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Intrigas, ameaças e rebelião na república do TCE

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A demissão anunciada pelo governador Gladson Cameli e depois sustada do Diretor do IMAC, André Hassem, teve como recheio principal um festival de intrigas nos bastidores entre aliados do governo, envolvendo o grupo da deputada federal Vanda Denir (SD) e o deputado Neném Almeida (SD), apoiado por outros parlamentares. A coluna teve a informação de que a demissão de Hassem se deu após um pedido endossado por quase todos os deputados e dos quais, o Neném foi uma espécie de porta-voz, na reunião da base de apoio do governo com o Gladson, no último fim de semana. O fato foi confirmado ontem à coluna pelo vice-governador Major Rocha. Entre as queixas dos parlamentares contra Hassem estaria a arrogância, só prestar contas dos seus atos para o grupo que o indicou e de não seguir as diretrizes governamentais. Após as queixas, Cameli pediu à sua secretária que acompanhava a reunião para que ligasse ao Gabinete Civil com a determinação de baixar o ato de demissão e pedisse à deputada Wanda  que indicasse outro nome para o cargo. Segundo uma fonte do governo (a deputada federal Vanda Denir não confirmou), após receber a comunicação, inconformada, ela reuniu-se com o governador, atribuindo o pedido de demissão a uma perseguição política que sofre do deputado Neném Almeida (SD) que, inclusive, receberá uma carta de autorização para deixar o SD. O argumento que teria usado é que não foi praticada nenhuma ilegalidade pelo seu afilhado Hassem. Chegou na ocasião a anunciar de que, caso a demissão fosse mantida não indicaria substituto e entregaria todos os cargos que seu grupo tem no governo, entre eles, a Secretaria de Meio-Ambiente. Isso fez com que o Gladson voltasse atrás, mas redundou numa rebelião entre deputados da base de apoio ao governo que insistem na demissão. Para hoje foi marcada uma reunião da bancada, para debater o puxa-encolhe no caso do IMAC.

PRECISA MAIS DE QUEM?
Na reunião marcada para hoje da bancada estadual um grupo majoritário de deputados deve se manifestar exigindo do governador Gladson Cameli para que mantenha a demissão de André Hassem do IMAC. “Quem vai votar os projetos do governo na Assembléia Legislativa e a Wanda ou nós deputados? É isso que o governador tem de escolher”, disse um deles à coluna.

MÃOS ATADAS
O governador em exercício, Major Rocha, disse ontem que as reivindicações dos deputados sobre o IMAC são justas. “Não posso é atropelar uma decisão tomada e recuada pelo Gladson”, explicou Rocha. E acentuou: “o pedido de demissão não veio só deputado Neném Almeida, mas de quase todos os deputados”. Este fato pode fazer fracassar as tentativas de unidade da base de apoio.

NOTA DA DEPUTADA WANDA
A deputada federal Wanda Milani (SD) preferiu se manifestar sobre o episódio em uma nota: “Luis Carlos. Até o momento não é do meu conhecimento nenhum ato que desabone a sua conduta (André Hassem) frente ao IMAC, assim sendo, ou até que provem o contrário, ele é o nome que temos para chefiar o Instituto, não podemos seu pautados por grupos políticos sejam eles A ou B. No momento que se tenha prova de cometimento de qualquer ação que não esteja de acordo com as metas propostas por nosso governo, seja ele ou qualquer outro cargo de nossa indicação deverá ser substituído. Fico à sua disposição. Deputada Vanda Milani”

CONFUSÃO ESTÁ FORMADA
O certo é que a confusão entre o grupo da deputada federal Vanda Milani (SD) e o grupo de deputados ligados ao deputado Neném Almeida (SD) está formada. Não dá para se prever a reação dos deputados com o recuo do governador Gladson Cameli, nas votações na ALEAC.

PROJETOS IMPORTANTES
E existem projetos importantes para serem votados na ALEAC, entre eles, a nova reforma administrativa.

MAL DIVIDIDO
Perguntei ontem a uma importante figura do poder o motivo pelo qual alguns deputados da base governista estão descontentes com o governo, e a resposta foi taxativa: “dividiram mal os cargos. Tem deputado com muitos cargos e outros com poucos cargos e não tem mais CECs”.

DOIS GRUPOS
Ficaram na Assembléia Legislativa dois grupos dentro da base do governo, os dos “Gulosos” e os da “Pindaíba”. E o complicado é que os votos de todos os deputados têm o mesmo peso.

FIÉIS E APROVEITADORES
Na “Marcha para Jesus”, uma espécie de carnaval gospel dos evangélicos, que reuniu uma grande multidão, o que se deu para notar é que virou um encontro de aparições políticas. Os que foram por serem evangélicos fiéis e os políticos que não são e foram para aparecer. Os últimos, num bom número.

UM EXPOENTE A CADA MARCHA
Ao longo das “Marchas para Jesus” os grandes homenageados foram sendo trocados. Nas anteriores os Vianas e o Marcus Alexandre foram as estrelas, e na Marcha da semana passada o grande queridinho virou o governador Gladson Cameli. O certo é que os petistas já vinham perdendo a cada eleição o chamado voto evangélico.

REI MORTO, REI POSTO
Quem apareceu na “Marcha para Jesus”, mas de formas discreta, sem o batalhão que o cercava quando era prefeito de Rio Branco foi o ex-prefeito Marcus Alexandre (PT). A velha história do rei morto, rei posto. Se tivesse ganhado a eleição, seria o dono da festa.

SÍNDROME DA RAINHA VERMELHA
Este governo está com a síndrome da “Rainha Vermelha”, a personagem da obra “As Aventuras de Alice no País das Maravilhas; que, quando era contrariada, aos gritos, bradava: “cortem a cabeça, cortem a cabeça…. Nestes cinco meses desta gestão rolaram cinco cabeças do primeiro escalão. E antes de viajar me disse o Cameli que, novos secretários podem rodar na volta.

PREFEITURA NAS RUAS
A prefeita de Brasiléia, Fernanda Hassem, deverá lançar nos próximos dias uma grande ação de verão para a recuperação de ruas, drenagem e limpeza da cidade. O interessante é que o trabalho será bancado por recursos próprios, o que é sinal de uma boa gestão financeira.

PLANEJANDO DÁ CERTO
Ainda recentemente a prefeita Fernanda Hassem promoveu a ação “Brasiléia Mais Saúde”, um programa com médicos especialistas, que atendeu mais de mil pessoas no município, com consultas realizações de exames e distribuição de medicamentos. Não fica a chorar miséria

É CEDO PARA A FESTA
O ex-senador Jorge Viana (PT) vem fazendo a coisa certinha. Sabe que este ano não se resolve nada politicamente, por isso evita entrar na discussão de candidatos a prefeito. Está deixando para entrar no jogo no próximo ano, quando se conhecerá quem será quem para a PMRB.

AFASTA DE MIM ESTE CÁLICE
O vice-governador Rocha alega que não será candidato a prefeito de Rio Branco porque o partido tem de conquistar novos espaços mantendo os atuais. Trabalha firme em fazer do professor Minoru Kinpara o candidato tucano à PMRB. Quase impossível unir todos os aliados. É visto por boa parte dos aliados do Gladson Cameli como “Cavalo de Tróia” da oposição.

EVITANDO CONVERSA
O senador Sérgio Petecão (PSD) tem se recusado atender os acenos do professor Minoru Kinpara para uma conversa sobre a sucessão. Petecão tem fugido desta discussão este ano como o Diabo foge da cruz. Não quer assumir compromisso antes de conhecer o cenário.

MALANDRAGEM PERDE!
O senador Petecão (PSD) conta que o anão Montana Jack, o que tem de pequeno ganhou em malandragem política. Quando sabe que um deputado vai visitar o Petecão, acessa o site do TRE-AC, decora o número do candidato, e o recebe na porta dizendo: “votei em você!”. E, em seguida diz o número com o qual disputou a eleição. O deputado sai alegre e acreditando.

NÃO DISSERAM A QUE VIERAM
Na verdade muitos dos secretários, assessores especiais, não disseram o que foram fazer no atual governo. Se o Gladson Cameli acionar a guilhotina de novo o fará com justa razão. E quem não nota as suas presenças, notará as suas faltas.

STAND BY
Até o fechamento da coluna, a anunciada demissão do secretário de Agricultura, Paulo Wadt, não tinha sido publicada no Diário Oficial. Novo recuo da Gladson Cameli à sua degola?

BICHO NA CAPAÇÃO
A deputada federal Mara Rocha (PSDB), que foi madrinha da indicação, é quem mais pede a demissão do secretário de Agricultura, Paulo Wadt.  Quem pariu Mateus, embale!

PAULADA NO LOMBO
Quem acompanha o trabalho do deputado Roberto Duarte (MDB), a quem respeito como um parlamentar qualificado, e leu sua última entrevista no jornal OPINIÃO, não tem como separar a sua imagem de ser hoje um dos mais ferrenhos opositores ao governo Gladson Cameli. E oposição dura!

É MUITO DESPRESTÍGIO
Sete dos oito deputados federais e os três senadores acreanos não poupam elogios ao presidente Jair Bolsonaro. E este como troco não coloca o Acre entre os Estados prioritários para receber ajuda do governo federal. Isso é porque precisa dos votos para aprovar a PEC da Previdência. Já diz o velho ditado de que, quem muito se abaixa o fundo aparece.

ATÉ QUE ENFIM
Enfim, os donos de Postos de Gasolina serão investigados pelo MP por preços abusivos.

NOVO IMPASSE
Quando as coisas estavam caminhando para uma afinação da base de apoio ao governo na Assembléia Legislativa, que terá votações importantes como a do ACREPREVIDÊNCIA, AGEACRE, nova Reforma Administrativa, após a briga pelo IMAC, tudo voltou à estaca zero.




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Blog do Crica

Governo passa com rolo compressor na oposição

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FOTO: SÉRGIO VALE

No parlamento, quem decide o que deve ou não deve ser aprovado é a maioria. À minoria cabe protestar, criticar, mas lhe fica reservado o papel do derrotado. O que vinha acontecendo até a votação de ontem do projeto da reforma, era uma inversão de valores na ALEAC, aonde a oposição vinha derrotando um governo amplamente majoritário. Mas acabou a festa. O governo rearticulou a sua base, unificou, e impôs uma derrota fragorosa à oposição, aprovando o projeto da nova reforma com 15 votos a favor e 8 contrários. Só não teve 16 votos por o deputado Nicolau Junior (PROGRESSISTAS), como presidente, não poder votar. O deputado Roberto Duarte (MDB) ainda tentou através de um artifício regimental, separar o projeto da reforma dos demais, e votar em destaque nas comissões legislativas. Foi derrotado. Nos demais projetos, estes foram aprovados por 23 votos. O que se pode destacar neste novo momento da base do governo: primeiro, é que o governador Gladson Cameli resolveu usar o poder e dar o comando de que, a votação serviria para definir quem daqui para frente seria ou não seu aliado. General forte, exército forte. Também teve outro componente decisivo na vitória: a articulação política do governo funcionou. A chegada do deputado Luiz Tchê (PDT) na liderança do governo foi outro fator preponderante. É que o Tchê é preparado, conhece o parlamento e os seus humores, e soube dialogar com os deputados dissidentes. O papel do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Nicolau Junior (PROGRESSISTAS), neste processo, com seu perfil conciliador, também foi importante. E terem dado ao secretário Ney Amorim, pela primeira vez, a liberdade que lhe faltava para trabalhar na aglutinação da base governista, acertaram em cheio. Ponha ainda neste cadinho a participação positiva do chefe do gabinete civil, Ribamar Trindade. Foi um cenário que a oposição não esperava. Apostava tudo em dissidências acontecidas em votações anteriores em que derrotou o governo, que não ocorreram. E foi o que se viu: a oposição foi esmagada pelo rolo compressor do governo na votação de todos os projetos levados ontem ao plenário. A derrota estava no semblante dos oito deputados da oposição. E o jogo foi jogado. Manda quem pode, obedece quem tem juízo.

DISCURSOS INCISIVOS

O que se notou ainda na votação da nova reforma administrativa foi a participação de deputados da base governista na defesa do projeto. O deputado Luiz Tchê (PDT) fez um discurso demolindo ponto por ponto os argumentos levantados pelos deputados da oposição contrários à matéria. O deputado José Bestene (PROGRESSISITAS) também teve uma fala incisiva dos tempos do velho Zeca de outras legislaturas. Também é de se destacar o pronunciamento fulminante contra os opositores pelo deputado Marcos Cavalcante (PTB).

EQUILÍBRIO É FUNDAMENTAL

Dos discursos da oposição pinço o feito pelo deputado Daniel Zen (PT), que votou contra o aumento de cargos de confiança, mas destacou que o projeto do governo tinha pontos bons, como a volta das estruturas do Instituto Dom Moacyr e do Instituto de Mudanças Climáticas.

NÃO PODE SER O NADA PRESTA

Oposição tem que ser feita a quem está no poder. Firme e incisiva. A oposição é um instrumento da democracia, sem ela vira ditadura. Só não pode ser a oposição de que o que vem de quem governa não presta. Por isso sempre destaco o deputado Daniel Zen (PT), como um político de que sabe ser um oposicionista num contexto de equilíbrio e de coerência.

FACETA INTERESSANTE

O governador Gladson Cameli mostrou ontem uma faceta interessante. De livre iniciativa saiu do seu gabinete no Palácio Rio Branco e foi sentar e dialogar com os policiais civis que estavam acampados na praça palaciana protestando por cumprimentos de pautas da categoria. Disse o que podia ser resolvido e o que não podia. E saiu aplaudido. Não se governa numa redoma.

DIA DE VITÓRIAS

Ontem, foi o dia de vitórias para o Gladson. Entregou na Caixa Econômica Federal os projetos para a recuperação de ramais no valor de 94 milhões de reais, parados desde o governo passado. Se os projetos não fossem entregue até o fim de junho o recurso seria perdido.

FORÇA-TAREFA

Para que os projetos fossem entregues na CEF em tempo recorde foi preciso o secretário de Infraestrutura, Thiago Caetano, montar uma força-tarefa com outros órgãos do governo para a conclusão. A prioridade é usar o recurso num menor número de ramais, mas com um serviço de qualidade com pavimentação. Serão priorizados os com maior população e produção.

CONVITE NA MESA

O advogado Edinei Muniz estuda filiar-se ao MDB. Foi convidado pelo deputado Roberto Duarte (MDB). Edinei é um quadro político dos mais preparados e somaria muito no MDB.

ALAN RICK

O deputado Alan Rick (DEM) tem se empenhado na defesa do direito dos portadores de doenças raras de recorrer à justiça para conseguir seus medicamentos. O assunto está em análise no STF. São 3 milhões de pacientes no país. Alan defende ainda que o governo federal negocie com os laboratórios preço menor para os medicamentos e garantir o tratamento.

O MÍNIMO QUE SE ESPERA

Depois da aprovação da criação de mais de 450 CECs, o mínimo que se espera do governador Gladson Cameli é de que estes cargos sejam ocupados por pessoas competentes e não usados como cabides de emprego. Estará todo mundo de olho no Diário Oficial.

SABE QUE NÃO HÁ COMO

É um problema complexo, que envolve decisão judicial tomada, por isso a cobrança por parte do deputado Jenilson Lopes (PCdoB) para que o governo mande um projeto regularizando o Pró-Saúde é jogo para a platéia. Sabe que não se resume a um ato simples de só mandar.

NÃO ENTENDI

Um policial militar tem entre as atribuições apreender armas ilegais encontradas durante uma ação. Não entendi o projeto do deputado Cadmiel Bomfim (PSDB) que torna lei a gratificação ao policial por arma recolhida. A alegação, menos ainda: de que sem o benefício o número de armas aprendidas diminuiu. Passou a impressão que a apreensão é vinculada ao pagamento.

NOME NOVO NA DISPUTA

O policial federal aposentado, Eden Barros, é um dos nomes que pode disputar a prefeitura de Xapuri no próximo ano. Atualmente, Eden é filiado ao PV, mas discute entrar no MDB.

PONTO PARA A POLÍCIA

Ponto para a polícia civil, numa investigação recorde prendeu os envolvidos no crime de decapitação, uma cena impactante e cruel que inundou as redes sociais. Não são humanos.

NÃO SE AFINA

Sempre que pode o deputado Fagner Calegário (PV) dá uma estocada no chefe do gabinete civil, Ribamar Trindade, lhe atribuindo os desacertos em atos do governador. Calegário dá ao Ribamar um poder que não tem, como de determinar o que pode ou não ser feito no governo.

NINGUÉM LHE TIRA

Não sei os motivos das críticas do deputado Fagner Calegário (PV) – um direito seu – mas não se pode deixar de em relação ao chefe do gabinete civil, Ribamar Trindade, reconhecer ser um auxiliar do governo competente nas atribuições que recebe. Mas não é quem tem a caneta.

MAS É VIRADA

Não sei se os seus projetos para o setor do empreendedorismo e turismo vão decolar. Mas a secretária Eliane Sinhasique não tem se limitado ao gabinete, ao lamento, mas corre atrás.

NÚMEROS DO GERLEN

Na contabilidade do deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISTAS), com a nova reforma aprovada ontem na ALEAC, além de garantir o funcionamento da máquina pública o atual governo economiza 7 milhões de reais se for feita uma comparação com o governo do PT. No governo do PT eram pagos com CECs 17 milhões de reais. No governo Gladson serão pagos 10 milhões de reais.

200 MILHÕES DE REAIS

É o valor, segundo o deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISTAS), que o atual governo pagou só de dívidas deixadas pelo governo petista. E nisso está incluído o 13º salário atrasado herdado.

LONGE DO FANATISMO

O presidente Bolsonaro divulgou um vídeo de um Pastor evangélico que o cita como alguém “enviado por Deus” para comandar o Brasil. Não embarco na canoa do fanatismo religioso.




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Blog do Crica

A doce vida nas falidas estatais

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Quem imaginar que as falidas empresas estatais estão apenas arquejando, que estão sendo mantidas até as suas extinções só por diretores da massa falida e liquidantes estão enganados com a cor da chita. As estatais viraram um imenso varal de empregos e de benesses de afilhados políticos do governo. Durante a campanha política o mote do então candidato ao governo, Gladson Cameli, era de acabar com as estatais, que segundo o seu discurso não passavam de “cabides de emprego”. E completava sempre sobre o assunto: “não vou deixar uma, vou acabar com tudo.” Primeiro, foi mal orientado pelos seus assessores políticos, porque as estatais possuem débitos ficais e o Estado precisaria saná-los antes de meter a chave na porta. Como não pôde fechar as estatais, o que se esperava do governador era que deixasse somente os liquidante e um ou outro diretor. Mas, não sei orientado por quem, transformou as estatais numa doce vida com a criação de CECs e FGs, sem a menor necessidade. Na ACREDATA foram criadas ou mantidas 12 CECs e 72 FGs. Na SANACRE, a festa foi grande com 21 CECs e 150 FGs. Vão somando. Na COLONACRE são 21 CECs e 66 FGs. Sem falar nos diretores nomeados. E com algumas destas CECs sendo nos tetos 6 e 7, com salários superiores a 5 mil reais. Tudo bem que, quem delimita o tamanho do Estado é quem governa. Não é ilegal se criar CECs, mas que venham a produzir algo para o Estado. Não é o caso das estatais, que estão com as portas abertas apenas para não dizer que fecharam, mas não dão nenhuma contribuição ao governo no campo do desenvolvimento. Existem só nos nomes. O que se pode deduzir com este quadro é que o Gladson Cameli foi pessimamente assessorado quando montou a Reforma Administrativa aprovada na Assembléia Legislativa, caso contrário não inflado as estatais que tanto combateu na campanha por serem inertes.

CONVERSANDO É QUE SE ENTENDE, SERÁ?

O líder do governo na ALEAC, deputado Luiz Tchê (PDT), pretende procurar o prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, para uma conversa inicial sobre o seu retorno à base do governo Gladson Cameli. “O Mazinho é meu amigo, uma pessoa de coração grande, um político de importância, vamos o procurar para lhe ouvir. Dialogar. Seria importante ele voltar a compor com o governo, não custa nada termos uma boa conversa política”, promete o deputado Tchê.

QUESTÃO É SIMPLES

A questão do prefeito Mazinho Serafim é simples. No popular foi sacaneado, foi olhado com desdém pelo governador Gladson Cameli, que prestigiou seus adversários, e se tivesse boa vontade de uma recomposição política, por certo já teria feito uma visita á prefeitura de Sena Madureira. Mazinho é tratado pelo governo como pária, querem que, ele retribua com palmas? Por isso não acredito muito que essa prometida investida do Tchê venha a dar certo. Mesmo porque, se o Gladson tivesse interesse em uma reaproximação já teria lhe procurado.

GARANTIAS REAIS

O deputado Neném Almeida (SD) me disse ontem que somente sairá do SOLIDARIEDADE com garantia real de que não vai perder o mandato. Se sair apenas com uma “Carta de Liberação”, como quer a direção do partido, nada impede que o primeiro suplente requeira seu mandato.

COM O JURÍDICO

Não pedi para sair do partido, eles que comunicaram que estavam me dando uma “Carta de Liberação”, entreguei o caso na mão do meu advogado para me cercar juridicamente e impedir eu venha a ser vítima de uma cilada política, explica Neném. “Quero sair sem brigas, mas seguro”, diz.

CARTA BATIDA

O certo é que não há mais lugar no SOLIDARIEDADE para os grupos da deputada federal Vanda Milani (SD) e do deputado Neném Almeida (SD). Pelo fato do SD o querer fora.

PETECÃO, O REI DAS QUADRAS

Da bancada federal acreana ninguém investiu mais em esporte destinando emendas parlamentares do que o senador Sérgio Petecão (PSD). São centenas de quadras sintéticas espalhadas pelo Estado, com maior número na capital. Uma nova quadra deverá ser entregue na 6 de Agosto. Certo o Petecão, investir no esporte ajuda a tirar os jovens das drogas.

ACABOU A RECLAMAÇÃO

A intervenção do secretario de Infraestrutura, Thiago Caetano, por determinação do Gladson Cameli, de asfaltar a AC-40, que vinha sofrendo uma campanha de críticas nas redes sociais por estar deteriorada e tomada por buracos foi uma pauta positiva. É isso que o Gladson tem que procurar executar, obras e ações que afinem o seu governo com os anseios do povão.

BEM MENOS

Se forem somados 900 cargos que ficaram na Reforma Administrativa, os 450 que devem ser aprovados pela Assembléia Legislativa, e os que foram criados nas empresas estatais, ainda assim, o governo Cameli terá bem menos cargos de confiança que no último governo do PT.

SERIA ALGO SURREAL

Com todos os desencontros deste início de governo Gladson Cameli, ainda assim não consigo acreditar que fará uma administração pior do que a do seu antecessor. Pode ajustar a gestão, tempo para isso ainda tem de sobra. E se for um governo que dê certo, melhor para o Acre.

AÇÃO DO ALAN RICK

Foi fruto de ação parlamentar do deputado federal Alan Rick (DEM), que o Ministério Público Federal entrou na briga pelo retorno do vôo da GOL, no trecho Rio Branco-Porto Velho.

PRATICAMENTE ELUCIDADO

O crime da decapitação de um jovem e que tomou conta das redes sociais já foi elucidado pela polícia e os autores identificados. Os policiais os tratem com o maior carinho, porque se disserem que tiveram um fio de cabelo tocado, por certo os policiais passarão a ser os vilões.

VAMOS DAR O CRÉDITO

Nada contra que notas da coluna sejam pinçadas para republicação em outros espaços nas redes sociais, mas vamos dar o crédito ao autor da matéria. A prática não vem sendo adotada.

FORA DA EQUIPE

Não havia ao governador Gladson Cameli outra medida ao não ser afastar da sua equipe de segurança o militar do BOPE, Alan Martins, que se envolveu em um acidentes com morte. O resto fica com a justiça. O que o Gladson podia fazer legalmente era o tirar da sua segurança.

VAI COMPLICAR

Caso a prefeita Socorro Neri entre na justiça contra a sangria indevida efetuada pelo Estado nos últimos 20 anos, cortando pela metade o repasse da cota legal do ICMs da PMRB, para aumentar o valor de repasse aos demais municípios, os governadores dos últimos 20 anos do PT podem ser acionados por improbidade administrativa. Está nas mãos da Socorro Neri, abrir mão ou não do percentual de 50% a que a PMRB tem direito. A PMRB não nada em dinheiro. E se não abrir mãos a quebradeira nas prefeituras do interior será geral. É um caso delicado.

MDB NA OPOSIÇÃO

A tendência é que dois dos três votos do MDB na Assembléia Legislativa sejam contra o projeto da nova reforma administrativa do governo, prevista para ser votada na sessão de hoje. Votarão contra o deputado Roberto Duarte (MDB); o mais duro opositor ao Gladsom, e a deputada Meire Serafim (MDB). A deputada Antonia Sales (MDB) deve votar a favor.

CHAMEM O CHAPOLIM COLORADO

Acompanho o Rio Branco Futebol Clube desde a década de 70. Época que tinha uma sede social que era referência em eventos. Um time de futebol temido e de muitos títulos. Nos últimos anos parece que passou um furacão pelo clube. A sede desmoronou. Uma dívida de cerca de 2 milhões de reais. E para completar a atual diretoria submete o torcedor ao vexame de ir ao estádio para ver o pior time que o Rio Branco montou nos últimos tempos ser humilhado. Fora o goleiro e os dois zagueiros, o restante é vergonhoso, não seriam titulares no campeonato do Calafate. Não se pode deixar de reconhecer alguns abnegados. Mas o futebol mudou. Não cabe mais o amadorismo, a improvisação. Tem que se moderno, planejado, profissional. Quem é o empresário que vai colocar o nome da sua empresa num projeto falido, amador, sem planejamento? Se era para o torcedor ir para o estádio passar vergonha, melhor não ter colocado o time em campo. Como torcedor das antigas do Estrelão tinha que fazer este desabafo. Lamentável assistir o fim de um memorável clube. Só uma diretoria nova, com visão profissional, poderia salvar o Estrelão. Caso não queiram este caminho, chamem o Chapolim Colorado! Pobre Rio Branco Futebol Clube!

FALTA LEGITIMIDADE

Falta legitimidade a quem participou dos últimos vinte anos do desastre administrativo do PT para atacar o governo Gladson Cameli, mesmo com as suas trapalhadas iniciais, porque foram coniventes com o fracasso da gestão petista calados, que resultou na derrota mais fragorosa que o PT sofreu, junto com seus aliados da FPA.




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