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Liga junina alega cancelamento de apresentação após saída do governador da Gameleira

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O que era para ter encerrado com festa e diversão na comemoração governamental pelos 57 anos de emancipação do Estado do Acre, nesse sábado, 15, acabou em decepção para mais de 200 integrantes de ligas de quadrilhas juninas de Rio Branco. Isso porque a apresentação do movimento, que estava marcada para ocorrer após discurso do governador Gladson Cameli, a partir das 17h30, foi cancelada em cima da hora, depois que os brincantes já estavam trajados e maquiados no local para dançar.

Segundo o diretor do grupo Matutos da Roça, Jimy da Silva Lima, o fato foi lamentável. Ocorre que os integrantes já estavam preparados para dançar, assim que acabou o discurso do governador, porém, quando a equipe de governo foi embora, a apresentação foi encerrada. Nenhum grupo de quadrilha se apresentou, segundo Jimy. “O ônibus foi buscar a gente e estávamos lá, só que, infelizmente, aconteceu um fato lamentável. O som parou e eles disseram que o fio queimou, mas nunca vi num evento desse um fio queimar”.

Depois de serem sido informados de que um suposto fio havia queimado, os integrantes da Matutos da Roça e da Amor Junino, simplesmente foram obrigados a se retirar da arena de dança. “Disseram que a gente não iria mais dançar”, diz o diretor da liga.

A indignação maior para os dançantes é que o cerimonial do governo não teve a mínima preocupação com os gastos que os integrantes tiveram que investir para estar ali. “Desde as 8 da manhã a gente estava se preparando, era cabelo, maquiagem, figurino, treinos. O trabalho que tivemos durante o dia todo foi em vão. Gastamos com muita coisa e foi prejudicial”, lamenta Jimy.

Situação constrangedora

De acordo com o coordenador da Malucos da Roça, foi realizada toda uma propaganda em todo da apresentação dos grupos juninos, em todos os veículos de comunicação do governo. “Enquanto o governador estava presente, estava tudo normal. Mas depois que ele saiu, desligaram o som no meio da apresentação e pediram pra quadrilha se retirar dizendo já tinha acabado o evento. Foi constrangedor”, diz Danilo dos Santos Guimarães.

A programação divulgada pelo governo acabaria às 22 horas. As duas quadrilhas que iriam se apresentar, não dançaram. Populares e famílias que saíram de casa para prestigiar as apresentações não puderam ver as danças. “Desmontaram o som e simplesmente quiseram levar a gente de volta”, completou Danilo.

As equipes tinham outra programação marcada para depois da, até então, prevista apresentação na Praça da Gameleira, a ser realizada no shopping. Lá, eles relataram o ocorrido para o público, que se compadeceu do fato e enalteceu os grupos prejudicados.

O outro lado

O ac24horas buscou um posicionamento da equipe do governo com relação ao caso. O cerimonial do evento, dirigido por Izabel Barros, afirmou à secretaria de comunicação do Estado que a denúncia não procede e que o que fora relatado pela liga de quadrilha junina não aconteceu.

“O cerimonial passou que essa informação não procede. O que foi definido e que estava, inclusive, no convite do governo, era que a programação seria até às 22 horas e o som estava lá ligado até às 22 horas para todas as quadrilhas que quisessem se apresentar”, informou o cerimonial do governo.

Quanto à afirmação de que a denúncia não procede, o diretor da quadrilha matutos da Roça rebateu a cerimonialista: “é a defesa dela, nós do movimento junino não estamos inventando isso e todos que estavam lá viram. Eles (governo) têm que se defender mesmo, porque foram irresponsáveis”, concluiu Jimy.

 

 

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Kátia Rejane faz balanço de sua gestão à frente do MP do Acre

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“Meu compromisso é fazer um Ministério Público melhor, não só para membros e servidores, mas principalmente para a sociedade que almeja por mudanças e justiça social”. Assim, a procuradora Kátia Rejane de Araújo Rodrigues define a sua missão como procuradora-geral de Justiça do Ministério Público do Acre, cargo que assumiu em janeiro de 2018.

Ela é a terceira mulher eleita para ocupar o mais elevado cargo na carreira do Ministério Público, após acumular experiência como procuradora-geral adjunta e corregedora-geral, além de ser uma referência na defesa de crianças e adolescentes.

Kátia Rejane diz que, ao tomar posse, decidiu por uma agenda de trabalho que incluísse membros, servidores e a sociedade. Só nos primeiros cinco meses, promoveu 27 encontros de planejamento com o público interno. No entanto, considera que o diálogo com o cidadão é que foi determinante para que as prioridades de sua gestão fossem definidas.

Além do Centro de Atendimento ao Cidadão (CAC), órgão que funciona na capital e interior do estado, e o fortalecimento da Ouvidoria, o MPAC realizou pesquisa de imagem e abriu as portas para debates sobre diversos temas com a intenção de ouvir a sociedade, e assim orientar e tornar a sua atuação mais resolutiva.

Exemplo disso foi a realização do Fórum de Segurança Pública, em novembro de 2018, que reuniu autoridades da área para debater problemas e soluções para o combate à criminalidade. Além disso, foi aberto um canal de escuta específico sobre o tema e as propostas foram entregues ao governo estadual.

“Era um momento em que havia uma redução no número de homicídios no estado, mas que havia o entendimento de que os desafios eram inumeráveis. Não era, e continua não sendo, hora de retroceder, ao contrário, é tempo de avançar”, conclui.

Transparente para a sociedade

Foi em sua gestão que o MP do Acre atingiu o percentual máximo de transparência, sendo avaliado juntamente com todos os ramos e unidades do Ministério Público brasileiro pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

Já são três vezes consecutivas que o resultado de excelência é alcançado, o que significa que 100% das determinações da Lei de Acesso à Informação e de resoluções do CNMP que tratam de transparência na divulgação dos dados são atendidas. Ao todo, são avaliados 318 itens.

“Era uma meta prioritária, e esse resultado mostra o compromisso do MP do Acre com a transparência, mas principalmente com o cidadão. O acesso à informação é um direito assegurado pela Constituição e indispensável ao exercício da cidadania”, comenta a procuradora-geral.

Combate ao crime organizado

O MPAC passou a integrar grandes operações de combate ao crime organizado realizadas no país. A mais recente ocorreu em setembro, em onze estados. Aqui recebeu o nome de Operação Nitro e teve como foco desarticular uma quadrilha que desviava combustíveis.

No mês anterior, também dentro de uma estratégia nacional, uma operação permitiu que fossem revistados pavilhões dominados pela organização criminosa PCC e a facção local Bonde dos 13. Foram aprendidos celulares, drogas, armas de fabricação caseira e anotações que serão analisadas para o embasamento de futuras investigações.

Além de frustrar a ação de criminosos, o trabalho resulta na condenação de líderes e integrantes de facções criminosas, também envolvidos em crimes contra a vida. Atualmente, de acordo com levantamento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Acre é o estado com maior percentual de condenações no Tribunal do Júri, chegando a 75% dos casos julgados. A média nacional, que abrange o período de 2015 a 2018, é de 48% de condenações.

Gestão e atuação extrajudicial

O MP acreano mantém um banco de projetos com mais de 80 iniciativas que reforçam a sua atuação extrajudicial e modernizam a gestão. Entre elas, está o OTRS, um portal de atendimento interno desenvolvido pela equipe de TI e que tem permitido agilizar o recebimento e encaminhamento das demandas. O grau de resolutividade chega a 97, 79%.

Além disso, projetos do MPAC têm tido destaque nacional em premiações, entre as quais o Prêmio CNMP e de organizações, como o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Reconhecendo a importância das iniciativas e esforço envolvido na execução de cada uma delas, o MP acreano realiza a segunda edição do Prêmio de Gestão e Inovação, com a palestra do renomado historiador Leandro Karnal, professor da Universidade Estadual de Campinas.
Recentemente, iniciativas inovadoras do MPAC em eficiência da gestão e produção de dados foram reconhecidas em relatório do CNMP sobre inspeções no sistema prisional. No documento, elas figuram como instrumentos impulsionadores de políticas públicas e que representam novas formas de atuação a partir do gerenciamento da rotina e produção de dados.

União, otimização dos recursos e criatividade

Para Kátia Rejane, que recentemente anunciou a construção das promotorias de Manoel Urbano e Senador Guiomard, promoções na carreira e o primeiro edital de seleção de estagiários, os resultados alcançados até aqui são decorrentes da união, bom uso dos recursos e criatividade. Mas são, acima de tudo, do trabalho comprometido de membros e servidores cientes de sua missão e do que a sociedade espera do Ministério Público.

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Proibição de que médicos com contratos emergenciais façam plantão pode gerar caos no PS

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Não é novidade para ninguém. Um dos grandes problemas da saúde acreana é a falta de profissionais, principalmente médicos especialistas.

Há muito tempo, o que faz com que a situação não se agrave ainda mais são os famosos plantões extras. Os profissionais terminam por se beneficiar, já que pelo déficit, e para completar as escalas de atendimento é preciso fazer uso dos plantões extras, esses plantões muitas vezes chegam a mais que duplicar o salário de um servidor.

Para o Estado é a certeza que não vai morrer pacientes na fila esperando por um atendimento especializado. Só que a gerência da Pronto-Socorro de Rio Branco e a Secretaria Estadual de Saúde estão com um abacaxi imenso nas mãos para descascar.

Os contratos emergenciais de vários médicos terminam neste mês de outubro. Ocorre que um parecer da Procuradoria Geral do Estado (PGE) orientou que esses profissionais não façam mais plantões extras neste mês, já que o pagamento é sempre no mês seguinte, quando, neste caso, os médicos não terão mais vínculos com a administração pública.

Na prática, isso representa que por diversos dias o pronto-socorro vai ter escalas completamente descobertas com a falta de especialidades como cardiologia e ortopedia, por exemplo. Tanto que o ac24horas teve a informação de fonte confiável que não havia médico para assumir a emergência clínica nesta sexta-feira, 11;

Esses médicos emergências serão substituídos pelos novos servidores, aprovados no concurso simplificado, que foram convocados na última quarta-feira, 9. Os aprovados têm até o final do mês para entregar a documentação exigida pelo edital.

Aí, reside outro problema. Não há como ter certeza que todos os aprovados vão querer assumir o cargo e vão entregar a documentação. Ou seja, se um especialista optar por não assumir a vaga, vai ter que ser feita a convocação do candidato melhor classificado, que vai ter que passar por toda burocracia para tomar posse e efetivamente começar a trabalhar, o que pode deixar o pronto-socorro desassistido.

Contratos emergenciais serão prorrogados por mais 30 dias

A situação é tão grave que provocou diversas reuniões, que foram até altas horas da noite desta sexta-feira com representantes da Sesacre, da gerência do pronto-socorro e até com a participação do governador Gladson Cameli.

E foi exatamente uma decisão de Gladson, que fez com que os gestores do pronto-socorro conseguissem dormir à noite. O governador autorizou a prorrogação por mais trinta dias dos contratos emergenciais, o que afasta qualquer possibilidade de desassistência ainda maior por falta de médicos.

Areski Peniche, diretor-geral do pronto-socorro, explica a decisão de Gladson. “Visando a garantia de assistência os pacientes, o governador prorrogou por mais 30 dias até que todos os servidores aprovados tomem posse. Por isso, garantimos que não há a menor chance do pronto-socorro ficar sem médicos”.

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