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Doação de óleo de castanha auxilia mulheres na hora do parto e reduz casos de laceração

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Gestos de amor modificam o mundo e é por meio de um deles que a indústria acreana Miragina se destaca nos corredores da Maternidade Bárbara Heliodora (MBH), em Rio Branco, há pelo menos oito anos.

Todos os meses, a empresa doa cerca de 10 litros de óleo vegetal de castanha do Brasil para a maior maternidade do Acre.

O produto doado é utilizado pelas parturientes e seus acompanhantes nas massagens pré-parto, permitindo que haja um alívio das dores que antecedem o nascimento do bebê e, ainda, no parto, para lubrificação, evitando assim que as mulheres sofram com cortes.

“O óleo de castanha é de essencial importância durante o trabalho de parto e o parto. A equipe da Maternidade é muito grata por esse gesto de amor”, diz Patrícia Pereira, técnica de Enfermagem da MBH.

A equipe de enfermagem da unidade de saúde explica que a utilização do óleo 100% vegetal não causa riscos para os bebês e nem para as mães, por se tratar de um produto natural.

Vários frascos com borrifadores contendo o óleo de castanha ficam espalhados pelas salas de pré-parto da Maternidade. Uma das enfermeiras revela que quando estão esvaziando, algumas colegas já começam a ficar atentas, para evitar que falte o produto na unidade.

De acordo com a equipe da MBH, a técnica foi aplicada no Acre depois que enfermeiras da unidade participaram de um curso numa maternidade do Rio de Janeiro. Na época, segundo relatos da equipe, as pessoas ainda ficavam ressabiadas quanto à eficácia da técnica, mas à medida que o procedimento era implementando na rotina, pacientes e equipe aprovaram.

“Hoje, ninguém quer que falte esse óleo doado. Isso nos ajuda muito e evita que as mães sofram com dores e até mesmo infecções porque reduziu consideravelmente o número de laceração”, afirma a profissional.

José Luiz Felício, diretor-geral da Miragina, ressalta que os ganhos para a saúde da mulher com a utilização do óleo de castanha no momento de dar a luz são motivo de alegria para a indústria. Ele garante que esse é um gesto que deve ser mantido pela empresa, em respeito às mães e aos seus bebês.

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Destaque 5

Para Binho, educação precisa de mudanças na distribuição de recursos aos estados

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O ex-governador do Acre Binho Marques concedeu entrevista nesse final de semana ao FuturaPlay, onde falou sobre investimentos e gestão dos recursos destinados à educação no Brasil. Binho já foi dirigente do Ministério da Educação e hoje atua como consultor de políticas públicas em educação. Conceituado conhecedor da situação educacional do país, Marques destacou medidas que podem melhorar, significativamente, a qualidade da educação oferecida por municípios e estados brasileiros.

O Brasil destina cerca de 6% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação. Um montante alto se levar em consideração a média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), porém, muito baixo se considerar que o país é extenso e com uma grande dívida para com a educação de seu povo.

“Um dos meios é investir de forma correta os recursos destinados à educação. É preciso acabar com a “intriga” entre economistas e educadores para que se possa investir mais na educação”, salienta Marques.

Binho também ressalta que o país tem graves problemas de gestão. “O atraso que o Brasil tem com a educação faz com que precise investir muito mais do que já investe na educação. Não dá para continuar a gastar 3.800 dólares por aluno, enquanto que a media da OCDE por aluno é 10 mil dólares”.

Segundo o consultor, estudos recentes demonstram que o investimento na educação provoca, sim, melhora a qualidade da educação. “Todo dinheiro que você coloca na educação tem efeito na qualidade, mas as coisas precisam ser ‘casadas’, investir e evoluir proporcionalmente ao que é investido”.

Fundeb

Sobre a renovação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), prevista para 2020, Binho sugeriu mais justiça na distribuição do recurso. “Estamos diante de uma oportunidade que não podemos perder, de fazer um Fundeb melhor na forma de distribuir os recursos”, garante.

Segundo ele, o ideal seria fazer uma redistribuição, não por estado, mas por ente federativo, onde se observaria cada município e estado, avaliando a situação e fragilidades socioeconômicas de cada um para enviar mais aos que têm menos.

MEC

Marques também salientou que o Ministério da Educação (MEC) possui muitos programas com pouco ou nenhum impacto real na melhora da qualidade da educação. “Poderia reduzir a quantidade de programas, dando melhor diversidade e entendendo a realidade de cada local”. Para ele, boa parte do investimento do MEC se perde. “Não tem efeito na qualidade da educação, pois não dialoga com realidades diferentes”, enfatiza.

Uma solução para esse problema, de acordo com o consultor, seria descentralizar mais os programas do MEC e repensar outros, inserindo tais recursos diretamente no Fundeb. “Tem como reunir um conjunto de ações e apontar para os municípios e estados o que deve ser feito, dando mais liberdade para os mesmos”.

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Destaque 5

Luiz Gonzaga visita Assembleia de Minas e lamenta falência do Acre

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Foto: William Dias/ALMG

O deputado Luiz Gonzaga, 1º-secretário da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), visitou a Assembleia Legislativa de Minas Gerais nesta sexta-feira (17). O 2º-vice-presidente da Assembleia Legislativa do Amapá, Max da AABB (SD), também participou da visita.

Durante as visitas, os deputados conheceram diversos setores da Casa, como o Plenário, o Salão Nobre (com a galeria de fotos dos presidentes da ALMG) e a TV Assembleia, onde foram entrevistados.

A rediscussão do pacto federativo, de forma a corrigir a concentração de receitas nas mãos da União e a compensação aos estados que perderam receitas com a Lei Kandir foram os assuntos mais debatidos mas Luiz Gonzaga aproveitou para falar da situação financeira do Acre. “O atual governo assumiu um Estado falido, com uma dívida enorme, uma dificuldade que é ainda maior para estados menores, tais como o Acre, que não produz quase nada”, lamentou o deputado acreano Luiz Gonzaga.

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