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Vítimas de explosão de barco no juruá voltam para casa e relatam drama do acidente

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Três das quatro vítimas da explosão do barco ocorrida em Cruzeiro do Sul e que estavam em tratamento em Brasília já receberam alta médica: Francisco Rodrigues de Oliveira, 70, José Francisco do Nascimento Neto, 48, e Francisco Rodrigues da Rocha, 55. A previsão é de que João Oliveira da Silva, 32, também seja liberado esta semana.

Os quatro estavam em tratamento no Departamento de Queimados do Hospital da Asa Norte (HRAN), em Brasília. Segundo o diretor do Departamento, médico José Adorno, eles chegaram ao hospital com uma média de 30% ou mais do corpo queimado, incluindo tronco, braços e, principalmente, pernas.

O atendimento incluiu desde fisioterapia para reabilitação ao atendimento psicológico. Depois de liberados, eles terão que continuar o tratamento ambulatorial no Acre, como as fisioterapias.

“O encaminhamento deles é feito com referência para o Estado, para que os profissionais de lá possam atendê-los de acordo com o protocolo de atendimento a queimados”, explicou Adorno.

Renasci aos 70 anos

“Quem renasce aos 70 anos como eu renasci, tem mais é que comemorar”, afirma Francisco Oliveira. Na segunda-feira,1, ele já estava em Cruzeiro do Sul, na casa do filho Jonas, onde pretende ficar uma semana e seguir depois para Marechal Thaumaturgo, onde mora.

Sobre os momentos da explosão, Francisco conta: “Ouvi o estouro e fui jogado no rio. Mergulhei e quando subi e olhei para o barco, estava estourando tudo, só via gente caindo na água. Fui nadando junto com a correnteza até chegar no barranco. Senti meu corpo quente e frio ao mesmo tempo e não vi mais nada”.

Sobre o socorro e tratamento recebidos no Acre e em Brasília, ele garante: “Só tenho a agradecer, porque fui muito bem tratado: médicos, enfermeiros, remédios e atendimento a toda hora”. Ele diz que também se esforçou muito para se curar seguindo as recomendações médicas, inclusive da fisioterapia.

Histórias

O autônomo José Francisco do Nascimento Neto, 48 anos, também de alta, disse que é de Cruzeiro do Sul, mas ultimamente está morando em Porto Velho (RO) com a família. Ele contou que estava no barco que explodiu por um motivo: “Fui recuperar essa embarcação, que tinha vendido para a pessoa que comandava a viagem. O pagamento estava atrasado e eu ia pra Thaumaturgo trazer a embarcação de volta”.

Sobre os momentos da explosão, conta: “Senti um impacto como se tivesse arrancado minhas pernas e que me jogou na água. Boiei perto da embarcação e vi incendiando tudo. Consegui socorro quando cheguei no barranco”.

Outro dos quatro sobreviventes da explosão também de alta é Francisco Rodrigues da Rocha, de 55 anos, que ainda se emociona ao lembrar do acidente, onde perdeu a filha, Simone Souza Rocha, 22. Ele disse que segundos antes da explosão ela afastou-se de onde ele estava, na popa do barco.

“Quando explodiu, pulei na água. Quando subi, vi o barco pegando fogo, fumaça subindo e gente se jogando no rio. Minha filha também estava na água. Ela pediu para segurar a mão dela e nadamos até o barranco. O socorro levou ela e depois daquela hora não vi mais a minha filha”, diz. Agora, ele quer “pensar na recuperação e agradecer a Deus por estar vivo”.

Quem continua em tratamento em Brasília é o agricultor João Oliveira da Silva, de 32 anos, também de Marechal Thaumaturgo. Mas está otimista com a possibilidade de voltar para casa esta semana. Sobre o acidente, conta que estava na proa do barco, quando ocorreu a explosão que o jogou na água.

“Saí nadando, uma pessoa passou com uma canoa e me ajudou a chegar do outro lado do rio. Uma mulher disse para eu olhar para as minhas pernas e, quando vi, estava caindo o couro (pele)”. Mas João não gosta de lembrar. Só quer voltar para casa, no Seringal Boa Vista, e ficar perto dos pais e dos irmãos, “cuidando da roça e fazendo farinha”.

 

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Acre 01

Festa no Quadrilhódromo: Pega-Pega é a campeã do Circuito Junino de Rio Branco 2019

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A Junina Pega-Pega é a grande campeã do Circuito Junino de Rio Branco 2019. O resultado foi divulgado na noite do último domingo, 14, último dia do Circuito Junino, realizado na Casa da Cultura – Quadrilhódromo.

O grupo campeão contou a história da filha de um coronel que não sabia dançar forró, até conhecer um pretendente que era pé de valsa. Já nas danças, a Pega-Pega inovou ao levar o tradicional Cangaço.

Desde 2011 a junina não vencia o campeonato de quadrilha. “A emoção é grande, pois foi um trabalho em conjunto, feito por muita gente. O coração fica a mil, pois é o reconhecimento de que o que fizemos foi bem feito”, destacou Nathy Lima, uma das integrantes do grupo.

O Circuito Junino de Rio Branco promove a competição entre os 10 grupos quadrilheiros da capital acreana. Cada junina leva para a Arena dos Folguedos uma temática diferente. Ao todo, foram 50 minutos de apresentação, cada, sendo divididos em casamento e dança.

Premiação

Os participantes receberam um prêmio de participação, no valor de R$ 1,5 mil, cada. A Prefeitura também concede o prêmio extra para os cinco primeiros lugares. São eles: Junina Pega-Pega (R$ 2,8 mil e troféu); Junina Matutos na Roça (R$ 2 mil e troféu); Junina Malucos na Roça (R$ 1,5 mil e troféu); Sassaricano na Roça (R$ 1 mil e troféu); e Assanhados na Roça (R$ 900 e troféu).

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Acre 01

MP investiga acúmulo de cargos e irregularidade em processo licitatório em Mâncio Lima

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Promotoria de Justiça Cumulativa de Mâncio Lima e Rodrigues Alves, instaurou um procedimento preparatório para investigar uma suposta acumulação irregular de cargos públicos em Mâncio Lima.

De acordo com informações que chegaram ao órgão ministerial, três secretários municipais estariam recebendo salários de dois entes públicos, apesar de a prestação dos serviços se dar apenas ao município.

No procedimento, instaurado pelo promotor de Justiça substituto Vanderlei Batista Cerqueira, com fundamento no art. 2º, § § 4º, 5º, 6º e 7º da Resolução CNMP n.º 23/2007 e artigos 3º e 25 da Resolução CPJMPAC n.º 28/2012, foi determinado o agendamento das oitivas com os acusados e com o responsável pelo controle interno do município.

O promotor de Justiça determinou ainda que sejam tomadas todas as demais medidas necessárias à apuração dos fatos, realizando-se as diligências indispensáveis à instrução do procedimento.

Irregularidade em processo licitatório

Também em Mâncio Lima, o promotor de Justiça Vanderlei Batista prorrogou o prazo para a notícia de fato instaurada pela Promotoria de Justiça Cumulativa de Mâncio Lima e Rodrigues Alves, que apura possíveis irregularidades em processo licitatório da Câmara Municipal, referente ao Edital de Pregão Presencial – Sistema de Registro de Preços – SRP Nº 001/2019, pelo regime de menor preço global.

De acordo com o promotor de Justiça, “existe a possibilidade de direcionamento explícito do procedimento licitatório, advindo de restrição indevida a limites territoriais, com participação no certamente condicionada ao fato de o interessado possuir estabelecimento comercial no Estado do Acre”.

O promotor determinou o envio de uma cópia do procedimento licitatório completo oriundo do edital pela Câmara Municipal de Mâncio Lima, bem como a coleta de outros elementos necessários à apuração dos fatos e conclusão do caso.

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