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Política e jornalismo

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Terminei de ler e recomendo o livro do professor e militante do PT, Marcos Inácio Fernandes, o “Marcão”, sobre a história política do Acre e com foco maior no surgimento do PT. Belo livro para quem gosta de política e de história. Para minha surpresa, eu vi inserida na obra duas notas da coluna que eu assinava no jornal “O RIO BRANCO”, intitulada “Conversando sobre Política”, sobre disputas internas no surgimento do PT, isso em 1981. Já se vão 38 anos! Mas já assinava coluna política desde o meado da década de 70, também no “O RIO BRANCO”. O que nos leva a escrever sobre política mais de 40 anos. O livro do “Marcão” me fez reviver essa vivência. É uma obra que dá uma pincelada por todos os partidos que existiam no Estado antes da abertura política e do fim do bipartidarismo. Como acompanhei estas fases foi como um filme antigo passando pela minha cabeça. Muitas colunas surgiram ao longo dessas décadas, se mantiveram por um tempo e depois sumiram. A única que ficou perene foi a minha coluna. Por isso nada mais me surpreende na política do Estado. Foi bom reviver um pouco disso no livro do Marcão. Inclusive, uma ilustração da Balsa para Manacapuru, feita pelo DIM, em 1988, com aquele personagem da Escolinha do Professor Raimundo, que veio fazer campanha para o Ariosto Migueis à PMRB, gritando na televisão “Veeenha”! Ariosto foi derrotado pelo Kalume. E volto a recomendar que comprem o livro, à venda na livraria Paim. Comprem, é história.

Deveria servir de exemplo
A presença do secretário de Infraestrutura, Thiago Caetano – FOTO -, ontem na Assembléia Legislativa, para ouvir as queixas dos deputados e as suas reivindicações, deveria servir de exemplo a outros secretários. Essa aproximação evitaria muitas críticas feitas ao governador Gladson.

ACABOU A BRINCADEIRA
Para o líder do governo, deputado Luiz Tchê (PDT), tem de acabar a brincadeira de secretário do Estado não responder a requerimentos feitos pelos parlamentares. É comum no atual governo a maioria do secretariado fazer ouvido de mercador a pedidos de informações.

OBRIGAÇÃO LEGAL
E tem de acabar mesmo com este pouco caso que alguns fazem do parlamento. E ainda porque são obrigados a prestar informações ao Legislativo ou mesmo a um pedido popular. Não são donos dos cargos, estão de passagem e podem ser demitidos a qualquer hora.

NÃO SE JOGA DINHEIRO PÚBLICO PELO RALO
A prefeita Socorro Neri lançou a “Operação Verão”, que envolverá na ação cerca de 700 trabalhadores, divididos em 33 equipes e utilizando 250 máquinas, num grande mutirão para recuperar a malha viária. Está previsto um gasto de 50 milhões de reais, beneficiando 1500 ruas, em 227 bairros. É mais dinheiro que vai circular na praça. As finanças municipais estão saneadas. Não se trabalha no amadorismo do improviso. As equipes estão nos bairros.

NÃO ACOMPANHA
Mantida uma candidatura do vice-governador Major Rocha a prefeito de Rio Branco é um breque na esperança que o MDB tinha de que todos os partidos aliados se juntariam em torno do seu candidato à PMRB. Porque neste caso, o Rocha seria o candidato do governador.

POR QUAL PARTIDO?
O Tião Bocalom, se ele quiser ser candidato a prefeito de Rio Branco no próximo ano, terá que começar a pensar em outro partido que não seja o PSL. O Coronel Ulisses Araújo é o nome preferido pelos integrantes da cúpula partidária. Inclusive, pelo presidente Pedro Valério.

UBER LIBERADO
O STF declarou por unanimidade, na última quarta-feira, inconstitucionais as leis que proíbem o uso de carros particulares para transporte remunerado de pessoas. Com isso fica liberado o uso de aplicativos como o UBER em todo país. E nulas leis municipais que regulavam a matéria.

UM DADO HISTÓRICO
Na votação que colocou o Coronel Cerqueira Filho como governador do Acre, destituindo o governador eleito José Augusto, o único deputado estadual da época que não votou a favor foi o Nabor Junior; que, simplesmente, não compareceu à sessão que sacramentou o golpe.

POLÍTICO DE CARÁTER
Ao longo da minha carreira no jornalismo conheci poucos políticos da estirpe moral do Nabor Junior. Foi de um caráter irretocável durante a sua longa trajetória do parlamento ao governo.

ESTATURA MORAL
Outro nome no contexto histórico dos políticos honrados que passaram pelo Acre (e foram poucos) e com o qual fiz várias entrevistas e acompanhei as suas ações no Executivo, foi a figura do Jorge Kalume, dono de uma estatura moral reconhecida até pelos seus adversários.

FATO PITORESCO
Para se ter uma idéia quem foi Jorge Kalume, era comum ver pedidos como prefeito da capital endereçados à Câmara Municipal de Rio Branco, solicitando autorização para doar um milheiro de tijolos a uma entidade beneficente. Não discuto a sua ideologia, falo da sua honradez.

APROVAÇÃO UNÂNIME
O líder do governo, deputado Luiz Tchê (PDT), prevê para a próxima terça-feira a votação da indicação de Francisco Assis para a presidência do ACREPREVIDENCIA. Não será chamado para se questionado, por a aceitação do seu nome ser unanimidade entre os parlamentares.

NÃO HAVERÁ POLITICAGEM
A indicação de Francisco Assis é técnica, é um servidor de carreira, profundo conhecedor da situação do ACREPREVIDÊNCIA, e a aprovação do seu nome é bom sinal de que não teremos politicagem no órgão. A sua escolha foi um ato pessoal do governador Gladson e um acerto.

AGEACRE FORA DA DISCUSSÃO
Sobre a presidência da AGEACRE, o deputado Luiz Tchê (PDT), informou ontem à coluna que o debate só acontecerá na ALEAC quando chegar o nome indicado pelo governo. Mas já há um trabalho na base do governo de ter os votos necessários para desarquivar e votar o pedido.

COMO CAMINHÃO DE MELANCIA
Ontem, o clima entre os deputados da base do governo era de calmaria, bem diferente da tempestade da última terça-feira contra o governador Gladson Cameli. O que estava faltando, e parece que começa a ser corrigido, e que havia um afastamento do governo da ALEAC. É como um caminhão carregado de melancias, ao longo do trajeto vão se acomodando.

ACABOU COM O PROBLEMA
Com este projeto do deputado Jenilson Lopes (PCdoB) de criação de um selo de qualidade para a venda do açaí, acaba de vez a dúvida de que o consumidor está usando um produto sem controle sanitário. O projeto também aquecerá a economia no setor e gerará empregos.

NÃO APOSTEM
Vai errar quem apostar que o deputado Géhlen Diniz (PROGRESSISITAS), após deixar a liderança do governo tomará posições contra o governo Gladson. Já disse à coluna que é “base de apoio”. E mais, os princípios do Géhlen Diniz, jamais, fariam simbiose com PT e PCdoB.

FÉ EM AÇÃO
É o título do livro que o bom Pastor Agostinho Ribeiro, da IBB, vai lançar no próximo dia 14, às 19 horas, no Restaurante “Pão de Queijo”. Segundo o autor é um livro que fala de fé, perseverança, seguir em frente apesar das dificuldades. Resultado de 29 anos de Ministério.

REFINANCIAMENTO DA DÍVIDA
O governador Gladson está tratando do refinanciamento da dívida do Estado no “Banco Pactual”. Tem de buscar mesmo saídas econômicas, não adianta ficar na capital no gabinete.

DEFESA DAS FORÇAS POLICIAIS
O deputado federal Alan Rick (DEM) é um defensor ferrenho na PEC da Previdência dos direitos das forças policiais, no que tange às aposentadorias das categorias. Destaca que não se trata de criar regalias, mas de assegurar uma aposentadoria digna para os que vivem na defesa da população. E todos os dias colocando a vida em risco no enfrentamento do crime.

BOTÃO DA VIDA
A deputada Meire Serafim (MDB) é uma das parlamentares que fez uma defesa acirrada pela aprovação do projeto “Botão da Vida”, aplicativo que ao ser acionado pelas mulheres vítimas de violência, haverá o atendimento por uma patrulha de policiais especializados na defesa da Lei Maria da Penha. É um avanço contra a agressão e prevenção do assassinato de mulheres.

PARCERIAS POR SENA
O prefeito Mazinho Serafim tem procurado alternativas para melhorar a gestão. Acaba de ter uma emenda de 800 mil reais destinada pela deputada federal Jéssica Sales (MDB) para um Centro de Idosos e fez parceria com a FIEAC para a oferta de 32 cursos de capacitação. Os dois fatos foram destacados também na fala de ontem da deputada Meire Serafim (MDB).

NÃO HÁ COMO NÃO APOIAR
Importante por gerar emprego. O anteprojeto apresentado ontem pelo deputado Daniel Zen (PT), pelo qual as empresas que têm contratos com o governo incluam nos seus quadros os jovens aprendizes. Não há motivo para o Gladson não mandar projeto á ALEAC neste sentido.

ORIGEM INTERESSANTE
A proposta foi elaborada pela primeira turma dos 24 jovens que participaram do programa Jovem Parlamentar na Assembléia Legislativa, coordenado pelo deputado Daniel Zen (PT).

PARQUES ABANDONADOS
Tenho ouvido muitos protestos contra o descaso com os Parques da cidade. Do Canal da Maternidade, Parque do Tucumã e outros, completamente abandonados e às escuras. A última vez que estes espaços ficaram bem cuidados foi durante o governo do Binho Marques.

REVITALIZAÇÃO URGENTE
Estes espaços precisam ser revitalizados no atual governo. E policiados para evitar assaltos. Eram logradouros que eram usados por boa parte da população para caminhadas. Todos mal cuidados e viraram pontos perigosos por causa dos assaltos aos que ainda os freqüentam.

CONTA QUE PODE FECHAR
Há todo um trabalho para que a base do governo fique unificada em 17 votos, número suficiente para aprovar todos os projetos enviados para a ALEAC pelo Gladson Cameli.

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Blog do Crica

Governo passa com rolo compressor na oposição

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FOTO: SÉRGIO VALE

No parlamento, quem decide o que deve ou não deve ser aprovado é a maioria. À minoria cabe protestar, criticar, mas lhe fica reservado o papel do derrotado. O que vinha acontecendo até a votação de ontem do projeto da reforma, era uma inversão de valores na ALEAC, aonde a oposição vinha derrotando um governo amplamente majoritário. Mas acabou a festa. O governo rearticulou a sua base, unificou, e impôs uma derrota fragorosa à oposição, aprovando o projeto da nova reforma com 15 votos a favor e 8 contrários. Só não teve 16 votos por o deputado Nicolau Junior (PROGRESSISTAS), como presidente, não poder votar. O deputado Roberto Duarte (MDB) ainda tentou através de um artifício regimental, separar o projeto da reforma dos demais, e votar em destaque nas comissões legislativas. Foi derrotado. Nos demais projetos, estes foram aprovados por 23 votos. O que se pode destacar neste novo momento da base do governo: primeiro, é que o governador Gladson Cameli resolveu usar o poder e dar o comando de que, a votação serviria para definir quem daqui para frente seria ou não seu aliado. General forte, exército forte. Também teve outro componente decisivo na vitória: a articulação política do governo funcionou. A chegada do deputado Luiz Tchê (PDT) na liderança do governo foi outro fator preponderante. É que o Tchê é preparado, conhece o parlamento e os seus humores, e soube dialogar com os deputados dissidentes. O papel do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Nicolau Junior (PROGRESSISTAS), neste processo, com seu perfil conciliador, também foi importante. E terem dado ao secretário Ney Amorim, pela primeira vez, a liberdade que lhe faltava para trabalhar na aglutinação da base governista, acertaram em cheio. Ponha ainda neste cadinho a participação positiva do chefe do gabinete civil, Ribamar Trindade. Foi um cenário que a oposição não esperava. Apostava tudo em dissidências acontecidas em votações anteriores em que derrotou o governo, que não ocorreram. E foi o que se viu: a oposição foi esmagada pelo rolo compressor do governo na votação de todos os projetos levados ontem ao plenário. A derrota estava no semblante dos oito deputados da oposição. E o jogo foi jogado. Manda quem pode, obedece quem tem juízo.

DISCURSOS INCISIVOS

O que se notou ainda na votação da nova reforma administrativa foi a participação de deputados da base governista na defesa do projeto. O deputado Luiz Tchê (PDT) fez um discurso demolindo ponto por ponto os argumentos levantados pelos deputados da oposição contrários à matéria. O deputado José Bestene (PROGRESSISITAS) também teve uma fala incisiva dos tempos do velho Zeca de outras legislaturas. Também é de se destacar o pronunciamento fulminante contra os opositores pelo deputado Marcos Cavalcante (PTB).

EQUILÍBRIO É FUNDAMENTAL

Dos discursos da oposição pinço o feito pelo deputado Daniel Zen (PT), que votou contra o aumento de cargos de confiança, mas destacou que o projeto do governo tinha pontos bons, como a volta das estruturas do Instituto Dom Moacyr e do Instituto de Mudanças Climáticas.

NÃO PODE SER O NADA PRESTA

Oposição tem que ser feita a quem está no poder. Firme e incisiva. A oposição é um instrumento da democracia, sem ela vira ditadura. Só não pode ser a oposição de que o que vem de quem governa não presta. Por isso sempre destaco o deputado Daniel Zen (PT), como um político de que sabe ser um oposicionista num contexto de equilíbrio e de coerência.

FACETA INTERESSANTE

O governador Gladson Cameli mostrou ontem uma faceta interessante. De livre iniciativa saiu do seu gabinete no Palácio Rio Branco e foi sentar e dialogar com os policiais civis que estavam acampados na praça palaciana protestando por cumprimentos de pautas da categoria. Disse o que podia ser resolvido e o que não podia. E saiu aplaudido. Não se governa numa redoma.

DIA DE VITÓRIAS

Ontem, foi o dia de vitórias para o Gladson. Entregou na Caixa Econômica Federal os projetos para a recuperação de ramais no valor de 94 milhões de reais, parados desde o governo passado. Se os projetos não fossem entregue até o fim de junho o recurso seria perdido.

FORÇA-TAREFA

Para que os projetos fossem entregues na CEF em tempo recorde foi preciso o secretário de Infraestrutura, Thiago Caetano, montar uma força-tarefa com outros órgãos do governo para a conclusão. A prioridade é usar o recurso num menor número de ramais, mas com um serviço de qualidade com pavimentação. Serão priorizados os com maior população e produção.

CONVITE NA MESA

O advogado Edinei Muniz estuda filiar-se ao MDB. Foi convidado pelo deputado Roberto Duarte (MDB). Edinei é um quadro político dos mais preparados e somaria muito no MDB.

ALAN RICK

O deputado Alan Rick (DEM) tem se empenhado na defesa do direito dos portadores de doenças raras de recorrer à justiça para conseguir seus medicamentos. O assunto está em análise no STF. São 3 milhões de pacientes no país. Alan defende ainda que o governo federal negocie com os laboratórios preço menor para os medicamentos e garantir o tratamento.

O MÍNIMO QUE SE ESPERA

Depois da aprovação da criação de mais de 450 CECs, o mínimo que se espera do governador Gladson Cameli é de que estes cargos sejam ocupados por pessoas competentes e não usados como cabides de emprego. Estará todo mundo de olho no Diário Oficial.

SABE QUE NÃO HÁ COMO

É um problema complexo, que envolve decisão judicial tomada, por isso a cobrança por parte do deputado Jenilson Lopes (PCdoB) para que o governo mande um projeto regularizando o Pró-Saúde é jogo para a platéia. Sabe que não se resume a um ato simples de só mandar.

NÃO ENTENDI

Um policial militar tem entre as atribuições apreender armas ilegais encontradas durante uma ação. Não entendi o projeto do deputado Cadmiel Bomfim (PSDB) que torna lei a gratificação ao policial por arma recolhida. A alegação, menos ainda: de que sem o benefício o número de armas aprendidas diminuiu. Passou a impressão que a apreensão é vinculada ao pagamento.

NOME NOVO NA DISPUTA

O policial federal aposentado, Eden Barros, é um dos nomes que pode disputar a prefeitura de Xapuri no próximo ano. Atualmente, Eden é filiado ao PV, mas discute entrar no MDB.

PONTO PARA A POLÍCIA

Ponto para a polícia civil, numa investigação recorde prendeu os envolvidos no crime de decapitação, uma cena impactante e cruel que inundou as redes sociais. Não são humanos.

NÃO SE AFINA

Sempre que pode o deputado Fagner Calegário (PV) dá uma estocada no chefe do gabinete civil, Ribamar Trindade, lhe atribuindo os desacertos em atos do governador. Calegário dá ao Ribamar um poder que não tem, como de determinar o que pode ou não ser feito no governo.

NINGUÉM LHE TIRA

Não sei os motivos das críticas do deputado Fagner Calegário (PV) – um direito seu – mas não se pode deixar de em relação ao chefe do gabinete civil, Ribamar Trindade, reconhecer ser um auxiliar do governo competente nas atribuições que recebe. Mas não é quem tem a caneta.

MAS É VIRADA

Não sei se os seus projetos para o setor do empreendedorismo e turismo vão decolar. Mas a secretária Eliane Sinhasique não tem se limitado ao gabinete, ao lamento, mas corre atrás.

NÚMEROS DO GERLEN

Na contabilidade do deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISTAS), com a nova reforma aprovada ontem na ALEAC, além de garantir o funcionamento da máquina pública o atual governo economiza 7 milhões de reais se for feita uma comparação com o governo do PT. No governo do PT eram pagos com CECs 17 milhões de reais. No governo Gladson serão pagos 10 milhões de reais.

200 MILHÕES DE REAIS

É o valor, segundo o deputado Gerlen Diniz (PROGRESSISTAS), que o atual governo pagou só de dívidas deixadas pelo governo petista. E nisso está incluído o 13º salário atrasado herdado.

LONGE DO FANATISMO

O presidente Bolsonaro divulgou um vídeo de um Pastor evangélico que o cita como alguém “enviado por Deus” para comandar o Brasil. Não embarco na canoa do fanatismo religioso.

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Blog do Crica

A doce vida nas falidas estatais

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Quem imaginar que as falidas empresas estatais estão apenas arquejando, que estão sendo mantidas até as suas extinções só por diretores da massa falida e liquidantes estão enganados com a cor da chita. As estatais viraram um imenso varal de empregos e de benesses de afilhados políticos do governo. Durante a campanha política o mote do então candidato ao governo, Gladson Cameli, era de acabar com as estatais, que segundo o seu discurso não passavam de “cabides de emprego”. E completava sempre sobre o assunto: “não vou deixar uma, vou acabar com tudo.” Primeiro, foi mal orientado pelos seus assessores políticos, porque as estatais possuem débitos ficais e o Estado precisaria saná-los antes de meter a chave na porta. Como não pôde fechar as estatais, o que se esperava do governador era que deixasse somente os liquidante e um ou outro diretor. Mas, não sei orientado por quem, transformou as estatais numa doce vida com a criação de CECs e FGs, sem a menor necessidade. Na ACREDATA foram criadas ou mantidas 12 CECs e 72 FGs. Na SANACRE, a festa foi grande com 21 CECs e 150 FGs. Vão somando. Na COLONACRE são 21 CECs e 66 FGs. Sem falar nos diretores nomeados. E com algumas destas CECs sendo nos tetos 6 e 7, com salários superiores a 5 mil reais. Tudo bem que, quem delimita o tamanho do Estado é quem governa. Não é ilegal se criar CECs, mas que venham a produzir algo para o Estado. Não é o caso das estatais, que estão com as portas abertas apenas para não dizer que fecharam, mas não dão nenhuma contribuição ao governo no campo do desenvolvimento. Existem só nos nomes. O que se pode deduzir com este quadro é que o Gladson Cameli foi pessimamente assessorado quando montou a Reforma Administrativa aprovada na Assembléia Legislativa, caso contrário não inflado as estatais que tanto combateu na campanha por serem inertes.

CONVERSANDO É QUE SE ENTENDE, SERÁ?

O líder do governo na ALEAC, deputado Luiz Tchê (PDT), pretende procurar o prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, para uma conversa inicial sobre o seu retorno à base do governo Gladson Cameli. “O Mazinho é meu amigo, uma pessoa de coração grande, um político de importância, vamos o procurar para lhe ouvir. Dialogar. Seria importante ele voltar a compor com o governo, não custa nada termos uma boa conversa política”, promete o deputado Tchê.

QUESTÃO É SIMPLES

A questão do prefeito Mazinho Serafim é simples. No popular foi sacaneado, foi olhado com desdém pelo governador Gladson Cameli, que prestigiou seus adversários, e se tivesse boa vontade de uma recomposição política, por certo já teria feito uma visita á prefeitura de Sena Madureira. Mazinho é tratado pelo governo como pária, querem que, ele retribua com palmas? Por isso não acredito muito que essa prometida investida do Tchê venha a dar certo. Mesmo porque, se o Gladson tivesse interesse em uma reaproximação já teria lhe procurado.

GARANTIAS REAIS

O deputado Neném Almeida (SD) me disse ontem que somente sairá do SOLIDARIEDADE com garantia real de que não vai perder o mandato. Se sair apenas com uma “Carta de Liberação”, como quer a direção do partido, nada impede que o primeiro suplente requeira seu mandato.

COM O JURÍDICO

Não pedi para sair do partido, eles que comunicaram que estavam me dando uma “Carta de Liberação”, entreguei o caso na mão do meu advogado para me cercar juridicamente e impedir eu venha a ser vítima de uma cilada política, explica Neném. “Quero sair sem brigas, mas seguro”, diz.

CARTA BATIDA

O certo é que não há mais lugar no SOLIDARIEDADE para os grupos da deputada federal Vanda Milani (SD) e do deputado Neném Almeida (SD). Pelo fato do SD o querer fora.

PETECÃO, O REI DAS QUADRAS

Da bancada federal acreana ninguém investiu mais em esporte destinando emendas parlamentares do que o senador Sérgio Petecão (PSD). São centenas de quadras sintéticas espalhadas pelo Estado, com maior número na capital. Uma nova quadra deverá ser entregue na 6 de Agosto. Certo o Petecão, investir no esporte ajuda a tirar os jovens das drogas.

ACABOU A RECLAMAÇÃO

A intervenção do secretario de Infraestrutura, Thiago Caetano, por determinação do Gladson Cameli, de asfaltar a AC-40, que vinha sofrendo uma campanha de críticas nas redes sociais por estar deteriorada e tomada por buracos foi uma pauta positiva. É isso que o Gladson tem que procurar executar, obras e ações que afinem o seu governo com os anseios do povão.

BEM MENOS

Se forem somados 900 cargos que ficaram na Reforma Administrativa, os 450 que devem ser aprovados pela Assembléia Legislativa, e os que foram criados nas empresas estatais, ainda assim, o governo Cameli terá bem menos cargos de confiança que no último governo do PT.

SERIA ALGO SURREAL

Com todos os desencontros deste início de governo Gladson Cameli, ainda assim não consigo acreditar que fará uma administração pior do que a do seu antecessor. Pode ajustar a gestão, tempo para isso ainda tem de sobra. E se for um governo que dê certo, melhor para o Acre.

AÇÃO DO ALAN RICK

Foi fruto de ação parlamentar do deputado federal Alan Rick (DEM), que o Ministério Público Federal entrou na briga pelo retorno do vôo da GOL, no trecho Rio Branco-Porto Velho.

PRATICAMENTE ELUCIDADO

O crime da decapitação de um jovem e que tomou conta das redes sociais já foi elucidado pela polícia e os autores identificados. Os policiais os tratem com o maior carinho, porque se disserem que tiveram um fio de cabelo tocado, por certo os policiais passarão a ser os vilões.

VAMOS DAR O CRÉDITO

Nada contra que notas da coluna sejam pinçadas para republicação em outros espaços nas redes sociais, mas vamos dar o crédito ao autor da matéria. A prática não vem sendo adotada.

FORA DA EQUIPE

Não havia ao governador Gladson Cameli outra medida ao não ser afastar da sua equipe de segurança o militar do BOPE, Alan Martins, que se envolveu em um acidentes com morte. O resto fica com a justiça. O que o Gladson podia fazer legalmente era o tirar da sua segurança.

VAI COMPLICAR

Caso a prefeita Socorro Neri entre na justiça contra a sangria indevida efetuada pelo Estado nos últimos 20 anos, cortando pela metade o repasse da cota legal do ICMs da PMRB, para aumentar o valor de repasse aos demais municípios, os governadores dos últimos 20 anos do PT podem ser acionados por improbidade administrativa. Está nas mãos da Socorro Neri, abrir mão ou não do percentual de 50% a que a PMRB tem direito. A PMRB não nada em dinheiro. E se não abrir mãos a quebradeira nas prefeituras do interior será geral. É um caso delicado.

MDB NA OPOSIÇÃO

A tendência é que dois dos três votos do MDB na Assembléia Legislativa sejam contra o projeto da nova reforma administrativa do governo, prevista para ser votada na sessão de hoje. Votarão contra o deputado Roberto Duarte (MDB); o mais duro opositor ao Gladsom, e a deputada Meire Serafim (MDB). A deputada Antonia Sales (MDB) deve votar a favor.

CHAMEM O CHAPOLIM COLORADO

Acompanho o Rio Branco Futebol Clube desde a década de 70. Época que tinha uma sede social que era referência em eventos. Um time de futebol temido e de muitos títulos. Nos últimos anos parece que passou um furacão pelo clube. A sede desmoronou. Uma dívida de cerca de 2 milhões de reais. E para completar a atual diretoria submete o torcedor ao vexame de ir ao estádio para ver o pior time que o Rio Branco montou nos últimos tempos ser humilhado. Fora o goleiro e os dois zagueiros, o restante é vergonhoso, não seriam titulares no campeonato do Calafate. Não se pode deixar de reconhecer alguns abnegados. Mas o futebol mudou. Não cabe mais o amadorismo, a improvisação. Tem que se moderno, planejado, profissional. Quem é o empresário que vai colocar o nome da sua empresa num projeto falido, amador, sem planejamento? Se era para o torcedor ir para o estádio passar vergonha, melhor não ter colocado o time em campo. Como torcedor das antigas do Estrelão tinha que fazer este desabafo. Lamentável assistir o fim de um memorável clube. Só uma diretoria nova, com visão profissional, poderia salvar o Estrelão. Caso não queiram este caminho, chamem o Chapolim Colorado! Pobre Rio Branco Futebol Clube!

FALTA LEGITIMIDADE

Falta legitimidade a quem participou dos últimos vinte anos do desastre administrativo do PT para atacar o governo Gladson Cameli, mesmo com as suas trapalhadas iniciais, porque foram coniventes com o fracasso da gestão petista calados, que resultou na derrota mais fragorosa que o PT sofreu, junto com seus aliados da FPA.

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