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Equipe econômica de Gladson foi surpreendida com dívida de 10,5 milhões de dólares ao BIRD

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A cada dia que passa uma surpresa no endividamento público. Sinal de uma transição faz de conta liderada por Ribamar Trindade e técnicos do Tribunal de Contas do Estado. É cada vez mais difícil informar a real saúde financeira do Acre.

A secretária de fazenda Semírames Dias e técnicos do tesouro estadual bem que tentaram explicar a situação durante reunião com a base de deputados da Assembleia Legislativa na manhã de hoje (28), mas ao relatarem mais uma dívida de cifra milionária, desta vez com o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), avaliada em U$S 10,5 milhões, cerca de R$ 40 milhões, ficou difícil de os deputados colocarem na ponta da língua qual o superávit ou o déficit encontrado na máquina pública.

Desde janeiro que a equipe de planejamento e a Casa Civil batem cabeça com os reais valores do endividamento. O deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) cobrou no grande expediente do parlamento desta terça-feira onde está o débito de R$ 800 milhões informado inicialmente pelo governador Gladson Cameli.

O que intriga a opinião pública é que na contramão do que é informado pela equipe liderada pelo chefe da Casa Civil, na contramão da suposta calamidade financeira, o governador Gladson Cameli anuncia a poupança de recursos do décimo terceiro dos servidores públicos deste ano, mais de R$ 200 milhões e até investimentos inéditos de recursos próprios em recuperação de ramais.

A situação é tão vexatória que nem mesmo o líder do governo revelou no parlamento a dívida surpreendente apresentada à Semírames Dias e Maria Alice pelo BIRD na agenda que as secretárias fizeram durante toda semana passada em Brasília. Além dos R$ 100 milhões que o governo precisa devolver ao BNDES – pelo menos isso foi amplamente publicado – o Estado vai desembolsar em duas parcelas, a última no mês de novembro, mais R$ 40 milhões, em tese mal aplicados pela gestão anterior, dinheiro dos empréstimos contraídos junto aos bancos.

A correria foi maior quando o ac24horas revelou com base em documentos oficiais que o “porquinho da SEFAZ” tinha R$ 1 bi no cofre. Como o ataque é a melhor defesa, através da agência de notícias estatal, o Palácio Rio Branco afirma inconsistência nas informações.

Pelo contrário, segundo Samírames informou a estatal de comunicação, o governo está no limite e do total de R$ 1 bilhão, pelo menos R$ 250 milhões são destinados aos poderes. Além disso, é dele que sai também o valor repassado diretamente ao Fundo da Educação Básica, o Fundeb. Mas não para por aí, pois há ainda a fatia do Sistema Único da Saúde, além do que os recursos para operações de crédito, convênios e fundo de competências previdenciários.

“No saldo do Tesouro Estadual ficará então R$ 250 milhões, justamente o que tinha em saldo até o dia 30 de abril. Mas ele ainda tem outras vinculações”, explica a secretária de Fazenda.

Palácio Rio Branco ainda não sabe como o ex-governador aplicou R$ 140 milhões

Pior de tudo é que até a altura do campeonato a equipe econômica não sabe ou prefere não revelar como a gestão anterior aplicou R$ 140 milhões cobrados pelo BNDES e o BIRD. Tamanho silêncio, na opinião do deputado Fagner Calegário (sem partido) é responsável pelo contingenciamento dos recursos, principalmente de operações de crédito.

E não precisa ser um especialista em finanças para perceber que existe um represamento dos recursos públicos. A reclamação é geral de empresários que afirmam ter dinheiro de convênios para receber, que existe saldo em conta, mas sem nenhuma sinalização de pagamento.

Segundo dados oficiais divulgados nesse final de tarde, são R$ 130 milhões de resto a pagar processados e não processados, sendo que o governo da gestão passada deixou, no dia 2 de janeiro, apenas R$ 8 milhões.

A estimativa de débitos que o estado não tem empenhados é de R$ 250 milhões. “Algumas dessas dívidas até foram empenhadas, mas canceladas ainda no exercício anterior”, explicou a secretária de Fazenda para a agência estatal de Notícias do Acre.

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Prefeitura contrata novos médicos e diz que poderá perder profissionais do Mais Médicos

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Trinta e três novos médicos; clínicos gerais, pediatras e ginecologistas, passam a reforçar a Saúde na rede municipal de Rio Branco a partir desta semana. A prefeita Socorro Neri e os profissionais aprovados em processo seletivo simplificado, assinaram nesta sexta-feira, 14, a carta de apresentação e o contrato de trabalho.

No total, foram 39 vagas abertas pela Prefeitura de Rio Branco. De acordo com o secretário de Saúde do município, Oteniel Almeida, as seis vagas restantes serão preenchidas já nos próximos dias quando serão chamados os profissionais que estão na lista de espera. “É o momento em que a gente enfrenta uma crise financeira e também a questão de não ter médicos para contratar na cidade de Rio Branco. Porém, a prefeita faz um esforço muito grande, garante os recursos necessários, nossa equipe vai para o convencimento dos profissionais que estavam disponíveis e hoje a gente garante esse dia tão importante para a Saúde de Rio Branco. Dessa maneira, ampliamos em mais de 21 mil o número de novas consultas. E quem ganha é a população nos bairros que passam a ter acesso à assistência da saúde com qualidade”.

Com essa contratação, a capital acreana passa a ter médicos em todas as 56 unidades de saúde que estão sob responsabilidade do município.

A prefeita Socorro Neri disse que as medidas adotadas por sua gestão começam agora a fazer sentido para pessoas que antes não entendiam o motivo da reforma administrativa e a necessidade de ajustes na máquina pública municipal. De acordo com ela, a saúde deve ter uma melhoria significativa. Neri também falou sobre o fim do programa Mais Médicos em Rio Branco. Se o governo federal não rever este posicionamento, dos 110 médicos que atualmente fazem parte do quadro municipal, a capital acreana vai perder dez médicos até dezembro deste ano e outros 43 até julho de 2020.

“Nós estamos atuando junto à Confederação Nacional dos Municípios [CNM] para evitar que isso aconteça, buscando reverter essa decisão, à medida em que os municípios com mais de 300 mil habitantes, e ainda mais em regiões distantes dos grandes centros, como é nosso caso, sofrem muita dificuldade em fazer seleção, em manter os profissionais residindo no município. Nós queremos impedir que isso aconteça, mas ao mesmo tempo estamos fazendo um planejamento para ver de que modo vamos suprir essa carência. Como é que o município vai dar conta disso num momento de crise financeira que o país inteiro atravessa e em Rio Branco não é diferente”.

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No Acre, abate de bois cai no primeiro trimestre de 2019

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O abate de bovinos caiu neste primeiro trimestre de 2019 em comparação a igual do período do ano. Foram 9,56 mil cabeças a menos este ano. Fatores ligados ao mercado influenciaram a derrocada.

Mas essa é uma situação que não se repete por todo o Brasil. O país registrou um abate de 7,89 milhões de cabeças de bovinos sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária no primeiro trimestre de 2019, segundo as Pesquisas Trimestrais do Abate de Animais divulgada nesta quinta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado foi 1,6% superior ao obtido no primeiro trimestre de 2018. Em relação ao quarto trimestre de 2018, porém, houve redução de 3,6%.

Em números absolutos, foram abatidas 121,06 mil cabeças de bovinos a mais no primeiro trimestre de 2019 em relação ao mesmo período do ano anterior, refletindo aumentos em 14 das 27 Unidades da Federação. Os destaques foram Mato Grosso (+144,40 mil cabeças), Tocantins (+35,59 mil cabeças), Rondônia (+27,87 mil cabeças), Mato Grosso do Sul (+25,59 mil cabeças), Paraná (+11,60 mil cabeças) e Santa Catarina (+3,90 mil cabeças).

O Acre é o 6º com maior retração nos três primeiros meses deste ano em relação ao 1º trimestre de 2018. Pará, Goiás, São Paulo, Rio Grande do Sul estão na lista.

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