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Governo caminha para nova derrota na Aleac

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Existe um movimento que tomou corpo dentro da Assembléia Legislativa entre os deputados de oposição e da base do governo para não aceitar uma nova indicação de Mayara Lima para ser a dirigente da AGEACRE. O seu nome já foi rejeitado pela casa, porque chegou de forma ilegal, com ela nomeada no cargo, quando isso só poderia acontecer após seu nome sofrer uma avaliação dos parlamentares e ser aprovado. Os deputados contrários argumentam que seria uma desmoralização o parlamento aprovar uma matéria que já foi derrotada nesta legislatura. “Ficaria mal para a imagem da ALEAC”, sustenta o deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB). Na mesma linha de raciocínio está o deputado Luiz Gonzaga (PSDB), de que nova votação da indicação de Mayara e a havendo a aprovação, não soaria bem na opinião pública. Ressalto, não está em discussão sua competência, mas formalidades. O governador Gladson Cameli, antes de viajar, já tinha decidido em reapresentar novamente o pedido, o que deverá acontecer na próxima semana. Só que para isso ser possível e a rejeição anterior ser desarquivada, seriam necessários 13 votos, que não estão assegurados na base governista. Há uma defesa de que o governo mande outro nome para ser apreciado para conduzir a AGEACRE. O líder do governo, Tchê (PDT), reconhece ser preciso muita conversa para aprovar.

NOME DE CONSENSO
Ontem, foi aprovada por unanimidade a indicação de Francisco Assis para comandar o ACREPREVIDÊNCIA. Isso só foi possível graças ao seu bom currículo na área previdenciária.

NOVA REFORMA COMEÇOU SER ESMIUÇADA
Em reunião ontem à tarde na sede do governo, com equipe econômica, começou a ser esmiuçado o novo projeto de reforma administrativa, com a presença de 11 deputados da base de apoio ao governador Gladsson Cameli. Foi mudada a estratégia de mandar projetos sem antes discutir com os deputados. “Para ser aprovado, antes tem que ser discutido e virar consenso ou não se aprova”, enfatizou o líder do governo, deputado Luiz Tchê (PDT).

BASE FECHADA
A base do governo começa a ser fechada em 14 deputados. Além dos 11 presentes à reunião, não participaram por estarem fora da capital, os deputados José Bestene (PROGRESSISTAS), Neném Almeida (SD), e Antonia Sales (MDB). Aos poucos a base vai tomando uma moldagem.

AS PANCADAS VÃO ENSINANDO
As pancadas que o governo Gladson vem recebendo por conta de decisões amadores ao que parece estão surtindo efeito. Discutir antes com os deputados os projetos que serão enviados foi uma exigência do novo líder do governo, deputado Tchê (PDT), para aceitar a função.

CONQUISTA PARA SENADOR GUIOMARD
A senadora Mailza Gomes (PROGRESSISTAS) tem o compromisso do governador Gladson Cameli de que o governo vai construir em Senador Guiomard um Colégio Militar.

NÃO PODE JULGAR AO SABOR DA EMOÇÃO POPULAR
A decisão que soltou o ex-presidente Temer foi jurídica e seguiu a lei. A prisão preventiva não é regra, mas exceção. Temer não tem condenação. A decisão não o absolveu de nada. Não implica que não possa vir a ser julgado, condenado, e preso dentro da lei. Um Juiz não pode julgar ao sabor da emoção da opinião pública. Perdoem, não entro em discussão emocional.

TEMPO PARA AJUSTES
Na sua caminhada para unificar a base do governo na ALEAC, o deputado Luiz Tchê (PDT) tem usado da fina ironia: “não deram um ano de prazo para o Gladson? Peço três meses!”.

CALEGÁRIO EXIGE INDEPENDÊNCIA
O deputado Fagner Calegário (PV) não decidiu ontem em que partido vai se filiar após sair do PV, mas avalia duas siglas para aderir: “Progressistas e o PSD”. Mas ressalva que exigirá para onde for a independência parlamentar para defender os seus pontos de vista na ALEAC.

SIMPLES APOSTA
Eu apostaria que vai párea o PSD, onde teria liberdade para exercer o mandato livre.

COISA DE BUROCRATA MALUCO
A denúncia de ontem do deputado Daniel Zen (PT) de que as aulas não começaram nas escolas ribeirinhas da área rural, porque o contrato com os barqueiros que faziam o transporte dos alunos não foi renovado, parece surreal, mas é realidade. Isso é coisa de burocrata maluco!

A BUROCRACIA SUFOCA UM GOVERNO
O mais misterioso disso tudo é que quem ganhou a licitação para o transporte escolar foi uma empresa de Manaus. Aliás, a turma de Manaus está ganhando tudo. E as empresas acreanas cheirando a vara do Batista. Por qual razão não fizeram um contrato aditivo com os barqueiros para que as aulas tivessem início? A burocracia acaba com a agilidade de uma administração.

O APRESSADO COME CRU
Sabe aqueles diretores da AGEACRE que foram demitidos antes do término de seus mandatos pelo governador Gladson Cameli, e que foi amplamente contestado na ALEAC, principalmente, pelo deputado Evaldo Magalhães (PCdoB)? Pois bem, o TJ decidiu pela volta de todos aos cargos. E só poderão ser exonerados ao fim do prazo contratual. O apressado come cru.

SIMPLES, MAS OBJETIVO
O deputado Jenilson Lopes (PCdoB) está defendendo uma medida simples, mas objetiva por parte do governo: que sejam incluídas nas escolas da área rural matérias com noções sobre pecuária e agricultura. Serve para o jovem ganhar conhecimento técnico e se fixar ao campo.

SOMOS DA FRONTEIRA
Outro projeto interessante é o do deputado Cadmiel Bonfim (PSDB), que torna de optativo em preferencial o ensino do espanhol nas unidades escolares do Estado. Tudo a ver, o Acre faz fronteira com o Peru e com a Bolívia.

DESTAQUE NAC IONAL
O deputado federal Alan Rick (DEM) vem sendo destaque nacional na imprensa especialiada pela sua defesa de aposentadorias dignas para os policiais. A vantagem do Alan é ser um político de posições. Tem gente que gosta do seu mandato, outras não, é  da democracia.

CAETANO, ASSIM O BOI NÃO DANÇA!
O deputado Antonio Pedro (DEM) está de língua seca de tanto cobrar que a balsa que faz a travessia sobre o Rio Acre do bairro Sibéria para o centro de Xapuri, não cesse de operar. Cacete, não tem dinheiro para comprar um motor novo? Secretário Thiago Caetano, assim o boi não dança! Construir uma ponte tem que esperar, mas comprar um simples motor?

VERSÃO DO THIAGO
Tinha feito o comentário quando me chegou a versão do sempre solicito secretário Thiago Caetano sobre a Balsa de Xapuri. Revelou no áudio que me enviou que, a manutenção estava a cargo do DERACRE, mas que faltaram meios legais para contratar a recuperação. Tomou a frente, conseguiu pegar uma carona em uma ata, assumiu o problema, conseguiu orçamento, correu, contrato uma empresa que já estará hoje em Xapuri, iniciando os trabalhos de recuperação. Não serão feito apenas remendos paliativos, porque a balsa apresentava vazamentos que colocavam em risco a vida dos usuários. Será trocado todo o fundo da balsa, depois complementada a parte de cima. E que isso levará alguns dias. Quem bom se todos os secretários corressem como o Thiago para resolver os problemas e prestassem contas à opinião pública. Assim a notícia fica com mão dupla. E que o problema seja sanado de vez.

CARA NA PORTA
Quem procura a Delegacia de Mâncio Lima para prestar uma queixa bate com a cara na porta. Simplesmente, já vai entrando no quinto mês que se encontra fechada. Como não criticar?

FAÇAM AS SUAS APOSTAS
A roleta vai girar, senhores jogadores! Façam as suas apostas: vermelho 21, o secretário de Agricultura, Paulo Wadt, será demitido após a volta do governador dos EUA. E preto 27, ele continuará no cargo mesmo com a torcida dos adversários que peruam o jogo. Girou!

SERIA O FIM DA PICADA
Ao que parece a equipe de esporte da Difusora Acreana continuará a transmitir as partidas de futebol. Graças á intervenção do chefe do gabinete civil, Ribamar Trindade, o que seria um vexame foi evitado. Não fosse isso seria mais uma pauta negativa o fim das transmissões.

AINDA ESTAVAM SE BATENDO
Ontem ainda estavam se batendo para compor os nomes da CPI da Energisa. Continuo com a mesma posição desde o início dos debates de que, não vão baixar um centavo da conta de luz.

BOA QUEDA
Não sei qual foi a estratégia usada, mas as execuções e os assaltos em Cruzeiro do Sul tiveram os seus índices reduzidos. Ponto para os policiais militares e civis daquele município.

NÃO É O DONO DA CANETA
O chefe do gabinete do Gladson Cameli, Ribamar Trindade, costuma ser acusado de mandar e desmandar no governo, nomeando e exonerando quem quer. É falso. Não tem este poder. Nenhum decreto de nomeação é assinado por ele. O dono da caneta é o Gladson Cameli. Os deputados que o criticam têm de entender isso. Nada acontece sem o ciente do Cameli.

ALTAMENTE RESPEITÁVEL
O nome do Juiz aposentado Pedro Longo vem sendo citado como provável candidato a prefeito de Rio Branco. Se for concretizado, vai engrandecer os debates na campanha para a PMRB. Quanto mais nomes com a sua qualificação forem candidatos, melhor para a política.

AFUNDA DE VEZ
Este tosco debate que já virou briga entre os filhos do presidente Jair Bolsonaro, o guru da direita, o desbocado Olavo de Carvalho e a ala militar do Planalto, vai afundando o governo. Se o Bolsonaro não aprovar a PEC da Previdência do tamanho formatado será o fim do sonho.

NENHUM ARREPENDIMENTO
Não endosso a balbúrdia, vejo com preocupação o governo Jair Bolsonaro se encontrar destrambelhado, mas ainda assim não me arrependo de não ter votado no Hadad.

MILITAR PARA QUÊ?
Quando vejo um colega jornalista como o Wiliandro Derze dizendo que pensa seriamente em procurar outros caminhos que não sejam o de apoiar o governo Gladson, isso é lamentável. Este rapaz esteve na linha de frente nas redes sociais brigando com o PT. E não foi olhado.

PARECE IRREVERSÍVEL
O MDB ter candidatura própria à PMRB a cada dia parece ser irreversível. Com o fim das coligações proporcionais um partido grande como o Glorioso, tem de ter nome a prefeito para dar palanque à sua chapa de candidatos a vereadores. E, quanto mais cabra, mais cabrito.

CONVITE FEITO
O desembargador aposentado Arquelau Castro estuda convite para ser candidato a vereador.

SUCESSO AO BOM PASTOR
Não pude estar ontem no lançamento do livro “Fé em Ação” do bom Pastor Agostinho, mas desejo sucesso e prometo comprar um volume e ler. E conhecer a sua bela obra na IBB.

COM PLANEJAMENTO TUDO FUNCIONA
Não se concebe na administração moderna a falta de planejamento. O amadorismo na gestão leva ao fracasso. Um exemplo que planejamento é tudo é em Cruzeiro do Sul. Foi a gestora Ildecleide Cordeiro assumir a parte administrativa da prefeitura, enxugar a máquina, que deu condições a que o prefeito Ilderlei Cordeiro ficasse livre para se dedicar apenas às ações municipais e a sua popularidade voltasse, com as obras que executa na cidade. Hoje, vários prefeitos estão indo ao município para adquirir tecnologia em asfaltamento de ruas.

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Governo passa com rolo compressor na oposição

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FOTO: SÉRGIO VALE

No parlamento, quem decide o que deve ou não deve ser aprovado é a maioria. À minoria cabe protestar, criticar, mas lhe fica reservado o papel do derrotado. O que vinha acontecendo até a votação de ontem do projeto da reforma, era uma inversão de valores na ALEAC, aonde a oposição vinha derrotando um governo amplamente majoritário. Mas acabou a festa. O governo rearticulou a sua base, unificou, e impôs uma derrota fragorosa à oposição, aprovando o projeto da nova reforma com 15 votos a favor e 8 contrários. Só não teve 16 votos por o deputado Nicolau Junior (PROGRESSISTAS), como presidente, não poder votar. O deputado Roberto Duarte (MDB) ainda tentou através de um artifício regimental, separar o projeto da reforma dos demais, e votar em destaque nas comissões legislativas. Foi derrotado. Nos demais projetos, estes foram aprovados por 23 votos. O que se pode destacar neste novo momento da base do governo: primeiro, é que o governador Gladson Cameli resolveu usar o poder e dar o comando de que, a votação serviria para definir quem daqui para frente seria ou não seu aliado. General forte, exército forte. Também teve outro componente decisivo na vitória: a articulação política do governo funcionou. A chegada do deputado Luiz Tchê (PDT) na liderança do governo foi outro fator preponderante. É que o Tchê é preparado, conhece o parlamento e os seus humores, e soube dialogar com os deputados dissidentes. O papel do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Nicolau Junior (PROGRESSISTAS), neste processo, com seu perfil conciliador, também foi importante. E terem dado ao secretário Ney Amorim, pela primeira vez, a liberdade que lhe faltava para trabalhar na aglutinação da base governista, acertaram em cheio. Ponha ainda neste cadinho a participação positiva do chefe do gabinete civil, Ribamar Trindade. Foi um cenário que a oposição não esperava. Apostava tudo em dissidências acontecidas em votações anteriores em que derrotou o governo, que não ocorreram. E foi o que se viu: a oposição foi esmagada pelo rolo compressor do governo na votação de todos os projetos levados ontem ao plenário. A derrota estava no semblante dos oito deputados da oposição. E o jogo foi jogado. Manda quem pode, obedece quem tem juízo.

DISCURSOS INCISIVOS

O que se notou ainda na votação da nova reforma administrativa foi a participação de deputados da base governista na defesa do projeto. O deputado Luiz Tchê (PDT) fez um discurso demolindo ponto por ponto os argumentos levantados pelos deputados da oposição contrários à matéria. O deputado José Bestene (PROGRESSISITAS) também teve uma fala incisiva dos tempos do velho Zeca de outras legislaturas. Também é de se destacar o pronunciamento fulminante contra os opositores pelo deputado Marcos Cavalcante (PTB).

EQUILÍBRIO É FUNDAMENTAL

Dos discursos da oposição pinço o feito pelo deputado Daniel Zen (PT), que votou contra o aumento de cargos de confiança, mas destacou que o projeto do governo tinha pontos bons, como a volta das estruturas do Instituto Dom Moacyr e do Instituto de Mudanças Climáticas.

NÃO PODE SER O NADA PRESTA

Oposição tem que ser feita a quem está no poder. Firme e incisiva. A oposição é um instrumento da democracia, sem ela vira ditadura. Só não pode ser a oposição de que o que vem de quem governa não presta. Por isso sempre destaco o deputado Daniel Zen (PT), como um político de que sabe ser um oposicionista num contexto de equilíbrio e de coerência.

FACETA INTERESSANTE

O governador Gladson Cameli mostrou ontem uma faceta interessante. De livre iniciativa saiu do seu gabinete no Palácio Rio Branco e foi sentar e dialogar com os policiais civis que estavam acampados na praça palaciana protestando por cumprimentos de pautas da categoria. Disse o que podia ser resolvido e o que não podia. E saiu aplaudido. Não se governa numa redoma.

DIA DE VITÓRIAS

Ontem, foi o dia de vitórias para o Gladson. Entregou na Caixa Econômica Federal os projetos para a recuperação de ramais no valor de 94 milhões de reais, parados desde o governo passado. Se os projetos não fossem entregue até o fim de junho o recurso seria perdido.

FORÇA-TAREFA

Para que os projetos fossem entregues na CEF em tempo recorde foi preciso o secretário de Infraestrutura, Thiago Caetano, montar uma força-tarefa com outros órgãos do governo para a conclusão. A prioridade é usar o recurso num menor número de ramais, mas com um serviço de qualidade com pavimentação. Serão priorizados os com maior população e produção.

CONVITE NA MESA

O advogado Edinei Muniz estuda filiar-se ao MDB. Foi convidado pelo deputado Roberto Duarte (MDB). Edinei é um quadro político dos mais preparados e somaria muito no MDB.

ALAN RICK

O deputado Alan Rick (DEM) tem se empenhado na defesa do direito dos portadores de doenças raras de recorrer à justiça para conseguir seus medicamentos. O assunto está em análise no STF. São 3 milhões de pacientes no país. Alan defende ainda que o governo federal negocie com os laboratórios preço menor para os medicamentos e garantir o tratamento.

O MÍNIMO QUE SE ESPERA

Depois da aprovação da criação de mais de 450 CECs, o mínimo que se espera do governador Gladson Cameli é de que estes cargos sejam ocupados por pessoas competentes e não usados como cabides de emprego. Estará todo mundo de olho no Diário Oficial.

SABE QUE NÃO HÁ COMO

É um problema complexo, que envolve decisão judicial tomada, por isso a cobrança por parte do deputado Jenilson Lopes (PCdoB) para que o governo mande um projeto regularizando o Pró-Saúde é jogo para a platéia. Sabe que não se resume a um ato simples de só mandar.

NÃO ENTENDI

Um policial militar tem entre as atribuições apreender armas ilegais encontradas durante uma ação. Não entendi o projeto do deputado Cadmiel Bomfim (PSDB) que torna lei a gratificação ao policial por arma recolhida. A alegação, menos ainda: de que sem o benefício o número de armas aprendidas diminuiu. Passou a impressão que a apreensão é vinculada ao pagamento.

NOME NOVO NA DISPUTA

O policial federal aposentado, Eden Barros, é um dos nomes que pode disputar a prefeitura de Xapuri no próximo ano. Atualmente, Eden é filiado ao PV, mas discute entrar no MDB.

PONTO PARA A POLÍCIA

Ponto para a polícia civil, numa investigação recorde prendeu os envolvidos no crime de decapitação, uma cena impactante e cruel que inundou as redes sociais. Não são humanos.

NÃO SE AFINA

Sempre que pode o deputado Fagner Calegário (PV) dá uma estocada no chefe do gabinete civil, Ribamar Trindade, lhe atribuindo os desacertos em atos do governador. Calegário dá ao Ribamar um poder que não tem, como de determinar o que pode ou não ser feito no governo.

NINGUÉM LHE TIRA

Não sei os motivos das críticas do deputado Fagner Calegário (PV) – um direito seu – mas não se pode deixar de em relação ao chefe do gabinete civil, Ribamar Trindade, reconhecer ser um auxiliar do governo competente nas atribuições que recebe. Mas não é quem tem a caneta.

MAS É VIRADA

Não sei se os seus projetos para o setor do empreendedorismo e turismo vão decolar. Mas a secretária Eliane Sinhasique não tem se limitado ao gabinete, ao lamento, mas corre atrás.

NÚMEROS DO GERLEN

Na contabilidade do deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISTAS), com a nova reforma aprovada ontem na ALEAC, além de garantir o funcionamento da máquina pública o atual governo economiza 7 milhões de reais se for feita uma comparação com o governo do PT. No governo do PT eram pagos com CECs 17 milhões de reais. No governo Gladson serão pagos 10 milhões de reais.

200 MILHÕES DE REAIS

É o valor, segundo o deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISTAS), que o atual governo pagou só de dívidas deixadas pelo governo petista. E nisso está incluído o 13º salário atrasado herdado.

LONGE DO FANATISMO

O presidente Bolsonaro divulgou um vídeo de um Pastor evangélico que o cita como alguém “enviado por Deus” para comandar o Brasil. Não embarco na canoa do fanatismo religioso.

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Blog do Crica

A doce vida nas falidas estatais

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Quem imaginar que as falidas empresas estatais estão apenas arquejando, que estão sendo mantidas até as suas extinções só por diretores da massa falida e liquidantes estão enganados com a cor da chita. As estatais viraram um imenso varal de empregos e de benesses de afilhados políticos do governo. Durante a campanha política o mote do então candidato ao governo, Gladson Cameli, era de acabar com as estatais, que segundo o seu discurso não passavam de “cabides de emprego”. E completava sempre sobre o assunto: “não vou deixar uma, vou acabar com tudo.” Primeiro, foi mal orientado pelos seus assessores políticos, porque as estatais possuem débitos ficais e o Estado precisaria saná-los antes de meter a chave na porta. Como não pôde fechar as estatais, o que se esperava do governador era que deixasse somente os liquidante e um ou outro diretor. Mas, não sei orientado por quem, transformou as estatais numa doce vida com a criação de CECs e FGs, sem a menor necessidade. Na ACREDATA foram criadas ou mantidas 12 CECs e 72 FGs. Na SANACRE, a festa foi grande com 21 CECs e 150 FGs. Vão somando. Na COLONACRE são 21 CECs e 66 FGs. Sem falar nos diretores nomeados. E com algumas destas CECs sendo nos tetos 6 e 7, com salários superiores a 5 mil reais. Tudo bem que, quem delimita o tamanho do Estado é quem governa. Não é ilegal se criar CECs, mas que venham a produzir algo para o Estado. Não é o caso das estatais, que estão com as portas abertas apenas para não dizer que fecharam, mas não dão nenhuma contribuição ao governo no campo do desenvolvimento. Existem só nos nomes. O que se pode deduzir com este quadro é que o Gladson Cameli foi pessimamente assessorado quando montou a Reforma Administrativa aprovada na Assembléia Legislativa, caso contrário não inflado as estatais que tanto combateu na campanha por serem inertes.

CONVERSANDO É QUE SE ENTENDE, SERÁ?

O líder do governo na ALEAC, deputado Luiz Tchê (PDT), pretende procurar o prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, para uma conversa inicial sobre o seu retorno à base do governo Gladson Cameli. “O Mazinho é meu amigo, uma pessoa de coração grande, um político de importância, vamos o procurar para lhe ouvir. Dialogar. Seria importante ele voltar a compor com o governo, não custa nada termos uma boa conversa política”, promete o deputado Tchê.

QUESTÃO É SIMPLES

A questão do prefeito Mazinho Serafim é simples. No popular foi sacaneado, foi olhado com desdém pelo governador Gladson Cameli, que prestigiou seus adversários, e se tivesse boa vontade de uma recomposição política, por certo já teria feito uma visita á prefeitura de Sena Madureira. Mazinho é tratado pelo governo como pária, querem que, ele retribua com palmas? Por isso não acredito muito que essa prometida investida do Tchê venha a dar certo. Mesmo porque, se o Gladson tivesse interesse em uma reaproximação já teria lhe procurado.

GARANTIAS REAIS

O deputado Neném Almeida (SD) me disse ontem que somente sairá do SOLIDARIEDADE com garantia real de que não vai perder o mandato. Se sair apenas com uma “Carta de Liberação”, como quer a direção do partido, nada impede que o primeiro suplente requeira seu mandato.

COM O JURÍDICO

Não pedi para sair do partido, eles que comunicaram que estavam me dando uma “Carta de Liberação”, entreguei o caso na mão do meu advogado para me cercar juridicamente e impedir eu venha a ser vítima de uma cilada política, explica Neném. “Quero sair sem brigas, mas seguro”, diz.

CARTA BATIDA

O certo é que não há mais lugar no SOLIDARIEDADE para os grupos da deputada federal Vanda Milani (SD) e do deputado Neném Almeida (SD). Pelo fato do SD o querer fora.

PETECÃO, O REI DAS QUADRAS

Da bancada federal acreana ninguém investiu mais em esporte destinando emendas parlamentares do que o senador Sérgio Petecão (PSD). São centenas de quadras sintéticas espalhadas pelo Estado, com maior número na capital. Uma nova quadra deverá ser entregue na 6 de Agosto. Certo o Petecão, investir no esporte ajuda a tirar os jovens das drogas.

ACABOU A RECLAMAÇÃO

A intervenção do secretario de Infraestrutura, Thiago Caetano, por determinação do Gladson Cameli, de asfaltar a AC-40, que vinha sofrendo uma campanha de críticas nas redes sociais por estar deteriorada e tomada por buracos foi uma pauta positiva. É isso que o Gladson tem que procurar executar, obras e ações que afinem o seu governo com os anseios do povão.

BEM MENOS

Se forem somados 900 cargos que ficaram na Reforma Administrativa, os 450 que devem ser aprovados pela Assembléia Legislativa, e os que foram criados nas empresas estatais, ainda assim, o governo Cameli terá bem menos cargos de confiança que no último governo do PT.

SERIA ALGO SURREAL

Com todos os desencontros deste início de governo Gladson Cameli, ainda assim não consigo acreditar que fará uma administração pior do que a do seu antecessor. Pode ajustar a gestão, tempo para isso ainda tem de sobra. E se for um governo que dê certo, melhor para o Acre.

AÇÃO DO ALAN RICK

Foi fruto de ação parlamentar do deputado federal Alan Rick (DEM), que o Ministério Público Federal entrou na briga pelo retorno do vôo da GOL, no trecho Rio Branco-Porto Velho.

PRATICAMENTE ELUCIDADO

O crime da decapitação de um jovem e que tomou conta das redes sociais já foi elucidado pela polícia e os autores identificados. Os policiais os tratem com o maior carinho, porque se disserem que tiveram um fio de cabelo tocado, por certo os policiais passarão a ser os vilões.

VAMOS DAR O CRÉDITO

Nada contra que notas da coluna sejam pinçadas para republicação em outros espaços nas redes sociais, mas vamos dar o crédito ao autor da matéria. A prática não vem sendo adotada.

FORA DA EQUIPE

Não havia ao governador Gladson Cameli outra medida ao não ser afastar da sua equipe de segurança o militar do BOPE, Alan Martins, que se envolveu em um acidentes com morte. O resto fica com a justiça. O que o Gladson podia fazer legalmente era o tirar da sua segurança.

VAI COMPLICAR

Caso a prefeita Socorro Neri entre na justiça contra a sangria indevida efetuada pelo Estado nos últimos 20 anos, cortando pela metade o repasse da cota legal do ICMs da PMRB, para aumentar o valor de repasse aos demais municípios, os governadores dos últimos 20 anos do PT podem ser acionados por improbidade administrativa. Está nas mãos da Socorro Neri, abrir mão ou não do percentual de 50% a que a PMRB tem direito. A PMRB não nada em dinheiro. E se não abrir mãos a quebradeira nas prefeituras do interior será geral. É um caso delicado.

MDB NA OPOSIÇÃO

A tendência é que dois dos três votos do MDB na Assembléia Legislativa sejam contra o projeto da nova reforma administrativa do governo, prevista para ser votada na sessão de hoje. Votarão contra o deputado Roberto Duarte (MDB); o mais duro opositor ao Gladsom, e a deputada Meire Serafim (MDB). A deputada Antonia Sales (MDB) deve votar a favor.

CHAMEM O CHAPOLIM COLORADO

Acompanho o Rio Branco Futebol Clube desde a década de 70. Época que tinha uma sede social que era referência em eventos. Um time de futebol temido e de muitos títulos. Nos últimos anos parece que passou um furacão pelo clube. A sede desmoronou. Uma dívida de cerca de 2 milhões de reais. E para completar a atual diretoria submete o torcedor ao vexame de ir ao estádio para ver o pior time que o Rio Branco montou nos últimos tempos ser humilhado. Fora o goleiro e os dois zagueiros, o restante é vergonhoso, não seriam titulares no campeonato do Calafate. Não se pode deixar de reconhecer alguns abnegados. Mas o futebol mudou. Não cabe mais o amadorismo, a improvisação. Tem que se moderno, planejado, profissional. Quem é o empresário que vai colocar o nome da sua empresa num projeto falido, amador, sem planejamento? Se era para o torcedor ir para o estádio passar vergonha, melhor não ter colocado o time em campo. Como torcedor das antigas do Estrelão tinha que fazer este desabafo. Lamentável assistir o fim de um memorável clube. Só uma diretoria nova, com visão profissional, poderia salvar o Estrelão. Caso não queiram este caminho, chamem o Chapolim Colorado! Pobre Rio Branco Futebol Clube!

FALTA LEGITIMIDADE

Falta legitimidade a quem participou dos últimos vinte anos do desastre administrativo do PT para atacar o governo Gladson Cameli, mesmo com as suas trapalhadas iniciais, porque foram coniventes com o fracasso da gestão petista calados, que resultou na derrota mais fragorosa que o PT sofreu, junto com seus aliados da FPA.

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