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Mudanças climáticas e o pânico do aquecimento global

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Valterlucio Bessa Campelo

Transcorreu nesta última quarta-feira, dia 05/06, o Dia Mundial do Meio Ambiente. Comemorações, debates, seminários, entrevistas, notícias e manifestações ocorreram pra todo lado, demonstrando a força do tema na sociedade moderna e levando-nos a refletir sobre esta que para muitos é a questão mais séria e, por suas consequências, mais urgente a ser enfrentada por todos os países, pois sendo global não deixa ninguém de fora.

Pensando nisto, lembrei-me de uma pessoinha que está fustigando os governos. Quem ouviu falar em Greta Thunberg? É aquela garota sueca, de 16 anos, sempre de trancinhas escorrendo pelos ombros que nos fazem pensar que tem 12 anos, que chegou a ser indicada ao Nobel da Paz e faz intensa militância contra o aquecimento global. Na Europa, principalmente, ela se tornou a mais autêntica representante da juventude inconformada com os destinos da sociedade global.

Em seu discurso na COP-24, em Katowice/ Polônia, a garota tascou “A nossa biosfera está a ser sacrificada para dar oportunidade a um número muito pequeno de pessoas de continuarem a obter enormes somas de dinheiro. A nossa biosfera está a ser sacrificada para que pessoas ricas em países como o meu possam viver no luxo”. Isto foi em dezembro de 2018. Um mês depois, durante o Fórum Mundial, em Davos/Suíça, diante dos principais líderes mundiais ela foi mais enfática “Eu não quero que você seja esperançoso. Eu quero que você entre em pânico. Eu quero que você sinta o medo que sinto todos os dias. E então eu quero que você aja. Precisamos agir como se a nossa casa estivesse em chamas, pois ela está”.

Nas palavras da Greta, em dois dos principais fóruns mundiais, a culpa do aquecimento global é do progresso econômico e consequente concentração de riqueza. E mais, a casa já pegou fogo, temos que agir rapidamente. Deu até um prazo – 12 anos. Depois disso, já era. Parece mais grave do que Al Gore na COP-15 em 2009, profetizando que em 2014 o gelo do Ártico teria desaparecido. Não conheço os números atuais do Ártico, mas parece que ainda não deu praia por lá.

Dou aqui a minha opinião. O clima está mudando? Está. Sempre está, sempre esteve, sempre estará. Leve ou bruscamente, mas está. O homem tem a ver com isto? Deve ter. Dado o grau e diversidade das externalidades do processo de exploração global de recursos naturais, seria insensatez dar como zero o impacto da atividade humana na atmosfera e, portanto, no clima. A questão é saber se essa influência é suficiente para gerar uma alteração global que signifique, como sugerem os aquecimentistas em pânico, tipo Greta Thunberg, o fim do mundo nas próximas décadas.

Em outras palavras, o que a pequena sueca diz é que o padrão de consumo que a sociedade engendrou no último século é injusto, desigual e insustentável já no curto prazo, devido ao aquecimento global resultante e suas consequências sobre a biosfera. Se, como dizem os físicos, tudo é energia, isso quer dizer que não haverá energia pra todo mundo se todo mundo consumi-la ao estilo, quantidade e padrão dos ricos. Convenhamos, há algo de Malthus nessa síntese, não?

Aqui, um refresco na memória. Thomas Malthus foi um economista e clérigo inglês que em fins do século XIII, lançou uma teoria populacional segundo a qual a Inglaterra entraria em estresse socioeconômico, dado que sua população cresceria em progressão geométrica enquanto a produção de alimentos cresceria em progressão aritmética, logo, em algum ponto no futuro, essas duas linhas se cruzariam determinando fome e miséria. Mais de 200 anos depois, existem no mundo 6,7 bilhões de pessoas e se produz mais alimentos que o necessário.

Desde que eclodiu a questão ambiental global, (Relatório Brundtland, 1972), cientistas, ativistas, mídia, líderes mundiais, políticos em todas as esferas etc., sofisticaram a teoria de Malthus para transformá-la em desenvolvimento sustentável. Malthus queria segurança alimentar, nós queremos desenvolvimento sustentável, o que, mutatis mutandis, dá no mesmo. Eis ai um Malthusianismo atualizado.

Voltemos à garota sueca. Que vivemos um drama de escassez de recursos sem que grande parcela da população tenha alcançado níveis mínimos de consumo, é fato. Esgotamos determinadas reservas a que populações da África, da Ásia e da América Latina nem sequer tiveram acesso, mas precisam e querem. Mas a garota grita que é hora de frear e dar meia volta. É como retornar com seu carro em meio a um gigantesco congestionamento. Só acontece se todos fizerem o mesmo. Tarefa difícil.

Mas, se o pânico não se justificar? Se, como dizem os céticos do Clima que não são poucos nem loucos como pretende a mídia, tudo se trata apenas de escassez crescente e normal, mas não de aquecimento global antropogênico, ou seja, o fogo existe, mas está longe e não depende de nós?

Nesta linha, está o estatístico dinamarquês Bjorn Lonborg, autor do best-seller de alguns anos “O ambientalista cético”. Segundo ele, gatamos mais dinheiro evitando o inevitável do que nos adaptando ao que é possível, o que inclui fontes alternativas, em suas palavras “Está errado o raciocínio, temos um problema; vamos resolvê-lo gastando duas vezes mais do que o próprio problema custaria?”. Neste sentido, o pânico alardeado pela garota e seu entorno na ciência e na política não faz nenhum sentido. A consequência objetiva é gerar mais pânico em uma sociedade que já possui 8% de seus membros com algum transtorno de ansiedade e depressão (no Brasil, são 14%).

Isto não autoriza, por exemplo, iniciativas pouco inteligentes como afrouxar irresponsavelmente os controles atuais sobre a exploração de recursos. O problema existe. Para ficar na garota sueca, há uma casa e há um fogo, mas há bombeiros e gente boa reforçando a proteção desta casa, não precisamos de incendiários. O Brasil, como detentor de consideráveis reservas naturais não precisa, por mera ousadia oportunista, alterar drasticamente o equilíbrio vigente. Calma. Enfim, a garota está em pânico, mas é só uma garota e o incendiário está alvoroçado, mas é só um incendiário.


Valterlucio Bessa Campelo é Engº Agrº, Mestre em Economia Rural e escreve no ac24horas toda sexta-feira.

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Acre

Saúde do Acre realiza mais um transplante de fígado

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Um paciente morador de Sena Madureira, 61 anos, ganhou uma nova chance de viver nesta última quarta-feira, 16, ao ser submetido a um transplante de fígado na na Fundação Hospital do Estado do Acre (Fundhacre).

A doação veio de Boa Vista, capital de Roraima, e o órgão chegou em um avião da Força Áerea Brasileira (FAB).

Segundo nota divulgada pela comunicação da Secretaria Estadual de Saúde o paciente se recupera bem e está sendo acompanhado por uma equipe de profissionais na Fundhacre, onde segue internado.

Segundo informação da Sesacre, este já é o quinto transplante de fígado realizado no Acre em 2019.

Com informações da Agência de Notícias do Acre

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Acre

MPAC: Promotorias terão sedes próprias no interior do estado

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As Unidades Ministeriais de Senador Guiomard, Manoel Urbano e Plácido de Castro ganharão em breve sedes próprias, segundo anunciou a procuradora-geral de Justiça do Acre, Kátia Rejane de Araújo Rodrigues, nesta quinta-feira, 17. Também estão garantidas obras em Porto Acre, onde o MPAC terá uma sede própria na Vila do Incra. Nessas cidades, as promotorias funcionam em prédios alugados.

Os novos prédios serão construídos com recursos provenientes do pagamento de multas processuais, destinados pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). O prazo de conclusão das obras é de 12 meses.

Segundo a procuradora-geral, a intenção é oferecer instalações dignas e confortáveis. Todas as construções obedecerão a padrões de acessibilidade e contarão com auditório, estacionamento, gabinetes e salas de reuniões, entre outros espaços, possibilitando mais eficácia na prestação do atendimento ao público.

“Há muito tempo buscamos estar presentes em todas as comarcas com unidades próprias, proporcionando mais conforto não só para os membros e servidores do Ministério Público, mas para toda a população que procura a nossa casa”, comentou Kátia Rejane.

*Com informações da Agência de Notícias do MPAC.

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