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Governo não repassa recursos e Lar dos Vicentinos pode fechar

O Lar dos Vicentinos em Cruzeiro do Sul vive situação parecida com o que já ocorreu com a Casa de Acolhida Souza Araújo e o Hospital Santa Juliana: a ameça de fechar as portas por falta de repasse do governo do estado.

É o que diz a coordenação da entidade que abriga atualmente 31 idosos na segunda maior cidade do Acre. O governo acreano não faz o repasse dos recursos desde novembro do ano passado. A dívida já ultrapassa os 100 mil reais.

Para não fechar as portas, a própria instituição tem arcado com todas as despesas, principalmente o pagamento dos salários de 9 servidores. O problema, é que a fonte secou.

“Há um convênio com a secretaria de Saúde do Estado para pagar um fisioterapeuta, sete auxiliares de enfermagem e uma enfermeira. São cerca de R$ 17 mil mensais. Como o repasse não é feito desde novembro de 2018, nós usamos os nossos recursos pra honrar os salários e não deixar que o atendimento aos idosos perdesse a qualidade. Só que para esse pagamento de maio já não temos como pagar e sem esses profissionais é impossível cuidar dos nossos idosos. E esse dinheiro que usamos está fazendo muita falta em outras áreas. Chegamos no nosso limite” declara a coordenadora substituta do Lar Vicentino de Cruzeiro do Sul, irmã Mônica Xavier.

Apesar da prefeitura de Cruzeiro do Sul ceder alguns servidores para a instituição, o número é insuficiente para garantir o atendimento aos internos.

Um outro problema são os custos com a medição. Nem o governo do Estado, nem a prefeitura de Cruzeiro do Sul ajudam com o fornecimento de medicamentos para os internos. A despesa nas farmácias da cidade com remédios e fraldas geriátricas, chega a R$ 12 mil mensais.

Já a alimentação dos idosos é garantida por meio de doações da comunidade e de um grande evento arraial junino, realizado todos os anos que garante um fôlego para a compra dos gêneros alimentícios.

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Acre

Duarte quer que governo Gladson antecipe metade do 13º em julho

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FOTO: SÉRGIO VALE

Se baseando pela declaração do governador Gladson Cameli que afirmou recentemente que já tem o dinheiro para o pagamento do décimo terceiro salário dos servidores públicos em dezembro, o deputado Roberto Duarte usou a tribuna da Aleac na manhã desta quarta-feira, 22, para pedir que o Estado disponibilize 50% do crédito para o funcionalismo, conforme prevê a legislação trabalhista.

“Eu entendo que, como o Governo mostrou para a população do Estado do Acre que está com a saúde financeira maravilhosa, porque criou inúmeros cargos, e ele também já disse que está com os recursos do décimo terceiro garantidos, nós vamos pedir que o Governo monte uma comissão e convide a Assembleia Legislativa para essa comissão para começar a negociar com todas as categorias dos servidores efetivos e, também, que possa fazer o pagamento do décimo terceiro até o mês de julho”, disse o parlamentar.

Duarte alega serem necessárias essas medidas como forma de valorizar o servidor público. Ele pede, inclusive, a realização de concursos públicos para ampliação do cargo efetivo que, em alguns casos, encontram-se com número de profissionais abaixo do necessário, como é o caso dos policiais civis e agente penitenciários.

O parlamentar ressaltou ainda que caso o a antecipação seja feita pelo governo, o comércio que está quebrado será beneficiado e ainda aquecerá a economia local com circulação de dinheiro e geração de emprego.

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Acre

Povo Huni Kuin cobra políticas públicas do governo Gladson

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FOTO: SÉRGIO VALE

Centenas de índios do Povo Huni Kuin tomaram as principais ruas do centro de Rio Branco na manhã desta quarta-feira, 22, e se concentraram em frente a Assembleia Legislativa do Acre com intuito de chamar atenção do governo do Estado sobre as políticas públicas para os povos indígenas.

O líder Ninawa Huni Kuin, presidente da Federação do Povo Huni Kuin do Estado do Acre, destacou que a mobilização também visa divulgar a 4ª Assembleia Geral do Etnia, que iniciou esta semana e vai até o próximo sábado, 25.

“Trazemos hoje para que a sociedade acreana e de Rio Branco conheça um pouco do trabalho que fazemos com o desenvolvimento do estado, apontado que os povos contribuem para isso”, pontuou.

Ninawa enfatizou que não existe relação com o governo Gladson Cameli, mas sim conversas paralelas. “No mês passado nos reunimos com o governador e ficou definido que um departamento seria criado na estrutura do Estado, mas nosso intuito não é esse. Nosso intuito não cargo, mas sim uma relação efetiva com o Estado”, frisou o líder.

FOTOS: SÉRGIO VALE 

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