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Grupo Araújo faturou quase R$ 694 milhões em 2018 e quase R$ 2 bilhões em três anos

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O grupo Araújo, de propriedade dos irmãos Adenor e Adem Araújo, faturou mais de R$ 694 milhões somente em 2018, se consolidando como a maior rede varejista do Estado e a 47ª do país. A informação consta no Portal S.A Varejo, que disponibiliza o ranking dos maiores varejistas do país e por Estado. Neste levantamento aparecem apenas as empresas que enviaram seus dados (financeiros e físicos) a SA Varejo. No Acre, apenas o Araújo abriu a caixa.

De acordo com o levantamento, o grupo detém 12 lojas espalhadas nos Estados do Acre e Rondônia e conta com mais de de 1.800 funcionários. A S.A Varejo revela ainda que em 2018 a empresa dos irmãos Araújo teve o maior faturamento em relação aos anos de 2017 quando faturou R$ 635 milhões e 2016, quando movimentou R$ 640 milhões, totalizando nos últimos três anos fechados mais de R$ 1,9 bilhão.

O portal de Varejo revela que em 2016 o grupo Araújo chegou a ter mais de 2.100 funcionários, mas com o passar dos anos o número de trabalhadores teve uma diminuição significativa de 13%.

Apesar de se saber que Araújo é um dos maiores pagadores de impostos do Estado, a Secretaria da Fazenda do Acre informou que não poderia repassar os números devido o sigilo fiscal.

Apesar dos número surpreendentes do Araújo, o grupo nem chega perto do número 1 do país o conglomerado Carrefour que detém 425 lojas espalhadas em todo o Brasil e com faturamento superior a R$ 56 bilhões somente em 2018.

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Destaque 2

Kátia Rejane faz balanço de sua gestão à frente do MP do Acre

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“Meu compromisso é fazer um Ministério Público melhor, não só para membros e servidores, mas principalmente para a sociedade que almeja por mudanças e justiça social”. Assim, a procuradora Kátia Rejane de Araújo Rodrigues define a sua missão como procuradora-geral de Justiça do Ministério Público do Acre, cargo que assumiu em janeiro de 2018.

Ela é a terceira mulher eleita para ocupar o mais elevado cargo na carreira do Ministério Público, após acumular experiência como procuradora-geral adjunta e corregedora-geral, além de ser uma referência na defesa de crianças e adolescentes.

Kátia Rejane diz que, ao tomar posse, decidiu por uma agenda de trabalho que incluísse membros, servidores e a sociedade. Só nos primeiros cinco meses, promoveu 27 encontros de planejamento com o público interno. No entanto, considera que o diálogo com o cidadão é que foi determinante para que as prioridades de sua gestão fossem definidas.

Além do Centro de Atendimento ao Cidadão (CAC), órgão que funciona na capital e interior do estado, e o fortalecimento da Ouvidoria, o MPAC realizou pesquisa de imagem e abriu as portas para debates sobre diversos temas com a intenção de ouvir a sociedade, e assim orientar e tornar a sua atuação mais resolutiva.

Exemplo disso foi a realização do Fórum de Segurança Pública, em novembro de 2018, que reuniu autoridades da área para debater problemas e soluções para o combate à criminalidade. Além disso, foi aberto um canal de escuta específico sobre o tema e as propostas foram entregues ao governo estadual.

“Era um momento em que havia uma redução no número de homicídios no estado, mas que havia o entendimento de que os desafios eram inumeráveis. Não era, e continua não sendo, hora de retroceder, ao contrário, é tempo de avançar”, conclui.

Transparente para a sociedade

Foi em sua gestão que o MP do Acre atingiu o percentual máximo de transparência, sendo avaliado juntamente com todos os ramos e unidades do Ministério Público brasileiro pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

Já são três vezes consecutivas que o resultado de excelência é alcançado, o que significa que 100% das determinações da Lei de Acesso à Informação e de resoluções do CNMP que tratam de transparência na divulgação dos dados são atendidas. Ao todo, são avaliados 318 itens.

“Era uma meta prioritária, e esse resultado mostra o compromisso do MP do Acre com a transparência, mas principalmente com o cidadão. O acesso à informação é um direito assegurado pela Constituição e indispensável ao exercício da cidadania”, comenta a procuradora-geral.

Combate ao crime organizado

O MPAC passou a integrar grandes operações de combate ao crime organizado realizadas no país. A mais recente ocorreu em setembro, em onze estados. Aqui recebeu o nome de Operação Nitro e teve como foco desarticular uma quadrilha que desviava combustíveis.

No mês anterior, também dentro de uma estratégia nacional, uma operação permitiu que fossem revistados pavilhões dominados pela organização criminosa PCC e a facção local Bonde dos 13. Foram aprendidos celulares, drogas, armas de fabricação caseira e anotações que serão analisadas para o embasamento de futuras investigações.

Além de frustrar a ação de criminosos, o trabalho resulta na condenação de líderes e integrantes de facções criminosas, também envolvidos em crimes contra a vida. Atualmente, de acordo com levantamento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Acre é o estado com maior percentual de condenações no Tribunal do Júri, chegando a 75% dos casos julgados. A média nacional, que abrange o período de 2015 a 2018, é de 48% de condenações.

Gestão e atuação extrajudicial

O MP acreano mantém um banco de projetos com mais de 80 iniciativas que reforçam a sua atuação extrajudicial e modernizam a gestão. Entre elas, está o OTRS, um portal de atendimento interno desenvolvido pela equipe de TI e que tem permitido agilizar o recebimento e encaminhamento das demandas. O grau de resolutividade chega a 97, 79%.

Além disso, projetos do MPAC têm tido destaque nacional em premiações, entre as quais o Prêmio CNMP e de organizações, como o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Reconhecendo a importância das iniciativas e esforço envolvido na execução de cada uma delas, o MP acreano realiza a segunda edição do Prêmio de Gestão e Inovação, com a palestra do renomado historiador Leandro Karnal, professor da Universidade Estadual de Campinas.
Recentemente, iniciativas inovadoras do MPAC em eficiência da gestão e produção de dados foram reconhecidas em relatório do CNMP sobre inspeções no sistema prisional. No documento, elas figuram como instrumentos impulsionadores de políticas públicas e que representam novas formas de atuação a partir do gerenciamento da rotina e produção de dados.

União, otimização dos recursos e criatividade

Para Kátia Rejane, que recentemente anunciou a construção das promotorias de Manoel Urbano e Senador Guiomard, promoções na carreira e o primeiro edital de seleção de estagiários, os resultados alcançados até aqui são decorrentes da união, bom uso dos recursos e criatividade. Mas são, acima de tudo, do trabalho comprometido de membros e servidores cientes de sua missão e do que a sociedade espera do Ministério Público.

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Destaque 2

Proibição de que médicos com contratos emergenciais façam plantão pode gerar caos no PS

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Não é novidade para ninguém. Um dos grandes problemas da saúde acreana é a falta de profissionais, principalmente médicos especialistas.

Há muito tempo, o que faz com que a situação não se agrave ainda mais são os famosos plantões extras. Os profissionais terminam por se beneficiar, já que pelo déficit, e para completar as escalas de atendimento é preciso fazer uso dos plantões extras, esses plantões muitas vezes chegam a mais que duplicar o salário de um servidor.

Para o Estado é a certeza que não vai morrer pacientes na fila esperando por um atendimento especializado. Só que a gerência da Pronto-Socorro de Rio Branco e a Secretaria Estadual de Saúde estão com um abacaxi imenso nas mãos para descascar.

Os contratos emergenciais de vários médicos terminam neste mês de outubro. Ocorre que um parecer da Procuradoria Geral do Estado (PGE) orientou que esses profissionais não façam mais plantões extras neste mês, já que o pagamento é sempre no mês seguinte, quando, neste caso, os médicos não terão mais vínculos com a administração pública.

Na prática, isso representa que por diversos dias o pronto-socorro vai ter escalas completamente descobertas com a falta de especialidades como cardiologia e ortopedia, por exemplo. Tanto que o ac24horas teve a informação de fonte confiável que não havia médico para assumir a emergência clínica nesta sexta-feira, 11;

Esses médicos emergências serão substituídos pelos novos servidores, aprovados no concurso simplificado, que foram convocados na última quarta-feira, 9. Os aprovados têm até o final do mês para entregar a documentação exigida pelo edital.

Aí, reside outro problema. Não há como ter certeza que todos os aprovados vão querer assumir o cargo e vão entregar a documentação. Ou seja, se um especialista optar por não assumir a vaga, vai ter que ser feita a convocação do candidato melhor classificado, que vai ter que passar por toda burocracia para tomar posse e efetivamente começar a trabalhar, o que pode deixar o pronto-socorro desassistido.

Contratos emergenciais serão prorrogados por mais 30 dias

A situação é tão grave que provocou diversas reuniões, que foram até altas horas da noite desta sexta-feira com representantes da Sesacre, da gerência do pronto-socorro e até com a participação do governador Gladson Cameli.

E foi exatamente uma decisão de Gladson, que fez com que os gestores do pronto-socorro conseguissem dormir à noite. O governador autorizou a prorrogação por mais trinta dias dos contratos emergenciais, o que afasta qualquer possibilidade de desassistência ainda maior por falta de médicos.

Areski Peniche, diretor-geral do pronto-socorro, explica a decisão de Gladson. “Visando a garantia de assistência os pacientes, o governador prorrogou por mais 30 dias até que todos os servidores aprovados tomem posse. Por isso, garantimos que não há a menor chance do pronto-socorro ficar sem médicos”.

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