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Gato escaldado tem medo de água fria

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A posição cautelosa do professor Minoru Kinpara (foto) em não ter se filiado ao PSDB, mesmo com os convites nos bastidores e os de público, como o de ontem num café da manhã, que lhe foi oferecido pelos tucanos, tem um sentido de preservação: gato escaldado tem medo de água fria, diz o ditado. É que as regras entre os partidos aliados ao governador Gladson Cameli não são claras. Mudam ao passar do vento. Resta lembrar o episódio em que, ele foi convidado para ser o secretário de Educação do Estado e desconvidado em seguida. A primeira pergunta que poderia ser feita neste episódio de puxa e encolhe com o seu nome é saber se, ele sendo candidato à PMRB, teria o apoio do Gladson, afinal, com a máquina estatal nas mãos, é o maior eleitor entre os partidos aliados? Se não tiver, já é um complicador. Um argumento que pesa contra é chegar de um partido que foi oposição na eleição governamental já sentando na poltrona da janela. E esse questionamento, com certeza, vai sofrer dos aliados. Até que ponto pode confiar nos tucanos? É outro ângulo a ser ponderado. A eleição somente será no próximo ano. Até lá, muita coisa pode acontecer. Quem é que lhe assegura que o vice-governador Major Rocha não chegará no próximo ano e dirá que resolveu disputar a PMRB? Do Rocha não duvido de nada! Por tudo isso, o Minoru Kinpara está certo em não ser açodado numa filiação. Porque depois de estar filiado e ser rifado, ficaria difícil sair para procurar outro partido. E existem outras perguntas a serem respondidas: Como ficaria o DEM do deputado federal Alan Rick, nesta novela? E o SOLIDARIEDADE da deputada federal Vanda Denir? O PSD do Sérgio Petecão e o seu caminhão de votos entrarão onde neste contexto? São componentes importantes que têm de ser consultados. Minoru, quando a esmola é grande demais o cego tem de desconfiar. Já diz o antigo, mas sempre aplicável ditado. E o valor dessa esmola é alto.

OUTRO CONTEXTO
Um aspecto que ninguém está discutindo é que a boa votação do professor Minoru Kinpara se deu num contexto diferente de uma disputa do Senado, onde o PT estava rachado no meio, e que muitos dos seus votos carreados vieram deste racha. Não se tira os méritos da sua votação, mas a disputa da PMRB tem componentes próprios e é disputada no sistema bruto.

O BURACO É MAIS EMBAIXO
Na disputa do Senado o Minoru Kinpara não sofreu fustigação, correu em raia livre e sem ataques dos adversários. Para a prefeitura o buraco é mais embaixo, é pau para lamber sabão e pau para saber que sabão não se come. Pode preparar o lombo, se candidato vier a ser.

“É VENDER GELADEIRA NO POLO NORTE”
Liguei ontem para uma figura do andar de cima do governo e perguntei o que achava do episódio, e se o PSDB conseguiria fazer o professor Minoru Kinpara o candidato único da aliança que elegeu  o Gladson Cameli ao governo. Riu e respondeu: “é mais fácil vender geladeira no Polo Norte”.

PONDERAÇÕES FEITAS
E durante a conversa, ele fez uma série de ponderações. Uma delas: “como o Gladson Cameli conseguiria explicar que o seu candidato a prefeito da capital é alguém que foi presidente do PT e disputou o Senado por um partido de oposição, a REDE da Marina Silva”? E concluiu que, isso seria o mesmo que reconhecer que nos aliados há não nomes capazes para a missão de tentar ganhar a eleição para a  prefeitura da capital.

MUITO PREMATURO
Tudo o que se conversar este ano sobre candidaturas a prefeito é muito prematuro.

PASSO IMPORTANTE
O café da manhã de ontem do governador Gladson Cameli com a sua base de apoio era um ponto que estava faltando para que tenha uma maioria folgada e fiel na Assembléia Legislativa. Diálogo, muito diálogo! É que até aqui estava tudo solto. O governo vai chegar aos 16 deputados no grupo.

FATOS A SEREM RESSALTADOS
Dois fatos devem ser ressaltados no café da manhã dos deputados com o governador: o secretário Ney Amorim passa até que enfim a ter um papel na interlocução do governo com a ALEAC e os secretários serão enquadrados para buscar uma afinação com os parlamentares.

ESTAVA VIRANDO UMA BAGUNÇA
O pouco caso dos secretários com os deputados tinha chegado a um ponto que estava virando uma bagunça. Não respondiam aos requerimentos com pedido de informação, não atendiam telefonemas, e quando atendiam ficavam de retornar a ligação e não retornavam. Não pode!

MÁQUINA NA PISTA
O secretário de Infraestrutura, Thiago Caetano, foi o verão chegar e colocou as máquinas na pista e deu inícios aos trabalhos de recuperação da estrada que liga a capital à Senador Guiomard. Aliás, pedido que vinha sendo feito pela senadora Mailza Gomes (PROGRESSISTAS).

APOSTA A SER FEITA
Se existe uma aposta a qual o Gladson deveria bancar, dando-lhe uma estrutura de mídia para divulgar os seus trabalhos, é o secretário de Infraestrutura, Thiago Caetano, porque as grandes obras do Estado passam pela sua secretaria. E se tudo der certo, ganha a imagem do governo.

NOMES
O empresário Hugo (PDT) e o vereador Lauro Benigno (PCdoB) estão na longa lista de nomes que são falados para disputar a prefeitura de Tarauacá na eleição do próximo ano.

NEM TEM DE FALAR
A prefeita Socorro Neri nem fala sobre se será candidata à reeleição ou não. E não tem mesmo que falar quando falta bem mais de um ano para a sua sucessão. O foco central tem de ser na recuperação das ruas de Rio Branco. Candidatura é para discutir no meado do ano eleitoral.

UMA OBSERVAÇÃO
Numa conversa política com o senador Márcio Bittar (MDB), que sabe fazer leitura de campanha; avaliou que, se a prefeita Socorro Neri pegar um vento crescente, tiver o apoio do PT e PCdoB, ela é um nome que pode chegar ao segundo turno da eleição, por estar no poder.

SEM OLHAR A QUEM
O senador Márcio Bittar (MDB), inclusive, destinou 4 milhões de reais de emendas à PMRB.

CURIÓ DE MUDA
O senador Sérgio Petecão (PSD) me disse ontem que sobre eleição para a prefeitura de Rio Branco está igual “curió de muda”, não dá um pio.  Diz que a sua preocupação este ano é a de montar chapas fortes de vereadores em todos os municípios, principalmente, na capital.

NÃO TENHO MAIS IDADE PARA ERRAR NA POLÍTICA
Com uma chapa competitiva de vereadores na capital, eu vou me sentar à mesa bem mais forte de que se sentar agora, avaliou ontem o senador Sérgio Petecão (PSD). “Por isso, Luis Carlos, é que ninguém vai arrancar um gesto meu de apoio a qualquer candidato a prefeito de Rio Branco este ano”, avisou. E completou irônico: “esses meninos estão apressados demais e eu não tenho idade de jovem para ficar errando na política”. Até escuto, mas não falo, avisou

ALGUÉM RESPONDE?
E concluiu Petecão: “quem é que de fato o Gladson vai apoiar para a prefeitura de Rio Branco? Eu não sei! Por isso é muito cedo para estar se falando em nomes para a eleição no outro ano”.

NÚCLEO DURO
O núcleo duro da oposição na ALEAC, pelo que se escuta nos discursos contra o governador Gladson Cameli, já está formado, é experiente e bom de debate: deputados Edvaldo Magalhães (PCdoB), Roberto Duarte (MDB), Daniel Zen (PT) e Jenilson Lope (PCdoB).

NADA ANÔNIMO
As informações sobre supostas propinas pedidas por um assessor da Saúde tinham chegado à coluna, mas coloquei na gaveta porque não podia sustentar nada com o denunciante anônimo. Por qual razão não fez a denúncia logo em seguida do suposto ato de pressão por  propina?

NOME REVELADO
Como é que se vai abrir um processo de investigação se não se sabe o nome da suposto vítima de extorsão? Não existe corrupção sem corrupto e corruptor. Tem que chamar o denunciante para depor, se é que existe de fato e colocar tudo em pratos limpos para a opinião pública.

MUITO COMPLICADA
A situação da oposição em Brasiléia é complicada, porque as suas principais cabeças estão quase todas sofrendo processos judiciais, o que torna grupo de opositores frágil. Nenhum dos nomes antigos da oposição no município tem cacife para derrotar a prefeita Fernanda Hasem.

NÃO FAZ MÁ GESTÃO
O que torna a missão de derrotar a prefeita de Brasiléia Fernanda Hassem mais difícil para a oposição, além de estar espatifada, é que ela faz uma administração que alia as ações municipais às ações políticas. A Fernanda tem sido esperta ao não ficar só no gabinete.

OS TRES MOSQUETEIROS
Jorge Viana, Raimundo Angelim e Marcus Alexandre formam hoje dentro do PT o grupo que mais tem conversado sobre política. Na verdade é o que sobrou da última derrota e que pode comandar uma tentativa de reanimar o finado PT. Todos eles, ex-prefeitos de Rio Branco e bem avaliados em suas gestões. Pergunta: já pediram licença ao grupo da DR?

É CEDO PARA FESTA, OS MÚSICO NEM CHEGARAM
As discussões, os lançamentos de candidatos, cafés da manhã, convite para filiações, como pano de fundo para abrir o debate da eleição de prefeito de Rio Branco é como fazer carnaval antes da orquestra chegar, apenas ao som de um bumbo furado. Ninguém sabe de fato quem é que o governador Gladson Cameli vai apoiar na disputa da PMRB. E o seu apoio será importante porque a máquina estatal tem peso numa disputa municipal. A eleição é em 2020. Estamos em 2019. O senador Sérgio Petecão (PSD) é quem está mais certo de somente abrir uma discussão sobre candidaturas à PMRB no ano vindouro e depois de montar a sua chapa de candidatos a vereador. Ficar se declarando agora que é candidato é como dar tiro no pé.

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Blog do Crica

Governo passa com rolo compressor na oposição

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FOTO: SÉRGIO VALE

No parlamento, quem decide o que deve ou não deve ser aprovado é a maioria. À minoria cabe protestar, criticar, mas lhe fica reservado o papel do derrotado. O que vinha acontecendo até a votação de ontem do projeto da reforma, era uma inversão de valores na ALEAC, aonde a oposição vinha derrotando um governo amplamente majoritário. Mas acabou a festa. O governo rearticulou a sua base, unificou, e impôs uma derrota fragorosa à oposição, aprovando o projeto da nova reforma com 15 votos a favor e 8 contrários. Só não teve 16 votos por o deputado Nicolau Junior (PROGRESSISTAS), como presidente, não poder votar. O deputado Roberto Duarte (MDB) ainda tentou através de um artifício regimental, separar o projeto da reforma dos demais, e votar em destaque nas comissões legislativas. Foi derrotado. Nos demais projetos, estes foram aprovados por 23 votos. O que se pode destacar neste novo momento da base do governo: primeiro, é que o governador Gladson Cameli resolveu usar o poder e dar o comando de que, a votação serviria para definir quem daqui para frente seria ou não seu aliado. General forte, exército forte. Também teve outro componente decisivo na vitória: a articulação política do governo funcionou. A chegada do deputado Luiz Tchê (PDT) na liderança do governo foi outro fator preponderante. É que o Tchê é preparado, conhece o parlamento e os seus humores, e soube dialogar com os deputados dissidentes. O papel do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Nicolau Junior (PROGRESSISTAS), neste processo, com seu perfil conciliador, também foi importante. E terem dado ao secretário Ney Amorim, pela primeira vez, a liberdade que lhe faltava para trabalhar na aglutinação da base governista, acertaram em cheio. Ponha ainda neste cadinho a participação positiva do chefe do gabinete civil, Ribamar Trindade. Foi um cenário que a oposição não esperava. Apostava tudo em dissidências acontecidas em votações anteriores em que derrotou o governo, que não ocorreram. E foi o que se viu: a oposição foi esmagada pelo rolo compressor do governo na votação de todos os projetos levados ontem ao plenário. A derrota estava no semblante dos oito deputados da oposição. E o jogo foi jogado. Manda quem pode, obedece quem tem juízo.

DISCURSOS INCISIVOS

O que se notou ainda na votação da nova reforma administrativa foi a participação de deputados da base governista na defesa do projeto. O deputado Luiz Tchê (PDT) fez um discurso demolindo ponto por ponto os argumentos levantados pelos deputados da oposição contrários à matéria. O deputado José Bestene (PROGRESSISITAS) também teve uma fala incisiva dos tempos do velho Zeca de outras legislaturas. Também é de se destacar o pronunciamento fulminante contra os opositores pelo deputado Marcos Cavalcante (PTB).

EQUILÍBRIO É FUNDAMENTAL

Dos discursos da oposição pinço o feito pelo deputado Daniel Zen (PT), que votou contra o aumento de cargos de confiança, mas destacou que o projeto do governo tinha pontos bons, como a volta das estruturas do Instituto Dom Moacyr e do Instituto de Mudanças Climáticas.

NÃO PODE SER O NADA PRESTA

Oposição tem que ser feita a quem está no poder. Firme e incisiva. A oposição é um instrumento da democracia, sem ela vira ditadura. Só não pode ser a oposição de que o que vem de quem governa não presta. Por isso sempre destaco o deputado Daniel Zen (PT), como um político de que sabe ser um oposicionista num contexto de equilíbrio e de coerência.

FACETA INTERESSANTE

O governador Gladson Cameli mostrou ontem uma faceta interessante. De livre iniciativa saiu do seu gabinete no Palácio Rio Branco e foi sentar e dialogar com os policiais civis que estavam acampados na praça palaciana protestando por cumprimentos de pautas da categoria. Disse o que podia ser resolvido e o que não podia. E saiu aplaudido. Não se governa numa redoma.

DIA DE VITÓRIAS

Ontem, foi o dia de vitórias para o Gladson. Entregou na Caixa Econômica Federal os projetos para a recuperação de ramais no valor de 94 milhões de reais, parados desde o governo passado. Se os projetos não fossem entregue até o fim de junho o recurso seria perdido.

FORÇA-TAREFA

Para que os projetos fossem entregues na CEF em tempo recorde foi preciso o secretário de Infraestrutura, Thiago Caetano, montar uma força-tarefa com outros órgãos do governo para a conclusão. A prioridade é usar o recurso num menor número de ramais, mas com um serviço de qualidade com pavimentação. Serão priorizados os com maior população e produção.

CONVITE NA MESA

O advogado Edinei Muniz estuda filiar-se ao MDB. Foi convidado pelo deputado Roberto Duarte (MDB). Edinei é um quadro político dos mais preparados e somaria muito no MDB.

ALAN RICK

O deputado Alan Rick (DEM) tem se empenhado na defesa do direito dos portadores de doenças raras de recorrer à justiça para conseguir seus medicamentos. O assunto está em análise no STF. São 3 milhões de pacientes no país. Alan defende ainda que o governo federal negocie com os laboratórios preço menor para os medicamentos e garantir o tratamento.

O MÍNIMO QUE SE ESPERA

Depois da aprovação da criação de mais de 450 CECs, o mínimo que se espera do governador Gladson Cameli é de que estes cargos sejam ocupados por pessoas competentes e não usados como cabides de emprego. Estará todo mundo de olho no Diário Oficial.

SABE QUE NÃO HÁ COMO

É um problema complexo, que envolve decisão judicial tomada, por isso a cobrança por parte do deputado Jenilson Lopes (PCdoB) para que o governo mande um projeto regularizando o Pró-Saúde é jogo para a platéia. Sabe que não se resume a um ato simples de só mandar.

NÃO ENTENDI

Um policial militar tem entre as atribuições apreender armas ilegais encontradas durante uma ação. Não entendi o projeto do deputado Cadmiel Bomfim (PSDB) que torna lei a gratificação ao policial por arma recolhida. A alegação, menos ainda: de que sem o benefício o número de armas aprendidas diminuiu. Passou a impressão que a apreensão é vinculada ao pagamento.

NOME NOVO NA DISPUTA

O policial federal aposentado, Eden Barros, é um dos nomes que pode disputar a prefeitura de Xapuri no próximo ano. Atualmente, Eden é filiado ao PV, mas discute entrar no MDB.

PONTO PARA A POLÍCIA

Ponto para a polícia civil, numa investigação recorde prendeu os envolvidos no crime de decapitação, uma cena impactante e cruel que inundou as redes sociais. Não são humanos.

NÃO SE AFINA

Sempre que pode o deputado Fagner Calegário (PV) dá uma estocada no chefe do gabinete civil, Ribamar Trindade, lhe atribuindo os desacertos em atos do governador. Calegário dá ao Ribamar um poder que não tem, como de determinar o que pode ou não ser feito no governo.

NINGUÉM LHE TIRA

Não sei os motivos das críticas do deputado Fagner Calegário (PV) – um direito seu – mas não se pode deixar de em relação ao chefe do gabinete civil, Ribamar Trindade, reconhecer ser um auxiliar do governo competente nas atribuições que recebe. Mas não é quem tem a caneta.

MAS É VIRADA

Não sei se os seus projetos para o setor do empreendedorismo e turismo vão decolar. Mas a secretária Eliane Sinhasique não tem se limitado ao gabinete, ao lamento, mas corre atrás.

NÚMEROS DO GERLEN

Na contabilidade do deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISTAS), com a nova reforma aprovada ontem na ALEAC, além de garantir o funcionamento da máquina pública o atual governo economiza 7 milhões de reais se for feita uma comparação com o governo do PT. No governo do PT eram pagos com CECs 17 milhões de reais. No governo Gladson serão pagos 10 milhões de reais.

200 MILHÕES DE REAIS

É o valor, segundo o deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISTAS), que o atual governo pagou só de dívidas deixadas pelo governo petista. E nisso está incluído o 13º salário atrasado herdado.

LONGE DO FANATISMO

O presidente Bolsonaro divulgou um vídeo de um Pastor evangélico que o cita como alguém “enviado por Deus” para comandar o Brasil. Não embarco na canoa do fanatismo religioso.

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Blog do Crica

A doce vida nas falidas estatais

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Quem imaginar que as falidas empresas estatais estão apenas arquejando, que estão sendo mantidas até as suas extinções só por diretores da massa falida e liquidantes estão enganados com a cor da chita. As estatais viraram um imenso varal de empregos e de benesses de afilhados políticos do governo. Durante a campanha política o mote do então candidato ao governo, Gladson Cameli, era de acabar com as estatais, que segundo o seu discurso não passavam de “cabides de emprego”. E completava sempre sobre o assunto: “não vou deixar uma, vou acabar com tudo.” Primeiro, foi mal orientado pelos seus assessores políticos, porque as estatais possuem débitos ficais e o Estado precisaria saná-los antes de meter a chave na porta. Como não pôde fechar as estatais, o que se esperava do governador era que deixasse somente os liquidante e um ou outro diretor. Mas, não sei orientado por quem, transformou as estatais numa doce vida com a criação de CECs e FGs, sem a menor necessidade. Na ACREDATA foram criadas ou mantidas 12 CECs e 72 FGs. Na SANACRE, a festa foi grande com 21 CECs e 150 FGs. Vão somando. Na COLONACRE são 21 CECs e 66 FGs. Sem falar nos diretores nomeados. E com algumas destas CECs sendo nos tetos 6 e 7, com salários superiores a 5 mil reais. Tudo bem que, quem delimita o tamanho do Estado é quem governa. Não é ilegal se criar CECs, mas que venham a produzir algo para o Estado. Não é o caso das estatais, que estão com as portas abertas apenas para não dizer que fecharam, mas não dão nenhuma contribuição ao governo no campo do desenvolvimento. Existem só nos nomes. O que se pode deduzir com este quadro é que o Gladson Cameli foi pessimamente assessorado quando montou a Reforma Administrativa aprovada na Assembléia Legislativa, caso contrário não inflado as estatais que tanto combateu na campanha por serem inertes.

CONVERSANDO É QUE SE ENTENDE, SERÁ?

O líder do governo na ALEAC, deputado Luiz Tchê (PDT), pretende procurar o prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, para uma conversa inicial sobre o seu retorno à base do governo Gladson Cameli. “O Mazinho é meu amigo, uma pessoa de coração grande, um político de importância, vamos o procurar para lhe ouvir. Dialogar. Seria importante ele voltar a compor com o governo, não custa nada termos uma boa conversa política”, promete o deputado Tchê.

QUESTÃO É SIMPLES

A questão do prefeito Mazinho Serafim é simples. No popular foi sacaneado, foi olhado com desdém pelo governador Gladson Cameli, que prestigiou seus adversários, e se tivesse boa vontade de uma recomposição política, por certo já teria feito uma visita á prefeitura de Sena Madureira. Mazinho é tratado pelo governo como pária, querem que, ele retribua com palmas? Por isso não acredito muito que essa prometida investida do Tchê venha a dar certo. Mesmo porque, se o Gladson tivesse interesse em uma reaproximação já teria lhe procurado.

GARANTIAS REAIS

O deputado Neném Almeida (SD) me disse ontem que somente sairá do SOLIDARIEDADE com garantia real de que não vai perder o mandato. Se sair apenas com uma “Carta de Liberação”, como quer a direção do partido, nada impede que o primeiro suplente requeira seu mandato.

COM O JURÍDICO

Não pedi para sair do partido, eles que comunicaram que estavam me dando uma “Carta de Liberação”, entreguei o caso na mão do meu advogado para me cercar juridicamente e impedir eu venha a ser vítima de uma cilada política, explica Neném. “Quero sair sem brigas, mas seguro”, diz.

CARTA BATIDA

O certo é que não há mais lugar no SOLIDARIEDADE para os grupos da deputada federal Vanda Milani (SD) e do deputado Neném Almeida (SD). Pelo fato do SD o querer fora.

PETECÃO, O REI DAS QUADRAS

Da bancada federal acreana ninguém investiu mais em esporte destinando emendas parlamentares do que o senador Sérgio Petecão (PSD). São centenas de quadras sintéticas espalhadas pelo Estado, com maior número na capital. Uma nova quadra deverá ser entregue na 6 de Agosto. Certo o Petecão, investir no esporte ajuda a tirar os jovens das drogas.

ACABOU A RECLAMAÇÃO

A intervenção do secretario de Infraestrutura, Thiago Caetano, por determinação do Gladson Cameli, de asfaltar a AC-40, que vinha sofrendo uma campanha de críticas nas redes sociais por estar deteriorada e tomada por buracos foi uma pauta positiva. É isso que o Gladson tem que procurar executar, obras e ações que afinem o seu governo com os anseios do povão.

BEM MENOS

Se forem somados 900 cargos que ficaram na Reforma Administrativa, os 450 que devem ser aprovados pela Assembléia Legislativa, e os que foram criados nas empresas estatais, ainda assim, o governo Cameli terá bem menos cargos de confiança que no último governo do PT.

SERIA ALGO SURREAL

Com todos os desencontros deste início de governo Gladson Cameli, ainda assim não consigo acreditar que fará uma administração pior do que a do seu antecessor. Pode ajustar a gestão, tempo para isso ainda tem de sobra. E se for um governo que dê certo, melhor para o Acre.

AÇÃO DO ALAN RICK

Foi fruto de ação parlamentar do deputado federal Alan Rick (DEM), que o Ministério Público Federal entrou na briga pelo retorno do vôo da GOL, no trecho Rio Branco-Porto Velho.

PRATICAMENTE ELUCIDADO

O crime da decapitação de um jovem e que tomou conta das redes sociais já foi elucidado pela polícia e os autores identificados. Os policiais os tratem com o maior carinho, porque se disserem que tiveram um fio de cabelo tocado, por certo os policiais passarão a ser os vilões.

VAMOS DAR O CRÉDITO

Nada contra que notas da coluna sejam pinçadas para republicação em outros espaços nas redes sociais, mas vamos dar o crédito ao autor da matéria. A prática não vem sendo adotada.

FORA DA EQUIPE

Não havia ao governador Gladson Cameli outra medida ao não ser afastar da sua equipe de segurança o militar do BOPE, Alan Martins, que se envolveu em um acidentes com morte. O resto fica com a justiça. O que o Gladson podia fazer legalmente era o tirar da sua segurança.

VAI COMPLICAR

Caso a prefeita Socorro Neri entre na justiça contra a sangria indevida efetuada pelo Estado nos últimos 20 anos, cortando pela metade o repasse da cota legal do ICMs da PMRB, para aumentar o valor de repasse aos demais municípios, os governadores dos últimos 20 anos do PT podem ser acionados por improbidade administrativa. Está nas mãos da Socorro Neri, abrir mão ou não do percentual de 50% a que a PMRB tem direito. A PMRB não nada em dinheiro. E se não abrir mãos a quebradeira nas prefeituras do interior será geral. É um caso delicado.

MDB NA OPOSIÇÃO

A tendência é que dois dos três votos do MDB na Assembléia Legislativa sejam contra o projeto da nova reforma administrativa do governo, prevista para ser votada na sessão de hoje. Votarão contra o deputado Roberto Duarte (MDB); o mais duro opositor ao Gladsom, e a deputada Meire Serafim (MDB). A deputada Antonia Sales (MDB) deve votar a favor.

CHAMEM O CHAPOLIM COLORADO

Acompanho o Rio Branco Futebol Clube desde a década de 70. Época que tinha uma sede social que era referência em eventos. Um time de futebol temido e de muitos títulos. Nos últimos anos parece que passou um furacão pelo clube. A sede desmoronou. Uma dívida de cerca de 2 milhões de reais. E para completar a atual diretoria submete o torcedor ao vexame de ir ao estádio para ver o pior time que o Rio Branco montou nos últimos tempos ser humilhado. Fora o goleiro e os dois zagueiros, o restante é vergonhoso, não seriam titulares no campeonato do Calafate. Não se pode deixar de reconhecer alguns abnegados. Mas o futebol mudou. Não cabe mais o amadorismo, a improvisação. Tem que se moderno, planejado, profissional. Quem é o empresário que vai colocar o nome da sua empresa num projeto falido, amador, sem planejamento? Se era para o torcedor ir para o estádio passar vergonha, melhor não ter colocado o time em campo. Como torcedor das antigas do Estrelão tinha que fazer este desabafo. Lamentável assistir o fim de um memorável clube. Só uma diretoria nova, com visão profissional, poderia salvar o Estrelão. Caso não queiram este caminho, chamem o Chapolim Colorado! Pobre Rio Branco Futebol Clube!

FALTA LEGITIMIDADE

Falta legitimidade a quem participou dos últimos vinte anos do desastre administrativo do PT para atacar o governo Gladson Cameli, mesmo com as suas trapalhadas iniciais, porque foram coniventes com o fracasso da gestão petista calados, que resultou na derrota mais fragorosa que o PT sofreu, junto com seus aliados da FPA.

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