 meses previstos para que o cheque tenha eficácia de título executivo extrajudicial, não sobrou ao autor outra alternativa a não ser buscar o adimplemento de crédito através dessa ação monitória”, argumenta o advogado da empresária na petição.

Glaucia pleiteia junto a justiça que Monteiro pague os R$ 250 mil no prazo de 15 dias, além de 5% sobre referido montante, a título de honorários advocatícios. A ação será analisada pelo juiz Marcelo Coelho de Carvalho, titular da 4ª Vara Cível.

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Destaque 4

MP lança projeto para inserção de mulheres vítimas de violência no mercado de trabalho

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) e parceiros lançaram nesta terça-feira, (17), no auditório da instituição, o projeto ‘Amigas da Paz: Elas ao Trabalho’, que consiste no apoio à autonomia financeira das mulheres, cis e transexuais, em situação de violência doméstica e/ou vulnerabilidade, residentes no município do Rio Branco, e sua inserção no mercado do trabalho.

O Amigas da Paz: Elas ao Trabalho será coordenado pelo Centro de Atendimento à Vítima (CAV), órgão auxiliar do MPAC especializado no atendimento às vítimas de violência de gênero, que tem à frente a procuradora de Justiça Patrícia de Amorim Rêgo, e também pela promotora de Justiça Diana Soraia Pimentel, e conta com o acompanhamento direto da procuradora-geral de Justiça do MPAC, Kátia Rejane de Araújo Rodrigues.

O projeto envolve diversas instituições, durante o ato de lançamento a procuradora-geral de Justiça do MPAC, Kátia Rejane de Araújo Rodrigues assinou o Termo de Cooperação Técnica nº007/2019, que implanta oficialmente o projeto, assinaram ainda o Ministério Público do Trabalho (MPT), a Prefeitura de Rio Branco, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).

Kátia Rejane agradeceu aos parceiros que de plano abraçaram a ideia e também as empresas que já aderiram ao projeto. “Esse projeto nos faz acreditar que estamos no caminho certo, quando damos as mãos sempre conseguimos fazer mais e melhor. O Amigas da Paz é um compromisso do Ministério Público do Estado do Acre com a defesa dos direitos e a inclusão social de mulheres vítimas de violência doméstica”, disse.

Parceiros

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) juntamente com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), instituições renomadas no Brasil há mais de 70 anos no que se refere a capacitação profissional de jovens e adultos, terão papel fundamental no projeto, ambas serão responsáveis por qualificar as mulheres selecionadas no Amigas das Paz que serão em caminhadas às empresas.

A Prefeitura de Rio Branco fará a certificação das empresas que fizerem adesão ao projeto. Na oportunidade, a prefeita Socorro Neri assinou Decreto Municipal nº 1.495/2019, que instituiu o “Selo Amigas da Paz”, com o objetivo de reconhecer as empresas compromissadas em dar oportunidades às mulheres que sofrem com a violência doméstica na capital acreana.

Mais de dez empresas privadas de Rio Branco, sobretudo as que têm mulheres à frente, já aderiram ao Amigas da Paz. Um Termo de Adesão foi assinado entre o MPAC e as empreendedoras presentes no lançamento, no qual as se comprometeram a participar do projeto e oferecer oportunidade de trabalho em suas organizações para que essas mulheres que sofrem ou sofreram violência doméstica sejam inseridas no mercado de trabalho.

A procuradora de Justiça Patrícia Rêgo ressaltou a importância de se fazer parcerias e buscar soluções entre as instituições, empresas e população de forma geral na tentativa de reduzir os índices de violência no Brasil e no Acre e na busca pela o que rege a Constituição Federal, sobretudo na garantia de direitos fundamentais, mas também coube a procuradora apresentar estatísticas divulgadas recentemente durante o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, dados que constam no Mapa da Violência no Brasil.

“O Brasil é um dos países que mais mata mulheres, uma mulher morre a cada duas horas em média em nosso país, e o Estado do Acre aparece em primeiro lugar no ranking de feminicídio. Nós estamos muito acima da média nacional que é de 1,2 mulheres por grupo de cem mil mulheres. No Acre esse número é ainda maior, 3,2. Ocupamos também o terceiro lugar do país em violência doméstica. Os números de violência sexual também são muito altos. Somente nos seis primeiros meses de 2019 foram instaurados 1338 inquéritos de violência contra a mulher em Rio Branco”.

“Não podemos naturalizar a violência, esses números são impactantes, mas não são somente números, são pessoas, são mulheres, mães, que buscam todos os dias o melhor para os seus filhos, que estão em casa, morrem em casa tão somente pelo fato de ser mulher, a gente precisa de um olhar mais humanizado, a gente precisa se incomodar com isso e fazer a nossa parte”, disse Patrícia Rêgo.

Inspiração

A iniciativa do Amigas da Paz: Elas ao trabalho, do MPAC é inspirada no projeto “Tem Saída”, idealizado pela promotora de Justiça Gabriela Prado Manssur, do Ministério Público do Estado de São Paulo. Ligada ao Grupo de Atuação Especial de Enfrentamento à Violência Doméstica (Gevid), que disponibilizou todas as informações necessárias para criação de ação semelhante no Acre. O projeto que será lançado na próxima terça-feira, 17, foi adaptado à realidade local.

O evento foi muito prestigiado, participaram ainda a secretária de Estado de Assistência Social, Direitos Humanos e Políticas para as Mulheres Claire Cameli, a deputada estadual Dra. Juliana Rodrigues, a desembargadora do Tribunal de Justiça Eva Evangelista, a prefeita de Rio Branco Socorro Neri, a vice-procuradora do Ministério Público do Trabalho no Acre Mariele Rissane, a defensora Pública Flávia do Nascimento Oliveira, a vice-presidente da Câmara de Vereadores de Rio Branco, Lene Petecão, o diretor-geral do Senai João Cesar Dotto, o representante do Senac, Ricardo Pires, além das empresárias locais que fizeram adesão ao projeto.

Andréia Oliveira- Agência de Notícias do MPAC

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Polícia prende assaltantes e resgata Uber sequestrado e colocado dentro de porta mala

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Uma ação dos Policiais Militares do 2° Batalhão na noite desta segunda-feira (16) resultou na prisão de Francisco James de Sousa Gama e Antônio Carlos Silva de Sousa. Eles são acusados de sequestrar um motorista do aplicativo Uber, amarrá-lo e colocá-lo no bagageiro. A prisão da dupla aconteceu no Conjunto Habitacional Cidade do Povo, em Rio Branco.

De acordo com informações da polícia, a dupla fez um pedido de uma corrida no bairro Belo Jardim, quando o motorista chegou no local, três homens entraram no carro e após trafegar no veículo por 200 metros, um dos criminosos anunciou o assalto, colocou uma faca no pescoço do motorista e o outro assaltante apontou uma arma de fogo em direção da cabeça da vítima obrigando-o a parar o veículo. Em seguida os bandidos amarraram o motorista e colocaram no porta mala do carro e seguiram com destino a Cidade do Povo.

Os Policiais Militares receberam informações via Ciosp que o motorista havia sido sequestrado, fizeram um cerco em uma rua da Cidade do Povo, conseguiram encontrar o carro, prender Francisco e Antônio e resgataram o motorista que estava no porta mala. O terceiro envolvido no crime conseguiu fugir.

Na ação da Polícia foi apreendido um revólver calibre 38 usado no assalto.

Diante dos fatos foi dada voz de prisão e os assaltantes foram encaminhados à Delegacia de Flagrantes (Defla) para os devidos procedimentos.

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