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Sem sangue e anestesista, Hospital de Cruzeiro do Sul suspende cirurgias eletivas

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Com um cisto no ovário do tamanho de uma bola de futebol, a dona de casa Maria das Graças Chagas da Silva, de 48 anos, espera por uma cirurgia no Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul. O problema é que, mesmo a família tendo conseguido doação, por falta de sangue, o procedimento já foi desmarcado duas vezes.

O filho de Graça, Bruno Silva, conta que nas duas vezes, a família fez campanha de doação entre amigos e conseguiu o sangue necessário para as cirurgias. Tem documento do Hemonucleo da cidade, comprovando. Mas nas duas ocasiões, o sangue desapareceu. Na primeira vez, disseram que houve cirurgia de emergência e por isso a necessidade do sangue. Na última tentativa, nesta quinta-feira passada, 30, segundo Bruno, não deram nem explicação para o desaparecimento de duas das quatro bolsas de sangue e mais uma vez a cirurgia foi desmarcada.

Dona Maria das Graças voltou para casa, no bairro Formoso, com muito sangramento e fortes dores. “Minha mãe está fraca, sangra muito, não consegue se levantar e eu tenho muito medo que ela morra de hemorragia. A gente se esforça, consegue o sangue e o hospital não dá conta do produto. Isso é um absurdo e o que faremos agora? ” questiona desesperado o filho de Graça.

A cirurgia da dona de casa seria feita por que o caso é grave, mas o Hospital do Juruá, suspendeu as cirurgias eletivas, as que não são de emergência, por falta de sangue e também de anestesista. Das 15 que eram feitas diariamente, apenas 4 ou 5, as mais urgentes, são realizadas.

No Hemonucleo de Cruzeiro do Sul, a gerente, Diane Carvalho, reconhece a escassez de sangue. No início desta semana, havia apenas um litro e meio de sangue no local, quantidade ampliada para quatro litros e meio nesta sexta feira. Diane confirma campanha de captação de sangue feita nas duas ocasiões de tentativa de cirurgia, pela família de D. Graça e o envio para o Hospital do Juruá.

“Para tentar resolver essa situação vamos iniciar uma grande campanha de captação de sangue na cidade, com início dia 5 de junho no 61º Batalhão de Infantaria e Selva – BIS”, afirma Diane.

Além da falta de sangue, o Hospital do Juruá, conta com apenas dois anestesistas, sendo que um, trabalha parte do mês, fora do Acre. O diretor da unidade hospitalar, médico Marcos Lima, apenas informou que “semana que vem vamos ter uma reunião para solucionar esses problemas”.

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Cidades

Famílias protestam em Rio Branco por entrega de casas do governo

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FOTO: Notícias da Hora

No início da tarde desta segunda-feira, 24, dezenas de pessoas interditaram a saída da ponte Juscelino Kubitschek, a ponte metálica, no centro de Rio Branco, para exigir a entrega de casas sorteadas pelo governo federal.

Os manifestantes, em sua maioria contemplada com unidades habitacionais no Loteamento Andirá, alegam que participaram de programas de habitação do governo federal e desde 2009 aguardam a entrega das residências prometidas.

Durante o protesto, eles solicitaram a presença de um representante do Acre. Segundo eles, famílias que foram sorteadas recentemente não receberam o imóvel.

Em entrevista à rádio Aldeia FM hoje cedo, o secretário de Infraestrutura e Urbanismo, Thiago Caetano, falou que os cadastros de 2009, pelo menos, não podem mais ser usados para contemplação das casas de habitação.

Caetano disse, ainda, que os cadastros estão sendo atualizados e que em breve o governo irá lançar um programa de construção de casa no interior do Acre.

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Cidades

Em visita, ouvidor da União enaltece trabalho da prefeitura de Rio Branco

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Durante visita à Ouvidoria do Município de Rio Branco, ocorrida na última quarta-feira, 19, o Ouvidor-Geral da União Adjunto, Fábio Valgas, parabenizou o trabalho desenvolvido na capital acreana. Segundo ele, entre os 5.574 municípios do país, grande parte ainda enfrentam problemas de institucionalização. Já Rio Branco, para ele, possui instalações dignas, com todo um aparato propiciado em favor do cidadão, evidenciando a clara preocupação com as questões que envolvem a governança.

Aqui, Valgas participou do projeto ‘Abraçando o Controle Social’, desenvolvido em parceria com o Conselho Federal de Contabilidade Regional, como forma de incentivar o controle social, por intermédio de ações afirmativas.

Outro fator que motivou a vinda do ouvidor Federal ao Acre foi entrada em vigor do Código de Defesa do Usuário dos Serviços Públicos, disciplinado pela Lei Federal nº 13.460/2017, que obriga União, Estados e Municípios a manterem atividades de ouvidoria e criarem conselhos de usuários de serviços públicos, além de avaliarem a qualidade dos serviços prestados pelo poder público.

“Estamos num trabalho inicial. A orientação da prefeita Socorro Neri é para consolidar esses serviços. Dessa maneira, temos alcançado as respostas adequadas para os usuários dos serviços públicos”, destacou Estefânia Pontes, ouvidora do município.

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