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Rio Branco recebe 6ª etapa do Circuito Nelore de Qualidade 2019

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Mais de 500 animais participarão da 6ª etapa do Circuito Nelore de Qualidade (CNQ), nos dias 10 e 11 de junho, na unidade da Friboi de Rio Branco. O Circuito é iniciativa da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), com apoio da Friboi e da Matsuda Sementes e Nutrição Animal. Esta etapa é realizada conjuntamente com a Associação do Nelore Acreano (Anacre).

De acordo com o gerente executivo da ACNB, André Locateli, “o Circuito avalia os resultados obtidos pelos produtores de cada região, considerando a realidade em que vivem e as peculiaridades do seu sistema de produção”, explica.

Segundo o presidente da Anacre, Marcelo Lemos de Sousa, o Acre tem aproximadamente 3 milhões de cabeças de gado. “Estimamos que cerca de 80% são Nelore e anelorados. Ter uma etapa do Circuito no estado somente valoriza nossa pecuária”, garante.

Criado em 1999, o Circuito Nelore de Qualidade tem como objetivo avaliar e promover a genética e a carne Nelore, contribuindo para elevar a produção pecuária nacional. “A parceria entre ACNB e Friboi veio para contribuir para o fortalecimento do Nelore e da pecuária brasileira e o CNQ é uma excelente oportunidade para que a qualidade da produção de gado no Acre seja reconhecida nacionalmente. Todo produtor pode participar”, frisa Eduardo Pedroso, diretor executivo de Originação da Friboi.

Todos os pecuaristas podem participar do Circuito Nelore de Qualidade. Os associados da ACNB têm a oportunidade de abater seus animais no Protocolo Nelore Natural Friboi, que oferece premiações de até R$ 10,50 por arroba, de acordo com as características de carcaça e habilitação da propriedade.

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Cidades

Uma mera questão de bom senso

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A alteração dos limites territoriais dos municípios acreanos estabelecida em 2006 nunca foi consenso entre os seus representantes político-administrativos e menos ainda para as populações rurais das áreas afetadas pela mudança. Problemas resultantes dessa medida causam até hoje enxaqueca a prefeitos, vereadores, líderes comunitários e populações rurais. 

Comunidades historicamente ligadas a um determinado município passaram a fazer parte de outros, gerando dúvidas a respeito de que prefeitura teria responsabilidade administrativa sobre determinada região. Por conta da situação algumas localidades passaram a sofrer os efeitos do isolamento e da falta de investimentos em áreas essenciais como saúde, educação e transportes, considerando-se que os municípios não podem fazer aplicação de recursos fora de sua, digamos, jurisdição administrativa.

A insatisfação com a alteração é mais nítida na regional do Alto Acre, onde foi criada recentemente uma comissão intermunicipal formada por representantes das câmaras de vereadores e prefeituras de Brasiléia, Epitaciolândia e Xapuri, com o intuito de discutir critérios para uma nova redefinição. Como de costume, a iniciativa caminha a passos de cágado, mas, ao menos, uma passada importante já foi dada: os municípios pediram e o Tribunal de Contas do Estado do Acre elaborou uma instrução normativa para a celebração de um termo de cooperação técnica entre as três unidades administrativas. 

A data para a formalização do termo ainda não foi marcada, mas o objetivo é fazer um minucioso levantamento das situações e peculiaridades que envolvem cada uma das comunidades prejudicadas pela alteração territorial de 2006 – ou de outras que, supostamente, a tenham antecedido. Depois disso, será a hora de convencer os deputados estaduais da Comissão Provisória de Limites Territoriais a ressuscitar o assunto na pauta da Assembleia Legislativa. 

Brasiléia, que alega ter perdido cerca de 10% de seu território com a última reforma, reclama para si a condição de um dos mais prejudicados. A prefeita Fernanda Hassem se queixa de prestar atendimento a comunidades não localizadas nos limites do município. 

Xapuri e Epitaciolândia também têm suas pendengas. Exemplo disso é a região do seringal Cachoeira, berço do ativismo sindical do seringueiro Chico Mendes, que chegou a ser disputada no voto entre os dois municípios, em 2007, quando uma consulta popular foi realizada pela então Comissão dos Limites Geográficos e Territoriais do Alto Acre, na comunidade Chora Menino. Ali, as mais de 120 famílias existentes nas várias localidades adjacentes se dividiam entre a vontade de pertencer a um ou a outro território municipal.

Àquela época existia o hoje finado Condiac – Consórcio Intermunicipal do Alto Acre e Capixaba -, que auxiliava os municípios na elaboração de mapas dos limites municipais na regional desde 2002. Naquela ocasião, o geólogo Pável Jezek, que trabalhava para o consórcio, já alertava que a nova reforma dos limites no Acre faria com que algumas comunidades compreendidas por um município passariam a ser atendidas por outro território. Acreditou-se que não haveria problemas.

É válido lembrar que bem antes disso, ainda na década de 1980, a comunidade do seringal Cachoeira já havia decidido por meio de audiência pública que pertenceria a Xapuri. A decisão chegou a ser levada à justiça. Não me recordo do desfecho, mas os acontecimentos que se seguiram nos anos que estavam por chegar consolidaram uma espécie de cordão umbilical entre o cerne do Cachoeira e a cidade chamada de Princesa do Acre.

Desejo todo o sucesso à Comissão Intermunicipal dos Limites Territoriais do Alto Acre e sou entusiasta da cooperação não apenas para um objetivo único – há muito a se discutir de interesse comum entre municípios tão próximos geograficamente, porém distantes em colaboração mútua -, mas resta claro que não é por falta de comissões ou consórcios intermunicipais e de representantes políticos que a celeuma dos limites territoriais se arrasta por tanto tempo sem uma solução. Aparenta que a dificuldade resulta mesmo é da falta de determinação e força política – porque apenas vontade de fazer não basta – e da incapacidade de se perceber que decisões que afetam nas pessoas a maneira de viver devem ser tomadas sempre considerando a tradição e a história construídas no curso do tempo. Nada mais do que uma mera questão de bom senso.

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Cidades

Em Xapuri, prefeitura investe na qualidade da merenda para alunos da rede municipal

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Os 1.307 alunos matriculados na rede municipal de ensino de Xapuri – zonas urbana e rural – estão tendo acesso a uma alimentação nutritiva e de qualidade, com cardápio balanceado e índices nutricionais adequados às diferentes faixas etárias atendidas.

Só em 2018, mais de R$ 300 mil, frutos de recursos próprios e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), foram investidos na merenda escolar do município. Grande parte veio da contenção de gastos com pessoal, segundo a Secretaria Municipal de Educação.

A secretária da pasta, Fernanda Pinheiro de Abreu, explica que o valor aplicado resultou numa distribuição de mais de 477 mil pratos, em 32 escolas e espaços alternativos, sendo 27 na zona rural e 5 na zona urbana.

“As refeições são preparadas nas próprias escolas, por profissionais capacitados, e servidas frescas, seguindo cardápios balanceados e desenvolvidos pela nutricionista contratada pela Secretaria Municipal de Educação”.

A secretária diz ainda que o procedimento de preparo dos alimentos cumpre todas as normas e exigências legais, atendendo às necessidades nutricionais dos estudantes.

A fiscalização e o controle de qualidade do processo são realizados pelo Setor de Alimentação Escolar da Secretaria, com o apoio do Conselho de Alimentação Escolar (CAE).

Agricultura familiar

Boa parte das frutas, legumes e verduras servidos pela merenda escolar em Xapuri são adquiridas diretamente da agricultura familiar. Iniciativa quebcontribui tanto para a alimentação saudável dos alunos quanto para a dinamização da economia local, por meio do incentivo à organização e associação das famílias agricultoras.

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