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Após reunião, governo descarta possibilidade de fechar o Hospital de Saúde Mental do Acre

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A possibilidade que o governo do Acre estaria estudando para reformular o sistema de atendimento do Hospital de Saúde Mental do Acre (Hosmac) e transformar a unidade em um hospital geral com ala psiquiátrica, foi completamente descartada pelo governador Gladson Cameli enquanto concedia entrevista ao programa de rádio ‘Fale com o Governador’, no último sábado (11).

Os rumores, até então, apontavam que a Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre) iria fazer do Hosmac um hospital que daria suporte aos atendimentos da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Sobral, assim, enfraquecendo a assistência aos pacientes com transtornos mentais.

No entanto, o secretário de Saúde, Alysson Bestene, disse que após reunião com a equipe do Hosmac, Centro de Atenção Psicossocial (Cap’s) e todas as instituições que fazem parte da rede de saúde, ficou decidido que o hospital não será fechado. “Não há possibilidade de o Hosmac ser fechado. O que vamos fazer é fortalecer o hospital. Já temos levantamento para reformar, estruturar, humanizar e melhorar a unidade”, afirmou Bestene.

Segundo Gladson Cameli, a ideia é fazer com que todas as unidades que estejam funcionando continuem seus trabalhos, mantendo e melhorando o atendimento. “Não há possibilidade de fechá-lo, queremos é melhorar ainda mais o atendimento”, reiterou o governador.

Hoje, o Hosmac faz parte da Sesacre e possui papel de urgência e emergência. Lá, os pacientes em crise são atendidos, estabilizados, alguns internados, para, só então, serem encaminhados para outras áreas da rede de saúde.

Deficiências

Com 65 leitos, o Hosmac sofre, atualmente, com a falta de recursos para manter a unidade em pleno funcionamento. No início do mês passado, a direção do hospital confirmou que de uma lista de 50 medicamentos necessários, 25 estavam em falta por problemas de licitação.

Além disso, a unidade está carente de profissionais, o que prejudica o atendimento. Hoje, o hospital conta com apenas dois psiquiatras para atender uma média de 200 pacientes por dia. O mesmo ocorre na pré-consulta, onde atuam quatro técnicos de enfermagem, número inferior ao estabelecido pelo Conselho de Enfermagem, que exige em torno de seis técnicos.

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Crise de ansiedade, depressão? busque o “Plantão Psicológico” com atendimento gratuito

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Se você tem tido pensamentos suicidas, crise de ansiedade, tristeza profunda ou conhece alguém que está enfrentando esses sintomas e não tem condição financeira para fazer um acompanhamento profissional, fique atento com a dica que o ac24horas preparou para você.

A Universidade Federal do Acre (UFAC) e a Faculdade da Amazônia Ocidental (FAAO) realizam “Plantão Psicológico”, com atendimentos gratuitos. Na FAAO, os atendimentos são realizados de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h e das 14h às 17h. Aos sábados, das 8h às 11h, no Bloco A – Térreo, na Clínica Escola de Psicologia da FAAO.

Já na UFAC, os atendimentos ocorrem somente as sexta-feira, das 8h às 16h, no Bloco Francisco Bacural, do Campus Rio Branco, mediante agendamento prévio, em obediência ao calendário. Os interessados devem entrar em contato via email: [email protected]

As universidades buscam ofertar atendimento de emergência a pessoas que não têm acompanhamento psicológico profissional e, paralelamente a isso, oferecer aos acadêmicos atividades praticas de formação na área integrando à comunidade.

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Acre sai da lista de estados que mais produzem queimadas na Amazônia Legal, diz pesquisa

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Apuí no Amazonas é a cidade com mais focos ativos de incêndios. Dados da unidade de situação de monitoramento hidrometeorológico, apontam o Acre em oitavo lugar com 2.533 focos

O clima de estresse entre a equipe ambiental do governo diminuiu com a divulgação de novos dados de satélites pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) que tiram o Acre da lista de federações que mais queimam em 2019. O município de Apuí que tem 1.754 focos ativos de incêndios, desmatou 154 km². Quem mais queima é quem mais desmata, diz o relatório.

Nenhuma cidade do Acre está no ranking dos dez municípios que mais devastam a Amazônia. Fora Apuí (AM), Altamira no Para e o vizinho Porto Velho, em Rondônia, estão entre os que mais desmatam e queimam. Os cientistas avaliaram focos de incêndio e dados de satélite, acumulado de chuvas e desmatamento.

Equipes do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac) retornam nesse fim de semana de uma força-tarefa feita nas cidades do interior com maiores focos. Até ontem (22), segundo relatório da unidade de situação de monitoramento hidrometeorológico, foram registrados este ano 53.899 focos de queimadas em toda a Amazônia. O satélite de referência é o (AQUA_TARDE). O Acre é o oitavo do ranking dos estados com 2.533 focos, ou seja, é responsável por (4.7%) das queimadas.

Os municípios de Feijó, Tarauacá e Sena Madureira são os que mais apresentam focos ativos de queimadas. Os incêndios acumulados no mês de agosto, um total de 2.158 é que chamaram atenção das autoridades de controle. Foi nessa área a atuação dos fiscais do IMAC, assim como em Acrelândia e Capixaba. Essas duas ultimas cidades apontadas no relatório do estado, são as que mais acumulam focos de incêndio por quilometro quadrado.

Mesmo com toda pressão internacional, imagens do céu acreano coberto por fumaça voltaram a repercutir em matérias dos grandes telejornais, a equipe ambiental do estado ainda não concedeu nenhuma entrevista coletiva sobre o assunto.

O governador Gladson Cameli decretou estado de emergência, mas vem evitando falar do cheiro forte de fumaça prejudicando crianças e idosos que lotam unidades de saúde e hospitais.

O secretário de produção e agronegócio, Paulo Wadt, também evita dar declarações. Há informações de investigações pelo Ministério Público sobre grileiros atraídos de Rondônia agindo no desmatamento de áreas no Acre.

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